sexta-feira, 24 de abril de 2015

Agentes sociais anunciam campanha e manifestação nacional contra o TGV

Diversas organizações sociais e sindicais exigiram ontem, 23, em Bilbo a paralisação das obras de construção do TGV e apelaram aos cidadãos para que se mobilizem contra este «absurdo». Para dia 13 de Junho, em Donostia, agendaram uma manifestação nacional, que será precedida por acções e mobilizações em vários pontos do País Basco Sul. A campanha terá como lema «Parem o TGV agora! Basta de desperdício! Vamos decidir entre todos!».

Em conferência de imprensa, Maitane Arri, da Ekologistak Martxan, e Urtzi Ostolozaga, do sindicato LAB, leram um manifesto em que se exige «a paralisação imediata das obras do TGV» e que as «verbas orçamentais atribuídas a este faustoso projecto se destinem às necessidades mais prementes da sociedade, como a saúde, a educação, a habitação e os serviços sociais». Para além disto, propõem a realização de um «debate técnico, social e político, bem como um processo participativo de informação e decisão popular sobre esta infra-estrutura», para se decidir o que fazer.

Mikel Alvarez, da AHT Gelditu! Elkarlana, e Iñaki Mariskurrena, da Atxondoko AHT Gelditu!, revelaram as várias actividades programadas no âmbito da campanha: duas semanas informativas, de 4 a 10 e de 25 a 30 de Maio; mesas-redondas e debates descentralizados; uma marcha de montanha (com almoço e acto político) a 30 de Maio em Atxondo (Bizkaia). Todas estas iniciativas irão culminar na manifestação agendada para 13 de Junho (17h30, Alderdi Eder). / Ver: topatu.info / Vídeo e manifesto: lahaine.org

O preso Zigor Ruiz foi libertado

O iruindarra foi detido em Sheffield (Inglaterra) em 2007. Esta manhã, saiu da cadeia de Herrera de la Mancha (Ciudad Real), onde cumpriu os últimos anos de pena.

Ruiz, pamplonês do bairro de Errotxapea, foi detido Inglaterra, em 2007, com mais duas pessoas, todas acusadas de pertencer à ETA e extraditadas para o Estado espanhol no ano seguinte.

A AN espanhola condenou-o a seis anos de prisão no âmbito do processo contra as organizações juvenis da esquerda abertzale, Jarrai-Haika-Segi, e a mais dois por falsificação de documento. Ao longo dos anos, sentiu na pele a política de dispersão e familiares seus sofreram um acidente rodoviário em 2011. / Ver: ahotsa.info e Berria

XABIER ARRUTI REGRESSOU A LAZKAO
Proveniente da Venezuela, depois de ter estado 36 anos fora do seu país, o refugiado político Xabier Arruti chegou ontem à tarde a Euskal Herria. Era esperado por familiares e amigos, que seguiram com ele para Lazkao (Goierri, Gipuzkoa). Aqui, foi recebido de forma calorosa, com flores e um aurresku [dança tradicional basca].

Recorde-se que no dia 22 de Março de 2014, num acto celebrado em Arrangoitze (Lapurdi), membros do Colectivo de Refugiados Políticos Bascos (EIPK, na sigla em basco) manifestaram a intenção de regressar a Euskal Herria. Na ocasião, afirmaram que «era tempo de dar passos em prol da resolução do conflito» e que «também eles queriam encarar o futuro de Euskal Herria com entusiasmo e esperança». «Para que mais ninguém tenha de fugir da sua terra», disseram. / Ver: goierri.hitza

Borroka Garaia: «Sobre nacionalismo y unidad de acción entre la clase trabajadora española, francesa y vasca»

Insolidaridad, limpieza étnica, radicalidad, extremismo... terrorismo, eso es el nacionalismo para el imperialismo. Aunque en realidad simplemente lo digan así para cubrirse las espaldas y que en sus estados opresores se siga oprimiendo nacionalmente. Nada más y nada menos. (BorrokaGaraiaDa)

«A alternativa estratégica que a classe obreira galega necessita», de Carlos MORAIS (Diário Liberdade)
Do seu êxito dependerá a impostergável reorganizaçom e impulso que necessita o movimento de libertaçom nacional galego, para assim poder desenvolver com coerência a luita de classes, único método de defesa da classe obreira, das camadas populares e da Pátria perante as agressons do capitalismo espanhol e da UE.

«Há 40 anos o heróico povo vietnamita derrotava a invasão imperialista norte-americana», de Resumen Latinoamericano (odiario.info)
A libertação de Saigão (hoje Cidade Ho Chi Minh) em 30 de Abril de 1975 deu o remate final à prolongada luta, plena de sacrifícios e façanhas gloriosas, do povo vietnamita pela reunificação nacional. Na ocasião do 40.º aniversario da histórica efeméride, a Agencia Vietnamita de Noticias (VNA) divulga o seguinte breve resumo das mais importantes campanhas desenvolvidas pelas forças patrióticas de 4 de Março a 30 de Abril de 1975.

25 de Abril sempre

O Povo vencerá!

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Sindicatos sublinham a «grande» adesão à greve no Osakidetza

Os sindicatos SATSE, ELA, LAB, SME-FFHH, CCOO, UGT e ESK mostraram-se satisfeitos com a adesão à greve no serviço de saúde público da CAB, iniciada na quarta-feira às 22h00 por um período de 48 horas. Denunciaram os serviços mínimos «abusivos» decretados pelo Governo de Lakua para «boicotar» a greve, bem como outras estratégias atentatórias do direito à greve.

Ao meio-dia, cerca de 300 trabalhadores concentraram-se frente ao Hospital Santiago, em Gasteiz, 200 em Donostia, frente ao Departamento da Saúde em Gipuzkoa, e 400 à entrada do Hospital de Gurutzeta/Cruces, em Barakaldo (Bizkaia). Reivindicaram «emprego digno» e, face às declarações do conselheiro da Saúde, sublinharam que não estão a reclamar aumentos salariais, mas melhores condições de trabalho e a defender o emprego.

Mais de 30 mil trabalhadores estão abrangidos pelo pré-aviso de greve. Representantes sindicais afirmaram que a adesão estava a ser «importante» e que se notava uma diminuição de actividade nos centros de saúde e hospitais, pese embora a estratégia de «boicote» assumida pela Administração do Osakidetza, tanto na comunicação social como no interior dos hospitais (com o agendamento de operações para hoje, a substituição de trabalhadores em greve, a imposição de trabalhadores a mais em locais onde deviam funcionar apenas serviços mínimos para tornar obrigatório o atendimento não urgente, o recurso a estudantes de Medicina, etc.).

Os sindicatos acusaram a Administração do Osakidetza de querer que «os trabalhadores ponham fim à luta sem dar nada em troca» e garantiram que tal não vai acontecer. A recuperação do emprego «destruído» nos últimos anos, a diminuição da carga laboral, a eliminação da discriminação salarial entre trabalhadores, a recuperação de «todos os acordos incumpridos» pelo Osakidetza são algumas reivindicações que os trabalhadores querem ver negociadas. / Ver: Berria, naiz e argia / Nota do LAB

Manifestação a 2 de Maio contra o julgamento de dez jovens de Iruñerria

O muro popular de Iruñerria [Comarca de Pamplona] agendou uma «manifestação ruidosa» para dia 2 de Maio, em protesto contra o julgamento de dez jovens de Iruñerria na AN espanhola. «Queremos mostrar a indignação e o mal-estar que sentimos perante estes julgamentos e a perseguição incessante», afirmam os promotores da iniciativa. A mobilização começa às 18h00 no Antoniutti parkea, em Iruñea, sob o lema «Oiçam-nos. Não aos julgamentos políticos!».

Acusados de pertencer à Segi, os dez jovens navarros podem apanhar dez anos de cadeia. Trata-se de Mikel Marin, Iker Aristu, Diego Octavio, Iker Araguas e Ibai Azkona (do bairro de Iturrama), Oihan Ataun, Mikel Beunza e Iñaki Marin (do bairro de Arrosadia), Gorka Sueskun (do bairro de Donibane) e Mikel Flamarike (de Barañain). Foram todos detidos entre Setembro e Novembro de 2008, acusados de ser da Segi e, apesar de terem denunciado as torturas que padeceram, foram encarcerados. A maior parte saiu da cadeia passados poucos meses, depois de pagar muitos milhares de euros em fianças. Sete anos volvidos, serão julgados no tribunal de excepção espanhol; nos dias 4, 5, 6, 7, 11 e 12 de Maio.

Mais julgamentos, sentenças
A sentença de dezasseis «dos 28» deve estar para sair; oito jovens e Periko Solabarria serão julgados a 28 e 29 de Maio, depois de terem sido incriminados pela participação no acto político celebrado no festival Gazte Danbada, em 2013; deve seguir-se o julgamento de cinco militantes da Askapena; e em Novembro começa o julgamento do Batasuna, da ANV e do PCTV. / Ver: topatu.info e ahotsa.info

Néstor Kohan: «Aproximaciones al marxismo» [livro]

Reexamen de las antiguas propuestas pedagógicas del marxismo en sus diferentes tendencias e intento de desarrollar una nueva introducción al marxismo desde Nuestra América.

Incorporando una guía de preguntas abiertas para trabajar con colectivos populares, un diccionario de categorías marxistas, una cronología histórica y varios otros materiales de estudio y debate. [Obra completa aqui.] (lahaine.org)

«10 Libros para descargar de Eduardo Galeano», de TeleSUR (BorrokaGaraiaDa)
El escritor y periodista uruguayo, Eduardo Galeano, falleció el pasado 13 de abril a los 74 años en Montevideo (capital uruguaya). Galeano está considerado como uno de los más destacados escritores de la literatura latinoamericana.

Em Donostia, homenagem ao Exército Vermelho no 70.º aniversário da Vitória

A «VESTA», associação de falantes de russo e russófilos, e o Comité de Solidariedade Euskal Herria-Donbass promovem, na capital guipuscoana, a celebração do 70.º aniversário da Vitória do Povo Soviético contra o nazi-fascismo na Grande Guerra Patriótica (1941-1945). As comemorações de 9 de Maio incluem uma manifestação, um acto político e uma homenagem no Boulevard donostiarra.

«A homenagem aos soldados caídos e sobreviventes nesta guerra será extensível aos lutadores antifascistas bascos e às vítimas de uma derrota que hoje pesa. Em suma, honraremos a memória dos combatentes antifascistas de ontem, de hoje e de sempre», afirmam os promotores numa nota.

O convite a participar nesta celebração é endereçado a todas as pessoas e organizações que «consideram importante manter acesa a chama da memória antifascista», para que a Humanidade possa viver livre do fascismo. / Ver: boltxe.info

A propósito de antifascistas e de Grande Guerra PatrióticaPelo Coro do Exército Vermelho.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Segundo acidente do ano com familiares de presos bascos, no regresso de Alicante

Três familiares dos presos políticos bascos Ismael Berasategi, Gotzon Aranburu e Lorentxo Aiestaran sofreram um acidente rodoviário, o segundo do ano relacionado com a criminosa política de dispersão. Os ocupantes da viatura encontram-se bem.

Foi a Etxerat que divulgou o caso. No sábado passado, dia 18, ao fim da tarde, no regresso da cadeia de Villena, em Alicante (Países Catalães), a viatura em que seguiam os familiares dos presos chocou contra uma raposa que atravessou a auto-estrada, a sete quilómetros de Tutera. Os ocupantes saíram ilesos, mas o carro ficou bastante danificado. A cadeia de Villena fica a 720 quilómetros de Euskal Herria.

É o segundo acidente provocado pela política de dispersão este ano. No dia 4 de Abril, um amigo do preso Adur Fernandez sofreu um acidente em Tolosa, no regresso da cadeia de Valhadolide. O ano passado foram dez.

«Até quando? Até voltar a acontecer um acidente com consequências mais graves?», pergunta a Etxerat, que exigiu o fim imediato da política de dispersão dos presos políticos bascos. / Ver: Berria e etxerat.info 1 e 2

Dois opositores ao TGV julgados em Iruñea dia 29

Dia 29, decorre na capital navarra mais um julgamento de opositores ao TGV. Desta vez, trata-se de duas pessoas acusadas de «resistência à autoridade e desobediência», que podem apanhar um ano e oito meses de cadeia. O movimento mugitu! agendou uma concentração de protesto (e de apoio aos arguidos) para as 12h15, frente ao tribunal.

Os factos ocorreram em Novembro de 2013 [notícia aqui], quando dois activistas se acorrentaram aos mastros das bandeiras no varandim da Deputação de Nafarroa em protesto contra o TGV e para apoiar os tartalaris que iam ser julgados na Audiência Nacional espanhola, na sequência da acção de «adoçamento» das ventas da «presidenta» do Governo navarro, Barcina. [Vídeo]

Recorde-se que 33 pessoas foram multadas em 450 euros pela Delegação do Governo espanhol pelo simples facto de estarem a observar a acção de protesto referida. Há cerca de um mês, levou-se a cabo uma campanha para denunciar esta onda de multas. / Ver: mugitu!

MANIFESTAÇÃO EM TAFALLA DEFENDE COMBOIO CONTRA TGV
Cerca de 2000 pessoas participaram no domingo, 19, na manifestação convocada pela plataforma Zona Media por el Tren em defesa do comboio como principal transporte de longa distância para a região navarra conhecida como Zona Media ou Erdialdea.

Na Praça de Navarra, representantes da plataforma reivindicaram, em euskara e castelhano, a melhoria do actual sistema ferroviário navarro e a manutenção da estação ferroviária de Tafalla, que seria eliminada com a construção do TGV. Em 2014, afirmaram, esta estação foi local de partida ou de chegada para 40 691 pessoas e a utilização do transporte ferroviário cresceu 25%.
No que respeita à construção do TGV, disseram que na Zona Media ninguém pode defender esse «projecto absurdo entre Castejón e Campanas», pois impede que se melhore a via existente e isola o território do resto de Nafarroa e do mundo. / Ver: ahotsa.info e naiz

Jesús Valencia: «Askapena ya ha sido juzgada»

Este internacionalismo autóctono, sin más fuerza que sus arraigadas convicciones, nació con la descomunal pretensión de cambiar el mundo y en esas sigue. Humilde pero peleón. Siempre buscando confluencias con gentes de cualquier sitio empeñadas también en acabar con el capitalismo criminal: mil pueblos y una misma lucha. Hombro con hombro y mano con mano, unidos en el empeño por construir un mundo de personas libres y pueblos soberanos. (BorrokaGaraiaDa)

«Guardia Zibila: Euskal Herriak ez zaituzte nahi, ez zaituzte behar», de Amnistiaren aldeko eta errepresioaren aurkako mugimendua (lahaine.org)
Hilketak, torturak, okupazioa, mehatxuak, kontrolak, jazarpena, bahiketak, gerra zikina, beldurra… Hori da Guardia Zibilak Euskal Herriari eskaini dion bakarra. Guardia Zibila ejertzitoaren parte den heinean argi eta garbi esan dezakegu Espainiak Euskal Herria militarki okupatuta mantentzen duela

«Dizer mal dos ciganos não tem mal», de Lúcia GOMES (manifesto74)
Portanto, para os Tribunais, o grave não é o animus narrandi que leva a afirmações destas: são pessoas malvistas socialmente, marginais, traiçoeiras, integralmente subsídio-dependentes de um Estado (ao nível do RSI, da habitação social e dos subsídios às extensas proles) e a quem «pagam» desobedecendo e atentando contra a integridade física e moral dos seus agentes e obstaculizando às suas acções em prol da ordem, sossego e tranquilidade públicas. Não, o grave é que alguém se recuse a aceitá-las como normais e decorrentes da hiperbolização e afirme que são afirmações racistas, xenófobas, indignas, inadmissíveis e reaja contra elas.

Todos na rua para defender Abril

As comemorações populares do 41.º aniversário da Revolução dos Cravos ocorrem em todo o País. Vamos lá!

O desfile na Avenida da Liberdade, em Lisboa, tem início marcado para as 15h00. O Povo vencerá!
«A Liberdade», de António SANTOS (manifesto74)
A Liberdade fez ecoar nos salões dos palácios as novas e as velhas canções da guerra das classes. Cantou o Acordai nas ruas, interrompeu o primeiro-ministro com a Grândola, Vila Morena e incomodou, como sempre desde sempre, os ricos de todas as partes do mundo.

terça-feira, 21 de abril de 2015

Xabier Alegria, jornalista do «Egin» e do «Egunkaria», foi libertado

Xabier Alegria, preso político basco de Lezo (Gipuzkoa), foi libertado esta manhã, depois de ter cumprido sete anos e meio de pena no âmbito do processo 18/98, na parte relativa ao Egin. Foi detido por quatro vezes e passou quase onze anos na cadeia. Hoje, à saída da prisão de Puerto III (Cádis), a cerca de mil quilómetros de Euskal Herria e onde passou quatro anos e meio isolado, tinha amigos e familiares à espera.

Xabier Alegria Loinaz foi detido e encarcerado pela primeira vez em 1998, no âmbito do ataque fascista ao diário Egin; passou um ano na cadeia. Em 2000, voltou a ser detido e encarcerado, desta vez no processo contra o Ekin; foi libertado em Junho do ano seguinte. A 20 de Fevereiro de 2003, foi detido quando do ataque fascista ao jornal Euskaldunon Egunkaria; afirmou ter sido brutalmente torturado.

Na cadeia, de onde sairia em Dezembro de 2004, foi incriminado no processo contra a Udalbiltza, mas seria absolvido, tal como o foi no processo do Egunkaria. A 30 de Novembro de 2007, foi detido no âmbito do processo 18/98 e seria condenado a 12 anos e nove meses pelo Supremo Tribunal espanhol. / Ver: Berria e naiz

Jovem condenado a um ano de prisão por participar no Aske Gunea de Donostia

O Tribunal de Donostia condenou um jovem a um ano de cadeia por participar no Aske Gunea organizado na capital guipuscoana, em Abril de 2013, para impedir as detenções de oito jovens acusados de pertencer à Segi (condenados a seis anos de prisão) e de Ekaitz Ibero (absolvido dessa acusação, mas condenado a quatro anos num outro processo).

No dia 10 de Abril de 2013, a Ertzaintza deteve em Donostia o jovem Ekaitz Ibero, para cumprir uma pena de quatro anos de cadeia. Nesse dia, cerca de cem pessoas juntaram-se à volta de Ekaitz, no Boulevard donostiarra, para dificultar a sua detenção - que veio a concretizar-se, depois de a Ertzaintza «intervir».

Agora, um jovem foi acusado pelo tribunal de «desordens públicas e desobediência grave» por tentar impedir a detenção de Ibero. O douto magistrado foi até ao ponto de ver que houve intenção de «dificultar fisicamente» a acção da Ertzaintza, a cujo malha-malha os insurgentes responderam com «pontapés». O sapiente parece não ter visto mais, mas há registos videográficos. / Ver: argia e Berria

Paulo Elkoro, ex-preso basco, impedido de entrar na Argentina

Paulo Elkoro chegou ontem ao aeroporto de Ezeiza, em Buenos Aires, num voo proveniente da Holanda. Foi detido à chegada e expulso pouco depois, ao que parece, porque o seu nome aparecia numa «lista negra» da CIA. Não existe nenhum mandado de captura emitido contra ele pelo Estado espanhol, informa o portal do Resumen Latinoamericano.

Paulo Elkoro esteve encarcerado entre 2003 e 2006, tendo passado pelas cadeias de Soto del Real, Alcalá-Meco, Valdemoro, Jaén e Almeria (chama-se «política de dispersão»); desde então, encontra-se em liberdade. Ao inteirar-se da detenção em Ezeiza, o Grémio de Advogados argentino começou a efectuar diligências com vista à libertação de Elkoro, e o presidente da associação de magistrados, Eduardo Soares, tentou falar pessoalmente com funcionários do Ministério do Interior (de onde partiria a ordem de expulsão), mas, ao início da tarde, o basco foi metido num avião com destino a Amesterdão.

Lamentando o caso particular deste cidadão basco, o Resumen Latinoamericano critica o procedimento das autoridades argentinas, na medida em que «se sujeita às exigências de serviços de inteligência de países como os Estados Unidos e Israel». Considera ainda que a ocorrência chama a atenção para a questão de quem determina o «trânsito, a entrada e a saída de países», no caso, o «Estado fascista espanhol (o de Rajoy e Felipe González), que se preocupa hipocritamente com a "violação dos direitos humanos" na Venezuela e integra nomes de militantes e lutadores bascos, galegos ou catalães nas "listas negras" da Interpol-CIA». / Ver: Resumen Latinoamericano e Berria

Leandro Albani: «6.800»

El titular del Club de Prisioneros Palestinos (CPP), Qadura Fares, reveló que en la actualidad 6.800 palestinos y palestinas se encuentran en las cárceles israelíes, de los cuales 205 son niños, 21 mujeres y 14 funcionarios de la ANP y el Parlamento. Fares señaló que la gran mayoría de los prisioneros fueron detenidos sin juicio previo y sin tener pruebas concretas en su contra. Desde el CPP agregaron que 700 presos se encuentran en situaciones graves de salud y que las autoridades les niegan la atención médica. (Resumen Latinoamericano)

«Estamos en guerra», de Carlo FRABETTI (lahaine.org)
De forma deliberada y sistemática, los medios de comunicación ofrecen una visión fragmentada delos conflictos bélicos actuales para que los árboles no nos dejen ver el bosque; pero todos ellos forman parte de una misma guerra global: la guerra de expolio y exterminio que el imperialismo estadounidense y sus cómplices están librando contra los pueblos del mundo.

«El muro mortífero del Mediterráneo: el asesinato en masa institucional de la Unión Europea», de Saïd BOUAMAMA (rebelion.org)
Los discursos políticos y mediáticos ocultan las causas estruturales de las travesías mortíferas donde decenas de miles de personas africanas arriesgan sus vidas: la reproducción del «pacto colonial», es decir, la construcción de economías africanas según las necesidades de Europa y no según las necesidades de los pueblos africanos; las frecuentes intervenciones militares europeas directas o indirectas en África. [Em galego aqui.]

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Familiares dos presos intimados recusam-se a depor

Numa conferência de imprensa hoje realizada em Donostia, a Etxerat revelou que os 127 familiares dos presos (109 guipuscoanos e 18 biscainhos) intimados presencialmente ou pelo telefone a depor como testemunhas nos quartéis de Intxaurrondo e La Salve, entre hoje e dia 29, decidiram não comparecer. Nas intimações, não vem referido o processo que justifica o seu depoimento, embora os familiares pensem que se relaciona com as detenções dos advogados dos presos.

Na conferência de imprensa, os porta-vozes da Etxerat Maider Alustizak e Urtzi Errazkin, acompanhados por muitos outros membros da associação, pediram à sociedade e aos responsáveis políticos e sindicais que os ajudem a fazer frente à «perseguição» que lhes está a ser movida. Em seu entender, as intimações são uma nova forma de «pressionar os familiares» e de «fazer mal aos que estão nas cadeias».

Os membros da Etxerat afirmaram que as intimações são assinadas pela Guarda Civil e não por um juiz, e que nelas não se explica a razão pela qual têm de depor, apenas se referindo «branqueamento de capitais». Por isso, cada um dos intimados enviou um texto aos militares dizendo que não irá comparecer nos quartéis. Se existir um mandado judicial, responderão, mas esperam que tal não aconteça, disseram. / Ver: naiz e Berria

FAMILIARES DE PRESOS IDENTIFICADOS PELA GUARDA CIVIL
A Guarda Civil interceptou o autocarro em que seguiam os familiares de presos políticos bascos na cadeia andaluza de Algeciras, no regresso a Euskal Herria, e, durante 20 minutos, identificou todas as pessoas que estavam no interior da viatura.
Por outro lado, o autocarro que partira de Lemoa (Bizkaia) com destino à cadeia de Zuera (Saragoça), numa marcha solidária com o preso Iñaki Bilbao, foi interceptado à chegada à prisão. Todos os participantes na iniciativa foram identificados e a viatura foi passada a pente fino. / Ver: naiz

A Askapena vai agradecer o apoio recebido, sábado, em Zarautz

Em Fevereiro, ficou-se a saber que o Ministério Público espanhol solicitava a ilegalização e a dissolução da Askapena e de três outras associações - Askapeña, Elkar Truke e Herriak Aske - e que pedia seis anos de prisão para cinco militantes da organização internacionalista basca: Walter Wendelin, Aritz Ganboa, Dabid Soto, Unai Vázquez e Gabi Basañez. Desde então, tem sido muito o apoio recebido pela Askapena, a nível nacional e internacional, e, no sábado, 25 de Abril, haverá um acto político em Zarautz (Gipuzkoa), para agradecer a todos.

No acto de sábado, a Askapena quer reunir todo o apoio que tem lhe chegado tanto de Euskal Herria como do estrangeiro. No País Basco, mais de 50 agentes sociais, políticos e sindicais subscreveram o texto «Internazionalismoa ez da delitua» [o internacionalismo não é crime]; a nível internacional, mais de cem pessoas e organizações aderiram ao manifesto internacionalista lançado pelos Euskal Herriaren Lagunak [Amigos do País Basco].

O acto político terá lugar às 12h30 no Modelo Zinema; seguir-se-á um almoço popular, às 14h30; a partir das 18h00, o grupo cubano Habana 357 dará um concerto no gaztetxe Putzuzulo. Numa nota de imprensa, os militantes da Askapena afirmam de forma inequívoca, mais uma vez, que não aceitam este julgamento: «Não aceitamos a criminalização, o encarceramento e a ilegalização da nossa luta internacionalista». / Ver: topatu.info / Nota: askapena.org

Mobilizações em Bilbo e Donostia solidárias com a Revolução Bolivariana

A Agência Venezuelana de Notícias informa que ontem, Dia dos «Povos do Mundo Unidos com a Venezuela», houve mobilizações no Equador, na Bolívia, no México, nas Honduras, na Nicarágua, em Espanha, no Panamá, no Peru, na Suíça, na China, na França, na Bélgica, em Portugal, na Rússia e no Cazaquistão. No País Basco, houve concentrações nas capitais biscainha e guipuscoana; a Cubainformación TV esteve na que se levou a efeito em Bilbo.

A mobilização teve como lema «¡No a la injerencia española en Venezuela! Los pueblos del mundo unidos con Venezuela», e pretendeu repudiar a «ingerência neocolonial dos partidos PP, PSOE, CiU, PNV e UpyD, que, na semana passada, no Congresso dos Deputados de Madrid, uniram os seus votos para exigir ao Governo venezuelano a libertação dos golpistas Leopoldo López e Antonio Ledezma, incriminados por liderarem o processo de desestabilização designado "La salida"».

Com a Venezuela: mobilização em BilboDesde 2014, funciona em Euskal Herria uma Plataforma Solidária com a Venezuela, composta por partidos, sindicatos e colectivos: Arbol Euskal Herria, Alternatiba, Aralar, Askapena, Bachue (Colectivo de Refugiados/as Colombianos/as), Círculo Bolivariano «La Puebla», ESK, Ernai, Euskadi-Cuba, Eusko Alkartasuna, Ezker Anitza, Gazte Komunistak, Gazte Komunisten Batasuna (GKB), Ikasle Abertzaleak, Ikasle Ekintza, Komite Internazionalistak, LAB, Marcha Patriótica (Colômbia), PCE-EPK, Plataforma No más bases, Resumen Latinoamericano, Sare Antifaxista e Sortu. / Mais informação: cubainformacion.tv

Filipe Diniz: «Correr com eles é só uma parte da solução»

Portugal caminha para os últimos lugares na UE28 no que diz respeito ao custo horário do trabalho. Mas Passos Coelho acha que este «ainda é muito elevado», que o grau de exploração e de empobrecimento dos trabalhadores portugueses ainda pode ir mais longe. Ou o povo acaba com esta gente e com esta política, ou esta gente e esta política acabam connosco. (odiario.info)

«Espreme a mama, se não der leite, não há direito?», de Lúcia GOMES (manifesto74)
«As mulheres grávidas são pressionadas para reduzirem os tempos de licença de maternidade. As lactantes são pressionadas para abdicarem do horário de amamentação. Falta pessoal, dizem. E tem faltado tanto bom senso!». Ou seja: para suprir a falta de pessoal no SNS, mães e pais trabalhadores são pressionados para abdicar dos seus direitos e fazer mais (mais horas). [Ver também: «Espreme a mama, a ver se dá leite»]

domingo, 19 de abril de 2015

Euskal Herria mobilizou-se contra o TTIP

Para dizer «não ao TTIP em Euskal Herria», defender a soberania das pessoas e dos povos face ao capital e denunciar o carácter «antidemocrático» do acordo negociado entre os EUA e a UE, realizaram-se concentrações em Donostia e Baiona. Com o mesmo propósito, centenas de pessoas participaram em manifestações nas capitais biscainha e navarra. [Na foto: manifestação em Bilbo.]

Estas mobilizações enquadraram-se na Jornada Internacional de Luta contra a Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento (TTIP), que ontem trouxe muitos milhares de pessoas para as ruas, sobretudo na Europa e na América do Norte.

Entretanto, a organização internacionalista basca, Askapena, tem estado a promover, em conjunto com outras entidades, a realização de conferências sobre o TTIP em vários pontos do País Basco, como Lekeitio (Bizkaia), Lazkao (Gipuzkoa), Altsasu (Nafarroa), Gasteiz e Bilbo. Para dia 22, está agendada uma conferência em Azpeitia (Gipuzkoa).

Manifestação contra o TTIP em IruñeaMais informação: askapena.org e ahotsa.info

Gasteiz, cheia de cor, diz «não» ao racismo

Unidas contra o racismo e na defesa da convivência, milhares de pessoas participaram ontem nas actividades programadas pela plataforma Gora Gasteiz, deixando claro o seu repúdio pelas propostas do autarca da capital alavesa, que pretende endurecer os critérios de acesso às ajudas sociais.

Ao início da tarde, vários milhares de pessoas participaram numa kalejira que percorreu as ruas do centro da cidade. O cortejo partiu por volta das 13h00 da Praça dos Foros e terminou uma hora e meia depois numa Praça da Virgem Branca a rebentar pelas costuras. Ali, os organizadores afirmaram que as declarações racistas do presidente da Câmara, Javier Maroto, «dividiram» a sociedade gasteiztarra. «Cada vez que, a troco de meia dúzia de votos, desprezarem as pessoas, cortarem direitos sociais ou criarem falsos debates para esconder a corrupção... nós aqui estaremos!», disseram.

A iniciativa Gora Gasteiz surgiu na sequência das declarações racistas do autarca Maroto (PP), que carregou contra a população de origem magrebina, acusando-a de «viver das ajudas sociais». Para fazer frente ao cinzentismo do PP e defender uma Gasteiz colorida, centenas de pessoas trabalharam nesta iniciativa ao longo dos últimos meses. Ontem, a jornada de festa foi possível graças ao trabalho de mais de mil pessoas. / Ver: lahaine.org / Mais info: goragasteiz.com

Homenagem a gudaris e milicianos que resistiram ao fascismo nos Intxortas

Dezasseis gudaris e milicianos sobreviventes e familiares de pessoas que sofreram represálias dos franquistas foram hoje homenageados em Elgeta (Gipuzkoa). Antes, teve lugar uma recriação histórica da luta nas trincheiras.
 
Os homenageados receberam uma escultura em ferro da autoria de Iñigo Arregi, num acto em que participaram a Plataforma Basca contra os Crimes do Franquismo, organismos bascos que trabalham no âmbito da memória histórica, sindicatos e partidos políticos históricos (que lutaram lado a lado contra os fascistas, como EAE-ANV, CNT, ELA-STV, EAJ-PNV e PCE-EPK), o Município de Elgeta, bem como outros municípios da comarca e das proximidades.

Na parte da manhã, realizou-se uma recriação histórica da luta que há 78 anos que se travou nos Intxortas, zona montanhosa entre Elgeta e Elorrio. Os franquistas, liderados por Mola e apoiados pela aviação alemã e italiana, atacaram a resistência antifascista entre 20 e 24 de Abril de 1937. / Ver: naiz, Berria, SareAntifaxista e intxorta.org / Fotos: recriação histórica

La Jornada: «Barbárie policial»

O denominador comum nestes casos, para além da situação indefesa das vítimas, é a tendência manifestamente racista e classista na aplicação do uso da força e a disposição das autoridades no sentido de proteger os autores materiais dos assassínios. [...] Episódios como os de Ferguson e North Charleston dão conta de uma crise de direitos humanos dentro do território estado-unidense que retira autoridade moral às bazófias humanitárias de Washington. (odiario.info)

«Um cenário croata na Ucrânia», The Saker (resistir.info)
Cada vez mais gente está a chegar à conclusão de que a junta de Kiev está a preparar-se para o chamado cenário «croata». O não tão subtil plano americano-ucraniano parece ser muito semelhante à «variante croata»: ganhar tempo suficiente para preparar um ataque maciço e então esmagar os «separatistas» numa campanha rápida mas intensa. A grande questão é: será que isso pode funcionar?

«Argentina - Manifesto unitario: Día Internacional del Preso Político» (Resumen Latinoamericano)
cientos de militantes con sus banderas y pancartas, que recordaban que las cárceles del mundo están llenas de luchadores y luchadoras, escucharon a varios representantes de pueblos y colectividades. Así, fueron relatadas las penurias y sufrimientos de los presos y presas vascas, de Colombia, de Paraguay, de Perú, del pueblo saharaui y del pueblo palestino. Finalmente, el presidente de la Gremial de Abogados, Eduardo Soares, leyó un documento unitario de todos los convocantes

sábado, 18 de abril de 2015

Trabalhadores do Osakidetza nas ruas por uma «saúde pública e de qualidade»

Em resposta à chamada dos sindicatos SATSE, ELA, LAB, SME-FFHH, CCOO, UGT e ESK, os trabalhadores do serviço de saúde público na Comunidade Autónoma Basca manifestaram-se este sábado entre o Sagrado Coração e o Teatro Arriaga, na capital biscainha, sob o lema «Kalitatezko Osakidetza baten alde. Enplegua Sortu. No más robos» [Por um Osakidetza de qualidade. Criar emprego. Mais roubos não]. Exigiram a reversão dos cortes e pediram à Administração que discuta «as verdadeiras necessidades» do sistema.

Antes do começo da mobilização, em que estiveram representantes de associações de pessoas afectadas pela hepatite C, Encarna Sánchez de la Maza, do SATSE, explicou que os sindicatos se estão a mobilizar contra a «destruição de emprego» no Osakidetza e que reclamam a recuperação «do emprego perdido e a criação do emprego necessário em todas as categorias profissionais». A substituição dos trabalhadores ausentes, a recuperação de «todos os acordos que o Osakidetza incumpriu», a reversão do aumento das cargas horárias e a eliminação das duplas escalas salariais são outras reivindicações das centrais sindicais.

Os sindicatos criticaram os responsáveis do Osakidetza por terem decidido dar uma conferência de imprensa hoje mesmo, para nela darem a sua versão da mobilização de hoje - «e que nada tem a ver com o que nos leva a estar aqui», sublinharam. Também acusaram a Administração de ter chamado os sindicatos para uma reunião na segunda-feira, 20, com o intuito de «desactivar» as greves convocadas para a próxima semana. [Ler nota do LAB.] / Ver: naiz / Vídeo: manifestação dos trabalhadores do Osakidetza (eitb.eus)

Contra casas vazias e especulação, jovens reclamam direito à habitação em Gasteiz

Ontem, dia 17, cerca de 30 pessoas, na sua maioria jovens, juntaram-se frente à Câmara Municipal de Gasteiz para participar num acampamento de 24 horas em defesa do direito à habitação e para denunciar o facto de o município ter quase 500 casas vazias a que não dá uso. No entanto, quando montaram as tendas, a Ertzaintza apareceu no local e obrigou-as a retirá-las.

A assembleia da habitação de Gasteiz fez saber que tinham sido solicitadas as autorizações necessárias e criticou o município por ter enviado a Polícia para pôr fim ao acampamento. Pese embora os obstáculos, os jovens prosseguiram com o programa estabelecido frente ao edifício da Câmara. Com esta iniciativa, os colectivos Errekaleor Bizirik, Gasteizko gaztetxea, Elkartzen, Arkillos e Gazteon Etxebizitza Asanblada quiseram denunciar a política habitacional levada a cabo pelo município e pela empresa Ensanche XXI na capital alavesa e defenderam que às casas vazias deve ser dado um «uso social».

Segundo referiram, existem na cidade 8000 casas vazias, e quase 500 pertencem à Câmara Municipal; isto, num momento em que cada vez mais cidadãos vêem o direito à habitação violado e se confrontam com a política de especulação. Se a população se mexe e propõe alternativas e/ou soluções, a resposta que obtém daqueles que protegem os interesses especulativos é a criminalização e a repressão: «a política do medo», afirmaram. / Mais fotos: topatu.info / Comunicado: boltxe.info

Cem organizações promovem campanha em defesa do rendimento mínimo

Mais de cem organizações dos territórios de Araba, Bizkaia e Gipuzkoa (Comunidade Autónoma Basca) apresentaram, dia 15, em Bilbo, uma campanha em defesa do Rendimento Social de Inserção, num momento em que «vêem com preocupação o aumento da pobreza e da exclusão» e um clima em que se questiona esta medida.

Em conferência de imprensa, alguns promotores da iniciativa afirmaram que, entre 2008 e 2014, a população em risco de pobreza e exclusão social nos três herrialdes passou de 385 087 (17,9%) para 489 477 (22,7%).

Recordaram que, entre as várias respostas dadas às situações de pobreza e exclusão na CAB, esteve, nos anos 80, a criação do rendimento mínimo - então designado Plano Integral de Luta contra a Pobreza. Actualmente, o RSI permite que 65 mil famílias, 118 mil pessoas «vivam com um mínimo de dignidade, e isto permite que os índices de pobreza e exclusão na CAB sejam inferiores à média estatal e europeia».

Face aos ataques de que esta medida de apoio tem sido alvo, as organizações decidiram promover uma campanha em sua defesa e subscrever o manifesto «+ derechos / eskubideak +», no qual destacam que a protecção social dos mais vulneráveis é um direito como o são a educação ou a saúde e não uma esmola. / Mais informação e manifesto (eus/cas): berri-otxoak

Bruno Carvalho: «Uma viagem ao coração da resistência irlandesa (1.ª parte)»

Parece bastante claro que qualquer estrangeiro que caminhe pela Falls Road é simpatizante da resistência irlandesa. Por isso, encontramos respeito e hospitalidade estampada em todos os rostos. Como quando abrimos as portas do Rock Bar. Pedimos uma Guinness e uma Harp. Quando demos por nós tínhamos um grupo de destacados ex-operacionais do Provisional IRA a pagar-nos rondas de cerveja e a contar-nos como haviam fugido ao tiro e à bomba de Long Kesh e da Crumlin Jail. (manifesto74)

«El poder sigue naciendo del fusil», de Raúl ZIBECHI (boltxe.info)
Mao sostenía que China podía derrotar a los ejércitos reaccionarios sólo con mijo y fusiles, algo que poco después confirmaron los campesinos vietnamitas. Estamos ante principios éticos y políticos básicos, sin los cuales no vale la pena siquiera pensar en combatir, porque colocar la tecnología militar en el centro es tanto como rendirse a la lógica del enemigo. Las guerras populares siempre se ganaron con pueblos decididos, no [solo] con armas.

«"Los vascos nos quitan empleo, que se vayan a su país"», de Borroka Garaia (BorrokaGaraiaDa)
En Euskal Herria una grandísima mayoría social quiere y desea un proceso para normalizar el euskera y tener el derecho colectivo e individual a conocerlo, salvo una minoría radicalizada conformada solo por la casta política de PP y PSOE por mero interés político. La xenofobia no es más que una más de las estratagemas para intentar impedirlo.
Los que roban empleo a la gente son la misma morralla xenófoba.