sexta-feira, 24 de junho de 2016

Jornalista do ahotsa.info multado em 540 euros por gravar mobilização em Iruñea

Iñigo Orduña foi multado em 540 euros por fazer a cobertura de uma concentração frente ao Parlamento de Nafarroa em 2014. Isto porque a Polícia espanhola o tomou como «organizador ou promotor» da mobilização. O argumento cai em saco roto quando, no relatório policial, o jornalista do ahotsa.info aparece a gravar com a sua câmara.

Os factos ocorreram a 12 de Fevereiro de 2014. O jornalista Iñigo Orduña, de câmara ao ombro, cobriu uma concentração contra a corrupção e em que se exigia novas eleições. A Polícia espanhola acusou-o posteriormente de ser o promotor e responsável pela mobilização. Mas, no relatório, incluía duas fotos em que se via Orduña a fazer o seu trabalho, ou seja, a gravar imagens. Orduña foi multado em 540 euros e, segundo apurou o ahotsa.info, houve mais pessoas multadas por causa dessa concentração.

Não é a primeira vez que acontecem coisas do género. Esta multa foi imposta antes da entrada em vigor da Lei da Mordaça e é provável que, ao abrigo desta nova legislação, este tipo de situações se intensifique. Por isso, o ahotsa.info vai levar a cabo uma série de acções com o propósito de que os profissionais da informação «tenham uma resposta firme», por considerar que «está em jogo a liberdade de informação, a liberdade de imprensa, o direito dos cidadãos a estarem informados sobre o que se passa em seu redor».

Para já, o Ahotsa abriu uma conta na Laboral Kutxa (ES65 3035 0356 50 3560007621) para que, quem assim o desejar, possa ajudar a pagar a multa. Para além disso, convida as pessoas a participarem na concentração que, dia 1 de Julho, terá lugar frente à Delegação do Governo espanhol, por ocasião do primeiro aniversário da Lei da Mordaça.

Concentração em Iruñea [2014] Ver: ahotsa.info

O exemplo de Periko, operário e militante abertzale, foi evocado em Rontegi

Cerca de 200 pessoas concentraram-se hoje junto a um dos pilares da ponte de Rontegi (Barakaldo, Bizkaia) para prestar homenagem ao histórico militante abertzale e operário Periko Solabarria, quando passa um ano sobre a sua morte.

No acto, em que foi evocada a figura do ex-sacerdote e activista, reivindicou-se o exemplo da sua militância, ao mesmo tempo que se rejeitou o «relato» que ignora as lutas operárias da comarca da Margem Esquerda e da Zona Mineira, que é necessário colocar no lugar que lhe é devido na história, sublinhou Juanjo Zárraga, em nome da Associação Periko Solabarria.

Estiveram presentes habitantes do bairro de Lutxana, membros de associações de Barakaldo como Berri-Otxoak, Ekobaraka ou Libre, bem como destacados dirigentes políticos e sindicais.

Depois de cantarem as canções e hinos «Santa Bárbara», «A Internacional» e «Eusko Gudariak», os participantes encerraram a homenagem com um «Gora Periko!». / Ver: Barakaldo digital / Ver também: aseh

Maialen Zuazo foi libertada, depois de sete anos na cadeia

A bilbaína, do bairro de Santutxu, saiu hoje da cadeia de Villena (Alicante), onde a aguardavam familiares e amigos, e pôs-se a caminho de Euskal Herria.
A santutxuarra foi detida a 28 de Junho de 2012, em Bilbo, por ordem da AN espanhola, para cumprir os quatro anos de pena que o Supremo confirmara em Abril desse ano. Tinha saído sob fiança ao cabo de três anos de cadeia.

Deve regressar ao seu bairro por volta das 20h30; está prevista uma recepção na Karmelo plaza. / Ver: uriola.eus

«Amnistiaren aldeko manifestazioa Donostian. Deialdirako agiria»

[Manifestação pró-amnistia em Donostia. Comunicado da convocatória] Argi eta garbi azaldu nahi dugu espetxean, sasian zein deportaturik dauden kideak Euskal Herri Langileak pairatzen duen zapalkuntza estrukturalaren ondorio direla, honen kontziente izanik borroka molde desberdinak (guztiak politikoak) erabili izanagatik daudela egoera honetan. Argi azaldu nahi dugu, Euskal Herrian gatazka honen ondorio diren biktimak ez direla zaku berean sartu behar, badakigu nahi gabe sortu diren biktimak ere daudela, baina arlo politikoan (klase gatazka azaleratzen den eremuan) bi biktima bereizi ohi dira: Herri Langilearen borroka bururaino eraman izanagatik bidean gelditu zein errepresioa pairatu (eta pairatzen) dutenak eta Espainiar zein Frantziar burgesiaren frakzio desberdinenak; bai eta Euskal burgesia kolaborazionistarenak, bakoitzak bere klase-interesekin. Guk argi dugu nortzuk diren gure kideak, eta inolako konplexurik gabe euren izaera politikoa azpimarratu eta azalduko diogu Herriari. / Ler: amnistiAskatasuna

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Vários jovens feridos em Mendillorri após carga violenta da Polícia espanhola

A Polícia espanhola interveio esta tarde à bastonada no cortejo festivo do Gazte Eguna [Dia da Juventude] do bairro de Mendillorri, em Iruñea [Pamplona]. Os jovens tinham autorização do município. Há vários menores feridos, cinco dos quais hospitalizados.

Quando a Polícia de Intervenção apareceu, a kalejira pelas ruas do bairro decorria sem problemas. Havia ambiente de festa e, numa carrinha, um DJ punha a música. Depois os agentes pediram-lhes a autorização municipal e, como o responsável não estava presente, os jovens disseram aos polícias que confirmassem a existência da autorização.

A tensão foi crescendo e, a dada altura, o comandante da operação sacou do cacetete e começou a bater nos jovens, vendo o exemplo seguido pelos restantes agentes. De acordo com o ahotsa.info a maior parte dos feridos é menor de idade e cinco tiveram de ser hospitalizados. Muitos foram atingidos na cabeça; a situação mais grave é a de um jovem que não ouve e que, de acordo com o relatório médico, sofreu uma perfuração no tímpano.

Os jovens tinham autorização do município e, depois da carga, entraram em contacto com responsáveis municipais do EH Bildu. Aritz Romeo, do Departamento de Segurança dos Cidadãos, falou com o Comando da Polícia e só então os agentes do Corpo de Intervenção saíram do bairro iruindarra. / Ver: ahotsa.info

Contra a Lei da Mordaça, concentrações nas capitais do País Basco Sul

No dia 1 de Julho faz um ano que entraram em vigor, no Estado espanhol, a Lei da Segurança dos Cidadãos e o Código Penal reformado. Para esse dia foram marcadas mobilizações em Iruñea, Gasteiz, Bilbo e Donostia.
As concentrações foram convocadas «contra as Leis da Mordaça, a criminalização do protesto social, a pobreza e a precariedade», e «em defesa dos direitos e da rua como espaço de expressão, mobilização e apoio mútuo», lê-se na nota dos organizadores, que fazem um apelo a desobedecer às «leis injustas». / Ver: topatu.eus e SareAntifaxista

Ver tb: «Ertzaintzak ia 4.000 isun jarri ditu Mozal Legea aplikatuz martxora arte» (argia)

«Leioako akelarrea»: mitologia basca, solstício de Verão e fogueiras de São João

[Akelarre de Leioa] Curto documentário sobre o «Akelarre de Leioa», em que «personagens da mitologia basca» celebram o solstício de Verão e o Donibane Sua (as fogueiras de São João). Em Leioa (Uribe Kosta, Bizkaia, EH). Maite zaituztegu!
Leioako akelarrea (erdarazko azpitituloak) from KaLaBaZaN! on Vimeo.

Com legendas em castelhano. / Câmaras: Antxon Unzaga e Jone Ibarretxe; edição: Irati Astobieta e Jone Ibarretxe.

Entrevista de Hemisferio Izquierdo a Jorge Beinstein

Hemisferio Izquierdo: Cuando ganó Obama en 2008 se construyó un relato que poco más señalaba el fin de las pretenciones hegemónicas y belicistas de los Estados Unidos, al punto que en 2009 le entregaron el Nobel de la Paz ¿Qué balance haría de estos 8 años de gestión Obama? ¿Se modificaron en algo sus objetivos y su estrategia con respecto a la gestión Bush?

Jorge Beinstein: Respecto de América Latina la gestión de Obama «comenzó» con el golpe de estado en Honduras y continuó con una ofensiva general tendiente a la recolonización de la región. Luego de los repliegues imperiales, de la perdida de influencia que caracterizó a la presidencia Bush (recordemos el fracaso del ALCA) la presidencia Obama lanzó una vasta operación de conquista que se desplegó de manera compleja, flexible pero sistemática.

A nivel global la estrategia guerrerista de Bush fue enriquecida con un vasto abanico de intervenciones imperialistas como el golpe de estado en Ucrania, la destrucción de Libia y la guerra contra Siria, incluida la creación y puesta en marcha del llamado «Estado Islámico». Todo ello en un contexto de decadencia económica, social e institucional de los Estados Unidos que se había iniciado mucho antes pero que se fue agravando durante la era Obama. / Ver: boltxe.eus

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Urko Martinez será julgado em Setembro por protestos contra a troika

O jovem bilbaíno será julgado a 29 de Setembro, acusado de ter participado nos incidentes ocorridos a 3 de Março de 2014, no decorrer da cimeira Global Forum Spain. Numa conferência de imprensa que hoje teve lugar em Bilbo, a plataforma Libre e o movimento Eleak expressaram-lhe a sua solidariedade e fizeram um apelo à «defesa dos direitos» de Urko e dos demais imputados.

Participaram na cimeira referida representantes do Estado espanhol e do capital europeu. Antes de os trabalhos se iniciarem, durante a cimeira e após a sua conclusão, os protestos não pararam em Bilbo, «para denunciar a situação económica e recordar à troika que não era bem-vinda».

Registaram-se fortes incidentes, sobretudo na Kale Nagusia e na Alde Zaharra, e a Polícia autónoma espanhola efectuou 13 detenções. Um dos detidos foi Urko Martinez, jovem do bairro de Otxarkoaga, que será julgado a 29 de Setembro.

Iker Egiraun, absolvido
O também bilbaíno Iker Egiraun, do bairro de Deustu, foi julgado em Março último também por alegada participação nos incidentes na capital biscainha. O Ministério Público pedia dois anos e meio de cadeia e 120 mil euros de multa, mas o tribunal absolveu-o por falta de provas.

A plataforma Egi Libre disse que se tratava de uma «montagem» e enquadrou o seu caso numa estratégia de «criminalização da luta social» e de «desactivação da juventude». / Ver: uriola.eus e aseh

A Berri-Otxoak entregou ao município de Barakaldo um «kit contra os cortes»

A Berri-Otxoak, plataforma contra a exclusão social e de defesa dos direitos sociais, promoveu ontem uma concentração à entrada da Câmara Municipal de Barakaldo (Ezkerraldea, Bizkaia), no decorrer da qual procedeu à entrega de um «kit contra os cortes».
No kit há um par de óculos – para ver a realidade –, um aparelho auditivo e auriculares – para ouvir as necessidades das pessoas –, tesouras – para cortar os processos burocráticos no momento de aceder a uma prestação –, e uma lanterna – para iluminar as ideias.

A acção foi aproveitada ainda para apresentar um novo número do jornal que a Berri-Otxoak edita sobre a má gestão e as más decisões da equipa de governo municipal. / Ler nota da Berri-Otxoak em herrikolore.org

«Fan Hemendik»: o País Basco é uma das regiões com mais polícias

Nos últimos seis anos, houve festa rija e grande dose de humor, em Oñati (Gipuzkoa), para denunciar a presença das forças policiais e militares espanholas em Euskal Herria (EH).
Os dados continuam a ser bem claros. O País Basco é uma das regiões da Europa com maior número de polícias por habitante: cerca de 4800 guardas civis e 2000 polícias espanhóis, 8000 ertzainas, 1100 polícias forais e 2200 polícias franceses. O Exército espanhol tem 1200 soldados em EH.

Assim, há actualmente em terras bascas quase 20 mil homens armados. / Ver: argia

Ana Saldanha: «A difícil luta pela democracia no México»

[Texto publicado em Janeiro de 2007] Entre Junho e Novembro de 2006, pelo menos 11 pessoas morreram na cidade mexicana de Oaxaca em resultado da repressão levada a cabo pela polícia federal contra o movimento popular que exige a destituição do governador do Estado, Ulises Ruís Ortiz. Além disso, houve dezenas de feridos e detidos, graves danos materiais e elevados prejuízos económicos. Para compreender o que se passa em Oaxaca, teremos de recuar ao ano de 1980 e à formação da Coordenadora Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE) por algumas secções de professores que integravam o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Educação (SNTE), e onde a Secção XXII dos Professores (do Estado de Oaxaca) do SNTE teve papel determinante. (avante.pt)

terça-feira, 21 de junho de 2016

Os Mossos d'Esquadra prenderam novamente o rapper Pablo Hasél

O cantor catalão Pablo Hasél, que já foi detido e julgado anteriormente, foi hoje preso pelos Mossos d'Esquadra à saída da sua casa, em Lleida. Saiu em liberdade depois de passar quatro horas na esquadra; refutou as acusações e revelou a existência de um novo processo contra ele na AN espanhola.

Apesar da insistência, os polícias não lhe quiseram comunicar o motivo da detenção. À saída da esquadra, o rapper catalão recorreu ao Twitter para acusar a comunicação social de estar a esconder que fora detido sob «falsas acusações» e que o tribunal de excepção espanhol lhe moveu um novo processo, relacionado com «comentários contra a monarquia», por dizer o que «está mais que provado: os Bourbons são mafiosos com negócios sujos na Arábia Saudita».

Ao que parece a detenção está relacionada com factos ocorridos no início deste mês na Universidade de Lleida (UdL), quando vários estudantes ocuparam as instalações em protesto contra o facto de a delegada do Governo espanhol e professora Inma Manso ir para as aulas escoltada por polícias armados.

A Assembleia de Letras da UdL convocou uma conferência de imprensa. Segundo refere o La Haine, diversos meios de comunicação assumiram uma atitude de criminalização para com os estudantes e, no que se refere a Hasél, acusaram-no de ter agredido vários jornalistas.

De acordo com fontes presentes no local, vários estudantes recriminaram os jornalistas por estarem a gravar imagens de quem pedira para não ser filmado. As mesmas fontes referem que os estudantes lhes taparam parcialmente as câmaras para defender o seu direito à privacidade e exigiram-lhes que saíssem do local.

Os jornalistas da TV3 Enric Pinyol e Alex Orò apresentaram queixa. Hasél afirma que as suas acusações são falsas. / Ver: lahaine.org

Ver tb: «Solidariedade internacionalista com Pablo Hasél» (amnistiAskatasuna: eus / cas)

No Dia do Refugiado, manifestação em Iruñea denunciou política migratória da UE

Centenas de pessoas participaram, ontem, na manifestação que teve lugar na capital navarra por ocasião do Dia do Refugiado, protestando contra as políticas xenófobas de controlo e fechamento das fronteiras na UE. / Ver: euskalerria.eus / FOTOS: ekinklik.org

Leituras relacionadas:
«CGTP-IN assinala o Dia Mundial do Refugiado» (cgtp.pt)

«LAB denuncia las guerras, la xenofobia y las políticas migratorias de Europa» (herrikolore.org)

«Para o Bloque Magdalena médio/frente cuarto. Quando a luta se torna na nossa casa»

[De Magdalena] Homens e mulheres de luta: somos um tronco. Nele, estão marcadas as memórias, as lutas, o que de essencial nos constitui. Vamos crescendo, o tronco cresce, os ramos vão-se acrescentando, uns caiem, outros ficam: são as vivências e memórias que ora ficam, ora vão. A Colômbia acrescentou ao tronco o essencial que me vinha fazendo crescer. Já não é um simples galho de memória ao qual vários outros se sobreporão. Não. A Colômbia é parte essencial do tronco, suportado nas raízes que me fizeram Mulher: e Comunista. Agora, sei-o. Graças a vocês. (odiario.info)

«Um onze inicial de classe redobrada», de Filipe GUERRA (manifesto74)
Além de um entretenimento de massas, que por esta altura ganha contornos absolutamente desproporcionados e muito saturantes, o futebol pode ser também um meio de expressão, de luta e protesto. Assim e aproveitando a época, hoje apresenta-se um onze, de jogadores de futebol, de notoriedade diversa, com mais ou menos razão, de vários pontos do mundo, que em certa altura das suas carreiras decidiram fazer mais do que apenas jogar futebol.

KOP - «Acció directa»

Do álbum homónimo, de 2010.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

«Hemos mostrado nuestra disposición para que es@s kides no se queden sin cobertura política y asistencial»

[Comunicado do Movimento pró-Amnistia] Estas últimas semanas hemos sabido que a algunos presos políticos vascos se les había retirado la cobertura política y jurídica. Ante esta situación, el Movimiento Pro Amnistía y Contra la Represión quiere manifestar lo siguiente:
[...]
Nuestro Movimiento preveía este escenario y por ello adquirió el compromiso de no dejar por el camino a ningún luchador ni luchadora. Ante esta situación, el Movimiento Pro Amnistía y Contra la Represión quiere anunciar a Euskal Herria que garantizará la cobertura política, humana y asistencial a estos compañeros. / Ver: amnistiAskatasuna (cas / eus)

Em Iruñea, recordou-se que a dispersão é um «castigo adicional»

Sob o lema «Stop dispertsioa», realizou-se ontem, na capital navarra, uma manifestação contra a dispersão convocada pela organizações Sare e Etxerat. Os organizadores recordaram que esta política, para além de representar um «castigo adicional» para os familiares dos presos políticos bascos, infringe também a legislação europeia.

«É tempo de começar a mudar as políticas prisionais, e é isso mesmo que iremos pedir ao novo governo que sair das eleições espanholas», disse Aitor Etxeberria, da Sare. A este propósito, lembrou que os familiares são obrigados a fazer mais de mil quilómetros todas as semanas, pondo as suas vidas em risco.

«Sabemos que é hora de acabar com a dispersão. Não há desculpas. Novos tempos exigem novas fórmulas», reivindicou a Sare. Centenas de pessoas associaram-se a estas reivindicações em Iruñea. Antes da mobilização, várias pessoas conhecidas juntaram-se à convocatória das duas organizações, como o bertsolari Julio Soto e o pintor Xabier Morras. / Ver: Berria

Carlos Fazio: «La guerra del régimen mexicano contra el magisterio»

En esos estados del sur-sureste mexicano, donde predomina la propiedad colectiva de la tierra y que han sido destinados a sufrir profundas reconfiguraciones territoriales, económicas y poblacionales vía el despojo neocolonial, el papel de las maestras y los maestros −como formadores de una identidad nacional e impulsores de una pedagogía comunitaria, autonómica, autogestionaria, solidaria y emancipadora− se ha convertido en un obstáculo; de allí la guerra contrainsurgente y mediática de Peña y Nuño contra la CNTE, incluida la criminalización de la protesta y la detención y persecución de sus dirigentes. (lahaine.org)

«Bases da NATO na Europa e a ameaça das armas nucleares», de Rui NAMORADO ROSA (odiario.info)
Num fundamentado texto como é sempre uso, Rui Namorado Rosa diz no texto que hoje publicamos por que razão «a NATO é argumento e instrumento para, primeiro, duas grandes potências nucleares, e depois, uma só delas, terem efectivamente decidido sobre a defesa e a segurança no continente Europeu»; e acrescenta que não foi com a integração na NATO que Estados Europeus «adquiriram parte activa na negociação e garantia de segurança e Paz na Europa. Antes por isso mesmo a perderam, e tornaram-se corresponsáveis pela militarização na Europa e pela escalada de conflitos dramáticos no continente e na bacia do Mediterrâneo, de que todos somos vítimas».

«Muitos países europeus foram capturados para a visão estratégica da NATO e como instrumentos de influência política e militar da NATO sobre o nosso continente e para além dele. A União Europeia tem facilitado o avanço de tal visão militarista e percurso guerreiro».

Che: «Algunas reflexiones sobre la transición socialista» [Escuela de Cuadros]

Na edição n.º 158 do programa de formação marxista «Escuela de Cuadros», procede-se ao estudo de um excerto de «Algunas reflexiones sobre la transición socialista (Carta a Fidel Castro, Abril de 1965)». Amílcar Figueroa dá uma ajuda.

«Algunas reflexiones sobre la transición socialista» (Che)O texto pode ser lido aqui.

domingo, 19 de junho de 2016

Ezkerraldea voltou a manifestar-se contra o desemprego e a exclusão social

Centenas de pessoas participaram, ontem, na 23.ª Marcha de Ezkerraldea contra o desemprego, os cortes sociais e as despesas militares.
A mobilização, convocada por organizações sociais, sindicatos, a plataforma Berri-Otxoak e comissões de trabalhadores de muitas empresas da Margem Esquerda biscainha, visou denunciar a grave situação social e económica que afecta a comarca, e exigir medidas imediatas para combater a elevada taxa de desemprego e de exclusão social.

A marcha partiu ao meio-dia do Parque de Santurtzi e, depois de atravessar o município de Portugalete, terminou em Sestao, na Kasko plaza. Neste percurso por municípios da comarca de Ezkerraldea, os manifestantes denunciaram ainda as elevadas verbas destinadas às despesas militares, num contexto em que se reduz a atribuição de subsídios e prestações aos desempregados e às pessoas com graves carências. A corrupção e a precariedade laboral crescente foram outros alvos dos manifestantes. / Ver: herrikolore.org / Mais info e fotos: ecuador etxea

Em Oñati, voltou-se a pedir à Guarda Civil e às forças policiais espanholas que «bazem»

A sexta edição do Fan Hemendik, dia de festa e reivindicação, celebrou-se ontem na localidade guiposcoana de Oñati, para reivindicar a «partida» da Guarda Civil e das forças policiais espanholas de Euskal Herria. [Na imagem vê-se uma faixa com um outro desamado em terras bascas: o delegado do Governo espanhol. O «Alde» é farpa lançada ao PP de Mariano, a propósito da campanha eleitoral e dos sentidos que o termo pode ter.]

Do programa faziam parte várias actividades e iniciativas. Ao meio-dia, a animação cresceu com o trikipoteo [um cortejo com paragens para copos em várias tabernas, ao som da trikitixa]. Seguiu-se o almoço, na Azoka Plaza, com muitos oñatiarras e gente vinda de fora. Umas 400 pessoas, no total.

Mais para o final da tarde, a manifestação, o acto principal e a peça de teatro – com dois «actores» vestidos de guardas civis – contaram também com um elevado nível de participação. «Apesar de termos esperança de que à sexta seja de vez, estamos preparados para continuar», afirmaram os organizadores.

Por certo animados por saberem que eram mais de 80 mil os que em Portugal se manifestavam em defesa da Escola Pública, os foliões ainda tiveram forças para o roque&rol final.

A Guarda Civil tem um quartel em Oñati, e o desamor é antigo. Há muito que o povo oñatiarra denuncia as acções levadas a cabo pelo corpo militar espanhol em Debagoiena e lhe pede que desande, se faça ao caminho, baze da terra dos bascos. / Ver: Berria e goiena.eus / FOTOS: Fan hemendik, utzi bakean EH (goiena)

Nines Maestro: «No se presenta ninguna alternativa al capitalismo en estas elecciones»

[Entrevista de cuartopoder.es a Ángeles Maestro, da Red Roja]
— Hasta ahora en Podemos se ha primado lo meramente electoral, el ganar las elecciones, para después, desde el Gobierno, impulsar cambios sociales. ¿Confía en esta teoría?

— No. Sin un pueblo organizado detrás dispuesto a la pelea un gobierno no se puede enfrentar a las mafias de las instituciones europeas, de la Troika. Para tener poder real hace falta un pueblo organizado y dispuesto a la pelea, y eso no se le está diciendo a la gente. A la gente se le está diciendo que votando se solucionarán los problemas. (cuartopoder.es via lahaine.org)

Jorge Cadima: «Provocadores NATOs»

Se estão agora em curso as provocatórias manobras da NATO que «envolvem uma operação em tenaz, cercando o enclave russo de Kaliningrado», dentro de algumas semanas aquela aliança militar responsável por milhões e milhões de mortes irá comemorar o 75.º aniversário da invasão nazi da URSS com outra provocação: «blindados alemães irão atravessar [a polónia]de Oeste para Leste…». «É tempo de dizer basta a esta máquina de guerra, agressão e provocação». E também morte. (odiario.info)

«El papel desestabilizador de España en América Latina» (La Jornada)
[De Marcos Roitman Rosenmann] No es una acusación sin fundamentos, España juega un papel desestabilizador. Sus actos lo demuestran. Los insultos y la descalificación de los ex presidentes González, Aznar y ahora Rajoy en funciones, hacia Venezuela, dejan al descubierto el rol subordinado de España en su política exterior hacia América Latina, al asumir punto por punto la agenda de EEUU. A cambio reciben migajas: Obama vendrá a España a visitar a sus cipayos, verificar el estado del escudo antimisiles, comprobar la buena salud de las bases estadunidenses y la sumisión de sus subordinados.

sábado, 18 de junho de 2016

Felipe de Bourbon vaiado na visita-relâmpago a Donostia

O rei de Espanha e a mulher foram ontem a Donostia participar na inauguração da exposição «Tratados de Paz. 1516-2016», integrada na Donostia 2016, Capital Europeia da Cultura. No interior do Museu de San Telmo prevaleceu o tom formal e institucional, mas na Praça de Zuloaga cerca de 200 pessoas tornaram o repúdio ao monarca bem visível, com vaias, dedos do meio erguidos e palavras de ordem como «Esta não é a nossa paz», «Isto é um tratado de guerra».

No museu, que fica em frente à belíssima igreja gótica de San Bizente, Felipe de Bourbon e Letizia Ortiz foram acompanhados por um amplo leque de figuras institucionais - tratadas como morroiak [servos, criados] por quem se concentrou no lado de fora: o lehendakari, Iñigo Urkullu, a presidente do Parlamento de Gasteiz, Bakartxo Tejeria, o deputado geral de Gipuzkoa, Markel Olano, a presidente das Juntas Gerais de Gipuzkoa, Eider Mendoza, o presidente da Câmara, Eneko Goia, o delegado do Governo espanhol na CAB, Carlos Urquijo, o ministro espanhol da Cultura em funções, Iñigo Méndez de Vigo, o director-geral da Donostia 2016, Pablo Berástegui, e a responsável do museu, Susana Soto.

A animação, do lado de fora
No lado de fora, havia muito mais cor e animação - viam-se ikurriñas, bandeiras de Nafarroa, bandeiras republicanas espanholas, uma estelada (da Catalunha), bandeirolas a favor da amnistia e do repatriamento dos presos políticos bascos - e o ambiente era bem menos cinzento e... amarelo.

As cerca de 200 pessoas que ali se juntaram para dar as «boas-vindas» às figuras reais espanholas também não pouparam mimos aos acompanhantes, especialmente aos do PNV, a quem chamaram «criados dos espanhóis» e «servo do rei» (referindo-se ao presidente da Câmara), nem à «capital da cultura», que dizem ser a «cultura do capital».

À chegada e à ida, o Bourbon e a companheira, rodeados de comitiva militar, foram vaiados, por entre palavras de ordem contra a monarquia e a exigir que se fossem embora de Euskal Herria, a favor da independência do País Basco e da República espanhola, e também dos presos políticos bascos.

Na concentração estiveram, entre outros, a coordenadora geral da Ezker Anitza-IU, Isabel Salud, e diversos representantes da coligação EH Bildu e do sindicato LAB. Os primeiros exibiram uma faixa com o lema «Errepublikaren alde [pela República]. Proceso constituyente»; o EH Bildu exigiu «respeito pela palavra do povo» e na do LAB lia-se «Borboiak kanpora, independentzia» [fora com os Bourbons, independência]. / Ver: Berria, naiz e SareAntifaxista

LAB denuncia falta de pessoal e sobrecarga de serviço nos Correios de Araba

A Secção Sindical do LAB dos Correos em Araba denuncia, em comunicado, a falta de trabalhadores e as jornadas de trabalho excessivas a que o pessoal é submetido diariamente. Para o sindicato, a situação deve-se sobretudo à não contratação de novos trabalhadores.

O LAB informa que a «sobrecarga laboral» se agravou com o voto por correspondência para as Eleições Gerais espanholas, tendo-se verificado nalgumas agências a ocorrência de longas filas, especialmente no turno da tarde.

Prevê-se que, nos próximos dias, os trabalhadores continuem sujeitos a «sobrecarga de serviço», com o prejuízo daí decorrente para eles e para os utentes em geral, caso não sejam tomadas medidas oportunas, revela o LAB, que acusa os sindicatos CCOO, UGT e CSIF de serem responsáveis por esta situação, na medida em que chegaram a um acordo com os Correos que «dá à empresa via livre para não contratar».

A representação sindical do LAB nos Correos de Araba informa que já solicitou uma reunião com carácter de urgência às diversas chefias e à Comissão de Seguimento do Centro Directivo para analisar a situação e concretizar soluções. / Ver: LAB

Cartas dos EHL para os presos políticos bascos em Algorta

Todas as sextas-feiras tem lugar em Algorta (Getxo, Bizkaia) uma concentração para exigir o regresso a casa dos presos políticos bascos. Membros dos Euskal Herriaren Lagunak (EHL; Amigos do País Basco) estiveram presentes na desta semana.
No local, os representantes dos EHL entregaram a membros da associação Etxerat as cartas que os amigos do País Basco escreveram aos presos, no âmbito da campanha «Preso bat, gutun bat» [um preso, uma carta].
Para além disso, procedeu-se à leitura de duas cartas: uma escrita pelos EHL e outra por um preso político, como resposta. No final, alguns «solidários» apareceram com tochas. / VÍDEOS da iniciativa: askapena.org

Marat: «Anticomunismo y prefascismo»

Hoy la pantalla, el vídeo de youtube o la última simpleza viralizada en twitter, son el soma desde el que se trata a la audiencia, no como público, ni siquiera como personas, sino como epsilones cuya función excluye el pensar y se centra en repetir como reflejos condicionados los eslóganes de una absurda campaña plagada de elipsis, ocultaciones y mentiras y en aplaudir a unos líderes mezquinos a la altura de un tiempo mediocre.

Es en ese contexto de desmemoria, vacío de contenidos, disimulos, engaños, cinismo y reideologización reaccionaria, donde todos corren para situarse más y más a la derecha, las 4 candidaturas principales de esta campaña vomitan su anticomunismo más repulsivo. Unos (PP, PSOE, Ciudadanos) acusando a los otros de comunistas, bolivarianos, «extremistas». Los otros (Unidos Podemos) girando, ante cada acusación de radicales por sus tres competidores, otros 30 grados a la derecha y añadiendo una ristra de nuevos insultos a los comunistas para tranquilizar a los sectores más reaccionarios (amplios) de sus potenciales votantes y al capital, que ya le ve como su caballo de refresco (lahaine.org)

«Alfon: um ano depois, continua preso porque lutou contra as políticas anti-sociais e anti-trabalhadores» (manifesto74)
[De Lúcia Gomes] Ontem, 17 de Junho, conta-se um ano sobre a prisão de um jovem trabalhador, do Estado Espanhol, de Vallecas. Um ano de uma prisão injusta, sem quaisquer garantias processuais, com alterações de provas e acusações falsas.

Na passagem dos seis meses, deixei aqui ficar um texto que conta as manobras de culpabilização e de mentira da justiça espanhola para prender trabalhadores, activistas, sindicalistas. E convém relembrar que normalmente, não leva muito tempo a que as mesmas práticas se repitam do lado de cá. Por isso mesmo, deixo de novo o texto. Um jovem, já terá 25 anos, encarcerado porque lutou contra as políticas anti-sociais e contra os trabalhadores. E, essa notícia, não chega cá. Como sempre.