quinta-feira, 23 de Outubro de 2014

O sindicato Ikasle Abertzaleak denuncia a repressão frente ao Parlamento navarro

Centenas de estudantes juntaram-se hoje, 23, numa conferência de imprensa frente ao Parlamento de Nafarroa para denunciarem a repressão exercida sobre o movimento estudantil na sequência das mobilizações contra a LOMCE. Manifestaram-se dispostos para continuar a luta contra as reformas impostas e defender os seus direitos.

No ano lectivo passado, 250 estudantes foram identificados pela Polícia, 40 receberam multas e 26 foram detidos, afirmaram hoje em Iruñea representantes do Ikasle Abertzaleak. Para além disso, referiram-se à presença policial nas escolas, a maus-tratos nas esquadras e às vigilâncias a que alguns estudantes foram submetidos.

A repressão foi, neste caso, a resposta às mobilizações dos estudantes, que reagiram ao silêncio dos conselheiros da Educação na CAB e em Nafarroa depois de lhes terem pedido que suspendessem a aplicação da LOMCE e da Estratégia Universitária 2015 em Euskal Herria.

Ikasle Abertzaleak Iruñean [Ahotsa] Hoje, os estudantes deixaram claro que não se deixam intimidar pela repressão e que jamais se dobrarão face às «leis impostas pelo Estado espanhol fascista» no domínio da Educação, como a LOMCE. A sua alternativa é a construção da Euskal Eskola Nazionala, afirmaram. / Ver: topatu.info e ahotsa.info

Euskaraz: Euskalerria Irratia solicita informação sobre licenças ao Governo navarro

Já passaram dez meses desde que o Supremo Tribunal espanhol anulou as licenças atribuídas à Net21 e à Radio Universidad de Navarra (RUN). Agora, a Euskalerria Irratia, que desde 1998 «luta por uma licença de transmissão», sempre atribuída pelo Governo a outras emissoras, quer «informação actualizada» sobre as licenças «desertas».

Foi em Janeiro que o Supremo tribunal espanhol confirmou a anulação da concessão das licenças às rádios Net21 e RUN, e, desde que a sentença foi tornada pública, a rádio euskaldun não recebeu mais nenhuma informação da parte do Governo de Barcina.

Assim, Mikel Bujanda, o director da rádio euskaldun, enviou um escrito ao Governo em que lhe solicita informação detalhada e actualizada relativa ao estado do processo de atribuição das licenças; quer ainda saber quais são os motivos do atraso e quais as perspectivas. «Se já tomaram uma decisão, porque esperam para a divulgar?» - questiona.

O conselheiro da Cultura do Governo de Nafarroa, Juan Luis Sánchez de Muniain, afirmou que está a cumprir a sentença e que não está a atrasar o processo de forma intencional. / Ver: argia

Documentário: «Represión: un arma de doble filo»

Sobre a repressão no Estado espanhol. Produzido por Resistencia Films. Estreou, no dia 17, em vários pontos do Estado espanhol. No dia 19, houve uma exposição no Centro Social Potemkin, em Madrid.

Música: albokariak Bilboko Alde Zaharrean

Albokaris na Parte Velha de Bilbo/Bilbau Na Aste Nagusia/Semana Grande de 2009. [Vídeo de Gabirel]

quarta-feira, 22 de Outubro de 2014

A Ernai quer menos Guarda Civil e mais investimentos sociais em Fitero

Um grupo de jovens realizou pintadas contra o quartel da Guarda Civil que está a ser construído em Fitero, localidade da Erribera navarra, considerando que as verbas gastas para instalar mais militares em Euskal Herria devem ser destinadas a serviços públicos e necessidades sociais. Num vídeo enviado ao portal ahotsa.info, pode ver-se como a acção, que a Ernai enquadra «na sua luta contra "o regime"», foi levada a cabo.

A Ernai reivindicou a autoria da acção realizada em Fitero no dia 12 de Outubro – dia da hispanidade – para protestar contra a construção de um quartel da Guarda Civil na localidade – algo que suscitou muita polémica na região, sobretudo porque naquele espaço era para ser construído um novo centro saúde. Numa nota, a organização juvenil independentista afirma que «se constroem grandes obras de duvidoso interesse público, nas quais são desperdiçados milhões de euros», quando em «Fitero e no resto de Nafarroa os serviços públicos são desmantelados para beneficiar o sector privado e mais uns quantos».

A Ernai avisa a UPN que «o seu tempo está a acabar», pois em Nafarroa «há um povo digno, farto da sua corrupção, dos seus roubos descarados, da sua repressão sistemática, do seu apoio às elites, enquanto espezinha as camadas populares mais desfavorecidas e a identidade desta terra».

Mostrando-se inteiramente determinada a «acabar com este regime», de que a UPN «é a face mais visível» e que tem na Guarda Civil «garante de blindagem», a Ernai afirma que «não vai ficar de braços cruzados». As forças de ocupação têm de se ir embora de Nafarroa e Euskal Herria; a juventude não pode ser «condenada» a um futuro de «precariedade», «submissão» e «repressão», sublinha a organização juvenil.

Acção da Ernai em Fitero Ver: ahotsa.info e topatu.info

EHL-Argentina reclamam libertação da lutadora basca Nagore Mujika

O comité solidário na Argentina com o Povo Basco (EHL-Argentina) «repudia esta nova acção repressiva dos juízes espanhóis, filhos putativos do seu "mestre", o repressor e avalador de torturas Baltasar Garzón, que decretaram a detenção e o encarceramento da lutadora independentista Nagore Mujika». / Nota na íntegra, em castelhano: askapena.org

Solidariedade em Bilbo
A Fundação Egiari Zor, de que Nagore faz parte, também repudiou a detenção da bilbaína, considerando-a «uma farsa». Numa conferência de imprensa que hoje, 22, teve lugar na capital biscainha, com a presença, entre outros, de Gaizka Larrinaga e Ane Muguruza, foram convocadas duas mobilizações. / Mais informação em uriola.info

Grande cartaz no HatortxuRock 17, para ajudar a fazer frente à dispersão

A 17.ª edição do HatortxuRock, festival solidário com os familiares dos presos políticos bascos, celebra-se no último fim-de-semana de Dezembro, em Entrecementerios (Atarrabia, Nafarroa). O cartaz foi apresentado esta semana.

Apesar de o festival ter nascido «com vocação para desaparecer», a verdade é que já vai na 17.ª edição – sinal de que o Estado espanhol mantém a política de violação dos direitos e de que continua a ser necessária a solidariedade para com os familiares dos presos políticos bascos, forçados que são a gastar milhares de euros por ano. Para os organizadores dos festival, a situação é clara e, por isso, não desistem de dar força a esta iniciativa musical solidária.

HatortxuRock 17: apresentação As entradas estão à venda nos locais habituais e custam 15 euros até ao dia do festival; 20 euros se compradas no próprio dia. As portas abrem às 16h00 e, a partir de então, será possível assistir aos concertos de bandas como Talco, Vendetta, Esne Beltza, Izerdi Gorria, Aspencat, Hesian, Kashbad, Narco, Kop, Estricalla e Arkada Social. / Ver: topatu.info e ahotsa.info

Pável Blanco Cabrera: «El genocidio de Iguala: Terrorismo de Estado, corresponsabilidad de la socialdemocracia»

El quehacer de los comunistas se redobla en estas condiciones, en que la única opción a la barbarie capitalista y su represión genocida puede surgir del masivo protagonismo de la clase obrera y su vigente programa del derrocamiento del poder de los monopolios.
El terrorismo de Estado no nos debe llevar al repliegue, sino acelerar los preparativos de la contraofensiva proletaria y popular. (lahaine.org)

terça-feira, 21 de Outubro de 2014

LAB apresenta iniciativa para defender emprego e condições de trabalho dignas

Ainhoa Etxaide e Xabier Ugartemendia apresentaram hoje, em Bilbo, uma iniciativa que visa assegurar, entre outros aspectos, a inclusão de cláusulas sociais nas subcontratações. Delegados e delegadas de diversas actividades, como limpezas, construção, jardinagem, lares, transportes, ambulâncias ou refeitórios, estiveram presentes na conferência de imprensa.

O LAB sublinhou que a decisão de subcontratar trabalhadores partiu dos partidos que estiveram no poder em Euskal Herria, sobretudo PNV, PSE e UPN, e que a dimensão do problema é hoje considerável, «graças à contínua política de privatização de serviços». Para os empresários, esta prática «foi um grande negócio, financiado com dinheiro público», pois viram os lucros aumentar à custa da precariedade, defendeu o sindicato.

Para o LAB, o caminho da privatização baseou-se em «duas mentiras»: a de que a gestão privada é melhor que a pública (o que choca com a deterioração dos serviços); a de que reduz os custos (o que não acontece, pois «é preciso» garantir a margem de lucro à empresa subcontratante).

O aumento do número de trabalhadores subcontratados nos últimos anos – afirmaram os representantes do LAB – é o exemplo mais claro da «política subordinada e ao serviço dos de sempre, os empresários amigos do poder». As empresas subcontratantes mantiveram os níveis de lucro graças à redução dos custos do trabalho, ou seja, reduzindo direitos (emprego, salário, condições, segurança e controlo) dos trabalhadores.

Hoje, consolidam-se três tendências que representam um ataque aos trabalhadores: a destruição de emprego; a precarização extrema (com a consequente deterioração das condições de trabalho e da qualidade do serviço prestado); a realização de ofertas abaixo do orçamento público.

Face a este cenário, o LAB exige às instituições que assumam o compromisso de garantir o emprego e a melhoria das condições de trabalho, bem como uma política que coloque os interesses dos trabalhadores e a defesa do emprego à frente das margens de lucro dos empresários.

O sindicato já apresentou moções neste sentido em vários municípios, como Donostia e Mungia (Bizkaia). Seguir-se-ão petições nas deputações de Gipuzkoa, da Bizkaia e de Araba; nos municípios de Bilbo, Iruñea e Gasteiz, e junto dos governos de Gasteiz e Iruñea.

Para além de ser sua intenção reunir-se com partidos políticos, o LAB vai também fazer chegar a iniciativa aos locais de trabalho. / Ver: LAB Sindikatua

EH-Donbass: «Vamos a seguir trabajando a favor del Donbass y en el desgaste del gobierno nazi-fascista de Ucrania»

[Boltxe Kolektiboa entrevista a Euskal Herria-Donbass, internacionalistas e infatigables en la denuncia del fascismo y la defensa del pueblo trabajador de Donbass]
Lleva ya varios meses funcionando en Euskal Herria un comité de apoyo a la causa antifascista de las y los trabajadores de Novorossia. Han realizado varias acciones realmente llamativas, quizás las mas conocidas las encarteladas en Barakaldo con motivo del mundial de basket y la visita de Ucrania o la realizada frente a San Mamés ante la visita del Shakhtar Donetsk.

Hemos charlado con un miembro del comité para que nos explique estas y otras cuestiones. / Ler entrevista em boltxe.info

Manuel Navarrete: «Con él no pudieron»

Hemos oído decir a Fali, con melancolía, que con tanta lucha se ha perdido la infancia de sus hijas. Quizá. Pero sus hijas no se han perdido su ejemplo. Ahí vimos a su Rocío, una alumna de 3º de ESO, batiéndose con la secretaria de los juzgados y logrando entrar a la sala para ver, orgullosa, a su padre en el banquillo de los acusados. (lahaine.org)

«Guía práctica para hacer frente a las nuevas medidas represivas estatales» [Expanha]
En la actualidad se está produciendo la tramitación de importantes reformas legales que pretenden criminalizar cualquier acto contestatario, ya sea de protesta o realizado en el ejercicio de la libertad de expresión y de pensamiento.
Estas reformas, principalmente la del Código Penal y la de la Ley Orgánica de Protección y de Seguridad Ciudadana introducen importantes novedades en materia de sanciones que es preciso conocer para, por un lado, saber cómo enfrentarnos y cómo desenvolvernos en el nuevo contexto que se baraja y por otro lado, y siendo esto lo más importante, poder transmitirlas y hacerlas conocer por todos los medios de difusión posibles, para parar su tramitación y conseguir que no se aprueben. (boltxe.info)

3.ª edição do festival anti-repressão da Mujika Taldea

III. Errepresioaren aurka Fest [3.º Festival contra a Repressão]

A iniciativa, da Mujika Taldea, realiza-se no dia 22 de Novembro, às 22h00, no gaztetxe de Eibar (Gipuzkoa).

Participam as bandas Northern Pride (street punk de Beasain), Ostioi! (rock combativo de Eibar) e RPG-7 (rock proletário de Vallekas). Etor zaitez! / Ver: SareAntifaxista

segunda-feira, 20 de Outubro de 2014

Trabalhadores da Bizkaibus cumprem sexto dia de greve em Outubro

A greve de hoje foi a sexta realizada este mês pelos trabalhadores da Bizkaibus – empresa de transporte rodoviário de passageiros – e novamente com uma adesão total, de acordo com a informação avançada por fontes sindicais. Estão convocadas quatro paralisações de 24 horas para esta semana. Os trabalhadores reclamam às concessionárias que respeitem os seus direitos e à Deputação Foral que garanta a manutenção dos postos de trabalho, pois temem que a eliminação de linhas prevista represente a destruição de 300 empregos. A Deputação Foral agendou uma reunião com os sindicatos para quarta-feira, 22.

Os sindicatos tinham acusado a entidade foral de «falta de interesse» pela sociedade biscainha, criticando-a pelo facto de não realizar uma reunião com vista à solução do conflito. Hoje, a Deputação agendou essa reunião para a próxima quarta-feira, dia 22.

Fontes sindicais, que voltaram a destacar a «adesão total» dos trabalhadores à greve, referiram que irão estar presentes no encontro, para ver se a deputação «está com vontade de resolver os problemas. Se apresentar uma solução para evitar a destruição dos postos de trabalho, deixa de haver motivos para a greve», disseram.

Os sindicatos sublinharam ainda o facto de que todas estas questões – manutenção dos postos de trabalho e defesa dos direitos dos trabalhadores – já estavam salvaguardadas no acordo firmado há cerca de um ano e que, ao não ser respeitado, levou os trabalhadores para a luta. Revelaram ainda que deram início a uma campanha para informar as pessoas sobre este conflito, estando a distribuir folhetos para esse efeito. Referiram também que os trabalhadores se sentem apoiados e que as pessoas entendem a sua luta. / Fonte: naiz.info

O Boltxe celebra o «Lenin Eguna» a 15 de Novembro

Como já é costume, o Boltxe Kolektiboa celebra o «Dia de Lénine» no bairro bilbaíno de Otxarkoaga (Centro Cívico, a partir das 10h30), no dia 15 de Novembro. O programa definitivo será divulgado em breve; para já, convém marcar na agenda este sábado.

O ano passado, o Boltxe levou o debate desta jornada também para Gasteiz. Este ano, o colectivo de comunistas quer repetir a iniciativa na capital alavesa e levá-la ainda para Iruñea, numa tentativa de chegar a um maior número de pessoas, diz no seu portal.

A proposta fundamental é que o Lenin Eguna volte a ser uma jornada de reflexão política sobre a actual situação de Euskal Herria, mas não deixando de ser uma jornada de convívio e amizade, afirma o Boltxe Kolektiboa, que convida toda a gente a aparecer nos diversos actos que está a preparar. / Ver: boltxe.info

António Santos: «25 minutos escravo»

É tão longa a lista de agravos da Amazon contra os seus trabalhadores que, se a Justiça fosse justa e se dispusesse a julgar justamente cada injustiça, não haveria indemnizações, expropriações nem penas de prisão suficientes para restituir aos trabalhadores tudo o que lhes foi roubado: cada hora assaltada de lazer e descanso; cada dólar de mais-valia roubada; cada humilhação silenciada; cada despedimento por não conseguir levantar vinte quilos ou mais. (Diário Liberdade)

«Pirómanos», de Jorge CADIMA (odiario.info)
A realidade – que o planeta inteiro conhece bem – é que desde há três anos os EUA e as potências imperialistas europeias – e não só os seus aliados da região – estão empenhados em financiar e armar o jihadismo para abater Assad. Criaram o ISIL, tal como criaram Bin Laden. Agora mostram-nos vídeos de cidadãos ocidentais decapitados. Mas durante anos ignoraram todos os vídeos que os próprios «rebeldes» colocavam na Internet, vangloriando-se de decapitar soldados, civis, padres cristãos.

«Ucrânia levanta-se contra a NATO, os neoliberais e os oligarcas» (resistir.info)
[Boris Kagarlitsky entrevistado por Feyzi Ismail] Há um conflito permanente entre as elites russas, em especial depois da primeira vaga de sanções contra a Ucrânia. Secções da elite russa começaram a entrar em pânico e também detestam estas repúblicas populares porque são muito ameaçadoras para o estado russo, provocando debates sobre nacionalizações, derrube da oligarquia, etc. A indústria russa também está a fornecer sobressalentes para as forças armadas ucranianas e Poroshenko teve que reconhecer que, sem o fluxo regular de sobressalentes e técnicos da Rússia, não teria sido possível que o exército ucraniano continuasse a combater.

Kortatu – «After Boltxebike»

Do álbum Kolpez kolpe (1988). [Hitza / Letra]

domingo, 19 de Outubro de 2014

Aumenta a repressão sobre o movimento que se opõe ao TGV

Um habitante de Iruñea teve de depor na Audiência Provincial de Navarra, depois de ser acusado da prática do crime de danos no Museu Ferroviário de Castejón, no âmbito de uma acção de protesto contra o TGV realizada em Março.

O Mugitu! realizou, esta sexta-feira, 17, uma concentração frente à Audiência Provincial de Iruñea para denunciar um novo episódio na escalada de criminalização da oposição ao TGV. É que uma segunda pessoa foi incriminada na sequência da acção levada a cabo a 15 de Março deste ano em Castejón, no Museu Ferroviário. A Polícia Foral acusa-a do crime de danos, tal como a uma habitante de Tutera, que foi presente a tribunal a 2 de Setembro último.

A navarra afirmou, então, que nem sequer foi identificada pela Polícia, pois até se dava o caso de, no dia da acção de protesto, se encontrar longe de Castejón – mais precisamente em Orio (Gipuzkoa), onde estava a gozar o fim-de-semana.

A Polícia Foral também avançou com multas, entre os 300 e os 600 euros, para 14 pessoas identificadas nas imediações do Museu Ferroviário naquele 15 de Março; entre os visados há um fotógrafo do Ekinklik e outro da Argazki Press, que se encontravam no local a fazer a cobertura jornalística do protesto. / Ver: ahotsa.info

A Guarda Civil deteve Nagore Mujika em Villena

A detenção ocorreu ontem ao fim do dia, por ordem da Audiência Nacional espanhola, à saída da prisão de Villena (Alicante, Países Catalães), a mais de 700 quilómetros de Euskal Herria. A bilbaína estava com a filha, de seis anos de idade. A Etxerat e o Sortu denunciaram a detenção.

A detenção foi presenciada por várias testemunhas, que a comunicaram à Etxerat. Nagore Mujika, natural do bairro de Deustu (Bilbo), foi detida à saída da cadeia de Villena, onde tinha ido visitar o preso político basco Juan Carlos Iglesias Chouza, por polícias à paisana, que se identificaram como militares da Guarda Civil e a informaram da existência de uma ordem do tribunal de excepção espanhol. A filha ficou à guarda de outra pessoa que a acompanhou na viagem.

Nagore Mujika cumpriu penas nos estados francês e espanhol e encontrava-se em liberdade sem «casos pendentes» (uns dizem que desde 2008, outros desde 2011). Agora, as autoridades espanholas já dizem que a detenção está relacionada com um processo de 1992.

O Sortu exigiu a libertação imediata da bilbaína, temendo que a sua detenção seja «uma manobra para fabricar novos processos assentes na vingança». Numa nota, a Etxerat critica de forma veemente esta situação e pergunta: «Porque foi detida? Não lhe podiam ter enviado uma notificação para comparecer na AN? Porquê no fim-de-semana? Para a manter presa até depor? Porque não quiseram evitar que a detenção ocorresse diante da sua filha de seis anos?» Trata-se de um «novo ataque aos familiares» dos presos políticos bascos, afirma a Etxerat, para quem o «espectáculo de ontem foi cruel e lamentável». / Fonte: etxerat.info e periódicos

Milhares em Zangoza na festa das ikastolas navarras

Com bom tempo e temperaturas altas, milhares de pessoas juntaram-se para apoiar o euskara e a ikastola de Zangoza, que este ano tinha a seu cargo a organização da festa das ikastolas navarras: o Nafarroa Oinez. Para o ano, a festa será em Baztan.

Às críticas que o presidente da Associação de Ikastolas de Nafarroa fez à LOMCE, no acto de abertura, seguiu-se o corte da fita. Então, milhares de pessoas começaram a fazer o percurso de cerca de seis quilómetros do Nafarroa Oinez deste ano, marcado por quatro espaços distintos. Ao meio-dia, houve ainda lugar para uma homenagem às sete famílias que fundaram a ikastola de Zangoza.

Com o lema «Esan, izan, Zangozan» (um jogo que gira à volta de dizer, ser, desfrutar o euskara e o facto de se ser falante da língua basca/euskaldun... em Zangoza), a festa teve animação para todos os gostos: mais «para as famílias e para a pequenada», mais centrada nos desportos e nas danças bascas e ainda em bandas musicais (o cartaz era de peso): Gose, Glaukoma, The Soulbreaker Company e Willis Drummond num dos espaços; Leihotikan, Arkada Social, Los Zopilotes Txirriaos e Esne Beltza noutro espaço. / Fontes: Berria e naiz.info

Cinema: «'Lasa y Zabala', un ejercicio de memoria necesario»

La cinta, protagonizada por Unax Ugalde, Francesc Orella (en el papel del Teniente Coronel Galindo), y unos desconocidos, hasta ahora, Jon Anza y Cristian Merchan (interpretando a Joxean Lasa y Joxi Zabala respectivamente), apuesta «por un discurso crudo y sin concesiones a la hora de filmar este thriller político que reconstruye los episodios relacionados con el secuestro, tortura y asesinato de los dos refugiados vascos», tal y como expresaba el periodista Koldo Landaluze en una entrevista con Pablo Malo publicada por Gara. / Ver: arainfo.org via boltxe.info

sábado, 18 de Outubro de 2014

Habitantes de Erronkari denunciam repressão por repudiarem o fascismo

Em Maio, o grupo de extrema-direita Hispania Verde, ligado aos fascistas do MSR, realizou uma concentração em Erronkari (foi até lá de autocarro...). Para responder à provocação, cerca de 200 habitantes da localidade navarra referida e de outras localidades vizinhas realizaram uma concentração de repúdio. Agora, apareceram multas e processos judiciais... contra os antifascistas.

Hoje, realizou-se uma concentração, com a participação de vários eleitos, para apoiar as 11 pessoas envolvidas em processos judiciais por terem participado no protesto antifascista. Na ocasião, afirmou-se que o objectivo da sua acção consistiu em responder de forma «pacífica, imaginativa e barulhenta» à provocação que representava a vinda, de fora de Nafarroa, do «grupo de extrema-direita» Hispania Verde.

Afirmaram que, no final da concentração, apareceram «20 fascistas», com uma «atitude arrogante e ofensiva», e que a Guarda Civil interveio com o aumento da tensão. Para os presentes na concentração de hoje, a acção da Guarda Civil e da Delegação do Governo foi «exagerada, incompreensível, indiscriminada e arbitrária».

Para além das intimações enviadas a 11 pessoas para deporem como acusadas, a repressão fez-se sentir também na forma de multas: 25, entre os 500 e 1500 euros, referiram.

Protesto antifascista em Erronkari (Sare Antifaxista) Ver: Berria

Ver também: «Desproporcionadas multas y acusaciones por la concentración ultra en Erronkari» (ahotsa.info via lahaine.org)

A Justiça britânica rejeita a extradição de Antton Troitiño

A Justiça britânica rejeitou a extradição para o Estado espanhol de Antton Troitiño, por considerar inválida a ordem que, em Fevereiro, levou à sua detenção, em Londres.

Agora, as autoridades espanholas têm um prazo de sete dias para recorrer da decisão do Tribunal de Magistrados de Westminster; durante este período, o preso político donostiarra permanecerá em liberdade condicional. No decorrer do processo, a defesa de Troitiño argumentou que o seu cliente, que nega as acusações de integração na ETA que lhe são feitas, é alvo de perseguição por parte do Governo espanhol e alegou que não teria um julgamento justo no Estado espanhol.

Trata-se do segundo processo de extradição contra Troitiño na Grã-Bretanha, depois de o primeiro, iniciado com a sua primeira detenção, em Junho de 2012, ter encalhado na sentença do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem sobre a doutrina 197/2006 (conhecida como doutrina Parot), que o tribunal de excepção espanhol lhe queria aplicar para lhe prolongar a pena de prisão já cumprida. Troitiño passou 24 anos em várias prisões do Estado espanhol. / Ver: pakitoarriaran.org

António Santos: «O amor nos tempos de Ébola»

Assim, de repente, a culpa do Ébola é dos imigrantes, dos doentes, dos pobres, dos pretos, dos outros. E à grande burguesia, que privatizou a saúde e destruiu os orçamentos para a investigação científica, só resta entaipar as janelas, abater os cães, queimar as roupas, sacrificar os enfermeiros e, como é costume europeu, rezar para que tudo passe. (manifesto 74)

«Hacia la transformación social, pongamos límite a la pobreza», de Elkartzen (boltxe.info)
La ofensiva del capital es brutal, pero no imparable. Para luchar por nuestros derechos sociales y laborales, se impone la organización de la clase trabajadora. Es en estos momentos cuando mayor valor toma la militancia social. Las diferentes organizaciones populares y sociales somos consientes de que la lucha vale la pena; como lo sabemos miles de personas trabajadoras, migrantes, jóvenes, mujeres, pensionistas, vilipendiadas y explotadas todas nosotras, que actuamos conscientes, ante la barbarie que estamos padeciendo

«El terrorismo de estado más allá de las siglas de los GAL», de Xabier MAKAZAGA (lahaine.org)
Hasta que diseñaron las bien estudiadas siglas de los GAL, en 1983, fueron múltiples las siglas utilizadas para reivindicar los atentados de la guerra sucia. [...] Ninguna de ellas fue jamás desarticulada, porque eran simples siglas. Eran pantallas destinadas a ocultar la directísima responsabilidad del Estado en la guerra sucia.

sexta-feira, 17 de Outubro de 2014

Mobilização pela absolvição dos 28 em Iruñea

O Iruñerriko Herri Harresia / Muro Popular da Comarca de Pamplona agendou para dia 8 de Novembro uma mobilização contra os julgamentos políticos e para reivindicar a absolvição dos 28 jovens independentistas que estão a ser julgados na Audiência Nacional espanhola.

A iniciativa, que terá como lema «Naranjízate. Por las libertades y los derechos civiles. Por el fin de los juicios políticos. #28akereLIBRE», foi apresentada recentemente por representantes do Iruñerriko Herri Harresia e alguns dos arguidos, apoiados por familiares. Na ocasião, sublinhou-se que quase todos estes jovens foram detidos no Outono de 2010, ficaram incomunicáveis e sofreram duras sessões de torturas, tendo já passado cerca de um ano e meio na cadeia.

Agora, pedem seis anos de pena para cada um, acusando-os de militar na Segi. Como se não bastasse quererem metê-los na prisão «por exercerem uma actividade política», ainda recorrem «à única prova que possuem: depoimentos arrancados sob tortura», afirmaram.

Na conferência de imprensa, lembrou-se ainda o facto de, em Maio último, 40 jovens terem sido absolvidos pela AN espanhola num julgamento muito semelhante a este, bem como o facto de a sentença ter invalidado os depoimentos incriminatórios obtidos no período de incomunicação. Agora, o mesmo tribunal julga os 28 novamente com base nos depoimentos «arrancados» nas esquadras e quartéis.

O Iruñerriko Herri Harresia considera que este julgamento «sem pés nem cabeça» é claramente «político». Assim, incentiva a população a mobilizar-se pela absolvição e a participar na mobilização convocada para 8 de Novembro (Antoniutti, 17h30), para acabar com os julgamentos políticos. / Ver: lahaine.org e topatu.info

A CNT homenageia o resistente antifascista Félix Padín

Félix Padín, militante da CNT e histórico resistente antifascista, faleceu no dia 7. Félix tornou-se conhecido nos últimos meses no contexto da luta contra a impunidade do franquismo: foi um dos últimos prisioneiros de guerra utilizados como mão-de-obra escrava pelo regime fascista e a 4 de Agosto depôs como testemunha no processo que está a decorrer na Argentina contra os crimes da ditadura franquista.

Amanhã, 18, membros da central CNT vão render-lhe uma homenagem em Artxanda (perto de Bilbo), junto ao monumento «La Huella», a partir das 11h00. Se chover, a cerimónia realiza-se na pista de patinagem. Estarão presentes o secretário-geral da CNT, Pedro Serna, representantes do movimento basco ligado à memória histórica e sindicalistas da CNT que trabalham nesta área. / Ver: Herrikolore

Etxerat: relatório de Setembro sobre situação nas prisões

Já está acessível o relatório mensal relativo a Setembro de 2014 publicado pela associação de familiares e amigos de presos políticos bascos, Etxerat.

Neste número, para além da crónica e do mapa da dispersão (o mapa da vingança), são relatadas as várias situações ocorridas nas prisões no período referido, dá-se destaque à situação dos presos com doenças graves, ao nono acidente provocado este ano pela criminosa política de dispersão e à moção que a Etxerat apresentou na Câmara Municipal de Gasteiz contra essa política - os quatro vereadores do PSOE assumiram papel destacado, na medida em que se juntaram aos do PP no «não» e impediram, assim, a aprovação da moção. Defendem as vias nanclárias, eles.

Relatório de Setembro da Etxerat (eus / cas)

Documentário: «Che, un hombre nuevo»

Realização de Tristán Bauer (2010). «Se conmemora el Día del Guerrillero Heroico, en recuerdo a aquel 8 de octubre de 1967, cuando Ernesto Che Guevara cayó herido en combate con soldados bolivianos. Al día siguiente fue fusilado en manos de las fuerzas armadas bolivianas por la CIA, en La Higuera, en Bolivia.
Este guerrillero es recordado 47 años después de su asesinato como el heroico combatiente revolucionario por la construcción de un mundo digno e igualitario. Hoy se rinde tributo a sus banderas de reinvindicación de la justicia social.» / Mais informação: pakitoarriaran.org