domingo, 24 de maio de 2015

«Euskal Herria Arraundeguorl», jornada internacionalista em Zumaia

No dia 30, Zumaia (Gipuzkoa) sucede a Arrankudiaga (Bizkaia) como local de celebração da jornada internacionalista «Euskal Herria Arraundeguorl», promovida conjuntamente pela Askapena e pela organização juvenil Ernai.

Numa altura em que o Estado espanhol quer ilegalizar a organização internacionalista basca e mandar cinco dos seus militantes para a prisão, a Askapena e a Ernai promovem a realização de uma jornada com a qual pretendem salientar, precisamente, a importância da luta internacionalista e a necessidade de a reforçar.

Ao longo do dia, haverá diversas actividades em vários pontos de Zumaia: exposição de fotografias, animação de rua, pintura de murais, feira dos povos, mesa-redonda sobre o papel dos jovens e dos estudantes em processos de libertação de vários povos (11h00-13h00), almoço popular seguido da actuação dos La Jodedera, acto político (21h00) e concertos. / Ver: topatu.info e askapena.org

Torneio de futebol de sete apoia presos e refugiados em Hendaia

A 12.ª edição do campeonato de futebol de sete de apoio aos presos e refugiados políticos bascos decorre, a 30 de Maio, em Hendaia (Lapurdi). As equipas interessadas em participar devem contactar a organização, usando o e-mail futbol7.hendaia@gmail.com ou os números de telefone: (0033)642894537 / (0034)650577426.

Para além das partidas de futebol, que se disputam no Estádio de Ondarraitz, foram programadas diversas iniciativas em três espaços: o das crianças, o da solidariedade e o da tenda - neste último haverá um almoço popular e concertos com as bandas Tximeleta, Oliba Gorriak e Anestesia.

Hendaiako Futbol 7 txapelketa 2015Mais informação: argia e aseh

Timoshenko: «Noticias que conmueven y noticias que indignan»

cuando la paz avanza con algún ímpetu renovador, cuando el proceso de búsqueda de la solución política arrastra tras de sí contenidos nuevos no contemplados en las grandes alturas, comienzan a manifestarse los ruidosos desacuerdos, las calumnias de todo orden contra las conversaciones, las renovadas imputaciones contra la insurgencia, las más descaradas provocaciones cuyo único fin es echar todo abajo para que siga la guerra infinita (Resumen Latinoamericano)

«As migrações não caem do céu», de Fernando BUEN ABAD DOMÍNGUEZ (odiario.info)
A burguesia derrama lágrimas de crocodilo pelos mortos no Mediterrâneo. Finge ignorar que os principais responsáveis por essas mortes são o capitalismo e o imperialismo, as suas agressões militares, a exploração desenfreada, o bárbaro saque que prosseguem das riquezas e dos recursos dos países de onde fogem esses migrantes.

sábado, 23 de maio de 2015

Oier Oa, impedido de regressar a Euskal Herria, teve de dormir numa tenda

O ex-preso político donostiarra saiu da cadeia a 4 de Abril e foi impedido pelas autoridades francesas de regressar a Larresoro (Lapurdi), onde tem casa, trabalho e família. Em vez disso, foi obrigado a viver em Saint-Germain-en-Laye e, agora, Sartrouville, nos arredores de Paris, sob fortes medidas restritivas. Recentemente, teve de dormir numa tenda.

A pensão em Sartrouville onde Oa está alojado desde finais de Abril, paga pelo Ministério do Interior francês, sofreu uma infestação de percevejos e, entre terça e quinta-feira, Oa viu-se forçado a dormir numa tenda, no jardim de uma igreja - a resposta imediata encontrada por um padre local face à ausência de soluções da parte do ministério. Entretanto, o ex-preso basco pediu às autoridades francesas que o deixassem pernoitar numa caravana, num espaço localizado a 200 metros do actual, mas que fica fora dos limites da localidade onde é obrigado a residir actualmente. A resposta, afirmativa, chegou ontem de manhã.

O colectivo Bagoaz, que desde o início exigiu o regresso de Oa a Larresoro (que fica 800 quilómetros de onde Oier é obrigado a residir), insiste: «Oa tem de regressar a Euskal Herria», pois o jovem basco tem direito a viver no seu meio, junto dos seus, da companheira e dos filhos, de forma digna. No dia 11 de Abril, centenas de pessoas manifestaram-se na localidade basca contra a «dupla condenação» ao ex-preso e exigiram o seu regresso a casa. / Ver: kazeta.info, mediabask e aseh

Protesto contra a sentença dos incidentes no txupinazo de 2010

Oito dos nove condenados pelos incidentes ocorridos no início dos Sanfermines de 2010 anunciaram hoje, numa conferência de imprensa em Iruñea, que dia 29 haverá uma manifestação de protesto, em Zizur Nagusia (Nafarroa), contra a confirmação, pelo Supremo Tribunal espanhol, da sentença decretada em primeira instância. Parte às 19h00 da Emakume plaza.

Ibai Moreno, em euskara, e Aitor Sola, em castelhano, consideraram «inaceitáveis» as penas e criticaram o Supremo Tribunal por «voltar a apoiar a violenta intervenção policial e eximir de qualquer responsabilidade a Câmara Municipal de Iruñea sobre os factos ocorridos».

Sola sublinhou que os jovens foram condenados «por tentar mostrar a ikurriña e defendê-la no txupinazo», criticou «a obsessão da UPN contra o símbolo nacional basco», bem como a atitude da Polícia Nacional espanhola e da Polícia Municipal, «que, ano após ano, procuraram impedir a qualquer preço que a ikurriña estivesse presente no txupinazo». «É triste que a ikurriña ainda hoje seja perseguida e que a sua defesa seja punida com penas de prisão», disse. / Ver: naiz e Berria

«Comunicado: FARC suspenden cese al fuego unilateral»

No estaba en nuestra perspectiva la suspensión de la determinación del cese al fuego unilateral e indefinido proclamado el 20 de diciembre de 2014 como un gesto humanitario y de desescalamiento del conflicto, pero la incoherencia del gobierno Santos lo ha logrado, luego de 5 meses de ofensivas terrestres y aéreas contra nuestras estructuras en todo el país. (Agencia Bolivariana de Prensa)

«Incremento de la actividad fascista ante la permisividad del estado», de La Haine (lahaine.org)
Esta permisividad, cuando no complicidad, del estado con grupos neonazis contrasta con las distintas operaciones policiales que, día sí, día también, estamos viviendo en todo el estado con la detención de gente por simplemente opinar en las redes sociales, o las peticiones desorbitadas de condena a manifestantes o a periodistas, el encarcelamiento de jóvenes por simplemente tener militancia política o las macro-operaciones ordenadas contra el movimiento libertario.

Urko - «Gure azken helburua»

[Gravação áudio ao vivo.] Tema incluído no segundo álbum do donostiarra, Hemen gaude (1977). [Letra / tradução]

Zer eskatzen du herriak? Amnistia!
Zer eskatzen du herriak? Askatasuna!

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Desconhecidos atacaram murais em Altsasu enquanto afixavam propaganda do PP

Vários murais reivindicativos do movimento popular (contra a repressão, contra a incineração, anti-TGV, etc.) foram atacados com spray enquanto eram afixados cartazes eleitorais do PP. Habitantes dos bairros de Intxaurrondo e Zelai Txiki alertaram o portal hitzondo.net para este facto, ocorrido na madrugada de terça para quarta-feira. Os murais ficaram como o que se vê na imagem.

As mesmas pessoas também destruíram murais na zona da Câmara Municipal, contra a incineração na Cimentos Portland. Aqui, aproveitaram ainda para atacar propaganda eleitoral da IU-IE e da EH Bildu. Na Rua Bakea/La Paz, sabotaram murais contra a repressão policial e a favor dos presos.

O hitzondo.net refere que as várias forças políticas que se apresentam a estas eleições foram realizando várias acções de campanha (comícios, afixação de cartazes, distribuição de folhetos porta a porta), mas que a UPN e o PP primaram pela ausência durante uma semana e meia. Por isso, afirma-se no portal de Altsasu, foi estranho ver as paredes da terra cheias de propaganda do PP na quarta-feira de manhã.

Por seu lado, a UPN andou pelas ruas da localidade na quarta-feira - três elementos que depois divulgaram fotos nas redes sociais posando junto a edifícios conhecidos, e nas quais diziam que iam «limpar Alsasua» ou «reactivar a zona». O candidato do PP à Câmara de Altsasu negou os factos numa mensagem lançada no Facebook. / Ver: ahotsa.info e lahaine.org

O preso Xabier Fernández de Gamarra foi libertado

A associação de familiares e amigos de presos políticos bascos, Etxerat, revelou que o preso Xabier Fernández de Gamarra, de Gasteiz, foi libertado esta manhã, depois de ter passado oito meses na cadeia. Encontrava-se no presídio de Villabona (Astúrias).

Acusado de «desordem pública», o gasteiztarra foi detido pela Ertzaintza em Novembro de 2014 para cumprir o resto da pena a que fora condenado pelo tribunal de excepção espanhol e que o Supremo confirmou. / Ver: naiz e Berria

Bruno Carvalho: «A função social da terra só se cumpre com as mãos de quem a trabalha»

Há 40 anos, os trabalhadores agrícolas do Sul do País tomaram a decisão de romper com séculos de opressão baseada na propriedade das terras. Extensas herdades de uma minoria agrária com poder económico e político conviviam com a pobreza e a miséria da maioria do proletariado agrícola. [...] À conversa com alguns dos protagonistas da Reforma Agrária, percorremos os caminhos do passado sem perder de vista o presente e o futuro de uma aspiração inscrita na história da luta dos trabalhadores portugueses. (manifesto74)

«França, estado policial», de José GOULÃO (resistir.info)
Através da nova lei das informações, [...] os serviços de espionagem franceses vão dispor dos resultados de uma vigilância organizada e em massa com recurso aos meios convencionais e aos mais avançados equipamentos tecnológicos. Uma ofensiva global contra os direitos humanos, porque aplicada à margem das instituições de controlo judiciário e democrático, na maioria dos casos relegadas para papéis a posteriori em função de alegados procedimentos «de urgência», digamos, de oportunidade.

«Amnistiaren Aldeko Mugimenduak kontzentrazioa egin du Bilbon azken atxiloketak salatzeko», de Movimento pró-Amnistia
(lahaine.org)
Astelehenean zipaioak izan ziren Gasteizen, asteartean pikoloak Hego Euskal Herrian eta estatu espainolean, eta asteazkenean polizia frantsesa Baionan. Adierazpen askatasunaren aurka burututako hiru operazio, hiru kolore ezberdinetako txakurrek burututakoak, baina berberen interesak defendatzeko operazioak, kapitalista inperialisten interesak defendatzeko.

Kloratita - «Gazte eta errebelde»

São de Zorrotza (Bilbo). O tema faz parte da recolha Gazte eta errebelde (2005). Gora euskal gazteria!

quinta-feira, 21 de maio de 2015

LAB reforça condição de primeira força sindical na Função Pública em Nafarroa

O LAB voltou a ser a primeira força na Função Pública de Nafarroa, «a grande distância das restantes forças sindicais» que se apresentaram às eleições realizadas esta quarta-feira, referiu o sindicato abertzale num comunicado. O ELA também subiu. CCOO e UGT perdem representação. Votaram nestas eleições 48,5% dos 24 390 funcionários públicos em Nafarroa.

Mesmo tendo em conta que as eleições na Polícia Foral e no Instituto de Saúde Pública e Laboral foram adiadas por questões técnicas, o sindicato abertzale obteve maior número de representantes que há quatro anos. De acordo com os dados apresentados pelo LAB, esta central elegeu 72 delegados (mais 17 que em 2011). O ELA também sobe, passando de 35 para 38 delegados. A CCOO perde seis delegados (passa de 41 para 35); o sindicato sectorial Afapna passa de 14 para 23, e a UGT perde cinco (passa de 22 para 17). Nestes resultados, o LAB inclui também os das eleições na Agência Navarra de Emergências, que decorreram em 2013.

Depois de conhecidos os resultados, o LAB propôs «um acordo sociopolítico a favor da mudança», que deveria contemplar quatro vertentes: «democratização, sector público, quadro próprio de relações laborais e direito a decidir». / Ver: LAB, Berria e naiz

Marcha de montanha em Atxondo para «parar o TGV agora»

No âmbito da campanha «Parem o TGV agora! Basta de desperdício! Vamos decidir entre todos!», apresentada a 23 de Abril, em Bilbo, com o apoio de dezenas de organizações sociais e sindicais, realiza-se dia 30 uma marcha pelas montanhas de Atxondo (Bizkaia). A campanha termina no dia 13 de Junho, em Donostia, com uma manifestação nacional contra o TGV.

Numa nota, os organizadores da marcha em Atxondo referem que, neste caso, não se irá mostrar a quem nela participar os «destroços provocados pela infra-estrutura destruidora», pois as máquinas ainda não entraram nesta localidade biscainha de Durangaldea. O objectivo é mostrar os riscos que corre a única terra que o «y basco» ainda não começou a destruir, como o impacto da construção de um dos maiores viadutos de todo o traçado do TGV, que iria dividir Atxondo em dois.

Os organizadores afirmam que irão «receber de braços abertos» os forasteiros que os queiram acompanhar na reivindicação firme de que «o TGV tem de ser parado agora». Quem vier irá encontrar um povo que «não cede às ameaças» e poderá passar um dia «agradável de festa e reivindicação», dizem.

Para além da marcha, o programa inclui uma kalejira-poteo acompanhada por trikitilaris [um toca-concertina de rua-em-rua-e-bar-em-bar e um entorna-para-dentro], um almoço popular com actuação musical e um acto de encerramento. Há autocarro a partir de Gipuzkoa [izena emateko, ahttavgeldituorain@gmail.com helbidera mezu bat bidali]. / Ver: boltxe.info e aseh

Militante da Aitzina detido pela Polícia francesa ao chegar à esquadra, em Baiona

Acusado de ter feito inscrições numa parede, um militante da Aitzina, organização juvenil abertzale do País Basco Norte, tinha sido intimado a depor, ontem de manhã, na esquadra de Baiona. Ao chegar ao local, foi detido pela Polícia francesa, que efectuou buscas na sua casa e o libertou ao início da tarde.

Numa nota, a organização juvenil denuncia «com dureza» esta detenção e a atitude da Polícia: «querem meter medo aos jovens e dificultar a militância política». Pese embora os obstáculos [há meses que a Polícia francesa anda a prender militantes da Aitzina], a organização juvenil afirma que irá continuar a desenvolver o seu trabalho político, seja a favor da oficialização do euskara, do reconhecimento de Euskal Herria ou de um outro modelo económico e social. / Ver: topatu.info e ehKz.eus

Néstor Kohan: «Pensamiento Crítico»

Reconstrucción de la revista «Pensamiento Crítico», sus debates, sus aportes y su contexto histórico y político en el ámbito de las ciencias sociales latinoamericanas.

¿El capital constituye un sujeto automático, una sustancia dotada de vida propia o, por el contrario, no es más que una relación social histórica atravesada por los avatares de la lucha de clases? Ya desde los tiempos de Karl Marx esa pregunta quitó el sueño a los revolucionarios, cada vez que se propusieron estudiar la sociedad (para modificarla). La respuesta, aunque parezca sencilla y quizás obvia, dista de serlo. Aparentemente, si nos situamos en la perspectiva de la concepción materialista de la historia, la teoría crítica y la filosofía de la praxis —como es nuestro caso— todo conduce a aceptar que el capital es una relación. Cualquier otro tipo de respuesta implicaría deslizarse en los brazos del fetichismo más grosero, opción de la que no siempre han logrado escapar algunas corrientes de moda en el pensamiento social contemporáneo.

Ler texto aqui.

Mais info: CIPEC (Centro de Investigación en Pensamiento Crítico)

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Familiares de jovens imputados pedem aos partidos que se envolvam no fim da tortura

Mães e pais de jovens perseguidos, torturados e encarcerados nos últimos dez anos deram uma conferência de imprensa em Iruñea, ontem, 19, para defender o trabalho dos seus filhos, afirmar que as únicas provas contra eles se baseiam na tortura e pedir aos partidos políticos que se envolvam na luta para acabar com este «pesadelo».

«Depois de termos tido conhecimento da última sentença, não podemos ficar calados, pois estamos fartos. Fartos de que se encare a questão de forma ligeira e se questione o recurso sistemático à tortura», afirmaram. Os seus filhos estiveram incomunicáveis, cinco dias em poder da Polícia, sem contacto com pessoas da sua confiança nem assistência dos seus advogados. E negam ter feito declarações por sua vontade: «Porque se iriam incriminar sabendo que isso representa anos de prisão?», perguntaram.

Afirmaram estar orgulhosos dos seus filhos e apoiá-los «na sua luta por uma sociedade mais justa, igualitária, solidária». «Não aceitamos a condenação e muito menos detenções que consideramos ilegais e injustas», referiram. «Estamos com Xabat, Ainhoa, Marina, Bergoi, Igarki, Aiala e Ibon, e revoltamo-nos contra tantos abusos».

Os pais disseram ainda que, unidos, conseguirão «acabar com este pesadelo» e desafiaram os partidos políticos a colaborarem com eles, fazendo do «fim da perseguição política e da tortura» uma prioridade. «Não é possível olhar para o lado e deixar que nos calabouços de um Estado que se diz democrático se perpetue uma prática que evidencia precisamente que não o é», sublinharam, lembrando que dez jovens de Iruñerria foram julgados há pouco, também acusados de pertencer à Segi, e que esperam pela sentença. / Ver: ahotsa.info / Comunicado: «O LAB denuncia as detenções de Igarki, Ibon e Aiala, bem como a violenta intervenção da Ertzaintza» (eus / cas)

Violência policial contra o Muro Popular de Gasteiz [mohr]violência policial vs. coragem e dignidade: três horas resumidas em 22 minutos. / Mais vídeos: «Torturas públicas na Praça da Virgem Branca» (lahaine.org)

Atilio Borón: «La sagaz advertencia de Sandino»

En este nuevo aniversario del nacimiento de Augusto César Sandino (18 de Mayo de 1895) comparto la carta que el gran patriota nuestroamericano le enviara a Froylán Turcios, poeta, ensayista y diplomático hondureño [...] «Tomando como se debe, por lema las frases anteriores, los yankees sólo pueden venir a nuestra América Latina como huéspedes; pero nunca como amos y señores, como pretenden hacerlo. No será extraño que a mí y a mi Ejército se nos encuentre en cualquier país de la América Latina donde el invasor asesino fije sus plantas en actitud de conquista.» (Resumen Latinoamericano)

«Transportes colectivos: o público é de todos, o privado é só de alguns», de Bruno CARVALHO (manifesto74)
Apesar do voto contra de todas as autarquias da Área Metropolitana de Lisboa (AML), da oposição dos principais sindicatos dos trabalhadores do sector e dos movimentos de utentes, o Governo decidiu desferir um novo golpe ao serviço público de transportes. Em vésperas de eleições, e sem legitimidade social, impõe uma nova regulamentação que abre caminho à privatização e satisfaz os interesses dos grandes grupos económicos e financeiros.

Sectores reaccionários e do capital enalteceram-se numa navarríssima manifestação

«Quem quiser uma biblioteca que vá a Cuba!», disse Dino Altavez, o líder da extrema-direita que convocou a mobilização que, no dia 14, reuniu uma forte representação dos sectores reaccionários, tradicionalistas e do capital em Pamplona, Navarra, Espanha, «por Dios, por la Patria y el Rey». Com muito humor.Sempre em «espanhol» - embora aprovando a aprendizagem do inglês como língua segunda -, os manifestantes pediram «mais polícia e menos icastolas», o «encerramento do pequeno comércio», «a jornada de sol a sol». De joelhos, tias, toureiros e apoiantes da privatização do ensino entoaram em coro as palavras da Igreja na celebração de desagravo pelos pecados de «rojos, separatistas» e demais chusma na navarríssima terra.

Ao longo do percurso, foram louvados os «valores tradicionais» e fez-se a exaltação da Polícia e dos quartéis da Guarda Civil, dos sindicatos amarelos, do TGV e da «presidenta» Barcina, no meio de faixas e pancartas que pediam o voto para o PP, o PSOE, a UPyD e a UPN [e, aqui chegado, o Altavez perdeu o fôlego...]. / Mais informação: ahotsa.info e lahaine.org / Fotos: ekinklik.org

terça-feira, 19 de maio de 2015

A Guarda Civil volta a atacar a liberdade de expressão na Internet

A Guarda Civil lançou, hoje, a terceira fase da «operação Aranha» contra a liberdade de expressão nas redes sociais, acusando vários usuários de «enaltecimento do terrorismo». De acordo com as últimas informações, foram detidas doze pessoas na Bizkaia, em Gipuzkoa e em Araba. Fora de Euskal Herria, foram efectuadas detenções em Barcelona e Valência (Países Catalães), Madrid e Segóvia (Castela), e Pontevedra (Galiza).

A advogada Ane Ituño confirmou à Infozazpi Irratia que Kaiet Prieto (Barakaldo) e Xabier Arruza (Erromo) eram dois dos detidos. O BarakaldoDigital divulgou a detenção de Andeka Jurado em Barakaldo e a Euskadi Irratia a de Xabier Otero, na mesma localidade. Por seu lado, o portal aiaraldea.com referiu que Alfredo Remirez, de Amurrio (Araba), foi detido em Bilbo quando saía de sua casa. Remirez, Prieto e Jurado foram levados para o quartel de La Salve, mas não prestaram declarações. A advogada Ane Ituño afirmou que, pese embora lhes ter sido instaurado um processo, não se sabe ao certo de que são acusados.

O Gasteizko Harresia divulgou a detenção de Jon Egurzegi na capital alavesa. Por seu lado, o Tolosako Ataria revelou que um dos detidos em Gipuzkoa era o ibartarra Iker Ibarluzea; foi levado para o quartel de Intxaurrondo, em Donostia, e libertado pelas 18h00.

Esta operação, em que foram detidas 19 pessoas até ao momento, constitui o seguimento das que foram lançadas em Abril e Novembro do ano passado. Na primeira, foram detidas 21 pessoas (15 no País Basco) e na segunda 19 (11 no País Basco).

O La Haine alerta para os ataques crescentes às «liberdades de expressão e de informação e ao direito ao protesto», e lembra que estas limitações, «até nas redes sociais», ocorrem quando falta pouco mais de um mês para que entre em vigor uma «nova legislação totalitária». Nessa altura, o «enaltecimento» passa a ser punido com uma pena máxima de três anos de cadeia, o que implica prisão efectiva mesmo para pessoas sem antecedentes penais.

Em Euskal Herria foram convocadas diversas mobilizações de protesto contra as detenções de hoje, a menos de uma semana para as eleições municipais e autonómicas no Estado espanhol, membro da «OTAN global» e exportador de armamento para as mais variadas coordenadas. / Ver: naiz e lahaine.org

A ONU chumba Espanha por não tomar medidas contra a tortura

O Comité contra a Tortura da ONU publicou na sexta-feira passada as observações finais sobre Espanha, nas quais inclui anotações do relatório-sombra elaborado pela Rights International Spain. Numa nota, esta organização refere que a instituição da ONU critica Espanha por não ter avançado no cumprimento das recomendações feitas em 2009, quando decorreu o último exame ao Estado espanhol sobre esta matéria.

A ONU refere que o Código Penal não regula de forma adequada os crimes de tortura e que nem sequer adequa a definição de tortura ao conteúdo da Convenção Internacional contra a Tortura. Também não considera adequadas as penas para este crime. O Comité recorda ainda ao Governo que os crimes de torturas, incluindo os desaparecimentos forçados, não prescrevem e insta-o a tomar medidas para garantir que os «crimes cometidos durante a guerra civil e o franquismo» sejam investigados e julgados.

Sobre o «regime de incomunicação para detidos acusados de terrorismo», que pode durar 13 dias, a instituição insta o Governo espanhol a aboli-lo e a incluir no Código de Processo Penal, actualmente em vigor, garantias para que se respeitem os direitos das pessoas detidas, como ser assistidas por um advogado por si escolhido ou atendidas por um médico da sua confiança. Tal como outros organismos internacionais, também o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem solicitou ao Estado espanhol que reveja o regime de incomunicação e que garanta a gravação audiovisual nas instalações policiais e em locais de privação de liberdade.

O Comité refere também o uso excessivo da força pela Polícia e a Guarda Civil, tanto em manifestações como nas fronteiras, e pede que sejam criadas «normas claras e vinculativas sobre o uso da força» e se investigue e leve a julgamento as acções de brutalidade policial. Sobre o controlo fronteiriço, destaca a obrigação de o país prestar asilo a «pessoas que corram risco pessoal e previsível de ser sujeitas a tortura nos seus países de origem» e lembra que nenhuma pessoa pode ser expulsa, devolvida ou extraditada para outro Estado sem que o seu caso seja avaliado antes. / Ver: boltxe.info / Observações finais (texto na íntegra)

Presos bascos Mikel Egibar, Alex Akarregi e Gorka Betolaza libertados

O preso político basco Mikel Egibar foi libertado hoje, depois de ter passado nove anos e meio na cadeia. Foi condenado no âmbito do processo 18/98, na parte relativa ao Xaki.

O donostiarra, que vive em Zizurkil (Gipuzkoa), foi inicialmente condenado a 13 anos de prisão pela AN espanhola, mas veria a pena reduzida para nove anos e meio pelo Supremo Tribunal. Passou os últimos anos na cadeia de Zuera (Aragão); antes, esteve na de Algeciras, a cerca de mil quilómetros de Euskal Herria. No Verão de 2012, a mulher e o filho ficaram gravemente feridos num acidente ocorrido no regresso de uma visita. (naiz e Berria)

O preso político Alex Akarregi, do bairro bilbaíno de Deustu, foi libertado ontem, 18, depois ter passado seis anos na cadeia. O deustuarra foi detido pela Polícia francesa em Fevereiro de 2009 e encontrava-se encarcerado desde então. Ontem, saiu da prisão de Mont-de-Marsan. (naiz)

Gorka Betolaza, preso político basco de Gasteiz, foi libertado no domingo, 17. Em 2011, foi detido em Itsasu (Lapurdi), na sequência de um mandado europeu emitido contra ele, e teve de cumprir quatro anos de pena. Em 2007, tinha sido detido na operação policial contra a «Kalaka». (naiz)

João Vilela: «Call centers: Um exemplo a seguir»

[...] mesmo nos sectores mais desprotegidos, mais debilitados, mais difíceis de organizar e mobilizar, onde possa imperar o medo, a instabilidade, a despolitização, o desinteresse, o que for - mesmo aí é possível a organização dos trabalhadores, e é possível mover lutas de envergadura suficiente para vergar o patronato. Os trabalhadores têm uma única arma ao seu dispor no capitalismo: a sua própria organização. (resistir.info) 

«O choque petrolífero de 2014-15», de Rui NAMORADO ROSA (odiario.info)
A indústria petrolífera, base insubstituível da economia mundial desde há um século, foi notoriamente instrumentada para acelerar a sua financeirização, ao alimentar a circulação global de petrodólares e até, agora também, monetizar os fluxos de carbono. As etapas mais recentes do desenvolvimento do sistema financeiro destacam-no progressivamente da sua vocação económica criativa para lhe conferir maior natureza especulativa e parasitária. Um sector industrial básico e dinâmico, como é o petrolífero, corre o risco de cair presa da dívida e instrumento destrutivo nas mãos do capital financeiro.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

A Ertzaintza atacou com violência o «muro popular» e prendeu Aiala, Igarki e Ibon

Aiala Zaldibar, Igarki Robles e Ibon Esteban, três dos sete jovens recentemente condenados a seis anos de cadeia por alegada pertença à Segi, foram detidos pela Ertzaintza hoje de manhã, depois de três horas de «grande empenho» policial contra o muro popular erguido para defender os jovens e dificultar o seu encarceramento. As pessoas reunidas na Praça da Virgem Branca enfrentaram com grande coragem e dignidade a acção policial, que provocou mais de 70 feridos e se saldou com mais de 20 detenções.
Por volta das 9h00, cerca de 25 furgões da Ertzaintza vedaram todos os acessos à Praça da Virgem Branca e dezenas de agentes posicionaram-se em redor do muro popular. Depois de correrem com a imprensa, os polícias começaram a «desmontar o muro». Com bastonadas, socos, estalos, puxões de cabelo, iam tentando encontrar os três jovens condenados pela AN espanhola. Várias pessoas perderam a consciência; pelo menos duas foram levadas para o hospital, uma delas com a perna deslocada. Um outro jovem foi colocado de cabeça para baixo sobre um repuxo no meio da praça, sendo obrigado a engolir a água. [Em pleno dia e no meio da praça!?]
Depois da localização e detenção de Aiala Zaldibar, a Ertzaintza voltou a carregar com violência até encontrar Igarki Robles e Ibon Esteban, que foram detidos por volta das 11h30. Para além de prenderem estes três jovens, que estiverm escondidos desde dia 6 até ontem e fazem parte do grupo de sete condenados no processo 1/12, a Polícia efectuou mais 20 detenções, referiu o movimento Eleak. / Ver: naiz, Berria, argia / Manifesto 7akLibre (aseh)

Acção policial espanhola e detenção de IgarkiVÍDEOS (ahotsa) / FOTOS: ataque policial e resistência do muro popular (#ResistGasteiz, topatu, naiz)

Milhares em Sarriguren para defender a nova escola pública basca

Cerca de 15 mil pessoas participaram ontem, 17, na festa que a Sortzen elkartea organizou em Sarriguren em defesa da nova escola pública basca. No caso, a reivindicação teve um sentido literal, pois a escola de Sarriguren, no município navarro de Eguesibar, já é pequena para as necessidades.

Foi precisamente isso que se sublinhou no início da 20.ª edição da festa da Sortzen em Nafarroa: a escola «tornou-se pequena e precisamos de uma nova». Para além disso, e como é normal num encontro destes, fez-se a defesa do ensino público de qualidade e apelou-se à luta contra as reformas educativas espanholas. Recorde-se que a associação promotora defende que a nova escola pública basca seja: euskaldun e plurilingue; autónoma; «realmente democrática»; pública e de qualidade, laica e integradora; inteiramente gratuita; estável para os trabalhadores. [Ver aqui.]

Nos últimos anos, os pais dos alunos de Sarriguren têm alertado o Governo navarro para a necessidade de se construir uma escola nova, uma vez que, com o aumento da procura, a escola actual se tornou pequena. No final do acto de abertura, plantou-se uma árvore, para que se faça grande como a escola. Depois, a multidão começou a deambular pelos quatro espaços da festa, onde houve muita animação: cabeçudos, espectáculos variados, provas desportivas e espaços para a brincadeira e a palhaçada. / Ver: naiz e ahotsa.info / Fotos: festa da Nova Escola Pública Basca (Berria)

Mikel Itulain: «Las revueltas en Siria no son ni fueron una rebelión popular ni pacífica»

Las revueltas en Siria no son una rebelión popular, sino una guerra de agresión utilizando mercenarios, llevada a cabo por terroristas islamistas que actúan como legión de choque al servicio del poder económico occidental y de sus socios locales ya nombrados, para eliminar la libertad y la soberanía económica y política de un país, en este caso Siria, antes lo fueron Libia o Irak. (lahaine.org)

«Chavismo, amor propio y goce popular», de Reinaldo ITURRIZA LÓPEZ (lahaine.org)
En Venezuela, quienes se han saciado históricamente quieren hacernos creer que es un pecado que la mayoría coma, y coma bien

Indarrap - «Terrorismo policial»

A banda é de Gasteiz, EH. Álbum La Tapadera (2014).