segunda-feira, 30 de março de 2015

Centenas manifestaram-se em Soraluze pela liberdade de Sabin Mendizabal

Para protestarem contra a detenção recente do jovem, centenas de pessoas manifestaram-se ontem pelas ruas da localidade guipuscoana. No final da mobilização, familiares, amigos e membros da assembleia juvenil tomaram a palavra para agradecer o apoio a Mendizabal e reiterar a exigência da sua libertação. Neste momento, encontra-se detido em Pau e amanhã será presente a tribunal. [Na faixa: a luta dá-nos o que a lei nos tira. Liberdade para Sabin!]

O refugiado foi detido pela Polícia francesa há uma semana (dia 23) em Donapaleu (Nafarroa Beherea), na sequência de um mandado de detenção emitido contra ele pela AN espanhola. Para escapar à prisão, há cinco anos o jovem decidiu fugir, mas nas últimas semanas regressou a Euskal Herria, com a intenção de viver no seu país.

Numa nota, a Gazte Asanblada de Soraluze defendeu o direito de Sabin a viver onde quiser e criticou as informações deturpadas («manipuladas e falsas») que diversos meios de comunicação veicularam sobre ele. Amanhã, às 19h00, realizar-se-á uma assembleia informativa na Plaza Berria. / Ver: topatu.info

OIER MARTÍNEZ DEL CAMPO E RAUL ALONSO LIBERTADOS
O preso gasteiztarra Oier Martínez del Campo Apaolaza saiu ontem, 29, da cadeia de Múrcia, segundo revelou a Etxerat. Condenado a cinco anos de prisão pela AN espanhola por alegada participação em acções de «kale borroka», Oier cumpriu a pena na íntegra. (naiz)

Por seu lado, o preso da Alde Zaharra bilbaína Raul Alonso foi libertado no dia 25, depois de passar 24 anos na cadeia. À chegada a Bilbo foi recebido pelos conterrâneos de forma calorosa. Alonso foi detido em Junho de 1991, sendo acusado de tentativa de atentado contra uma viatura policial. Em 2013, aplicaram-lhe a chamada «Doutrina Parot», de forma a prolongar-lhe a pena até 2021. Com a anulação desta doutrina, Raul Alonso foi libertado na quarta-feira, tendo saído da cadeia de Castelló II. (uriola.info)

Terminou a 19.ª Korrika, a maior de sempre

Depois de 11 dias sem parar, a Korrika terminou ontem na capital biscainha, no Areatza bilbaíno, onde a mensagem, escrita por Lorea Agirre e contida num testemunho que percorreu mais de 2500 km, foi lida na presença de um impressionante mar de euskaltzales.
Na avaliação que os responsáveis da AEK (Alfabetatze Euskalduntze Koordinakundea) hoje fizeram, sublinhou-se o facto de esta edição ter sido a maior, a mais participada de sempre: desde o fortíssimo começo em Urepele (Nafarroa Beherea), a 19 de Março, até ao que ontem se pôde ver em Bilbo.

Resumo da Korrika 19 [topatu]
«Auzia ez da izan edo ez izan, ekitea baizik!» [A questão não é ser ou não ser, mas sim fazer]A mensagem, escrita por Lorea Agirre, directora da revista Jakin, pode ser lida aqui, no argia. / Ver: AEK

Solidariedade no Dia da Terra Palestina

Em Março de 1976, as autoridades israelitas anunciaram a expropriação de grandes extensões de terras palestinas por «motivos de segurança» e para a construção de colonatos. No dia 30 desse mês, uma greve geral e grandes manifestações de protesto sacudiram as localidades palestinas em território do Estado de Israel. Na repressão sangrenta que se seguiu, seis palestinos foram mortos pelas autoridades de Israel e centenas foram presos ou feridos. Desde então, o dia 30 de Março ficou conhecido como o Dia da Terra, uma data que simboliza a luta do povo palestino pelo direito aos seus lares, às suas terras de cultivo, à sua Pátria. [Texto do MPPM]

Em Portugal, o Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente assinalou o dia com uma Sessão Pública de Solidariedade com a Palestina no Clube Estefânia (Lisboa), que incluiu a projecção do documentário Muro de Ferro, de Mohammed Alatar.

No País Basco, aproveitando este dia, fez-se um apelo ao reforço da rede Euskal Herria sem sionismo e ao apoio à campanha BDS (boicote, desinvestimento e sanções) contra o Estado israelita. No vídeo que acima se apresenta, representantes de forças políticas e sindicais, grupos musicais, bertsolaris, gente dos sectores da Educação e da Cultura, representantes de órgãos de comunicação, desportistas, entre outros, expressam a sua adesão à campanha. / Ver: topatu.info e askapena.org

Borroka Garaia:«El imperio contra Euskal Herria»

Así es la prensa española en dulce comunión con las «fuentes antiterroristas» y la clase política española bramaba en grandes titulares y comentarios que en la última redada facciosa se había incautado a una de las detenidas un «Manual de cómo fabricar un terrorista». «Una responsable de Etxerat tenía un manual de "cómo fabricar un terrorista"». Pero va a ser complicado leerlo porque en realidad era un vídeo y el título de una película documental creada por Tereza Reichová, estudiante de la Escuela de Cine y Televisión de la Academia de Artes Escénicas de Praga (FAMU), para su tesis de grado en 2010. (BorrokaGaraiaDa)

«Zarpazo represivo: Al menos 28 detenciones y desalojan el CSOA La Quimera de Madrid» (lahaine.org)
El corrupto gobierno del Partido Popular quiere demostrar a sus fieles que aun mantienen lealtad a sus principios ideológicos fascistas, por eso están arrasando con los CSOs en Madrid. Diecisiete registros, seis de ellos en centros sociales okupados. La operación policial se extiende a Madrid, Barcelona, Palencia y Granada. [Seguimos a versão do La Haine; na altura da publicação, havia na imprensa consultada três números diferentes de detidos.]

domingo, 29 de março de 2015

Milhares manifestaram-se em Donostia para apoiar os presos e seus familiares

Mais de 6000 pessoas participaram na manifestação que ontem se realizou na capital guipuscoana para denunciar a operação policial desta semana e defender os direitos dos presos políticos e dos seus familiares, que foram recebidos com aplausos e palavras de ordem como «Presoak kalera, amnistia osoa». Maite Alustiza, membro da Etxerat, pediu à sociedade que «dê uma resposta».

Detidos no âmbito da «operação Pastor» e libertados esta semana, os membros da Etxerat Nagore López de Luzuriaga e Izaskun Abaigar e os membros da Jaiki Hadi Fernando Arburua e Oihana Barrios, acompanhados por representantes sindicais, políticos e populares, seguravam a faixa com o lema «Preso eta senideen eskubideen alde. Elkartasuna aurrera!» [em defesa dos direitos dos presos e dos familiares, solidariedade]. Seguiam-nos centenas de familiares dos perseguidos políticos e, depois, muitas outras centenas de cidadãos.

Antes do início da mobilização, Mati Iturralde (Jaiki Hadi) afirmou que este colectivo irá continuar a garantir a saúde dos presos. Por seu lado, Maider Alustiza (Etxerat) criticou as detenções. «Prenderam-nos por sermos familiares, que não é algo que escolhemos mas a que nos adaptamos». E pediu à sociedade que «responda».

No final, no Boulevard donostiarra, os quatro detidos agradeceram a quem se mobilizou, denunciaram a «criminalização» de quem está a trabalhar em prol dos direitos dos presos políticos e afirmaram que as detenções violam o direito destes à saúde. Enquanto médicos, deixaram claro o compromisso de continuar a curar, «sem ordens de ninguém». A mobilização terminou ao som de «Zain dago ama» e exigindo: «Euskal presoak etxera». / Ver: naiz e Berria / Reportagem: Hamaika Telebista

Pablo Gorostiaga: «O inimigo pensava que nos derrotava, não viu bem o que enfrentava»

Depois de passar oito anos atrás das grades, Pablo Gorostiaga, ex-autarca de Laudio (Araba) e membro do conselho de administração do periódico Egin (encerrado), foi libertado no domingo passado. Ainda «a aterrar», afirma que na prisão alguns companheiros lhe deram «muita vida e alegria».
«O Governo espanhol pensa que nos vai humilhar e não sabe que temos gente extraordinária atrás das grades», acrescenta. E é para ele claro que o grande confronto se mantém intacto: «queremos um povo livre». / Ouvir bem entrevista em castelhano: Info7 Irratia

Aberri Eguna: celebrações do Dia da Pátria em Iruñea

As comemorações do Dia da Pátria (5 de Abril) organizadas pela Rede Independentistak voltam a centrar-se em Iruñea. Depois da marcha que ligará os cinemas Golem ao Passeio de Sarasate (12h00) e do acto político que aqui terá lugar, haverá um almoço popular no pavilhão Anaitasuna; depois, a «Indefesta» prolongar-se-á pela tarde e noite fora na Alde Zaharra. Festa e reivindicação andarão unidas.

Na apresentação, representantes da Independentistak revelaram que o lema - «Guztion etorkizuna jokoan dago. Heldu independentziari!» - constitui um apelo à união de todos na defesa de Euskal Herria como povo, num cenário marcado pela crise, a corrupção, a limitação de direitos, a destruição de serviços públicos, pelo desemprego, a pobreza e exclusão social, a violência de género e a discriminação, pelos ataques ao euskara, à cultura e ao sistema educativo, pela fragilização do tecido produtivo.

«O pior é que o estatuto jurídico-político actual, em que os estados espanhol e francês nos arrastam para esta grave situação, não nos permite transformá-la, construindo o nosso futuro. O futuro de Eukal Herria está realmente numa encruzilhada. O futuro de todas e todos está em jogo», afirmaram.

Contudo, a Independentistak Sarea quer transmitir uma mensagem de esperança à sociedade basca neste Aberri Eguna: «é possível dar a volta à situação e construir um futuro diferente». Para tal, afirmam os seus representantes, o País Basco necessita da soberania, de ser dono do seu destino, alcançando o estatuto de estado independente. / Mais informação: ahotsa.info e lahaine.org

«En el 2014 aumentaron 4.05% los deshaucios forzosos en Hego Euskal Herria»

Analizando los datos -que algunos no darán a fondo- se confirma que desde 2007 al 2014 se han producido 12.532 ejecuciones hipotecas en Hego Euskal Herria [País Basco Sul], mientras que los lanzamientos aprobados suman ya 15.130 perdidas de vivienda, de los cuales 11.351 han acabado con las expulsiones. (boltxe.info)

«Cofres do Estado cheios, bolsos dos portugueses vazios», de Eugénio ROSA (resistir.info)
Numa reunião da juventude do PSD, a ministra das Finanças gabou-se de ter os «cofres cheios» de dinheiro. No entanto, ela «esqueceu-se» de explicar como conseguia isso. E isso foi conseguido à custa dos enormes aumentos de impostos, nomeadamente IRS e IVA, que é atualmente uma das causas mais importantes dos enormes cortes nos rendimentos dos portugueses, e de cortes brutais nas prestações sociais. É isso que vamos provar de uma forma quantificada neste estudo utilizando apenas dados oficiais.

sábado, 28 de março de 2015

Protestos em Bilbo e Iruñea contra a «Lei da Mordaça» e a reforma do Código Penal

As capitais da Bizkaia e de Nafarroa foram palco de mobilizações contra a dita Lei de Segurança dos Cidadãos (conhecida como «Lei da Mordaça») e a reforma do Código Penal, aprovadas na quarta-feira no Congresso espanhol. Os organizadores afirmaram que estas medidas «se vêm juntar aos cortes nos direitos sociais, económicos e políticos».

Na capital biscainha, a manifestação foi convocada pela Plataforma contra a Criminalização Social, integrada pelo EH Bildu, sindicatos como ESK, STEE-EILAS, CCOO, CGT e CNT, colectivos sociais como Berri-Otxoak, Fundación Paz y Solidaridad, Salhaketa e Sare Antifaxista, grupos ecologistas e antimilitaristas, entre outros.

A manifestação partiu às 17h30 da Praça do Arriaga, percorreu a Gran Vía até à Praça Moyua e, dali, regressou ao ponto de partida. Ao longo da marcha, encabeçada por uma faixa com a inscrição «¡Movilízate! Danok Kalera!», os manifestantes expressaram o seu repúdio pela nova legislação e fizeram ouvir palavras de ordem como «ley mordaza, dictadura descarada», «la ley mordaza es parte de la estafa» e «políticos censores, corruptos y ladrones».

Iñaki Carro, porta-voz da plataforma convocante, afirmou que as medidas tomadas pelo Governo espanhol «se vêm juntar aos cortes nos direitos sociais, económicos e políticos» verificados nos últimos anos, neste caso para limitar os «direitos de manifestação, expressão, o direito a discordar». A manifestação de hoje foi também uma expressão de repúdio pela condenação de oito pessoas que participaram nas mobilizações «Aturem el Parlament», a 15 de Junho de 2011, a três anos de prisão, algo que Carro considerou «absolutamente desproporcionado». / Ver: naiz e boltxe.info

Manifestação em Iruñea [ahotsa] Ontem, o movimento juvenil de Iruñerria mobilizou-se na capital navarra contra a «Lei da Mordaça». Centenas de pessoas participaram numa manifestação convocada pelas organizações Gazte Abertzaleak, Ikasle Abertzaleak, Ernai, Gazte Komunistak e Gazte Anarkistak, e protestaram frente à sede do PP contra esta nova violação dos direitos civis e políticos. / Ver: ahotsa.info

Movimento pró-Amnistia organiza marcha às cadeias de Algeciras e Puerto

Numa nota emitida em euskara e castelhano, o Movimento pró-Amnistia e contra a Repressão anunciou que, dia 11 de Abril, realizará uma marcha às prisões andaluzas de Algeciras e Puerto de Santa María, para ali reivindicar a amnistia, exigir a liberdade incondicional de presos, deportados e refugiados, e evocar os 26 presos e 16 familiares assassinados pela prisão.

Referindo-se às condições de vida dos presos políticos bascos nas cadeias, o MPA afirma que, para além de os «governos de Espanha e França insistirem em manter sequestrados os presos doentes (sendo extremo o caso de Ibon Iparragirre) e os que têm mais de 70 anos», há ainda as «tareias, o isolamento, os entraves às comunicações, os encarceramentos de ex-presos». Para o MPA, o PP e o PSOE continuam a recorrer à política prisional para tentar dobrar os gudaris, sob os aplausos do PNV.

No texto, o MPA recorda que os «familiares e amigos dos presos continuam a sofrer as consequências da política prisional de extermínio» e revela por que motivo decidiu levar a reivindicação até às cadeias de Algeciras e Puerto: «são símbolos macabros do castigo aplicado aos presos políticos». O último militante político basco falecido na prisão - Arkaitz Bellón - foi espancado na primeira e apareceu morto numa cela da segunda.

Considerando que só a amnistia poderá garantir o regresso a casa dos perseguidos políticos, vivos e livres, o MPA incentiva as pessoas a participar na marcha. Os interessados devem escrever para: amnistiaaskatasuna@gmail.com / Ver: boltxe.info

GRANDE MANIFESTAÇÃO EM ONDARROA: IBON ETXEA!
Centenas de pessoas participaram, esta tarde, numa manifestação pela libertação urgente dos presos políticos bascos com doenças graves, em especial o ondarrutarra Ibon Iparragirre, que se encontra numa situação extrema.
A mobilização, convocada pela plataforma Iparra Galdu Baik sob o lema «Berandu baino lehen, preso gaixo larriak etxera!» [antes que seja tarde, os presos com doenças graves para casa], partiu da Alameda e terminou na Musika plaza da localidade costeira biscainha. / Ambas as fotos são da manifestação de hoje; mais em: Turrune!

A AN espanhola suspendeu a ordem de expulsão do saarauí Hassanna Aalia

Por ter participado, em 2010, no acampamento de Gdem Izik, o activista saarauí Hassanna Aalia, de 27 anos, foi condenado, em 2013, a prisão perpétua por um tribunal militar marroquino, num julgamento em que não ficou garantido o direito à defesa, segundo denunciaram diversas organizações.

O tribunal militar mandou prender Hassanna no âmbito de um processo que teve início em 2011. Nessa altura, o jovem encontrava-se em Euskal Herria, onde decidiu residir, e, em Janeiro de 2012, pediu asilo político ao Estado espanhol. A resposta, negativa, chegou três anos mais tarde.

Contra a ordem de expulsão, Aalia apresentou um recurso na Audiência Nacional, que ontem foi aceite. Resta agora saber se o asilo lhe será concedido, mas o processo deverá arrastar-se, revela o Argia.

Em Euskal Herria levaram-se a cabo múltiplas iniciativas para apoiar o pedido de asilo político do jovem; a 31 de Janeiro, realizou-se na capital biscainha uma manifestação, que contou com o apoio de agentes políticos, sindicais e sociais. / Ver: argia e topatu.info

Indarrap - «Sin perder el norte»

De Gasteiz. Gasteiztik. Gasteizkoak. Gasteiztarrak.

sexta-feira, 27 de março de 2015

O Governo espanhol aprovou a «Lei da Mordaça»

Com os votos do PP, o Governo espanhol aprovou ontem, 26, a Lei de Segurança dos Cidadãos, conhecida como «Lei da Mordaça». Foram também aprovadas a reforma do Código Penal e o chamado «pacto anti-jihadista».

Entre muitas outras medidas, esta nova legislação contempla as «devoluções a quente» de imigrantes, a figura da prisão permanente passível de revisão (pena perpétua), multas entre 30 000 e 600 000 euros para mobilizações não comunicadas e proíbe «o uso não autorizado de imagens ou dados pessoais ou profissionais de autoridades ou membros das [chamadas] Forças e Corpos de Segurança».

A norma entrará em vigor quando for publicada no Boletim Oficial do Estado. / Ver: lahaine.org e SareAntifaxista

Mobilizações em Euskal Herria
Ontem, realizaram-se concentrações frente à sede do PP em Bilbo e no campus de Leioa (Bizkaia); para além disso, foram convocadas manifestações para Iruñea (hoje, 19h30), Bilbo (amanhã, 17h30, Arriaga) e Donostia (dia 31, 19h00, Boulevard). / Ver: topatu.info e BorrokaGaraiaDa

Entrevista:
Erlantz Ibarrondo [advogado]: «A Lei da Mordaça foi feita ad hoc para travar o protesto social» (Info7 irratia)
Ontem, em Madrid, foram aprovadas definitivamente a reforma do Código Penal, a Lei da Segurança dos Cidadãos, também conhecida como «Lei da Mordaça», e o «pacto antiterrorista». Três medidas que se enquadram na agenda «securocrata» do Governo do PP, que o advogado madrileno Erlantz Ibarrondo analisa.

Miguel Urbano Rodrigues: «Jean Salem y la cultura integral»

En un raro libro-entrevista, resumen de una conversación de largos días con Ayméric Monville, Salem habla de su vida, de la primera infancia en Argel, de la preadolescencia en Provenza, tutelado por una abuela y una tía ancianas (cuando el padre, Henri Alleg, se encontraba en la cárcel, condenado y torturado por dirigir un periódico que defendía la independencia de Argelia ), de su permanencia en Ivanovo, URSS, de un corto regreso a Argel, y después de París, aterrizaje de una correría por la vida y el mundo.

El libro Resistances es una reflexión ininterrumpida sobre la aventura humana, el pensamiento, lo cotidiano, el amor, el saber, el arte, la diversidad de culturas, la idea de revolución, la busca de la felicidad posible de un altermundista marxista. (lahaine.org)

«Que el pueblo gobierne: ahí está la dignidad», de de Red Roja (redroja.net)
Las medidas de austeridad y recortes sólo valen para pagar una Deuda creada para rescatar a la banda criminal de banqueros, grandes empresarios y a sus mandados en el Congreso, que juegan al ajedrez con nuestras vidas. Además de usar nuestro sufrimiento para llenarse los bolsillos, esperan que agachemos la cabeza y nos muramos en silencio. No vamos a hacerlo. [em português: resistir.info]

«Felipe es a Obama como Obama es a Rajoy», de Carlos AZNÁREZ (boltxe.info)
Si el líder del PP se conmovió ante el relato de Mitzi, ni que hablar de la «extrema cordialidad y emocionante recepción», que en palabras de la esposa de Ledezma, recibió del ex presidente Felipe González, quien ha decidido asumir la protección legal de Leopoldo López y de Antonio Ledezma, ante «la falta de garantías en Venezuela».
No podía ser de otra manera. González es el mismo «sociolisto» que en 1983 creara con sus mejores exponentes del PSOE los escuadrones de la muerte denominados GAL (Grupos Antiterroristas de Liberación) para asesinar ciudadanos vascos. Quizás en el encuentro con Mitzi Ledezma, Felipillo también evocó, nostálgico, aquellas veladas que mantenía con Carlos Andrés Perez (alias CAP) en Isla Margarita, en las que el venezolano, entre copa y copa, le aconsejara que para terminar con «los de ETA» tenía que aplicar mano dura e imitar lo que él mismo hizo con los insurgentes comunistas locales

Caracas recordará Manuel Marulanda, comandante das FARC

O Movimento Continental Bolivariano convocou todas as organizações internacionalistas e revolucionárias a participar «numa jornada bolivariana e anti-imperialista de homenagem ao comandante e herói insurgente da Colômbia de Bolívar Manuel Marulanda Vélez».

A iniciativa, que se enquadra nas jornadas mundiais de repúdio à ameaça imperialista contra a Venezuela, decorre amanhã, 28, na capital venezuelana sob o lema «Ni un soldado yanki en Nuestra América».

Às 10h00, no Centro Cultural Parque Central, terá início o fórum «Colombia: ¡La Paz Triunfará!», que contará com a participação de Jorge Beinstein e uma intervenção da Delegação de Paz das FARC-EP em Havana. A partir das 16h00, a Praça Manuel Marulanda, no Bairro 23 de Enero, será palco do 2.º Festival de Solidariedade dos Povos, no âmbito do Dia Internacional do Direito à Rebelião Armada. / Ver: Resumen Latinoamericano e Coordinadora Simón Bolívar

«Comunicado das FARC-EP polo Dia do direito universal dos povos à rebeliom armada», de FARC-EP (Diário Liberdade)
Marulanda foi um dos mais destacados guerrilheiros colombianos e latino-americanos. Quando muitos nomes de políticos medíocres forem esquecidos, o de Marulanda será reconhecido como um dos mais dignos e firmes luitadores polo bem-estar dos camponeses, trabalhadores e pobres da América Latina. FIDEL CASTRO RUZ

quinta-feira, 26 de março de 2015

Manifestação de sábado em Donostia será resposta à operação policial

A Etxerat e cerca de 20 agentes políticos, sociais e sindicais convocaram para este sábado, 28, uma manifestação em Donostia sob o lema «Preso eta senideen eskubideen defentsan, elkartasuna aurrera», como resposta à detenção de Oihana Barrios, Fernando Arburua, Izaskun Abaigar e Nagore López de Luzuriaga.

No frontão de Antigua, representantes da Etxerat e dezenas de familiares de presos políticos bascos fizeram uma leitura das detenções de quatro membros da Jaiki Hadi e da Etxerat, ontem efectuadas pela Guarda Civil, e anunciaram a manifestação que este sábado, às 17h00, partirá do estádio de Anoeta em defesa dos direitos dos presos e dos seus familiares.

Em nome da associação, Maider Alustiza e Urtzi Errazkin afirmaram que, com as detenções de ontem, o Estado espanhol atacou directamente os familiares e os amigos dos presos bascos, bem como o direito destes à saúde, à assistência médica de confiança. Considerando que esta nova operação policial se enquadra na «política de vingança do Governo espanhol» - que já atacou diversos grupos comprometidos com a solidariedade com os presos e a defesa dos seus direitos, como os advogados -, disseram que tal política toma agora como alvo os «familiares, as pessoas próximas, os amigos de presos e exilados políticos bascos»; contudo, esta política do Executivo do PP será incapaz de «os silenciar», sublinharam.

Os representantes da Etxerat criticaram o Governo de Lakua pelo facto de não os ter contactado após a operação e lamentaram a falta de protecção que tinham pedido precisamente ao Executivo autonómico na reunião mantida com Iñigo Urkullu há um mês, na qual esteve uma das detidas, Izaskun Abaigar. Os porta-vozes destacaram ainda a forte campanha de criminalização lançada contra a associação nas últimas semanas, especialmente depois de a Etxerat se ter reunido com Urkullu e com grupos parlamentares europeus. / Ver: Berria, naiz, argia

«Comunicado de solidaridad de EHL frente a la redada contra militantes en favor de los derechos de los presos» (askapena.org)

Assembleia Juvenil de Soraluze pede libertação do refugiado Sabin Mendizabal

Na segunda-feira, a Polícia francesa prendeu em Donapaleu (Nafarroa Beherea) o jovem refugiado basco Sabin Mendizabal, na sequência do mandado europeu emitido contra ele pela AN espanhola e depois de, há algumas semanas, o jovem ter decidido regressar ao seu país, para nele viver.

Em 2009, o natural de Soraluze (Gipuzkoa) teve de fugir para escapar à prisão [o Kazeta diz que era acusado de acções de «kale borroka», mas o que se lê por aí...]. A Gazte Asanblada de Soraluze denuncia as informações «manipuladas e falsas» divulgadas por diversos meios de comunicação sobre o jovem e destaca a importância das mobilizações convocadas para a próxima semana: entre outras coisas, para evitar «rumores e mentiras».

No dia 31, Sabin será presente a um juiz do Tribunal de Pau, que tomará uma decisão sobre a sua extradição. Para protestar contra a detenção do jovem, exigir a sua libertação e expressar apoio a familiares e amigos, no sábado haverá uma manifestação em Soraluze (19h00, Plaza Berria); na terça-feira, à mesma hora e no mesmo local, realizar-se-á uma assembleia informativa. / Ver: topatu.info [com vídeo]

Carlos Aznárez: «La distancia que separa a Pablo Gorostiaga de Baltasar Garzón»

La distancia que separa a Gorostiaga de Garzón es tan inmensa como la diferencia entre la libertad plena y la opresión autoritaria. Por más que el ex juez quiera disfrazarse de «defensor de los derechos humanos», miles de Pablos están de pie, sin quebrarse, para poner las cosas en su sitio. (BorrokaGaraiaDa)

«O ressurgimento do fascismo, uma questão actual», de John PILGER (odiario.info)
Desde 1945 mais de um terço dos membros das Nações Unidas — 69 países — sofreram de um modo ou de outro às mãos do moderno fascismo americano. Foram invadidas, os seus governos derrubados, os seus movimentos populares reprimidos, as suas eleições subvertidas, os seus povos bombardeados e as suas economias espoliadas de toda a protecção e as suas populações submetidas a um assédio paralisante com as chamadas «sanções».

A Korrika anda na estrada! Euskaraz ibili

Milhares de pessoas participam, desde dia 19, na grande corrida a favor do euskara, que a AEK organiza de dois em dois anos. A 19.ª edição da Korrika começou em Urepele (Nafarroa Beherea) e termina no sábado, 29, em Bilbo. Na foto, a Korrika passando em Sopela, na comarca de Uribe Kosta (Bizkaia), no passado dia 24. (Desta vez, o Kitxu levou o testemunho.) Muitas fotos de Uribe Kosta em Hiruka.
Hoje e amanhã, a corrida segue por terras navarras; no sábado, entra em Araba por Egino e sai por Murua; quando saltar para Ubidea, entra novamente na Bizkaia, de onde já não sairá. (Ver: korrika.eus)

Cócegas na língua: «Mihian kili-kili, euskaraz ibili»
No dia 16 de Junho de 2013, a ikastola Aresketa, de Amurrio, organizou pela quarta vez o Araba Euskaraz, a grande festa das ikastolas e da língua basca em Araba. Para a ocasião, Unai Mendibil (letra) e Igor Olaguenaga (música) compuseram o tema «Mihian kili-kili, euskaraz ibili» [cócegas na língua, andar em euskara] e um conjunto de músicos juntou-se para o cantar.Letra e tradução aqui.

quarta-feira, 25 de março de 2015

A Guarda Civil prende quatro pessoas numa operação contra o apoio aos presos

No âmbito de mais uma operação contra o apoio aos presos políticos bascos, baptizada como «Operação Pastor», a Guarda Civil prendeu hoje Nagore López de Luzuriaga, Izaskun Abaigar, Fernando Arburua e Oihana Barrios. Para hoje, ao final da tarde, foram agendadas diversas mobilizações de protesto. Para amanhã, às 11h30, no frontão de Antigua (Donostia), a Etxerat convocou uma «conferência de imprensa massiva».

Nagore López de Luzuriaga e Izaskun Abaigar, ambas representantes da Etxerat, foram detidas em Zamudio (Bizkaia) e Kanpezu (Araba), respectivamente. Já o ex-preso Fernando Arburua e a psicóloga Oihana Barrios, pertencentes à associação Jaiki Hadi, que trabalha em prol da melhoria das condições de saúde dos presos políticos bascos, foram detidos em Donostia e em Iruñea, respectivamente.

A Guarda Civil efectuou buscas nas casas dos detidos. Por volta das 12h15 levaram Oihana Barrios da sua casa, em Iruñea, por entre aplausos, palavras de apoio e expressões como «Utzi bakean» [deixem-nos em paz] da parte das pessoas que se juntaram nas imediações. Nagore López de Luzuriaga, detida em Zamudio, foi levada até sua casa, em Agurain (Araba), onde os militares permaneceram cerca de cinco horas. No caso de Fernando Arburua, as buscas, no bairro donostiarra de Altza, prolongaram-se das 7h00 às 15h00.

O Ministério das Distracções espanholas, dito do Interior, fez saber que se tratava de uma operação da Guarda Civil contra a «frente das prisões» da ETA. Coordenada pelo tribunal de excepção espanhol e baptizada como «Operação Pastor», constitui um prolongamento da «Operação Mate», em que foram detidos doze advogados e quatro pessoas ligadas ao Herrira, em Janeiro último. Um ano antes, tivera lugar a «Operação Jaque», no âmbito da qual foram detidos oito membros do grupo de interlocução do EPPK. Alguns meses antes, um juiz com conhecidas ligações ao PP tinha atacado o movimento Herrira. / Ver: naiz e Berria

Nova operação contra a solidariedade [ahotsa]
«Gaurko atxiloketekin, azken bi urteetan 46 lagun izan dira euskal presoen eskubideen alde lan egiteagatik atzemandakoak» (topatu.info)

A Polícia deteve Egoi Irisarri por chamar «torturador» a um agente como tal identificado

Egoi Irisarri foi detido, esta manhã, na capital navarra por agentes da Polícia espanhola e já foi posto em liberdade. É acusado de «resistência passiva grave» e de «caluniar e injuriar» as chamadas Forças de Segurança do Estado espanhol; mais concretamente, acusam-no de ter chamado «torturador» a um agente identificado no julgamento de 28 jovens independentistas bascos como um dos responsáveis pelos maus-tratos que lhes foram infligidos.

O caso de Irisarri, no âmbito do julgamento dos 28, já foi arquivado, depois de um representante do Ministério Público (MP) ter retirado as acusações contra ele - devido ao relatório médico que o jovem apresentou na sequência da sua detenção incomunicável, a 22 de Outubro de 2010. O representante do MP negou a existência das torturas denunciadas por Irisarri, mas decidiu não avançar com a acusação, face às dúvidas que o testemunho de torturas e os relatórios médicos poderiam suscitar.

Em Setembro de 2014, numa sessão marcada por terríveis relatos de tortura, Irisarri afirmou ter sido espancado (sobretudo nos testículos, o que agravou uma infecção urinária), ter sido submetido a sessões de «saco [asfixia]» e a outro género de tormentos («exercício físico até à exaustão», «flexões», enquanto lhe batiam). Irisarri foi espancado de tal maneira que teve de ser internado no Hospital Gregorio Marañón, em Madrid, antes de ser presente ao juiz de instrução Fernando Grande-Marlaska [que ainda não tem julgamento marcado].

Agora, com o processo arquivado, a Polícia espanhola voltou a prendê-lo, acusando-o de «injúrias». / Ver: ahotsa.info

Iñaki Gil de San Vicente: «Lucha político-sindical contra el deshaucio»

La muerte por suicidio de Miren Peña, provocado por la situación en la que le había hundido la lógica capitalista que le amenazaba con desahuciarle de su vivienda, plantea reflexiones necesarias siempre y más en estos momentos en los que LAB ha abierto muy oportunamente un debate sobre la problemática sindical. Aquí sólo bosquejamos cuatro de las muchas a debatir. (boltxe.info)

«Los totalitarios, sus amigos jeltzales, la represión y los cuentos de calleja», de Borroka Garaia (BorrokaGaraiaDa)
Totalitarismo y anti-democracia es lo que sufre Euskal Herria por medio de dos estados y el capitalismo, libertad es que Euskal Herria se autodetermine en paz y si así lo desea forme un estado independiente y socialista. Los que no dejan que se autodetermine en paz utilizando la violencia para que no exista una democracia vasca son los culpables del conflicto porque son el conflicto.

«O capitalismo no país das maravilhas», de António SANTOS (odiario.info)
Nos EUA, a segunda economia mais rica do mundo, o número de gente sem casa triplicou desde 1983, atingindo os 3,5 milhões. Há actualmente 15 milhões de crianças com fome. Destas, 1,5 milhões não tem casa. Na lista de países que melhor protegem as suas crianças, a UNICEF coloca os EUA abaixo da Grécia e apenas duas posições acima da Roménia. A maior potência imperialista, que leva a guerra a todo o planeta, está também em guerra com os pobres do seu próprio país.

Brigadas da Askapena 2015: inscreve-te!

Apesar de o Estado espanhol querer ilegalizar a luta e o compromisso internacionalista da Askapena e pretender encarcerar alguns dos seus membros, a organização basca continua firme nos seus objectivos. Por isso, mantém a aposta, já apresentada há algum tempo, nas Brigadak15.

Para conhecer novas experiências de luta e construir novas pontes de solidariedade, este Verão as brigadas vão dirigir-se a quatro novos destinos: Galiza, México, Brasil e Curdistão.
Em Julho, uma brigada estará na Galiza entre sete e 10 dias para ali compreender a luta de libertação social e nacional; em Agosto, uma brigada estará no México, cerca de um mês, para conhecer a Comunidade Zapatista; em Julho ou Agosto, uma brigada irá conhecer, durante 2-4 semanas, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, no Brasil; a brigada da Askapena também permanecerá no Curdistão duas a quatro semanas (em Julho ou Agosto), com o propósito de conhecer em primeira mão a democracia que se fundamenta na auto-organização popular.

Para além disso, a Askapena continuará a dirigir-se ao Saara, à Palestina, a Castela, aos Países Catalães, à Argentina, ao Uruguai, à Bolívia e à Venezuela, para ali conhecer as lutas diárias, as reflexões, os processos de libertação. Para inscrições e mais informações, todos os interessados devem escrever para o endereço brigadak@askapena.org. / Mais informação: eskuorria, brigadak15, askapena.org

terça-feira, 3 de março de 2015

Não esquecemos o 3 de Março de 1976

Durante uma greve, a Polícia Armada espanhola tentou desalojar com gás lacrimogéneo os trabalhadores que estavam reunidos em assembleia na igreja de São Francisco de Assis, no bairro de Zaramaga, em Gasteiz. Os trabalhadores que iam saindo, meio asfixiados com o gás, foram espancados ou recebidos com fogo real. Cinco trabalhadores foram mortos e mais de cem pessoas ficaram feridas. Este ataque à classe trabalhadora ficou conhecido como o massacre/a matança de Gasteiz. Passados 39 anos, os responsáveis políticos ainda não foram punidos.

Como se trata de uma data de grande valor simbólico na memória colectiva basca, no legado de luta de Euskal Herria, todos os anos diversos sindicatos, associações e partidos políticos convocam mobilizações e homenagens, sobretudo no território de Araba e na cidade de Gasteiz.

O movimento juvenil de Araba agendou para hoje uma «Borroka Eguna» [jornada de luta], sob o lema «Oraina kolokan jartzen dugu etorkizun bat izateko» [fazemos estremecer o presente para que haja um futuro] e que incluía homenagens aos trabalhadores nas escolas e universidades (de manhã) e na Praça 3 de Março (ao final da tarde). / Mais informação: topatu.info, lahaine.org e GazteIraultza

Projecto de documentário. A teoria crítica hoje: «Memória do futuro»

Uma «introdução ao marxismo» em formato «vídeo», conduzida por Néstor Kohan.
 
VÍDEO-AULAS:
(1) Cultura, ideología, hegemonía y comunicación (Néstor Kohan)
(2) Alienación y malestar en la cultura (Néstor Kohan)
(3) Liberalismo y políticas de la diferencia (Néstor Kohan)
(4) Estrategia, revolución y hegemonía (Néstor Kohan)
(5) «El Capital», cine y representación (Néstor Kohan)
(6) Fetichismo de la mercancía en «El Capital» (Néstor Kohan na Escuela de Cuadros, ViVe TV, Caracas, Venezuela)

ENTREVISTAS:
(7) Estudiando «El Capital» con el Che Guevara (Entrevista a Orlando Borrego)
(8) Tras las pistas de Louis Althusser (Entrevista a Marta Harnecker)
(9) Marxismo, historia y autodeterminación (Entrevista a Iñaki Gil de San Vicente)
(10) Marx en su (Tercer) Mundo (Entrevista de Julio César Guanche a Néstor Kohan, ICAIC, Havana, Cuba)

MATERIAIS DE ESTUDO, LIVROS E DEBATES:
(11) Marx y las ciencias sociales (Atilio Borón, Miguel Vedda e Néstor Kohan)
(12) Ciencias sociales y marxismo latinoamericano: Homenaje a los sociólogos argentinos desaparecidos Silvio Frondizi y Daniel Hopen (Vicente Zito Lema, Valeria Ianni, Maximiliano Riesnik, Lisandro Silva e Néstor Kohan)
(13) Marx y Simón Bolívar. Historia de América Latina desde el marxismo latinoamericano (Claudio Katz, Marisabel Grau e Néstor Kohan)

Mais informação (sinopses, etc.): lahaine.org

Borroka Garaia: «Falta justicia, sobra impunidad»

No se quién sería el participante de la asamblea obrera en la iglesia de Zaramaga, que en medio del caos y el horror desatado por la policía española, untó sus dedos en un charco de sangre de uno de los asesinados y escribió en el suelo Justicia. Pero llegando al 3 de marzo del 2015 aún no se ha hecho nada de ella. Sin embargo, la clase trabajadora vasca ha mantenido la memoria y la verdad frente a la impunidad de responsables políticos y policiales responsables de la matanza. (BorrokaGaraiaDa)

«Pongamos límite a la pobreza. El capitalismo explota y precariza y provoca una dualización social», de Elkartzen (boltxe.info)
En este contexto de empobrecimiento creciente, tener empleo ya no es una salvaguarda de protección ante las situaciones de pobreza. La existencia de personas trabajadoras pobres rompe con la idea de que la integración en el mercado laboral es la condición básica para evitar la pobreza, la exclusión social o la privación material. Aunque los salarios son claves, la pobreza se materializa en los hogares porque las políticas públicas no cumplen el papel fundamental que deben de cumplir en la redistribución de la riqueza.

«Estados Unidos acelera el golpe en Venezuela», de Ángel GUERRA CABRERA (Resumen Latinoamericano)
El golpismo se intensificó sobre todo a partir de la elección del presidente Maduro en abril de 2013. Washington y las oligarquías decidieron a echar toda la carne al asador para destruir a la Revolución Bolivariana, aprovechando la muy sensible ausencia física de su líder histórico. Desde ese momento la violencia brota periódicamente con el telón de fondo de una colosal campaña mediática internacional de descrédito contra el gobierno bolivariano, aún mayor que la llevada a cabo desde la primera campaña electoral de Chávez (1998) hasta su deceso.