terça-feira, 15 de Abril de 2014

Diversos agentes denunciam «ataques» da Guarda Civil a dois membros do Ikasle Abertzaleak

Dois membros do sindicato Ikasle Abertzaleak apresentaram queixa em tribunal pelos «ataques» e perseguições que lhes foram movidos pela Guarda Civil. Diversos agentes sociais, sindicais e educativos reconheceram o trabalho da organização estudantil e manifestaram a sua solidariedade aos afectados.

Numa conferência de imprensa em Bilbo, Arantzi Sarasola (LAB) e Koldo Tellitu (Ikastolen Elkartea) denunciaram, em nome de diversos agentes, «os ataques policiais» sofridos por dois estudantes membros do Ikasle Abertzaleak.

De acordo com testemunhas, um dos jovens foi abordado por oito guardas civis armados no dia 11 de Março quando ia para as aulas. Obrigaram-no a deitar-se no chão e depois meteram-no numa viatura policial, onde lhe fizeram um interrogatório – perguntando-lhe se conhecia determinadas pessoas –, antes de o deixarem ir. Depois, o jovem foi alvo de vigilância.

O segundo jovem viveu uma situação semelhante no dia 18 de Março, quando a Guarda Civil o mandou parar num controlo. Também neste caso lhe fizeram perguntas sobre pessoas concretas antes de o deixarem ir, sendo alvo de vigilância nos dias seguintes.

Tellitu e Sarasola referiram que «não podem tolerar a grande presença policial que existe» actualmente em várias escolas, e denunciaram inclusive revistas aos estudantes à porta de uma escola no Goierri (região de Gipuzkoa).

O manifesto de denúncia lido por Tellitu e Sarasola conta com o apoio de LAB, STEE, Sortzen, Ikastolen Elkartea, Gazte Komunisten Kolektiboa, Bilgune Feminista, Elkartzen, Askapena, Euskal Herrian Euskaraz, Bai Euskal Herriari e de Xabier Lasa, vice-presidente do Conselho da Juventude de Euskadi (EGK). Também subscrevem o texto uma quinzena de professores da Mondragon Unibertsitatea, da UPB-EHU e da UPNA. / Ver: naiz.info / Ver também: Berria

Detectam novo cancro ao preso Ventura Tomé e extraem-lhe parte de um pulmão

O preso Ventura Tomé (Tafalla, Nafarroa) acaba de ser submetido a uma operação para lhe ser extraída parte de um pulmão, depois de lhe ser detectado um novo cancro, segundo informou a Etxerat numa conferência de imprensa hoje em Iruñea.
Em Janeiro de 2013 foi diagnosticado ao preso tafalhês, encarcerado em Múrcia (a 690 quilómetros de Tafalla), um cancro da próstata, que foi tratado com radioterapia em condições que a Etxerat na altura denunciou: o preso passou por 38 sessões de radioterapia com as algemas colocadas. Pediu a transferência para Iruñea, que foi recusada. O tratamento terminou em Julho de 2013, sem que fossem efectuados exames sobre a extensão da doença. Em Junho de 2013, foi-lhe feito um exame relacionado com outra doença. Apesar de lhe ter sido detectado um tumor num pulmão, tal só lhe foi comunicado em Dezembro de 2013. Em Janeiro de 2014, foi internado no Hospital Virgen de la Arrixaca, em Múrcia, para fazer exames, que confirmaram a presença de um adenocarcinoma de pulmão. Foi operado no passado dia 8, para lhe ser extraída uma parte do pulmão esquerdo.

A mulher de Ventura Tomé, Kristina Gracia, disse que a operação foi feita em condições péssimas, com um dispositivo policial desproporcionado e com pressões à sua filha, única familiar que pôde deslocar-se a Múrcia. Kristina Gracia também tem cancro, pelo que não pode viajar e visitar Ventura Tomé. Há seis meses que não o vê. «Estamos saturados desta situação», disse.

O médico de confiança de Tomé, Mikel Urra, sublinhou que uma prisão não tem as condições mínimas para o pós-operatório. No caso da extirpação do pulmão, o risco de contrair infecções é superior ao de outras operações cirúrgicas. E numa prisão este risco aumenta ainda mais.

Jaione Karrera, advogada de Tomé, solicitou à Audiência Nacional espanhola a suspensão da pena, devido à doença, e pediu às instituições penitenciárias que possibilitem o seu acesso ao regime de prisão atenuada. O magistrado opôs-se à primeira solicitação e as Instituições Penitenciárias não alteraram o estatuto do preso.

Urtzi Errazkin, porta-voz da Etxerat, pediu que Tomé seja transferido para Euskal Herria e denunciou o prolongamento das políticas de excepção assentes na vingança contra os presos políticos bascos. «Se a situação dos nossos familiares doentes não melhorar e a política penitenciária não mudar, o processo de resolução do conflito, a democratização e o respeito de todos os direitos dos cidadãos bascos não avançarão», acrescentou.

Ventura Tomé tem 60 anos e, depois de ter estado na cadeia nos anos 90, foi detido em Bruxelas em Outubro de 2011 e entregue ao Estado espanhol em Dezembro desse ano para cumprir uma pena de 17 anos, quatro meses e um dia. A sua libertação está prevista para Abril de 2029. / Ver: ahotsa.info

Kuraia - «Bizi gera»

Do álbum Kuraia (2001) [hitzak / letra]

Borroka Garaia: «Fatxi lopez y los no-nacionalistas»

Frente a un mundo donde el imperialismo campa a sus anchas, donde los pueblos pequeños o menos fuertes se ven abocados a la dependencia, el saqueo, o la desaparición, frente a la insolidaridad rampante, solo la plena soberanía de los pueblos y el internacionalismo es la única forma de enfrentarse al capitalismo mientras se avanza hacia el estado socialista. (BorrokaGaraiaDa)

«La rapiña política tiene premio», de Francisco GONZÁLEZ TEJERA (boltxe.info)
Felipe González renueva contrato millonario con Gas Natural, Rodrigo Rato después de arruinar a miles de familias desde Bankia es contratado por Telefónica para no hacer nada, Solana el acusado por millones de víctimas como criminal de guerra en los Balcanes ficha por la Caixa, el número dos de la ex ministra, Salgado, José Manuel Campa, también del PSOE, ficha en el Santander con retribuciones galácticas de la mano de Emilio Botín.

«[Gal/Cast] Comunicado do CPIG perante o 17 de abril», de CPIG (lahaine.org)
Desde o Colectivo de Presos/as Independentistas Galegos/as aproveitamos a proximidade do 17 de Abril, jornada de apoio á luita dos/as presos/as políticos/as, para trasladar várias reflexons de interese para o Movimento independentista, e particularmente para o espaço solidário galego no caminho conjunto que estamos a fazer cara o respeito dos direitos que nos corresponde até a liberdade dos militantes galegos encarcerados.

«Quatro mulheres de Abril», de Bruno CARVALHO (manifesto74)
Quarenta anos depois da revolução, quatro mulheres falam das dificuldades que passaram, da miséria que lhes roubou a infância e das lutas que travaram contra a dureza dos tempos. De quando, sobre os estômagos dos portugueses, o peso da fome amarrava muitos à sopa dos pobres. E do que se começa a viver hoje em muitas localidades do País e que era sentido de forma brutal pelos trabalhadores durante o fascismo.

segunda-feira, 14 de Abril de 2014

Dia 26, solidariedade com os presos políticos bascos em Lisboa

Organizada por vários colectivos - entre os quais a ASEH -, dia 26 de Abril realizar-se-á uma concentração solidária com os presos políticos bascos em Lisboa. Prevê-se que muita gente de Elorrio (Bizkaia) se desloque à capital portuguesa. Em breve divulgaremos mais dados sobre outras actividades (almoço, debate, concertos) que estão a ser programadas no âmbito desta iniciativa.

Fernando Sota escondeu-se para evitar ser preso

«A Audiência Nacional quer mandar-me para a prisão e eu não lhes vou dar esse prazer» Recentemente, a Audiência Nacional espanhola condenou Fernando Sota a um ano de cadeia, acusando-o de «enaltecimento do terrorismo» por afixar fotos de presos políticos, e emitiu um mandado de busca e captura contra ele. O natural de Tafalla (Nafarroa) decidiu esconder-se para evitar ser preso e fala sobre a sua situação actual. / Mais informação: AhoraZonaMedia

URTZI PAUL LARREA FOI LIBERTADO
O preso político basco Urtzi Paul Larrea (Getxo, Bizkaia) saiu hoje da cadeia de Sevilha II, em Morón de la Frontera, segundo revelaram pessoas próximas. O getxoztarra foi detido pela Polícia Nacional espanhola em Dezembro de 2009 para cumprir a pena de 5 anos de cadeia a que fora condenado pela AN espanhola, por alegada participação numa acção de kale borroka. Tanto ele como todos os jovens que foram julgados em Janeiro de 2008 afirmaram ter sido «forçados» pela Ertzaintza «a assinar um depoimento com recurso à tortura».
Larrea foi detido pela Polícia autonómica em Outubro de 2002 e passou vários meses em prisão preventiva. Na foto, Urtzi Paul Larrea no ongi etorri que recebeu em Getxo, depois de sair da cadeia, a 6 de Julho de 2003 (Etengabe). / Mais informação: ukberri.net

Ver também: «A Etxerat denuncia a proibição "arbitrária" de uma visita ao irmão do preso donostiarra Faustino Marcos» (naiz.info)
O caso ocorreu no dia 4 de Abril na prisão de Herrera de la Mancha. A Etxerat denunciou a situação como mais um caso de violação de direitos, acrescentando que «a hostilidade para com os familiares de presos políticos bascos não tem limites». A associação sublinhou que, para evitar este tipo de ocorrências, é preciso acabar com a dispersão.

Concentração em Tolosa denuncia apoio de Espanha «ao fascismo e a torturadores»

A Plataforma Basca para a Querela contra os Crimes do Franquismo concentrou-se este domingo, 13, em Tolosa (Gipuzkoa) para denunciar a protecção que o Estado espanhol dá a Jesús Muñecas Aguilar e Antonio González Pacheco, Billy el niño, que a Justiça argentina quer interrogar por envolvimento em casos de tortura.

A concentração realizou-se em Tolosa porque «o capitão Muñecas torturou pessoas desta comarca» guipuscoana. No acto, a plataforma exigiu que a Justiça e o Governo espanhóis «aceitem a extradição de ambos os criminosos para a Argentina», onde está a decorrer um processo judicial apresentado pelas vítimas do franquismo.

Num texto lido na ocasião, a plataforma recordou que nos dias «3 e 10 de Abril se realizaram na Audiência Nacional espanhola audiências públicas, na sequência das quais se irá decidir se estes torturadores serão extraditados para a Argentina para responder pelos crimes que levaram a cabo» e referiu que «este processo se fundamenta no princípio da justiça ou da jurisdição universal, consagrada em várias convenções internacionais».

Confrontado com os pedidos de extradição de Muñecas e Pacheco, o «Governo espanhol, através da sua Procuradoria, decidiu prolongar a impunidade franquista existente, demonstrando claramente que o Reino de Espanha é dos poucos lugares do mundo que apoiam o fascismo e é refúgio de criminosos e torturadores comprovados», afirmou a plataforma basca, que sublinhou a «importância» das audiências realizadas e das decisões que vierem a ser tomadas. / Ver: CNT via SareAntifaxista

Em Buenos Aires exigiu-se a amnistia para os presos políticos bascos

Manifestação solidária com os presos políticos bascos frente ao Consulado espanhol No âmbito da VIII Semana Internacional de Solidariedade com Euskal Herria, os militantes do Capítulo Argentino dos Euskal Herriaren Lagunak (Amig@s do Povo Basco, EHL na sigla em euskara) voltaram a concentrar-se frente ao Consulado espanhol de Buenos Aires.
Sob o lema «Amnistia, Independência e Socialismo» - a que se juntou a reivindicação local «Garzón fora da Argentina» -, os manifestantes voltaram a acusar o Governo fascista espanhol de manter na prisão centenas de militantes independentistas bascos, num momento em que a grande maioria da população desse país defende a paz e o direito à autodeterminação. / Ver extensa notícia e fotos: askapena.org

Ruper Ordorika - «Zaindu maite duzun hori»

[Legendas em catalão, inglês, francês e castelhano]
O Ruper, que é natural da grande Oñati (Gipuzkoa), vai estar na 19.ª edição do Euskal Herria Zuzenean, festival que já tem cartaz anunciado [clicar na imagem para aumentar tamanho] e que se realiza em Lekorne (Lapurdi, EH) nos dias 27, 28 e 29 de Junho. Mais informação: ehz-festibala.eu

domingo, 13 de Abril de 2014

O povo de Etxarri votou claramente a favor da independência de Euskal Herria

«¿Queres ser cidadão ou cidadã de uma Euskal Herria independente?». 94 % dos habitantes de Etxarri Aranatz que participaram na consulta mostraram-se a favor da independência. A participação atingiu os 42,76 %.

Na consulta de hoje, a grande maioria dos habitantes de Etxarri Aranatz (Nafarroa) mostrou o seu apoio a uma Euskal Herria independente. De acordo com os dados divulgados, dos 851 votantes (42,76 % do censo), 804 disseram sim à independência (94,47%) e 18 votaram contra (2,11%). Houve ainda 26 votos em branco (3,05%) e 3 nulos (0,35%).

Os organizadores da consulta sublinharam que foi «um grande dia para a democracia» e que o importante não são os resultados, mas sim o processo.

Manu Gómez, membro da plataforma popular A13, disse que vão continuar «a trabalhar, com mais ânimo e força que até agora, para que o exercício simbólico de hoje se torne verdadeiro e para que o direito a decidir seja uma realidade». Gómez recordou ainda a iniciativa de dia 8 de Junho, com a qual se pretende unir Durango e Iruñea através de um cordão humano, e convidou as pessoas a participarem.

Os observadores internacionais presentes destacaram a boa organização da consulta, em que participaram cerca de 200 voluntários, e sublinharam que existiam todas as condições para votar livremente.

A jornada decorreu em ambiente de festa, com dança, desportos tradicionais bascos e música nas ruas. / Mais informação: naiz.info, Berria e lahaine.org / Fotos: Consulta sobre a independência em Etxarri Aranatz (Berria / naiz.info)

Ver também: «Etxarri Aranatz votará sobre la independencia este domingo en un ambiente festivo» (lahaine.org)

A Ertzaintza prendeu em Bergara um jovem acusado de roubar a bandeira espanhola do tribunal

A Polícia regionalista espanhola entrou no Gaztetxe de Bergara (Gipuzkoa), obrigou quem estava lá dentro a sair e levou um jovem detido. Porque tinha havido festa na localidade o dia todo, no momento da invasão policial estava muita gente a divertir-se no gaztetxe. Testemunhas disseram ao Topatu que, no exterior, os polícias se fartaram de tirar fotos aos jovens, que foram encostados a uma parede. Para além disso, viveram-se momentos de grande tensão quando os polícias carregaram de forma violenta sobre quem protestava contra a situação; vários jovens ficaram feridos.
De acordo com as testemunhas, quando os ertzainas se estavam a ir embora, disseram que o jovem que levavam detido não era o que tinha roubado a bandeira. E confessaram que o prendiam porque tinha semelhanças físicas com um dos três encapuzados que aparecem no vídeo das câmaras de segurança a tirar a bandeira do tribunal. Mesmo assim, o jovem foi detido e levado para a esquadra; foi libertado pouco depois, acusado de roubar a bandeira.

Os membros do Gaztetxe convocaram uma assembleia extraordinária para este domingo às 16h00 e pediram às pessoas que comparecessem às 19h00 na Herriko plaza, para ali darem mais informação sobre o que se passou. / Ver: topatu.info [A tira é de Zaldieroa (Berria, 2/10/2013) (Olha! O solo ético! / Onde? / AQUI!!)]

Em Iruñea, centenas de pessoas homenagearam os fuzilados em Nafarroa na Guerra de 1936

Junto à Cidadela de Iruñea [Pamplona], num local onde foram mortas dezenas de pessoas, ontem tributou-se uma homenagem aos fuzilados em Nafarroa durante a Guerra de 1936. O acto, em que participaram centenas de pessoas, contou com o testemunho de alguns familiares das vítimas da repressão fascista.

Carlota Leret foi a primeira a falar. Era filha de Virgilio Leret, fuzilado em 1936 pelas tropas fascistas por se manter fiel à II República. Ricardo Mula recordou a história do seu pai: Francisco Mula. 77 anos volvidos, o seu corpo ainda não foi encontrado. Goyo San Pedro também contou a história do seu pai: José San Pedro Castro. Marinheiro, alistou-se no lado republicano e foi condenado à morte em conselho de guerra.

Num acto a que assistiram representantes políticos de PSN, Izquierda-Ezkerra, NaBai e EH Bildu, Olga Alcega, presidente da Associação de Familiares dos Fuzilados de Nafarroa, disse aos jornalistas que, de acordo com algumas fontes, continuam desaparecidos mais de mil dos 3452 fuzilados em Nafarroa, sublinhando que a recuperação dos seus restos mortais constitui uma «prioridade».

Alcega também realçou o facto de que «cada acto de homenagem é diferente», porque tem havido «pequenos avanços», e referiu-se, a título de exemplo, à aprovação da Lei da Memória Histórica. «Temos vontade de avançar, por forma a conseguir o reconhecimento para as vítimas da Guerra de 36 e do franquismo, ainda que chegue tarde». / Ver: Berria e naiz.info

Argentina: marcha anti-imperialista em defesa da Revolução Bolivariana

Marcha em Buenos Aires até à Embaixada dos EUA para expressar o repúdio pela sua ingerência na República Bolivariana da Venezuela. (Resumen Latinoamericano)
Ver também: «Decenas de organizaciones sociales y políticas reiteraron su apoyo a la Revolución Bolivariana» (EHL Argentina)
«Fuera yanquis de América Latina»: la consigna retumbó frente a la embajada de EEUU

sábado, 12 de Abril de 2014

Uma rede de cidadãos em defesa dos direitos dos presos e dos refugiados

Cerca de 200 pessoas reuniram-se hoje em Eskoriatza (Gipuzkoa) para debater o carácter, a mensagem e o estilo de trabalho de um novo movimento em defesa dos presos e dos refugiados políticos bascos. As conclusões serão divulgadas nos próximos dias.

Os signatários da Declaração de San Telmo, apresentada em meados de Março, organizaram um Encontro de Cidadãos, que hoje decorreu na HUHEZI da Universidade de Mondragón, em Eskoriatza, para debater a criação de uma rede de defesa dos direitos dos presos e das presas, dos refugiados e das refugiadas. Com esse propósito, os cerca de 200 participantes dividiram-se em dez grupos de trabalho. Teresa Toda e Joseba Azkarraga falaram em nome do grupo promotor do encontro. Ambos salientaram que a sociedade basca deve participar na luta pelo respeito dos direitos dos presos, e exigiram a libertação dos que se encontram gravemente doentes ou dos que estão em condições de aceder à liberdade condicional. Pediram a Madrid e Paris que acabem com a dispersão e as medidas de excepção que aplicam ao Colectivo de Presos Políticos Bascos (EPPK). As conclusões do encontro serão divulgadas nos próximos dias na página herritarrentopaketa.net. / Ver: ahotsa.info / Ver também: Berria

«IBON ETXEA»
Na gloriosa Ondarroa, a plataforma Iparra Galdu Baik prossegue com a campanha pelo regresso a casa do preso político Ibon Iparragirre, que se encontra gravemente doente. Por causa disto, já esteve a cumprir pena em regime domiciliário, mas, recentemente, uma juíza da AN espanhola decidiu que devia voltar para a cadeia. Para lutar contra esta decisão, a plataforma referida tem estado a proceder a uma recolha de assinaturas e convocou uma concentração para amanhã, às 13h00, na Alameda. / Ver: Turrune! [Para curiosos: ler parte final da notícia, em castelhano, sobre o procedimento de um militar da Guarda Civil quando confrontado com um cartaz da convocatória.]

Koxka, a história do fracasso do sindicalismo entreguista

A Koxka encontra-se numa situação ruinosa. Várias medidas tomadas pela administração e os proprietários da empresa e pelos sindicatos UGT e CCOO (despedimentos de trabalhadores, discriminação sindical, agravamento das condições laborais), no âmbito de uma estratégia, iniciada em 2009, que falava de planos de futuro, planos de viabilização, produtos de alto valor acrescentado..., trouxeram o desemprego, a miséria e um futuro nada risonho para os/as trabalhadores/as da empresa. Ver notícia completa em ahotsa.info ou LAB Sindikatua

Izquierda Castellana: «Declaración de IzCa sobre la situación política y las Elecciones al Parlamento Europeo»

Para nosotr@s el actual marco de la Unión Europea no es un marco reformable. Ese objetivo, el de «cambiar la Unión Europea», nos parece sencillamente luchar por un imposible. La Unión Europea es un proyecto puramente imperialista, cuyos rasgos son además cada día mas brutales, incluyendo el guerrerismo-belicismo. Eso no quiere decir que no busquemos alianzas sociales y políticas en ese escenario. (lahaine.org)

«[Cat/Cast] L'Esquerra Independentista davant l'immobilisme del Congrés Espanyol», de L'Esquerra Independentista (boltxe.info)
La negativa del Congreso nos reafirma en nuestra posición de que nuestros derechos no los lograremos pidiendo nada a nadie, sino que el proceso de emancipación de las clases populares catalanas vendrá, exclusivamente, de la movilización y concienciación de estas.

Pescadores barbudos sacam bandeira espanhola de Villabona e mandam-na a Urquijo

Ontem à tarde, cerca de uma de dezena de pessoas mascaradas de arrantzale bizardunak [pescadores barbudos], que conhecemos nas festas de San Fermin do ano passado, tiraram a bandeira espanhola do edifício da Câmara Municipal de Amasa-Villabona (Gipuzkoa), para depois a enviarem ao delegado do Governo espanhol na CAB, Carlos Urquijo, por correio. De acordo com a informação veiculada pelo Tolosaldeko Ataria, os «pescadores» levaram a cabo a acção em ambiente de festa e exibindo uma faixa em que se lia «Geurea ikurriña, inposaketarik ez!» (a ikurriña é a nossa, não às imposições).

Algo de semelhante aconteceu no final de Fevereiro em Donostia, onde pessoas disfarçadas de arrantzales barbudos tiraram a bandeira espanhola da Câmara Municipal [vídeo].

Recorde-se que nos últimos meses, todos os Municípios têm estado a ser notificados pelo delegado espanhol para colocar a bandeira como a Lei manda: «la bandera de España ocupará lugar preeminente y de máximo honor y las restantes no podrán tener mayor tamaño». / Ver: naiz.info [Viva o povo soberano que luta para derrubar o tirano!]

sexta-feira, 11 de Abril de 2014

A AN espanhola dá ordem de prisão a um jovem de Tafalla por afixar fotos de presos

A Audiência Nacional espanhola considerou que, ao afixar fotos dos presos Inés del Río e Josu Bravo na localidade navarra de Tafalla, Fernando Sota praticou o «crime de enaltecimento do terrorismo». O tribunal de excepção emitiu contra ele um mandado de busca e captura, para que cumpra o ano de prisão a que foi condenado, não aceitando a suspensão da pena (inferior a dois anos) ou a substituição do encarceramento por uma multa.
Recorde-se que os presos políticos em causa - Inés del Río e Josu Bravo - já tinham direito a estar em liberdade ou em liberdade condicional: a primeira estava na cadeia depois de já ter cumprido a pena a que fora condenada, em virtude da aplicação da chamada «Doutrina Parot»; o segundo já tinha cumprido 3/4 da pena, pelo que tinha direito à liberdade condicional.

«Escândalo judicial»
Em declarações ao ahotsa.info, a advogada de Sota, Jaione Karrera, mostrou-se «escandalizada» com a decisão da Audiência Nacional espanhola, presidida pela magistrada Concepción Espejel. «É um escândalo dar ordem de prisão a uma pessoa condenada a um ano de cadeia. E mais ainda quando o crime de que é acusado é a simples afixação de fotografias de presos que deveriam estar em liberdade».

A advogada navarra disse que, depois de o tribunal ter rejeitado o pedido do Ministério Público para que a pena fosse suspensa (o que é habitual em condenações inferiores a dois anos de cadeia), solicitou a substituição da pena de prisão por uma multa, mas isto também não foi aceite. A AN argumenta que Sota já foi condenado e que é um «reincidente», mas Karrera sublinha que Sota já cumpriu todas as penas a que foi condenado e não possui antecedentes penais computáveis.

Karrera realçou ainda o facto de não lhes ter sido dado tempo para recorrer do mandado de detenção transmitido à Guarda Civil; também não foi fixado um prazo para o jovem poder comparecer voluntariamente na prisão - algo também habitual.

A juíza Concepción Espejel teve recentemente outras actuações polémicas, como a ordem de prisão decretada a Ibon Iparragirre, preso político de Ondarroa (Bizkaia) que se encontra gravemente doente e que tinha saído da cadeia precisamente por isso. / Ver: ahotsa.info / Ver também: «Na sequência do mandado de prisão contra Fernando Sota, o Sortu denuncia a "crueldade" do Estado»

PRESAS BASCAS EM LUTA NA CADEIA DE FLEURY
A associação Etxerat fez saber que as presas políticas bascas na cadeia de mulheres de Fleury «iniciaram uma luta para denunciar as condições em que se encontram». Com a luta, as presas bascas nesta cadeia francesa protestam contra «a limitação de direitos e as provocações que têm tido de suportar» ultimamente e querem «que haja uma mudança de atitude por parte da direcção e de alguns funcionários». Foram punidas, e estão nas celas de castigo até dia 17; Ekhine Eizagirre até 21. (Ver: kazeta.info, Berria, naiz.info)

Herrikolore entrevista Ndiaye, imigrante senegalês em Sestao

[Entrevista do portal Herrikolore a Ndiaye, habitante de Sestao (Bizkaia) oriundo do Senegal e membro da plataforma Mbolomoydoole: «Primeiro somos enganados. Depois não nos renovam a autorização de residência. Não vamos ficar de braços cruzados»]
«Primero nos estafan. Ahora no nos renuevan el permiso. No vamos a quedarnos de brazos cruzados»
Esta misma semana se ha vuelto a saber de la situación de inquietud de decenas de migrantes que fueron en su día estafados por empresarios amparados en la necesidad generada por la Ley de Extranjería. Charlamos con Ndiaye, vecino de Sestao de procedencia Senagalesa y miembro de la plataforma Mbolomoydoole. Ndiaye forma parte de la sociedad vasca desde el año 2007. En la actualidad cuenta con un permiso de residencia que debe renovar antes de dos meses ya que de lo contrario se encontrará en situación irregular con todo lo que ello conlleva. «Sin permiso de residencia te puede ocurrir cualquier cosa. Si la policía te para y te pregunta por los papeles no hay problema pero, si no tienes todo en regla, en cualquier momento algo puede salir mal» explica acordándose de los primeros años de estancia en los que ya conoció esta situación de inseguridad. / Herrikolore via lahaine.org

Concentração solidária com a Revolução Bolivariana e contra a manipulação mediática

Ontem à tarde, 10 de Abril, realizou-se em Bilbo uma concentração solidária com a Revolução Bolivariana sob o lema «Historia errepikatzen da. Estatu kolpeari ez! Manipulazioari ez! Venezuelarekin elkartasuna!» («A história repete-se. Não ao golpe de Estado! Não à manipulação! Solidariedade com a Venezuela!»).

A concentração, convocada por vários colectivos políticos, sindicais e sociais, na qual participaram dezenas de pessoas, teve lugar numa praça onde ficam a sede da televisão pública basca EITB e representações dos órgãos de comunicação social espanhóis El Mundo, Antena 3 e La Sexta. Entre outras questões, os manifestantes queriam precisamente denunciar a forma como a comunicação social tem vindo a abordar o que se passa no país sul-americano. «Manipulam a informação para justificar uma intervenção militar», afirmaram.

Na convocatória da iniciativa, afirma-se ainda que, doze anos depois da tentativa de golpe de Estado contra o presidente Chávez, se repete história, com os mesmos actores, passo a passo: a oposição não aceita 18 derrotas eleitorais; guerra económica do patronato; violência em zonas abastadas; mortos por franco-atiradores da extrema-direita são atribuídos à acção do Governo; ingerência dos EUA, que financiam e apoiam a oposição golpista; e os meios de comunicação internacionais, que manipulam para justificar uma intervenção. Contudo, o grande protagonista de 2002 foi o povo venezuelano, que hoje continua a apoiar de forma maioritária a Revolução Bolivariana.

Concentração solidária com a Venezuela em Bilbo [Cubainformación TV] Ver: herrikolore.org e komiteinternazionalistak.org

quinta-feira, 10 de Abril de 2014

A Polícia espanhola deteve mais 5 jovens por causa da greve de 27 de Março

De acordo com o portal ahotsa.info, a Polícia espanhola deteve esta manhã em Iruñea cinco jovens, acusados de participação nos incidentes ocorridos durante a greve estudantil de 27 de Março em Iruñea. Quatro são menores de idade e, ao que parece, um dos detidos já tinha sido preso na semana passada.
Os jovens detidos são acusados de participar em incidentes na Rua Mercaderes, mais concretamente, no ataque ao Burger King e a uma sucursal bancária. Numa nota da Delegação do Governo espanhol em Nafarroa, afirma-se que os todos os jovens são acusados dos crimes de «danos e desordem pública» e que dois deles são ainda acusados de «atentado a agente da autoridade». Não se põe de lado a possibilidade de se efectuarem a mais detenções.

As cinco detenções de hoje vêm juntar-se às nove ocorridas no dia da greve e às seis do dia 3 de Abril. Já são vinte as pessoas detidas por questões relacionadas com a greve dos estudantes de dia 27 de Março contra a LOMCE e em defesa de um modelo educativo próprio.

Para protestar contra as detenções, foi convocada uma concentração para hoje às 18h00, na Salvador enparantza (bairro de Errotxapea). O sindicato Ikasle Abertzaleak criticou com veemência as detenções de hoje e deixou claro que a via das detenções não vai conseguir travar a luta dos estudantes. / Ver: ahotsa.info e lahaine.org

Solidariedade com Oier Zuñiga e Amaia Elkano, sábado, em Iruñea

Em Novembro de 2009, a AN espanhola lançou uma grande operação contra a juventude basca, no âmbito da qual a Polícia deteve quase 40 jovens acusados de fazer parte da organização Segi. Entre eles, estavam Oier Zuñiga e Amaia Elkano, habitantes da Alde Zaharra [Parte Velha] de Iruñea. Foram julgados entre Outubro de 2013 e Fevereiro de 2014, e agora estão à espera da sentença.

Um grupo de moradores do bairro afirmou ontem em conferência de imprensa que Zuñiga e Elkano são conhecidos por participar «sempre de forma activa na construção e na melhoria das condições do bairro». Afirmaram que as únicas provas contra eles são a participação em assembleias, conferências de imprensa ou actos públicos, e, assim, sublinharam que ambos foram julgados pela sua militância política. Para além disso, recordaram, ambos os jovens afirmaram ter sido torturados enquanto estiveram incomunicáveis.

Absolvição
Os habitantes da Parte Velha de Iruñea afirmaram que «estes julgamentos políticos não têm qualquer sentido em tempos de busca da paz e da normalização política». Para estas pessoas, a absolvição é a única sentença aceitável.
Para expressar solidariedade e apoio a Zuñiga e Elkano e ajudar a fazer frente às despesas relacionadas com o julgamento, os moradores organizaram um Libre Eguna para este sábado. / Ver programa - que inclui poteo, almoço popular, manifestação e actuações musicais - em ahotsa.info e Sanduzelai_Leningrado

[Vídeo] Nicolás Maduro: «Os protestos na Venezuela são um sinal de que os EUA querem o nosso petróleo»

«Las protestas en Venezuela son una señal de que EEUU quiere nuestro petróleo»
Numa entrevista exclusiva para The Guardian, Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, acusa a Administração Obama de fomentar a confrontação civil para provocar um golpe de Estado «em câmara lenta» ao estilo da Ucrânia. / Seumas Milne e Jonathan Watts via lahaine.org [Vídeo anexo à entrevista em castelhano]

Kojon Prieto y los Huajolotes - «Insurrección en Chiapas»



Ler: «Emiliano Zapata», de Borroka Garaia (BorrokaGaraiaDa)
Hoy se cumplen 95 años del asesinato de Emiliano Zapata, el más grande jefe campesino de la historia de México

quarta-feira, 9 de Abril de 2014

Argentina: histórico militante basco apresentou relatório sobre a situação dos presos

No âmbito da VII Semana Internacional de Solidariedade com Euskal Herria, o Capítulo Argentino dos Euskal Herriaren Lagunak organizou uma iniciativa na Taberna Internacionalista Basca de Buenos Aires, na sexta-feira, 4 de Abril. O ex-preso político basco Mitxel Sarasketa falou sobre o presente de Euskal Herria, abordou a questão da luta pela liberdade das presas e dos presos por razões políticas nessa região e analisou a hipótese de um acordo de paz entre o Estado espanhol e as organizações políticas bascas.

A ideia era que Sarasketa falasse para o público por vídeo-conferência, mas a falha da ligação à Internet em todo o bairro levou a que as coisas funcionassem de outra maneira: de forma artesanal mas muito eficaz, ligou-se um telemóvel ao equipamento de som e, assim, foi possível ouvir claramente o informe do histórico militante basco.

Sarasketa, que passou vinte anos na prisão e agora faz parte do grupo de interlocução com o Colectivo de Presos Políticos Bascos (EPPK, na sigla em euskara), disse que existem actualmente 498 presos políticos, 50 por cento dos quais são militantes ou têm alguma ligação à organização político-armada ETA. Disse ainda que, desde que a ETA declarou o fim da sua actividade armada, em 2011, se pensou que esta decisão iria ter como consequência a melhoria da situação dos presos e das presas, mas isso não ocorreu.

Sarasketa afirmou que no País Basco «a prisão é um instrumento repressivo do Estado» e que os detidos por razões políticas «são reféns para condicionar e castigar a luta» pela independência basca. Acrescentou que, «quando nas ruas há avanços políticos, a situação dos presos melhora». Recordou ainda que, antes do cessar-fogo unilateral anunciado pela ETA, havia nas cadeias 711 presos, e que maior parte dos que saíram em liberdade cumpriu as penas a que foi condenada.

O interlocutor com o EPPK afirmou que ainda se mantêm vigentes várias medidas punitivas contra os presos e as presas, como o isolamento, a restrição das comunicações, inspecções corporais para encontrar material gráfico, a proibição de receber visitas de representantes políticos. A isto, há que acrescentar o facto de muitos detidos que tinham acedido à prisão preventiva por questões de doença terem visto suspensa a medida. Sarasketa referiu que, actualmente, no interior das cadeias as presas e os presos políticos prisões «não estão a ser submetidos a torturas». Mas, em contrapartida, verifica-se o aumento de multas, a proibição de acções e actividades pela liberdade dos detidos e o crescimento de «grupos nazis dirigidos pelos serviços secretos» espanhóis.

Sobre um eventual acordo de paz, Sarasketa disse «ser muito difícil» chegar a um processo deste tipo, uma vez que o Estado espanhol «assumiu posições mais autoritárias». Pese embora a ETA manter o cessar-fogo e ter avançado com a necessidade de negociar, o interlocutor afirmou que o Governo de Mariano Rajoy «bloqueia a situação e mantém a recusa em falar com a ETA até que a organização cumpra o desarmamento unilateral». Sarasketa afirmou ainda que Espanha assiste «à ruptura do seu próprio Estado», em referência à profunda crise económica e política que o país atravessa.

Por último, Mitxel Sarasketa referiu-se à gigantesca corrente humana de 160 quilómetros que em Junho unirá Durango e Iruñea [Pamplona], para reclamar o «direito a decidir» do povo basco. Cerca de 60 mil pessoas participarão na iniciativa. / Resumen Latinoamericano via boltxe.info

Borroka Garaia: «Este domingo será un gran día»

20 años después Etxarri Aranatz puede ahora convertirse también en otro símbolo. Y es que este domingo va a ser el primer pueblo de toda Euskal Herria donde se va a realizar un referéndum práctico del derecho de autodeterminación.
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Como bonus extra la pregunta que en un principio era «¿Está usted de acuerdo con que Etxarri Aranatz como municipio de Euskal Herria forme parte de un nuevo estado independiente de Europa?» pasó a ser «¿Quiere ser ciudadano o ciudadana de una Euskal Herria independiente?». Lo que hace por un lado que el hecho de convocar una consulta sea algo muy destacable, pero doble mérito tiene que se haya caído del cartel el calculadamente ambiguo «Euskal Herria en Europa». (BorrokaGaraiaDa)

Entrevista a Manu Gomez sobre a consulta popular em Etxarri (Info7 irratia)
Na consulta de dia 13 de Abril em Etxarri-Aranatz, os cidadãos da localidade navarra irão dizer se querem ser «cidadãos de uma Euskal Herria independente». Nas vésperas da consulta, a Info7 entrevistou Manu Gomez, um dos promotores da iniciativa.

No 2.º aniversário da morte de Cabacas, sindicatos exigiram justiça

Iñigo Cabacas faleceu a 9 de Abril de 2012, depois de ser atingindo na cabeça, quatro dias antes, por uma bala de borracha disparada pela Ertzaintza. A autópsia confirmou que o impacto da bala foi a causa da morte.

Familiares e amigos não esqueceram aquele dia, e por isso têm-se mobilizado com frequência em manifestações e concentrações. Recentemente, na terra do jovem (Basauri, Bizkaia) foi inaugurada uma praça com o seu nome.

Hoje, os sindicatos LAB, ESK, EILAS, CGT e CNT não deixaram passar a data e organizaram um cordão humano de protesto, em Bilbo, entre as sedes do PSE e do PNV: em seu entender, "socialistas" e jeltzales são os responsáveis políticos pela morte de Cabacas e pelo facto de os acontecimentos não serem investigados.
Com este cordão humano, os sindicalistas exigiram justiça e o «apuramento das responsabilidades políticas e penais» da morte do jovem. / Ver: Berria

Mural de homenagem a Iñigo Cabacas [Ernai Basauri] No sábado, dois anos depois de Iñigo Cabacas ter sido mortalmente atingido por uma bala de borracha, acção de homenagem e exigência de justiça para Pitu. / Via SareAntifaxista

O Bildu denuncia as manobras dos militares espanhóis em Irun

O EH Bildu de Irun veio ontem a público denunciar o facto de, «mais uma vez», o Exército espanhol usar as ruas do município guipuscoano para levar a cabo manobras militares. «Consideramos inaceitável a utilização dos montes, bairros e ruas de Irun para a realização dessas "manobras"», afirma a coligação soberanista basca.

«É ofensivo ver à nossa volta um exército que é tão estranho ao povo basco e que nos traz tantas más memórias» - prosseguem os membros da coligação. «Mais ainda, nestes tempos de esperança que o nosso povo vive, podemos considerar que, para além de uma ofensa, se trata de uma provocação». / Ver: SareAntifaxista e Oarsobidasoa.hitza

Gora herri askeak! / Vivam os povos livres! [Gravado em Etxarri-Aranatz em 2011] Independentzia eta sozialismoa!