segunda-feira, 2 de março de 2015

Manifesto internacional de solidariedade com a Askapena

A Askapena é uma organização internacionalista do movimento popular basco com 27 anos de luta e compromisso no activo. Tem como objectivo último uma Euskal Herria internacionalista e, para o concretizar, participa na construção nacional e social do seu próprio país, para que a independência e o socialismo sejam uma realidade no País Basco e noutros povos. Há cinco anos, o Estado espanhol deteve oito dos seus militantes e agora pede seis anos de prisão para cinco deles e a ilegalização da organização.
Manifesto de solidariedade internacionalista perante o processo contra a Askapena e cinco dos seus militantes
Há cinco anos, oito camaradas internacionalistas bascos foram detidos. Agora, o Estado espanhol, através do Ministério Público, pede seis anos de prisão para cinco deles, bem como a ilegalização da Askapena, da comparsa bilbaína Askapeña, da associação Herriak Aske e da sociedade de comércio justo Elkartruke. Trata-se de um novo ataque repressivo contra o povo basco, que se junta a uma longa lista de medidas fascistas com as quais o Estado espanhol encerrou meios de comunicação e ilegalizou partidos políticos e organizações do movimento popular.

Desta vez, o Estado espanhol atacou directamente o internacionalismo. Como Estado imperialista, quer desactivar o trabalho que militantes bascos têm vindo a desenvolver ao longo de décadas. Um internacionalismo comprometido com a luta do seu próprio povo, que dá solidariedade aos diversos processos revolucionários no mundo e recebe solidariedade de outros povos comprometidos.

Como se isto fosse pouco, o Estado espanhol procura criminalizar também a solidariedade internacionalista para com Euskal Herria. De acordo com o seu entendimento reaccionário, o trabalho que levamos a cabo enquanto Euskal Herriaren Lagunak (EHL-Comités solidários com o povo basco) é de simples apêndices da Askapena no estrangeiro. Também pretende criminalizar as diversas brigadas bascas que há décadas partem de Euskal Herria para conhecer as realidades dos diferentes povos em luta. Mas que podemos esperar de um Estado imperialista?... Dificilmente poderá entender o nosso ser internacionalista, dificilmente poderá entender que o internacionalismo é a ternura dos povos. Para nós, a luta do povo basco é digna de apoio pela sua legitimidade, pela sua rebeldia e pelo carácter libertador da sua causa. Porque sentimos a luta de Euskal Herria como nossa e porque assim o decidimos, iremos continuar a expressar a nossa solidariedade à luta deste povo irmão.

Gostaríamos de convidar diversas pessoas, associações e organizações a aderirem a este Manifesto e a fazerem suas estas exigências e compromissos:
Pôr termo a todos os julgamentos políticos contra o povo basco, em particular ao julgamento contra a Askapena e os cinco internacionalistas bascos.
Pôr termo à criminalização do internacionalismo, em particular da solidariedade para com o povo basco.
Continuar a trabalhar no âmbito da solidariedade internacionalista entre os povos, em particular no que diz respeito a Euskal Herria.

Por que somos internacionalistas, Euskal Herria não caminha só!

Euskal Herriaren Lagunak
(EHL-Comités de solidariedade com o povo basco)

Jovens reivindicaram direito a estudar, trabalhar e viver em Aiaraldea

Na sexta-feira, 27 de Fevereiro, dezenas de jovens da região de Aiaraldea manifestaram-se em Amurrio (Araba) para reivindicar o direito da juventude a «estudar, trabalhar e viver» na sua região. Ao longo da mobilização, que partiu da Herriko plaza, os jovens levaram a cabo várias acções contra aqueles que consideram responsáveis pela situação de precariedade que enfrentam.

Na ocasião, os jovens enfatizaram a necessidade de se ter uma perspectiva colectiva sobre os problemas que os afectam e de lhes responder colectivamente. Por isso, afirmaram, a chave para sair do «ciclo vicioso» que os arrasta para o desemprego e a exploração e os condena a viver em casa dos pais e a pagar fortunas para estudar reside na organização, na luta e na criação de alternativas.

Os jovens sublinharam que a mobilização de sexta-feira, nas ruas de Amurrio, em defesa de condições de vida dignas na sua região, era só o início de várias acções programadas. Para dia 6, têm encontro marcado na Tubacex de Laudio (Araba), onde vão denunciar a exploração laboral dos jovens. / Ver: GazteIraultza e topatu.info

O oiartzuarra Manu Intxauspe foi libertado

O preso político Manu Intxauspe, Txoko, saiu da cadeia de Villabona (Astúrias) esta manhã, depois de ter cumprido mais de sete anos de pena. Manu foi um de vários trabalhadores do diário Egin julgados e condenados no âmbito do processo 18/98.

O jornal, bem como a Egin Irratia, foram encerrados em 1998 por ordem do então juiz Baltasar Garzón, que os acusava de «fazerem parte de uma rede de organizações orientada pela ETA», de serem instrumento de propaganda, etc. Foi um festival de ilegalizações e condenações à pala do ilustre magistrado. O director do Egin, Javier Salutregi, ainda continua na cadeia.

Inicialmente, Txoko foi condenado a nove anos de cadeia pela AN espanhola, mas depois o Supremo reduziu a pena para sete anos e oito meses. Detido em 2007, passou pelas prisões de Alcalá, Teruel e Villabona, onde hoje vários amigos e familiares o esperavam. Devia chegar a Oiartzun (Gipuzkoa) à tarde. / Ver: naiz e Berria

Festival 40 Minutu Rock [vídeos]

Imagens do festival [aittu]O que fala mesmo no final, com a Rosa Luxemburgo na T-Shirt, é o vocalista dos Oliba Gorriak, Eneko Ostolaza. Garaipenera arte! Até à vitória!
Imagens do festival [berrogei minutu rock]Com o tema «Batasunaren indarra», dos Oliba Gorriak, a acompanhar.
Presoak kalera, amnistia osoa!

domingo, 1 de março de 2015

Milhares manifestaram-se em Gasteiz contra a reabertura da central de Garoña

Apesar da chuva, milhares de pessoas participaram, ontem, na capital alavesa, na manifestação convocada pela plataforma Araba sin Garoña contra a reabertura da central nuclear de Garoña, com o lema «No reapertura. Garoña itxi betiko».

A marcha coincidiu com o 44.º aniversário da abertura da central (cumpre-se amanhã, 2 de Março) e foi apoiada por todos os sindicatos bascos, pelas associações mais representativas do sector primário, por trabalhadores do sector da Saúde, por trinta colectivos sociais e associações de moradores do território, por autarcas alaveses e mais de 50 professores do campus alavês da Universidade do País Basco (UPB-EHU).

Também estiveram presentes partidos com representação municipal e foral, como o Bildu, o PNV e o PSE-EE. Já o PP e as principais instituições que governa em Araba, bem como a UPyD, não participaram.

O porta-voz da Araba sin Garoña, Alberto Frías, disse que «uma onda popular encheu as ruas de Gasteiz», numa marcha que ficou marcada por uma «unidade sem precedentes» - em resposta ao «alerta social» gerado pela tentativa do PP de reabrir Garoña. Frías disse ainda que um eventual regresso da central à actividade «põe em risco a segurança, a vida e o desenvolvimento de quem vive na sua área de acção», pelo que convidou os partidos a «apresentar elementos reais que impeçam a reabertura». / Ver: boltxe.info

Situação extrema de Ibon Iparragirre motiva campanha urgente

O preso político natural de Ondarroa (Bizkaia) encontra-se gravemente doente (tem SIDA, estádio C-3), algo a que a plataforma Iparra Galdu Baik tem procurado dar destaque, para evidenciar a necessidade de Ibon regressar a casa. Agora, destaca outros aspectos do «calvário por que Ibon passa diariamente» na cadeia de Alcalá-Meco: os furtos, a falta de segurança, as humilhações. A situação é tão grave que lançaram uma campanha de envio de cartas e telegramas a Ángel Yuste, das Instituciones Penitenciarias, e a José Luis Castro, do Tribunal de Vigilância Prisional.

Desde que Ibon foi transferido para Alcalá (Madrid), há três meses, «já foi roubado pelo menos 30 vezes», revela a plataforma, referindo que a situação é propiciada pelo facto de as celas permanecerem abertas enquanto os presos saem (para comer ou tomar duche). Há cerca de um mês, roubaram-lhe a dentadura e, no dia 23 de Fevereiro, «roubaram-lhe quase tudo o que tinha na cela». Depois, Ibon tem sofrido ameaças e humilhações diárias da parte de um grupo «hispanófilo», e, «embora os guardas estejam perfeitamente a par do caso, não fazem nada».

Com tudo isto, o preso político basco, que foi espancado quatro vezes nos últimos 11 meses e se encontra a centenas de quilómetros da sua terra - quando deveria estar em casa «em regime de prisão atenuada» -, sente-se numa situação-limite e está com vontade de avançar para a greve de fome. Perante esta situação, a plataforma decidiu lançar uma campanha de envio de cartas e telegramas a solicitar o regresso de Ibon a casa, dirigidos a Ángel Yuste e a José Luis Castro: «o primeiro, por usar a política prisional como instrumento de vingança e pôr a vida de Ibon em sério risco; o segundo, por permitir que o seu calvário se prolongue». / Ver: BorrokaGaraiaDa e Turrune! [com endereços dos visados]

Miguel Urbano Rodrigues: «O ódio aos Russos do fascismo ucraniano»

A desinformação sobre a realidade do que se passa na Ucrânia é parte integrante da ofensiva do imperialismo na região. Como os correspondentes dos media russos no terreno contrapunham a essa manipulação uma informação objectiva e documentada, os fantoches fascistas no poder decidiram passar a intimidá-los, maltratá-los e expulsá-los. Enquanto acusam a Rússia de responsabilidade na violação do cessar-fogo acordado em Minsk, a escalada da provocação imperialista parece ter dado novos passos. (odiario.info)

«¿Existió un Estado en Libia?», de Manlio DINUCCI (lahaine.org)
En abril de 2009, en Washington, la secretaria de Estado Hillary Clinton estrechaba calurosamente la mano a uno de los hijos de Gaddafi mientras decía querer «profundizar y ampliar nuestra cooperación». Menos de 2 años más tarde, aquella misma Hillary Clinton iniciaba la campaña internacional contra Gaddafi, preparando así la posterior guerra.
Pero ahora, en el marco de la competencia por la próxima elección presidencial [estadounidense], los esqueletos comienzan a salir de los armarios.

7 de Março: manifestação contra a exploração e o empobrecimento!

Jornada nacional de luta contra a política de direita e pela implementação de uma alternativa política, de esquerda e soberana. [Ver Manifesto da CGTP-IN]
Manifestações em todo o país: ver locais aqui.

Ver também: «CGTP-IN aponta razões para participação forte: Nas ruas dia 7 para mudar» (Diário Liberdade)

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Em Donostia, milhares não deixam ataques à língua basca sem resposta

Milhares de pessoas participaram na manifestação que hoje teve lugar na capital guipuscoana, convocada pelo Kontseilua. Denunciou-se o recurso sistemático, por parte dos representantes dos Governos espanhol e francês, à via judicial contra as instituições que tomam medidas para promover a língua basca e reivindicou-se o direito a viver em euskara.

A mobilização, organizada pelo Conselho de Organismos Sociais do Euskara, decorreu sob o lema «Oztopoen gainetik euskaraz biziko gara» [viveremos em basco, apesar de todos os obstáculos] e reuniu dezenas de representantes do mundo da cultura e da língua basca (AEK, EHE, Berria Taldea e membros de vários organismos que pertencem ao Kontseilua), bem como representantes políticos e institucionais, nomeadamente da Deputação Foral de Gipuzkoa e de municípios que o delegado espanhol na CAB, Urkixo, meteu em tribunal.

Não há uma lista exaustiva, mas os casos foram aparecendo pouco a pouco em Araba, na Bizkaia e em Gipuzkoa, onde o delegado do Governo espanhol apresentou queixas de diversas instituições por redigirem actas em euskara, introduzirem critérios linguísticos nas contratações ou darem prioridade ao euskara; também denunciou a Deputação de Gipuzkoa, por dar ajuda financeira à Seaska - ainda para mais, ganhou o processo e a Federação de Ikastolas de Iparralde teve de devolver o dinheiro. Por seu lado, o representante do Governo francês em Iparralde, Patrick Dallennes, levou o município de Uztaritze para tribunal, por ter declarado a língua basca oficial - e a declaração foi revogada. Em Nafarroa, o Governo anunciou que iria denunciar o município de Baztan, por dar prioridade ao basco.

Todas estas acções judiciais mostram que as instituições bascas não têm direito a decidir a sua política linguística, considerou o secretário-geral do Kontseilua, Paul Bilbao, que aplaudiu a decisão tomada por diversos municípios: continuar a escrever as actas em euskara. Mas Bilbao sublinhou a necessidade de uma resposta mais ampla: «Que aconteceria se a maioria dos agentes políticos, sindicais, sociais e institucionais deste país avançasse juntamente com o mundo do euskara?». Pediu que se aborde essa via. «Já é tempo». / Ver: Berria

Apresentada em Bilbo plataforma contra a criminalização social

Na quinta-feira, 26, um grupo de pessoas vestidas como presos e metidas numa «cadeia» apresentou em conferência de imprensa, no Arenal bilbaíno, a Plataforma contra a Criminalização Social, cuja criação foi promovida por dezenas de agentes sociais, sindicais e políticos e pretende fazer frente ao ataque que representa a aprovação iminente da Reforma do Código Penal e da Lei da Segurança dos Cidadãos.

Na ocasião, afirmou-se que a aprovação do novo pacote de leis repressivas irá aprofundar a «criminalização social». «Qualquer pessoa passa a ser suspeita» e, dessa forma, «não serão criminalizados apenas factos, mas também grupos particulares, como os migrantes, os activistas, pessoas sem recursos e aqueles que se solidarizarem com esses grupos».

Sublinharam que estas medidas não são novas em Euskal Herria e que «sempre houve métodos repressivos para travar as reivindicações políticas, sem que por isso as mobilizações tenham parado». Agora, através do medo, da punição, da repressão, pretende-se «esvaziar as ruas», e daí a necessidade da organização «365 dias por ano, 24 horas por dia».

Contra a aprovação da Lei da Mordaça e a Reforma do Código Penal, e o consequente aumento da repressão sobre a actividade política, esta plataforma irá levar a cabo diversas acções de sensibilização ao longo do mês de Março; para dia 28 foi convocada uma manifestação em Bilbo. / Ver: SareAntifaxista e topatu.info

Uma multidão no festival de Durango, pelos refugiados, presos e seus familiares

Milhares de pessoas juntaram-se no Landako Gunea, na localidade biscainha de Durango, para assistir ao festival 40 minutu rock e, dessa forma, ajudar refugiados e presos políticos bascos, bem como os seus familiares. / Mais informação, fotos e vídeos: 40minuturock.eus
No exterior do recinto, não faltou a solidariedade com os voluntários que lutaram contra o fascismo no Donbass e que o Estado imperialista/fascista espanhol persegue. (EH-Donbass)
MIKEL ALMANDOZ EM LIBERDADE
O preso político basco Mikel Almandoz (Burlata, Nafarroa) foi libertado ontem à noite, depois de pagar 20 mil euros de fiança. O burlatarra foi detido em Janeiro de 2014, no âmbito de uma operação da Guarda Civil contra o grupo de interlocução do Colectivo de Presos Políticos Bascos (EPPK, na sigla em euskara).

Almandoz já tinha estado na cadeia - foi detido em 2003 e libertado em 2012. Antes de ser condenado, no Estado francês, passou seis (6) anos em prisão preventiva, o que motivou uma queixa no Tribunal de Estrasburgo e uma condenação (não inédita) a França, que teve de indemnizar Almandoz em 5000 euros. / Ver: naiz e ahotsa.info

«Solidaridad abertzale e internacionalista con los detenidos por su compromiso con Donbass»

Desde la plataforma de solidaridad con Donbass constituida por las organizaciones Komite Internazionalistak, Sare Antifaxista, Ernai, Euskal Herria-Donbass Elkartasun Komitea, Boltxe Kolektiboa y Askapena, queremos declarar nuestra más profunda repulsa a las detenciones de los ocho internacionalistas que en un ejercicio de solidaridad han mostrado su apoyo al pueblo de Novorrusia en su lucha contra el fascismo en Ucrania y por la soberanía de las repúblicas de Lugansk y Donestk. (boltxe.info) [Ver tb: «En torno a las manipulaciones del diario El País» (EH-Donbass)]

«El gran hermano ya está aquí», de Begoña CAPAPE (BorrokaGaraiaDa)
Según algunos testimonios de trabajadores de Indra, lo que se pretende es colocar a miembros del CNI en las empresas e instituciones más estratégicas del Estado español y de otros países. En Hego Euskal Herria, ya lo han conseguido, entraron de la mano de Patxi López, aquí se han asentado y han empezado a controlar a todo el mundo.

«Da Líbia ao Sudão, da Nigéria à Somália», de Carlos LOPES PEREIRA (odiario.info)
Acentua-se a internacionalização de diversos conflitos armados em África, com o seu consequente agravamento. A tendência é antiga mas intensificou-se nas últimas semanas, abrindo caminho a uma ainda maior ingerência das potências imperialistas, com os Estados Unidos e a França à cabeça.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Askapena: o internacionalismo que o Estado espanhol quer ilegalizar (II)

Em Setembro de 2010, oito militantes da Askapena foram detidos. Passados quatro anos, o Estado espanhol revelou a sua verdadeira intenção: ilegalizar a Askapena e, assim, o movimento internacionalista de Euskal Herria. Mas que querem eles ilegalizar? E porquê? Que projecto revolucionário temem para irem até à ilegalização?

A Askapena iniciou o seu percurso em 1987 e, nas celebrações do quarto de século, em 2012, publicou cinco vídeos, cada qual abrangendo um período de cinco anos, em que explica, de forma resumida, a sua história, o contexto em que se afirmou e tentou construir uma Euskal Herria internacionalista, de «ida e volta». Já aqui mostrámos dois, relativos aos primeiros dez anos de existência da organização internacionalista basca. Em baixo, os últimos três, que abrangem 15 anos de existência (de 1997 a 2012).

1997-2002
Na Palestina, tem início a segunda Intifada, brutalmente reprimida pelos sionistas; no Curdistão, mantém-se a luta contra a repressão de há longas décadas; na Europa do capital, as nações sem Estado e os povos oprimidos prosseguem as lutas de libertação; o Acordo de Sexta-Feira Santa, em 1998, reflecte-se em Lizarra-Garazi. O 11 de Setembro marca o início de uma nova ordem mundial: novas guerras e invasões imperialistas, novas legislações antiterroristas e legalização da tortura.

2002-2007
As bombas caem no Afeganistão e no Iraque, mas o processo bolivariano consegue fortalecer-se e encontrar novos companheiros de viagem; surge a ALBA. O imperialismo estende as suas garras, mas é combatido em muitos pontos do mundo. Na Colômbia, a Coca-Cola persegue e assassina. Começa a tecer-se a rede Euskal Herriaren Lagunak para apoiar a libertação do povo basco no caminho da independência e do socialismo.

2007-2012

Com a crise, o capitalismo inicia nova campanha para defender os seus interesses, recuperando ou protegendo zonas estratégicas; massacres em Gaza e intervenções imperialistas na Líbia e na Síria; grandes mobilizações respondem ao forte impacto da ofensiva capitalista no País Basco e na Europa; apesar da mudança estratégica em Euskal Herria, o imperialismo espanhol ataca independentistas e socialistas bascos; em Setembro de 2010, detém oito membros da Askapena, tentando enfraquecer a solidariedade internacionalista; contudo, esta reforça-se.

Amanhã, em Durango, grande festival pelos presos e refugiados bascos

Realiza-se amanhã, em Durango (Bizkaia), o «40 minutu Rock», festival solidário com os presos e os refugiados políticos bascos. A partir das 10h30, sobem ao palco do Landako Gunea 12 bandas conhecidas: Anestesia, Betagarri, Enkore, Def Con Dos, Governors, Hesian, Iheskide, Kaotiko, Los Chicos del Maiz, Oliba Gorriak, Zea Mays e Izerdi Gorria.

No nome do festival há alusão óbvia aos 40 minutos de duração das visitas aos presos e também aos versos «Berrogei minutuz, milaka taupada», do tema «Malen», dos Ken7. As entradas (15 euros) encontram-se à venda em diversos pontos de Euskal Herria (informação no portal). No dia do festival custam 18 euros.

O tema «Batasunaren indarra» foi composto pelos Oliba Gorriak especialmente para esta iniciativa e funciona como um apelo à participação. Em baixo, o videoclipe.Ver: aseh

Oito detidos no Estado espanhol por lutarem contra o imperialismo e o fascismo no Donbass

Esta manhã, a Polícia espanhola deteve oito brigadistas internacionais que combateram ao lado das forças antifascistas no Donbass. Segundo informou a imprensa burguesa, os detidos, que têm entre 20 e 30 anos e pertencem a diversas forças comunistas, são acusados dos crimes de assassinato, posse de armas e explosivos e actos que atentam contra os interesses de Espanha.

As detenções foram efectuadas no âmbito de uma operação antiterrorista decretada pela Audiência Nacional espanhola, que se acelerou após o regresso de três dos solidários nas últimas semanas e que foi levada a cabo às 6h00 desta sexta-feira de forma coordenada pelo menos em seis localidades [de acordo com o naiz e o Berria, em Euskal Herria, na Catalunha e em Espanha (Astúrias, Extremadura, Madrid e Múrcia)].

Todos foram identificados graças a fotografias e vídeos publicados em redes sociais, e, de acordo com fontes policiais, um deles esteve na frente de combate. Ademais, a Polícia espanhola mantém sob vigilância várias pessoas que, afirma, estariam prontas para viajar para o Leste da Ucrânia nos próximos dias.

Esta operação, que continua aberta, é semelhante às que estão a ser desenvolvidas noutros países europeus com o objectivo de desmobilizar os combatentes voluntários das brigadas internacionais e acabar assim com a solidariedade antifascista com a resistência no Donbass.

Os Comités de Solidariedade com a Ucrânia Antifascista do Estado espanhol apelam à solidariedade com os detidos e exigem a sua imediata libertação sem acusações, enquanto aguardam por mais informação sobre a situação dos companheiros. / Notícia com base no Diário Liberdade / Ver também: Sanduzelai_Leningrado e boltxe.info

Ler: «Comunicado do Comité de Solidariedade Euskal Herria-Donbass sobre as detenções de voluntários internacionalistas do Estado espanhol» [eus/cas/ing] (EH-Donbass)

António Santos: «Serei preso por "apologia do terrorismo"?»

Desafortunadamente, na acepção contemporânea mais comum, a expressão «terrorismo» é usada para distinguir o monopólio da violência exercida pelos Estados de todas as outras violências que representem uma competição para esse monopólio. Terrorista era o que Hitler chamava à resistência francesa, o que Salazar chamava aos lutadores anti-coloniais, o que Batista chamava a Fidel, o que Cavaco chamava a Mandela e o que Suharto chamava à FRETILIN. [...]
Hoje criminalizam os que defendem abertamente qualquer organização armada. Amanhã pedirão que as condenemos expressamente. Depois pedirão que condenemos a História, da Revolução Russa à Cubana. E se não tivermos cuidado, quando dermos por nós, estaremos a pedir desculpa por sermos revolucionários. (manifesto74)

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Situação «cruel» de Andoni Zengotitabengoa abordada no Parlamento de Gasteiz

Iera Abadiano, mulher do preso elorriarra Andoni Zengotitabengoa, a psicóloga de uma das suas filhas, Haizea Barandiaran, e o seu advogado, Iñaki Goioaga, compareceram, hoje, na Comissão de Direitos Humanos do Parlamento de Gasteiz para falar sobre a situação de Andoni na cadeia de Monsanto, em Lisboa. Sublinharam que se trata de uma situação «cruel» e pediram ajuda aos deputados.

A mulher de Andoni Zengotitabengoa (Elorrio, Bizkaia) explicou que este se encontra há cinco anos na cadeia de alta segurança de Monsanto (Lisboa, Portugal) e que, apesar da atitude «impecável» que mantém, vive uma situação «cruel»: é revistado dez vezes por dia, passa 22 horas por dia fechado na cela, tem problemas respiratórios cada vez «mais graves» devido à humidade do estabelecimento prisional.

Iera destacou também a dificuldade que os familiares têm para visitar Andoni, uma vez que, para além de terem de fazer 900 km até Lisboa e outros tantos no regresso, só os mais directos o podem ver. Neste aspecto, referiu-se em particular à situação das duas filhas, ambas menores, que apenas podem estar com o pai uma vez por ano, num espaço de «quatro metros quadrados, com mau cheiro e sujo», e vigiado por um polícia armado. Esta situação provoca «insegurança e ansiedade» às crianças e uma delas precisa de acompanhamento psicológico.

Iera pediu que Andoni seja enquadrado num outro regime prisional e que se respeite o direito dos familiares a visitá-lo; solicitou ainda aos deputados que promovam uma iniciativa semelhante à moção aprovada na Câmara Municipal de Elorrio, de onde Andoni é natural, em que se pedia a alteração do regime em que se encontra.

Iñaki Goioaga, advogado do preso, denunciou a situação «cruel, degradante e desumana» em que se encontra, mais ainda quando o seu comportamento é considerado «exemplar», também pelo director da prisão. Do ponto de vista jurídico, revelou que a única pena que Zengotitabengoa tem de cumprir é em Portugal, uma vez que as penas a que foi condenado em Espanha prescreveram. E considera não haver «qualquer elemento objectivo» para manter o Andoni numa cadeia de alta segurança. / Ver: naiz e Berria [Na foto de baixo: Iera Abadiano no uso da palavra; à sua esquerda, o advogado Iñaki Goioaga.]

Milhares de estudantes nas ruas contra as reformas educativas do PP

Milhares de estudantes mobilizaram-se, em todo o País Basco Sul, numa jornada de luta contra as reformas que o Governo espanhol quer implementar no sector da Educação. De manhã, começaram a funcionar os piquetes informativos em várias universidades e houve «herri eskolak» [escolas populares] e greve às aulas em vários ikastetxes. Por volta do meio-dia, as quatro capitais foram palco de grandes manifestações contra a mercantilização do ensino e em defesa de um modelo educativo «do povo e para o povo».

Em Donostia, houve mobilizações no campus de Ibaeta; em Iruñerria, por seu lado, os estudantes formaram colunas em diversos bairros e locais de ensino, antes de se juntarem à manifestação principal, que partiu da Universidade Pública de Nafarroa e percorreu as ruas da capital navarra. Ainda na universidade, uma delegação entregou ao vice-reitor uma petição com mais de 1800 assinaturas contra a implementação das reformas EU2015 e 3+2.

Como tem sido habitual, houve grandes manifestações em Gasteiz e Bilbo [tradução corrigida], onde a presença policial gerou momentos de tensão. A Ertzaintza carregou sobre os estudantes em ambas as capitais: em Bilbo um jovem foi detido e em Gazteiz outro teve de ser levado de ambulância. Todas as mobilizações terminaram com a mesma mensagem: para além da rejeição das diversas reformas impostas, o apelo para que se construa, a partir de hoje, o sistema educativo com que se sonha, para que se assuma esse compromisso.

Nas próximas semanas, esta luta vai entrar numa nova fase: organização de universidades populares e trabalho sobre os conteúdos que respondam à situação actual no ensino universitário; a nível do ensino pré-universitário, manter-se-á a luta contra a LOMCE e a construção de conteúdos próprios e alternativos. Para os dias 17 e 18 de Março está convocada uma greve.

Grande resposta dos estudantes em Iruñea [ahotsa] Ver: topatu.info [com muitas fotos], ahotsa.info e argia

Solidariedade com a Revolução Bolivariana em Lisboa e no Porto

No âmbito da Semana Mundial de Solidariedade com a Revolução Bolivariana, que decorre de 1 a 8 de Março, realiza-se dia 5, às 18h30, na Casa do Alentejo, em Lisboa, uma sessão de solidariedade promovida pelo CPPC, a CGTP-IN e a Associação de Amizade Portugal-Cuba, que contará com a presença de representantes da Embaixada da República Bolivariana da Venezuela.

No dia seguinte, a solidariedade com o processo bolivariano será expressa no Porto, numa sessão que terá lugar, às 18h00, na Universidade Popular do Porto. Para além da universidade, são promotores da iniciativa o CPPC, a Comissão Porto com Cuba e a União de Sindicatos do Porto (CGTP-IN). / Mais informação: CPPC

Leitura:
«A Venezuela será tumba de fascistas», de Bruno CARVALHO (manifesto74)
Aflige pensar que há uma tarefa gigantesca pela frente. Superar as contradições de décadas e décadas de miséria e exploração não é um objectivo que se possa concretizar em 16 anos. Há muito por construir ao mesmo tempo que a pátria de Bolívar e Chávez é alvo de todo o tipo de conspirações. Para lá das críticas e da acertada necessidade de radicalização do processo, a solidariedade internacionalista afigura-se como um elemento urgente para ajudar a derrotar as agressões económicas, mediáticas e militares geradas por quem quer devolver a Venezuela de volta ao século XX.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

O internacionalismo que o Estado espanhol quer ilegalizar

Em Setembro de 2010, oito militantes da Askapena foram detidos. Passados quatro anos, o Estado espanhol revelou a sua verdadeira intenção: ilegalizar a Askapena e, assim, o movimento internacionalista de Euskal Herria. Mas que querem eles ilegalizar? E porquê? Que projecto revolucionário temem para irem até à ilegalização?

No seu blog - Begitza -, Axier López resumiu, nuns quantos vídeos, os últimos anos de actividade da Askapena, que iniciou o seu percurso em 1987. Nas celebrações do quarto de século, em 2012, a organização internacionalista publicou cinco vídeos, cada qual abrangendo um período de cinco anos, em que explicava, de forma resumida, a sua história, o seu trajecto, os princípios que nortearam a sua acção, o contexto em que se afirmou e tentou construir uma Euskal Herria internacionalista, de «ida e volta». Em baixo, os vídeos sobre os primeiros dez anos de existência (1987-1992 e 1992-1997).

A Askapena afirma: «Agora que querem proibir, encarcerar e ilegalizar o nosso projecto, o nosso trabalho, a nossa luta e a nossa militância, fazemos questão de recuperar o caminho percorrido e de deixar claro que ninguém o irá interromper!» [No cartaz, diz-se: No caminho do socialismo... liberdade para Euskal Herria!]

Nascimento da Askapena e primeiras campanhas (1987-1992)Askapena: 1992-1997Ver: askapena.org

Apoio ao trabalhador da Txapelarri antes do julgamento na AN espanhola

Durante a greve geral estudantil de 27 de Março de 2014, a Ertzaintza entrou de forma violenta na taberna Txapelarri, na Kutxi kalea (Gasteiz), e, ao deparar com as fotos dos presos políticos do bairro, acabou por identificar a funcionária que lá se encontrava. Da identificação partiu-se para a costumeira acusação de «enaltecimento do terrorismo» e dia 18 a taberneira será julgada no tribunal de excepção espanhol. O Ministério Público pede dois anos de cadeia e dez de inabilitação para a arguida.

Na conferência de imprensa que hoje teve lugar na Txapelarri, diversos taberneiros da capital alavesa criticaram a incriminação da colega e apelaram à participação nas mobilizações convocadas para os dias 7 (kalejira) e 18 de Março (concentração).

Por seu lado, o Gasteizko Harresia [muro de Gasteiz] referiu-se à situação como um ataque à liberdade de expressão e sublinhou o facto de a Ertzaintza «continuar empenhada em criminalizar a denúncia da dispersão e a solidariedade com os presos». / Ver: topatu.info e BorrokaGaraiaDa

A Polícia italiana prendeu o refugiado basco Carlos García Preciado

O natural de Andoain (Gipuzkoa), detido hoje na capital italiana, foi condenado a 16 anos de cadeia em 2000 pelo tribunal de excepção espanhol, que o considerou culpado de «fazer parte de um grupo que lançou cocktails molotov» contra uma agência bancária em 1997.

O tribunal decretou a sentença baseando-se no depoimento de uma única testemunha e defendeu que a acção «seguia a estratégia traçada» pela ETA. Então, decretou um mandado de busca e captura contra o andoaindarra, que esteve em vigor 15 anos. A detenção de Preciado foi anunciada pelo Ministério espanhol do Interior, que o considera um «membro da ETA foragido»; muitos jornais cantam «etarra foragido».

O Sortu manifestou-se contra a detenção, afirmando que «é tempo de esvaziar as prisões» e «não de as continuar a encher». Afirmou também que a detenção não contribui para a resolução do conflito e que faz ainda menos sentido quando diz respeito a factos ocorridos há 18 anos. / Ver: naiz

Joaquín Navarro (Almeria, 1939-Madrid, 2007)
A propósito «destas coisas», dos 16 anos de pena pelos cocktails molotov, deixamos aqui a ligação para um excerto do documentário Hautsitako leihoa (La ventana rota) (2008), com as palavras certeiras do (saudoso) juiz da Audiência Provincial de Madrid Joaquín Navarro.

Leitura:
«El grito ardiente y profundo del pueblo vasco...», de Coordinadora Simón Bolivar (CSB)
El grito ardiente y profundo del pueblo Vasco harto de imposiciones, desprecios, torturas, encarcelamientos y difamaciones de la más variada y que entiende la historia, sabe que ninguna libertad se concede graciosamente, ningún derecho se reconoce o se garantiza sin una lucha sostenida que exige convicción y coraje.

«A proposito del pueblo trabajador vasco: sujeto, conciencia y autodeterminacion socialista»

[1.ª parte, de JON IBAIA] Los discursos postmodernos, «superadores» del marxismo-leninismo, desembocan en el oportunismo y el abandono de posiciones de clase, esperando que el supuesto derrumbe del capitalismo, conduzca a un desarrollo mecanicista de la conciencia de clase y la condición de sujeto. El capitalismo no se derrumba en el proceso de una crisis, sino que se reestructura y establece un nuevo modelo de acumulación que necesariamente será más opresivo y explotador que el anterior. (lahaine.org)

«Sionismo senil?», de Filipe DINIZ (odiario.info)
Netanyahu, o genocida, está em pré-campanha eleitoral. Mais habituado à política de terra queimada do que às subtilezas da comunicação, os dois vídeos já divulgados impressionam pela desfaçatez e pela manipulação, como era de esperar. Mas têm um toque caricato e verdadeiramente imbecil que está a correr mundo.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Trabalhadores da Saúde apoiam mobilização contra a central de Garoña

Cresce a adesão à manifestação em defesa do encerramento definitivo da central nuclear localizada a 60 quilómetros de Gasteiz, convocada pela plataforma Araba sin Garoña para o próximo sábado, 28. Hoje, foram os trabalhadores do Osakidetza em Araba a reclamar o encerramento da central.

Depois dos sindicatos, na quinta-feira, e de 30 organismos sociais e associações de moradores, ontem, vários trabalhadores do sector da Saúde no território alavês, bem como algumas das suas organizações representativas, anunciaram hoje a adesão à manifestação contra a central nuclear de Garoña, apelando à participação na mobilização e revelando que, dia 28, a coluna deste sector partirá do Hospital Santiago, em Gasteiz.

Numa conferência de imprensa realizada no exterior deste hospital, os profissionais recordaram os efeitos nocivos das radiações para a saúde, referindo-se não apenas às emissões nos casos de eventuais acidentes, mas também às da radiação que se vai acumulando ao longo dos anos. Neste sentido, recordaram que Garoña é a central mais antiga do Estado Espanhol e que a maioria dos municípios nas suas imediações foram contaminados. / Ver: Berria e eldiario.es

Jovens de Barakaldo em tribunal por injúrias a Espanha e às suas forças de segurança

Cinco jovens de Barakaldo (Bizkaia), acusados de injúrias a Espanha e às suas forças de segurança, depuseram, esta manhã, no tribunal da comarca. O processo judicial surgiu na sequência de uma queixa apresentada pelo delegado do Governo espanhol, Carlos Urquijo. Concluídos os depoimentos, os visados afirmaram que o processo judicial será «longo».

A plataforma Libre de Barakaldo, ao ter conhecimento da incriminação destes jovens, afirmou que se tratava de uma «desculpa para prolongar tempos, já ultrapassados pela sociedade, em que o pensamento e o exercício da actividade política são castigados».

Hoje de manhã, cerca de meia centena de pessoas participou numa concentração de apoio aos cinco jovens denunciados pelo virrey, frente ao Palácio da Justiça de Barakaldo, sob o lema «Kriminalizaziorik ez! Gazteria libre!» [Não à criminalização! Juventude livre!]. / Ver: topatu.info

CONTRA A LEI DA MORDAÇA, JUVENTUDE ALAVESA NAS RUAS
Vídeo da mobilização de sábado em Gasteiz contra a criminalização da luta, ontem aqui noticiada.Ver: GazteIraultza e aseh

[Reportagem] Subida ao forte de Ezkaba contra a perseguição política

No dia 22, o ahotsa.info juntou-se à marcha ao forte de Ezkaba, convocada pelo Iruñerriko Herri Harresia [muro popular da comarca de Pamplona], contra a perseguição e os julgamentos políticos. No final da caminhada, Sergio Labayen falou com pessoas imputadas nos processos judiciais contra o Batasuna, a Segi e o Herrira, perseguidas pelo regime autoritário vigente no Estado espanhol e por ele tachadas de «terroristas».Reportagem de Sergio Labayen para o ahotsa.info / Ver: ahotsa.info

Bruno Carvalho analisa situação na Venezuela

[«Que se está a passar na Venezuela?»] Bruno Carvalho, jornalista e habitual correspondente da Info7 em Portugal, encontra-se na Venezuela e analisa a situação do país latino-americano no programa «Kalegorrian», após a última tentativa de golpe de Estado por parte dos sectores mais à direita e reaccionários. (Info7 irratia)

Ver também: «Venezuela mantiene firmes sus valores antiimperialistas fundados en el pueblo y la Constitución» (Resumen Latinoamericano)

«Conspirar en Estados Unidos», de Atilio BORÓN (lahaine.org)

«Declaração do PCV sobre as tentativas de golpe da burguesia e dos EUA na Venezuela» (Diário Liberdade)