sábado, 22 de Novembro de 2014

Sara gogoan: moradores da Alde Zaharra de Iruñea falam sobre a dispersão

Habitantes da Alde Zaharra [Parte Velha] de Iruñea falam sobre a dispersão, numa altura em que passam 11 anos sobre a morte de Sara Fernández, provocada por essa política de vingança.

Sara, gogoan zaitugu! Sakabanaketarekin amaitu!Manifestação dia 29: para acabar com a dispersão e lembrar Sara Fernández
A jovem habitante da Alde Zaharra de Iruñea faleceu há 11 anos na sequência de um acidente rodoviário, quando ia visitar um preso. No próximo sábado, 29, realiza-se uma manifestação para recordar Sara e exigir o fim da política de dispersão. A mobilização parte ao meio-dia da Baratxurien plaza. / Ver: ahotsa.info

MARILÓ GOROSTIAGA: «USAM OS PRESOS DOENTES COMO MOEDA DE TROCA»
A ex-presa política de Iruñea conseguiu sobreviver a uma grave doença, apesar de ter passado 19 anos presa, cinco dos quais em regime de prisão atenuada.
Nesta reportagem da Ahotsa, Mariló fala das dificuldades que um preso doente tem de enfrentar na cadeia, na medida em que se trata de um meio adverso, que não ajuda à cura.
Neste momento, existem dez presos políticos bascos nestas condições, ou seja, com doenças graves. / VÍDEO: Reportagem da Ahotsa

Antifascistas bascos impedem realização de missa por Franco e Primo de Rivera

Cerca de 60 antifascistas bascos concentraram-se, dia 20, frente à igreja da Sagrada Família, em Donostia, para onde estava anunciada uma missa em memória do fundador da Falange espanhola, Primo de Rivera, e do genocida fascista Francisco Franco.

O padre acabou por lhes dizer que não haveria missa alguma em homenagem ao genocida espanhol, mas o grupo de antifascistas manteve-se junto à igreja durante uma hora, para evitar a celebração do evento.

Não havendo sinais de fascistas nas redondezas, decidiram desmobilizar; antes, porém, exibiram uma bandeira «antifaxista» e várias fotos de Santi e Josu, assassinados a 20 de Novembro de 1984 e 1989, respectivamente. / Ver: SareAntifaxista

Nota de LaHaine-Euskal Herria: Nos últimos dias, tinha aparecido na imprensa donostiarra um obituário e o anúncio da celebração de uma missa em memória dos criminosos fascistas José Antonio Primo de Rivera e Francisco Franco. / Ver: lahaine.org

Miguel A Llamas, «pittu»: «La Medalla de Oro de Navarra, para el movimiento obrero»

Si alguien se merece una medalla de oro esa es la sociedad navarra que durante el franquismo luchó por los derechos de la ciudadanía y por la libertad. En sus puestos de trabajo o en la calle, sacando adelante a sus familias o educando en otros valores a las generaciones que hoy estamos invitadas a seguir con sus luchas en todos los ámbitos. (ahotsa.info)

«Ager Vascorum e izquierda abertzale», de José Mari ESPARZA ZABALEGI (Sanduzelai Leningrado)
Tras la explosión vasquista que supuso la Gamazada, han sido tres los momentos en los que la Ribera navarra, nuestro Ager Vasconum, rozó la unidad vasconavarra. Y las tres lo fueron no por mor del nacionalismo vasco, sino por el empuje republicano-socialista.

Declaração do encontro de exilados perseguidos pelo Estado e o paramilitarismo colombiano

O encontro teve lugar nos dias 13, 14 e 15 de Novembro, em Bilbo e Gernika A Declaração Política foi lida em Ziortza-Bolibar (entre Gernika e Markina-Xemein, na Bizkaia). [Ler aqui] / Mais informação: askapena.org
«Baltasar Garzón, el colaborador para el blanqueamiento del régimen de Marruecos», de Carlos AZNÁREZ (baltsargarzon.es)
Parece una broma pero se sabe que con ciertos temas no se juega. El próximo día 28 de noviembre comenzará en la ciudad marroquí de Marrakech un Foro Internacional sobre Derechos Humanos, allí precisamente, donde el gobierno anfitrión los viola sistemáticamente desde hace décadas. Y si faltaba algo, Argentina será participante activo del mismo, en el marco de una delegación montada por el ex juez y conocido represor español Baltasar Garzón

sexta-feira, 21 de Novembro de 2014

Etxaide acusa a Confebask de ter pedido a ilegalização dos sindicatos ELA e LAB

Numa conferência de imprensa que hoje teve lugar em Bilbo, a secretária-geral do LAB, Ainhoa Etxaide, afirmou que o sindicato teve acesso a um documento interno da Confesbask no qual esta associação patronal fala de iniciativas que «visam, nada mais, nada menos, ilegalizar o ELA e o LAB».
De acordo com o LAB, o documento mostra que «há dois sindicatos que a Confebask não consegue subjugar, que são um escolho no seu caminho», e que «o melhor para os interesses dos empresários bascos é expulsá-los do âmbito das relações laborais».
Assim, o patronato pediu ao Governo espanhol que abra o caminho à ilegalização de ambas as organizações sindicais. / LER comunicado em: labsindikatua.org / Documento da Confebask

Notícias relacionadas: «LABek dioenez, Confebaskek "ELA eta LAB legez kanporatzeko bidea irekitzeko" eskatu dio Madrili» (Berria)

«Etxaide: "Confebask está demandando la ilegalización de facto de ELA y LAB"» (naiz.info)

A Ertzaintza prendeu Juan Carlos Estevez, «Melli», em Donostia

O ex-preso político natural de Orereta (Gipuzkoa) encontrava-se em casa com os pais, no bairro donostiarra de Altza, quando os ertzainas o foram prender. Depois de passar 16 anos na cadeia, foi libertado em Fevereiro deste ano. Contudo, a AN foi desencantar um outro processo e condenou-o a mais três anos de cadeia, tendo decretado a ordem de prisão a 11 de Novembro.

Gerou-se uma onda de revolta e solidariedade, sobretudo no seio da esquerda abertzale, que afirma que estes «16 + 3» só se entendem à luz da política de vingança do Estado espanhol. Já houve concentrações e mais estão agendadas para amanhã, em Donostia.

A Ertzaintza já tinha tentado prender Melli há uma semana, mas não o encontrou em casa. O ex-preso político foi detido pela primeira vez em França em 1995, sendo extraditado para Espanha uns anos mais tarde. Nessa altura, Melli passou 33 dias em greve de fome. Libertado, voltou a ser detido numa operação policial em Junho de 2004. Passou 16 anos na cadeia. / Ver: Berria

PRESAS BASCAS EM FLEURY LUTAM E CONSEGUEM ACORDO
Numa nota, a Etxerat afirma que, quando, em Setembro, chegou uma nova directora à cadeia parisiense, as condições das presas políticas bascas pioraram. Depois, face à decisão de transferir Ana Ozaeta de uma cela normal para uma com grades, as restantes presas entraram em luta e foram levadas para a «solitária». Por fim, a 23 de Outubro, a direcção prisional aceitou as condições exigidas pelas presas.

Na mesma nota, a Etxerat denuncia a aplicação da política de dispersão, referindo que o preso político Sergio Polo (Sopela, Bizkaia) foi transferido da cadeia de Córdova para a de Algeciras e que a presa gasteiztarra Ana Sáenz de la Cuesta irá passar da cadeia de Logroño para a de Castelló I. / Ver: kazeta.info e etxerat.info

Pela liberdade dos 28, Libre e Eleak organizam deslocação à AN a 18 de Dezembro

O julgamento dos 28 jovens independentistas bascos acusados de pertencer à Segi, que tem estado a decorrer em Madrid, termina a 18 de Dezembro. A dinâmica Libre e o movimento Eleak decidiram organizar mobilizações e fazer um apelo à sociedade basca para que, nesse dia, se desloquem até à Audiência Nacional espanhola, para ali reivindicarem «Konponbidea bai, epaiketarik ez» [sim à solução, não aos julgamentos].

Na conferência de imprensa que hoje deram em Gasteiz, membros de Eleak e Libre anunciaram que vão organizar autocarros para a viagem a Madrid; afirmaram ainda que a sociedade basca não quer «julgamentos políticos», mas sim encontrar uma solução para o conflito. «Vamos a Madrid dizer que, da mesma forma que os 40 jovens antes julgados foram absolvidos, agora os 28 também o devem ser», salientaram.

Em solidariedade com os jovens, foram agendadas diversas mobilizações e actos para as próximas semanas. Ainda em Novembro: a 28, haverá uma manifestação em Burlata (Nafarroa); já em Dezembro: a 13, realiza-se uma mobilização à volta do tribunal de Bergara (Gipuzkoa); a 19, a corrida Libre em Donostia; a 20, a Herritarren Martxa em Gasteiz. / Ver: Berria

Manuel Navarrete: «La Duquesa ha muerto, saquen sus pañuelos»

A juzgar por lo que dice la tele, no hay en toda la empobrecida Andalucía ni una sola persona que tenga la menor crítica hacia la figura de la mayor terrateniente del Estado español. Sí sí. Por lo visto todos estamos muy afligidos y a punto de llorar ahora mismo. Y si lo dice la tele, es verdad. [...]
Porque claro, ¿qué pueblo no querría tener a una esperpéntica Duquesa, a medio camino entre la aristocracia de Alicia en el país de las maravillas y la nobleza de Los juegos del hambre, para llorarla cuando se muera de vieja, entre lujos y con tanto dinero que necesitaría resucitar siete veces para poder gastar la mitad? (insurgente.org)

«Absurdo sem limites», de Jorge CADIMA (odiario.info)
O cantor e humorista norte-americano Tom Lehrer notabilizou-se nos anos 50 e 60 pelas suas canções satíricas progressistas. Anos mais tarde deixou de cantar. Interrogado sobre as razões, declarou que «a sátira política tornou-se obsoleta no dia em que [no final da guerra do Vietname] atribuíram o Prémio Nobel da Paz a Henry Kissinger». Desde então, a procissão do absurdo percorreu um longo caminho.

«Há 30 anos sem Santi Brouard e Pablo González», de Bruno CARVALHO (manifesto74)
Há três anos, o jornal i dava destaque às revelações feitas por Rogério Carvalho da Silva. Depois de ter sido preso como membro das FP-25, foi contratado para segurança da embaixada dos Estados Unidos. A seguir, um colaborador dos serviços secretos portugueses recruta-o para matar independentistas bascos. É o próprio que afirma ao diário que foi «acusado da morte de etarras em França num processo que também envolveu o comandante e o vice-comandante dos serviços secretos militares, o então chefe de Estado-Maior das Forças Armadas, general Lemos Ferreira, e o primeiro-ministro nessa altura, Aníbal Cavaco Silva».

Kortatu - «Hernani 15/6/84»

Do álbum Kortatu (1985). [Letra]

quinta-feira, 20 de Novembro de 2014

Cravos vermelhos para Santi Brouard e Josu Muguruza

Faz hoje 30 anos que Santi Brouard, destacado dirigente da esquerda abertzale, foi assassinado pelos GAL no seu consultório de pediatria, em Bilbo; na mesma data, cinco anos mais tarde, em 1989, outro destacado dirigente político da esquerda abertzale, Josu Muguruza, foi morto a tiro num hotel de Madrid, numa «acção parapolicial», quando se preparava para assumir o cargo de deputado do Herri Batasuna no Congresso espanhol. Recorde-se que 20 de Novembro é uma data importante para alguns nacionalistas espanhóis, pois foi neste dia que Primo de Rivera (fundador da Falange), em 1936, e Franco, em 1975, morreram.

Com o assassinato de Santi e Josu, 20 de Novembro tornou-se também um marco incontornável para o Movimento de Libertação Nacional Basco, para todos os que aspiram à liberdade de Euskal Herria, à independência e ao socialismo, à paz com justiça.

Como é habitual neste dia, Brouard e Muguruza foram evocados em Bilbo, tendo havido oferendas florais e actos de homenagem a ambos em Ametzola, onde existe um monumento em memória de Santi Brouard, e em Errekalde, onde há um monumento que recorda Muguruza. Entre as centenas de pessoas presentes nos dois locais, estiveram familiares, representantes da esquerda abertzale e de outras forças políticas. / Mais informação: uriola.info

Leituras:
«Estrellas en el firmamento», de Borroka Garaia (BorrokaGaraiaDa)
Tanto Santi como Josu y las cientos de personas que han muerto a consecuencia de la acción represiva y asesina del estado, siempre tuvieron en mente un escenario de paz y libertad para Euskal Herria y por ello lucharon. Nunca las olvidaremos.

«Ante el aniversario del asesinato de Santi Brouard y Josu Muguruza», de Ateneo Popular de Solidaridad entre los Pueblos (lahaine.org)
Desde el Ateneo Popular de Solidaridad entre los Pueblos queremos mostrar, en esta fecha tan señalada como es el 20N, nuestro más sincero respeto y reconocimiento por las figuras de los políticos vascos Santi Brouard y Josu Muguruza asesinados vilmente, por el terrorismo de Estado, un 20N de 1984 y 1989 respectivamente.

1984: Santi Brouard assassinado pelo Estado espanhol1989: greve geral em EH após o assassinato de Josu Muguruza Herriak ez du ahaztuko!

Sindicatos do Osakidetza denunciam «violação do direito à greve» em Gipuzkoa

A paralisação de hoje no sector da saúde em Gipuzkoa, que se enquadra num conjunto de acções de luta em defesa do emprego, da melhoria das condições de trabalho e de um serviço de saúde público de qualidade na Comunidade Autónoma Basca, ficou marcada pelos «serviços mínimos abusivos». Num comunicado conjunto, os sindicatos afirmam que a possibilidade de fazer greve assumiu um carácter «excepcional» e que se tentou silenciar «quem quer que a saúde pública tenha mais força».

Uma representante do SATSE afirmou que apenas 20% dos funcionários podiam fazer greve, tendo em conta os serviços mínimos decretados, e que, mesmo assim, se contratou mais pessoal do que em qualquer outro dia, para substituir quem fazia greve. A administração do Osakidetza disse que a adesão à greve era de apenas 6,7%, mas o LAB contestou o número, considerando-o muito afastado da realidade, por apenas ter em conta a «pequena parcela de trabalhadores que podiam fazer greve».

Ao meio-dia, os trabalhadores manifestaram-se pelas ruas de Donostia. O LAB sublinha que a jornada de luta teve grande impacto no herrialde e denuncia as diversas manobras para a boicotar: marcação de operações inadiáveis - mas que iam sendo adiadas - para «hoje» ou o elevado número de contratações que, «também hoje», se fizeram (o sindicato sugere até que se mantenha o ritmo...).

Estão agendadas novas greves para dia 27 (na Bizkaia) e 4 de Dezembro (em toda a CAB). Sobre a reunião sectorial marcada para dia 24, o LAB diz que o Osakidetza «já não engana ninguém», que a sociedade basca «sabe quem está a destruir o serviço público de saúde» e que é uma oportunidade de ouro para, de forma responsável, se chegar a um acordo. / Ver: Berria e LAB / Ver também: aseh

Jovens da Aitzina intimados a depor pelos gendarmes decidem não comparecer

Numa conferência de imprensa dada hoje, dia 20, o movimento juvenil Aitzina! fez saber que dois jovens foram intimados a depor por causa de uma acção levada a cabo a 14 de Julho - dia nacional de França - contra sinais que indicavam os nomes das terras bascas em francês. «Para serem interrogados sobre o roubo dos sinais», um tinha de comparecer na esquadra de Ustaritze e o outro na Hazparne (Lapurdi), mas ambos decidiram não se apresentar à Polícia, pois «não vão entrar no jogo deles».

«Deviam aproveitar o tempo e o dinheiro que gastam a andar atrás de nós para euskaldunizar os sinais das nossas terras», afirmaram os membros do Aitzina! na conferência de imprensa, na qual denunciaram os «esquemas habituais» do Estado francês «dividir e criminalizar» a juventude.

Para discutirem a situação, bem como a dinâmica a desenvolver no futuro, agendaram um encontro para dia 22, às 14h00, no Ttattola gaztetxea, em Hazparne.

Recorde-se que, na sequência da acção de 14 de Julho, a Polícia prendeu um membro do movimento juvenil de Iparralde e efectuou buscas na sede da Aitzina! em Baiona, a 15 de Outubro. No dia seguinte, numa conferência de imprensa altamente participada, os jovens reafirmaram a via da desobediência. / Ver: topatu.info e kazeta.info

James Petras: «A estratégia dual do regime Santos»

Impunidade militar, violentos esquadrões de morte, grande número de ameaças diárias de morte a ativistas de direitos humanos, mais de nove mil presos políticos e dezenas de assassinatos não resolvidos de líderes camponeses não é compatível com a transição para uma paz democrática. Isto só é compatível com a continuidade de um regime oligárquico autoritário. Uma transição democrática e um acordo de paz exige uma mudança fundamental na cultura política e nas instituições do Estado colombiano. (resistir.info)

«A liberdade de empresa e o dever de enformar», de António SANTOS (manifesto 74)
Se há vinte anos muitos acreditavam que a democracia estava no ADN do capitalismo, hoje essa falácia tem mais buracos que um queijo suíço: a sua liberdade de imprensa é liberdade de empresa, a sua formação é enformação, os seus jornalistas são colaboradores e os seus únicos valores de que não abdica são a ganância e o lucro.

quarta-feira, 19 de Novembro de 2014

Mobilizações contra a dispersão a 10 de Dezembro em Baiona, Iruñea e Gasteiz

Tendo em conta que a 10 de Dezembro se assinala o Dia Internacional dos Direitos Humanos e que «os direitos dos presos políticos bascos e dos seus familiares e amigos continuam a ser violados de forma sistemática», a Etxerat decidiu trazer para as ruas a denúncia da política de dispersão e pediu às pessoas que, nesse dia, ajudem a formar três cordões humanos, em Baiona, Iruñea e Gasteiz.

Izaskun Abaigar, membro da Etxerat, e Iñaki Gabilondo, companheiro da presa Alicia Sáenz de la Cuesta (que vai ser transferida da cadeia de Logroño para a de Castelló, a 500 km de EH), deram a conhecer a iniciativa numa conferência de imprensa em Gasteiz, hoje de manhã, frente ao Palácio de Ajuria Enea. A acompanhá-los, um grupo de pessoas formava um cordão segurando lenços da Etxerat e mostrava como vão ser as mobilizações. Na ocasião, foram referidos vários exemplos da «política de vingança» que continua a ser aplicada aos presos e aos familiares, sublinhou-se as penosas consequências de 25 anos de «política de dispersão» e recordou-se que só em 2014 essa política já provocou dez acidentes na estrada.

A mobilização, de carácter nacional, realiza-se em três capitais bascas. Em Baiona, o cordão começará a formar-se às 18h30, entre a casa de René Cassin e a Câmara Municipal. Em Iruñea, a iniciativa tem início ao meio-dia, frente ao Parlamento. Em Gasteiz, será formado o cordão mais longo, com início junto à Delegação do Governo espanhol, passagem pelo Palácio de Ajuria Enea (residência oficial do lehendakari) e final junto ao Parlamento. / Ver: Berria / Conferência de imprensa na íntegra: etxerat.info

35 anos depois, a refugiada Mari Angeles Artola regressou a Azpeitia

Depois de passar 35 anos longe da terra natal, a refugiada política basca Mari Angeles Artola regressou a Azpeitia (Gipuzkoa) no domingo passado, dia 16. Foi recebida com sorrisos e lágrimas, por volta das 19h00, pela multidão que se juntara na Erdi Kalea.
Na Orkatz, Artola disse algumas palavras, tendo afirmado estar «muito contente». Ao mesmo tempo, chamou a atenção para a «má» situação dos presos e refugiados: «Encontram-se numa situação cada vez pior, e nós temos de fazer frente a isso.»
Artola fugiu para Iparralde em 1979, onde viria a ser detida, juntamente com o marido. Em 1984, foi deportada de França para a Venezuela. Agora, deverá permanecer três meses em Azpeitia. / Ver [com mais fotos]: uztarria.com

«A FORÇA DO POVO A PARIS»
Com o lema «Herri indarra Parisera», realiza-se no dia 29, no Kilika gaztetxea, em Azkaine (Lapurdi), uma «noitada solidária» com os sete militantes bascos que estão a ser julgados em Paris desde o dia 10, acusados de fazerem parte do «aparelho logístico da ETA». Aquilo que se juntar servirá para pagar as despesas com o «autocarro» que irá à capital francesa apoiar os militantes bascos. / Ver: kazeta.info

Borroka Garaia: «Tontolnabos de ayer y hoy»

El objetivo en primera y última instancia supone enfrentar a la clase trabajadora entre sí, enfrentar al pequeño comercio entre sí y es que además lo hacen precisamente los que potencian los grandes centros comerciales, los que esquilman a la clase trabajadora y los que en definitiva han creado la crisis y quieren que la clase trabajadora se degolle entre ella y no les señale como responsables. ¿Qué mejor arma que el racismo populista para que gracias a la ignorancia política de una parte de la clase trabajadora la haga ponerse al servicio de esta cuadrilla de burgueses impresentables?. (BorrokaGaraiaDa)

«Tratados de Comércio Livre (TTIP e TPP): quem tira proveito da ira popular», de Walden BELLO (odiario.info)
Os EUA negoceiam actualmente – em segredo – com a UE e com 11 países asiáticos dois tratados de «comércio livre». O conteúdo negativo das intenções de tais tratados vai muito para além das questões económicas. Os seus aspectos geopolíticos e ideológicos definem um quadro de subordinação dos Estados à estratégia das principais potências imperialistas.
Walden Bello, um dos mais destacados críticos da globalização neoliberal e empresarial, identifica qual é a estratégia global que sustenta os dois acordos. O jornalista e activista italiano Thomas Fazi entrevistou-o para a página Open Democracy.

BDS Bizkaia denuncia presença do autarca de Bilbo no congresso do sector imobiliário israelita

O núcleo biscainho da BDS (campanha de boicote, desinvestimento e sanções contra o Estado de Israel) emitiu uma nota em que critica de forma veemente a viagem que o presidente da Câmara de Bilbo, Ibon Areso (PNV), está a fazer a Israel, onde é convidado de honra no Congresso Anual do Sector Imobiliário israelita, organizado pelo Israeli Building Center.

A nota sublinha a «contínua e imparável política colonialista e expansionista» que o Estado sionista leva a cabo nos territórios ocupados da Palestina, onde hoje existem mais de 800 000 colonos, e considera que, com a sua presença neste congresso, o autarca bilbaíno «está a ser cúmplice da colonização e, ainda, a fomentá-la».

«Israel é, desde a sua criação, um país que viola constantemente os direitos humanos do povo palestiniano e as leis internacionais. Este Verão perpetrou um massacre em Gaza, assassinando quase duas mil pessoas, dois terços das quais eram mulheres e crianças», afirma a BDS Bizkaia, que condena a visita do presidente da Câmara Municipal de Bilbo a Israel e pede à população basca que se una à denúncia. / Ver: Komite Internazionalistak

terça-feira, 18 de Novembro de 2014

Trabalhadores do Osakidetza em Gipuzkoa fazem greve esta quinta-feira

De acordo com o pré-aviso, a paralisação convocada começa às 8h00 e termina às 22h00. Os trabalhadores exigem a recuperação do emprego destruído, o fim das cargas de trabalho inaceitáveis, a eliminação das discriminações salariais entre funcionários e a melhoria da prestação do serviço público de saúde na Comunidade Autónoma Basca.

As paralisações e mobilizações agendadas pelos sindicatos que representam os trabalhadores no Osakidetza - Serviço Público de Saúde na CAB - prosseguem esta semana. Desta vez, são os trabalhadores de Gipuzkoa a fazer greve, na quinta-feira. O Osakidetza não mostra «vontade de negociação», afirmam os sindicatos, que acusam a administração de «mentir» quando diz que estas mobilizações visam «o aumento salarial e a redução da jornada laboral».

Os representantes dos trabalhadores voltaram a manifestar a sua disponibilidade para negociar, mas também se mostraram dispostos a continuar a luta enquanto as condições de trabalho não melhorarem. Para esta quinta-feira, os sindicatos convocaram também uma manifestação, que partirá do Boulevard donostiarra ao meio-dia.

No dia 27, o pré-aviso de greve abrange os trabalhadores da Bizkaia - os de Araba fizeram greve no dia 13. No dia 4 de Dezembro, são chamados à greve os trabalhadores do Osakidetza nos três territórios.

Uma das principais reivindicações dos trabalhadores relaciona-se com a recuperação do emprego «perdido» nos últimos quatro anos: desde 2010, o Osakidetza destruiu mais de 3000 postos de trabalho, o trabalho precário generalizou-se, pelo que é necessário voltar a apostar na criação de emprego público de qualidade. / Ver: Berria

«Barcina y Sanz se reunieron con PP y PSOE en Madrid el día antes de la renuncia de Barcina»

[Conferência de imprensa dada ontem, dia 17, pela Kontuz! - Associação navarra de Utilizadores, Consumidores e Contribuintes] Domingo 9 de noviembre. Mientras todos miramos a Cataluña, Yolanda Barcina está en Madrid. También Miguel Sanz. ¿Qué hacían los líderes de los dos sectores de UPN allá un día antes del sorpresivo anuncio de Yolanda Barcina de que no encabezará las listas regionalistas en mayo?
[...]
Nuestras fuentes hablan de encuentros y conversaciones de alto nivel con líderes del PP y del PSOE... Nos suena a trabajo de cocina que ha de ocultarse a la ciudadanía navarra porque Navarra es cuestión de Estado...

[Patxi Zamora, porta-voz da Kontuz! (ahotsa)] Ler mais: lahaine.org

Concentração pelos direitos dos presos frente à sede do PP em Iruñea

57 pessoas juntaram-se, esta semana, na habitual concentração das segundas-feiras frente à sede do PP na capital navarra para reivindicar o direito dos presos políticos bascos a viverem em Euskal Herria.

Nas faixas que exibiam, podia ler-se «Euskal Preso eta Iheslariak Herrira», «La dispersión mata» e «Epaiketa politikorik ez / No a los juicios políticos». / Ver: lahaine.org

Ramón Aldasoro «afastado» de EH
Ontem, a associação de familiares e amigos dos presos políticos bascos, Etxerat, fez saber que o preso Ramón Aldasoro, natural de Otxandio (Bizkaia), foi transferido da cadeia de Castelló, a 580 km do território basco, para a de Múrcia, que fica a 760 km.

A ETXERAT PUBLICA «RELATÓRIO DE OUTUBRO»
Entre as diversas questões abordadas no mensário, que, como é habitual, dizem respeito aos prisioneiros e aos seus familiares, dá-se destaque ao «Direito à Saúde» e, neste âmbito, a três casos particulares: os de Joxe Miguel Etxeandia, Ibon Iparragirre e Ibon Fernández Iradi. / Ver relatório mensal aqui.

«La lucha hondureña y de Euskal Herria: testimonios de sus propias resistencias»

Berta Cáceres, la referente del COPINH (Consejo Cívico de Organizaciones Populares e Indígenas) y figura relevante de la resistencia hondureña, evidenció este viernes en la Taberna Internacionalista Vasca de Buenos Aires la represión que sufren los movimientos indígenas, campesinos y populares en Honduras a través del actual gobierno, que consolida las doctrinas del régimen golpista. No dejó de lado la injerencia de Estados Unidos, con sus aliados Israel y Colombia, como tampoco la relación de las trasnacionales, el poder y el narcotráfico.
[...]
En la misma cita de la Taberna Internacionalista Vasca de Buenos Aires se reivindicó la lucha en Euskal Herria. En esta oportunidad se ahondó en la situación del movimiento social juvenil e hicieron conocer sus experiencias dos jóvenes vascos: Iker Eizagirre Zufiaurre, de la organización internacionalista vasca Askapena, y Rayco Sánchez, rapero del grupo Norte Apache, con su música vinculada a los movimientos sociales. / Crónica de Ana Guillermina Roca Iturralde em Resumen Latinoamericano

«Comunicado» (14-11-2014), de FARC-EP (Diário Liberdade)
Mente finalmente o general Lasprilla quando pretende que suas tropas possam perseguir, reprimir, bombardear, metralhar, assassinar, sequestrar, ameaçar e realizar todo tipo de ações criminosas contra a inconformidade popular e a insurgência armada, mas condena a legítima resposta que se levanta heroicamente pelo povo da Colômbia.
«Comunicado» (17-11-2014), de FARC-EP (pazfarc-ep.org)
La soberbia de la oligarquía la lleva a pensar que incluso en medio del proceso de paz, posee el derecho de matar y despedazar colombianos, de aterrorizarlos y aplastarlos, sin que estos tengan el menor derecho a responder a sus violencias. Sin cese bilateral de fuego, las que el Presidente llama reglas del juego, no pueden operar solo para las fuerzas del Estado.

segunda-feira, 17 de Novembro de 2014

Jovens de Ezkerraldea denunciam interrogatórios ilegais e pedidos de colaboração da Polícia

Numa conferência de imprensa realizada, dia 14, frente ao Palácio da Justiça de Barakaldo (Bizkaia), o movimento juvenil de Ezkerraldea (comarca da Margem Esquerda) manifestou a sua firmeza face às diversas práticas ilegais que, denunciou, as forças repressivas têm levado a cabo nos últimos meses.

Os visados são jovens, que são parados na rua por agentes policiais e a quem são feitos interrogatórios ilegais ou é pedida colaboração ou, ainda, que são alvo de perseguição. Para o movimento juvenil, o objectivo destas acções é claro: conseguir informação sobre outros jovens organizados.

O movimento juvenil de Ezkerraldea afirmou que não se irá «acobardar» perante a situação e que responderá com firmeza «à violência deles», continuando «a lutar pela construção de um futuro melhor». Diversas associações da comarca, bem como o sindicato LAB, a Ernai e o Sortu expressaram o seu apoio aos jovens.

Juventude de Ezkerraldea firme! Stop à repressão! [Herrikolore] Ver: topatu.info e argia

O comité solidário de Paris recordou o assassinato de Jon Anza

O Comité de Solidariedade com o Povo Basco de Paris (CSPB - Paris) solidarizou-se este fim-de-semana com os presos da «guerra social» de Villiers-le-Bel (bairro popular nos arredores da capital francesa) e com «todas as vítimas da Polícia». A iniciativa, que incluiu debates, workshops de pintura mural e concertos, contou com a presença de várias associações, de que são exemplo colectivos solidários com o povo palestiniano e colectivos anticolonialistas.

No seu espaço, o CSPB - Paris recordou o assassinato de Jon Anza, bem como a violência policial e prisional contra os militantes de Euskal Herria.

Tendo em conta que, neste momento, sete militantes bascos estão a ser julgados em Paris, o comité revelou que irá organizar uma concentração e um concerto em solidariedade com os presos políticos bascos nos dias 28 e 29, na capital francesa. [Notícia e comunicado aqui.] / Mais informação: askapena.org

Federico Piña: «Contra a crise, organização e acção proletária»

No México o massacre de Ayotzinapa, somado a um longo e trágico historial de violência estatal e mafiosa, despertou uma profunda cólera popular e deu lugar a amplas mobilizações de massa. Manifestam-se sinais de uma crise geral para a qual o actual poder, com o programa e os meios de que dispõe, não tem solução. Mas está ainda em construção a força organizada, revolucionária e de massas, capaz de abrir caminho a uma solução. (odiario.info)

«¡Abajo el régimen! … eh ¿pero qué régimen? (y II)», de Borroka Garaia (BorrokaGaraiaDa)
En Nafarroa Garaia hay posibilidad de quebrar una forma de gestionar el poder y los partidos políticos deberían ponerse al servicio de ello y amoldarse para llevarlo a cabo siendo la clase trabajadora navarra la que se ponga al frente, no sola y meramente en un proceso electoral sino en uno de cambio real, para acabar con la impunidad de la clase burguesa y terrateniente

«Baltasar Garzón quiere cerrar esta web» (baltasargarzon.es)
la web Baltasargarzon.es es un repositorio de documentos e informaciones públicas que detallan acciones u omisiones del ex magistrado que evidencian aspectos ocultados en la biografía oficial de Garzón, y que lo dejan alejado de su imagen de defensor de los derechos humanos. Particularmente se detallan en esta plataforma hechos de corrupción, omisión de actuación en materia de torturas a detenidos y colaboración con gobiernos repudiados por sus violaciones a los Derechos Humanos, el último de ellos, el Reino de Marruecos, algo que en los próximos días será publicado.

Manifestaçom em Compostela em defesa da língua

Na manhá de hoje [ontem], e sob um amplo dispositivo policial, dezenas de pessoas manifestarom-se em Compostela para denunciar as políticas linguísticas da administraçom espanhola e galega e exigir a absolviçom das 6 pessoas condenadas a um total de onze anos de prisom por terem participado nos atos de repulsa à manifestaçom espanholista de Galicia Bilingüe na capital galega em 2009.

Minutos depois do meio-dia, a manifestaçom unitária partiu da Alameda compostelana, encabeçada por umha faixa com a legenda «Paremos as políticas de extermínio da nossa língua». Durante o percurso polo centro da cidade, coreárom-se palavras de ordem em defesa da língua e pola independência do nosso país, sempre sob umha forte vigiláncia policial.

A mobilizaçom concluiu na praça do Toural, com a intervençom de Xiana Rodrigues e Óscar Gómez, do organismo popular antirrepressivo Ceivar, quem denunciou a situaçom de retrocesso em que se encontra a nossa língua, que pola primeira vez na história é falada como primeira língua por menos de 50% da populaçom galega, após anos de perda paulatina de falantes. Aliás, pediu a absolviçom das 6 pessoas condenadas por «causar distúrbios» contra a manifestaçom espanholista convocada por 'Galicia Bilingüe' em 2009, para as quais se pede um total de 11 anos de prisom e importantes sançons económicas. Após as intervençons, como fecho, foi entoado o Hino Nacional. / Mais informação: Diário Liberdade / Ver também: lahaine.org

domingo, 16 de Novembro de 2014

Debate intenso e homenagem no Lenin Eguna 2014

A Kultur Etxea do bairro operário e combativo de Otxarkoaga, em Bilbo, quase encheu para as celebrações do Lenin Eguna. O debate foi apaixonante e intenso, tendo havido inúmeras intervenções de camaradas e amigos sobre a questão central que se discutia.

Este ano, o debate incidiu na necessidade de criação de uma organização revolucionária no MLNV [Movimento de Libertação Nacional Basco] que faça frente ao reformismo e à social-democracia, e teve como base de discussão o texto «Lenin, contexto y organización» [aqui], de Petri Rekabarren. «A melhor forma de homenagear Lénine é debater sobre uma das bases do marxismo, a análise concreta da realidade concreta», afirma, a propósito, o Boltxe Kolektiboa.

Seguiu-se, como é habitual, a oferenda floral junto ao monumento a Marx e Lénine, que orgulha o bairro de Otxarkoaga. O momento terminou com os presentes a cantarem o «Eusko Gudariak» e «A Internacional», antes do convívio no almoço popular.

O Boltxe salienta a presença, no Lenin Eguna deste ano, de dois amigos irlandeses do Irish Republican Socialist Party (IRSP), «partido revolucionário e socialista que alguma coisa sabe do reformismo», e agradece à comparsa Pa Ya! toda a ajuda prestada.

O Lenin Eguna não terminou com a jornada de ontem em Bilbo, pois estão agendados encontros para Iruñea, Gasteiz e Donostia. / Ver: boltxe.info

Nota: no portal do Boltxe, há várias fotos associadas à notícia, distintas das que aqui se apresentam; estas foram enviadas à ASEH por camaradas que participavam no «Dia de Lénine».

Bilbo clamará pela liberdade dos presos doentes

Um grupo de pessoas que consideram «muito preocupante» a situação dos presos políticos bascos com doenças graves deram ontem, 15, uma conferência de imprensa na capital biscainha para anunciar uma mobilização a favor da sua libertação.

Sublinhando a necessidade de vir para a rua fazer frente à situação em que se encontram os presos com doenças graves e incuráveis, os organizadores da iniciativa convocaram a mobilização para dia 29. Revelaram que a marcha parte às 17h30 do Sagrado Coração e terá como lema «Giza eskubideak errespetatu, heriotza gehiagorik ez. Gaixo dauden presoak, etxean eta bizirik!» [Respeito pelos direitos humanos, mais mortes não. Os presos doentes, em casa e vivos!]. / Ver: Turrune!

Ver também: «O preso político gravemente doente Ibon Iparragirre transferido para a cadeia de Alcalá-Meco» (etxerat.info)

Solidariedade com o Donbass em Bilbo

Na próxima quinta-feira, dia 20, um membro do Comité Basco de Solidariedade com o Donbass dará uma conferência sobre o fascismo na Ucrânia e sobre a resistência popular e antifascista na região do Donbass.

A iniciativa, com início previsto para as 19h00 no Deustuko Gazte Lokala, em Bilbo, é organizada por diversas associações: Komite Internazionalistak, Boltxe kolektiboa, Sare Antifaxista, Askapena, Ernai, Uribarritzen e EH-Donbass Elkartasun Komitea. / Ver: SareAntifaxista

Morreu Jul Bolinaga, fundador dos RIP

Jul Bolinaga morreu ontem à noite, de forma súbita, quando tocava com os The Potes no gaztetxe de Bergara (Gipuzkoa). Jul actuava num concerto de comemoração dos 30 anos da Txapa Irratia, sentiu-se indisposto e caiu desamparado em palco, por volta das 19h30. Os serviços de emergência já não o conseguiram reanimar.

Com o irmão, Txerra Bolinaga, Jul era um dos dois sobreviventes dos Doble Cero, que pouco depois se transformaram nos RIP. No seu período de esplendor, nos anos 80, esta banda de Arrasate (Gipuzkoa) foi pioneira naquilo que ficou conhecido como Rock Radical Basco e teve seguidores em todo o mundo.

Para além de Jul (guitarra) e Txerra (bateria), o quarteto fundador dos RIP era composto por Eduardo Mancebo, Portu (baixo) e Carlos Agirreurreta, Mahoma (voz).

RIP - 25 anos. História viva do punk. Entrevistas Ver: boltxe.info e naiz.info

Leitura: «Siempre está en mi mente!!», de Juanra KOP (lahaine.org)
«Perros que imponen sus putas leyes en las comisarias / Curas predicando mentiras para ganarse la vida / Ministros incontrolados engañan al personal / Y tú que eres un imbécil les sigues por detrás» [...] Eran otros tiempos, me dicen ahora, y yo sonrío porque pienso que pertenecer a una misma clase, trabajadora y combativa no es una cuestión de tiempos que cambian...