Organizada pelos sindicatos e colectivos sociais que convocaram a Greve Geral de 30 de Maiono País Basco Sul, a iniciativa «Rodeia o capital, promove a mudança social» teve início no dia 14 deste mês com o «rodeia a Segurança Social» (em defesa de um sistema público de pensões próprio que garanta uma pensão digna a todos os homens e mulheres), prosseguiu hoje com o «rodeia o patronato» (contra a reforma laboral) e termina no dia 28 com o «rodeia as cozinhas hospitalares» (contra as privatizações no sector da Saúde, em defesa de serviços públicos de qualidade).
Armado com a reforma laboral do PP, o patronato despede a torto e a direito. Em Nafarroa, já há 58 000 desempregados. E os que trabalham são alvo das ameaças e dos cortes dos empresários, que procuram baixar de forma brutal os salários e eliminar a negociação colectiva para assim imporem a sua vontade. Precisamos de um quadro próprio de relações laborais, por forma a garantir condições laborais dignas e a distribuição do trabalho. / Fonte: ateakireki.com
Sabino Cuadra [Amaiur]: «Cada vez é mais clara a submissão do PNV aos ditames de Madrid e do Partido Popular»
A coligação soberanista basca Amaiur apresenta hoje no Congresso dos deputados, em Madrid, uma moção em que, diz Sabino Cuadra, «queremos que se fale da contestação social e sobre a criminalização social», e na qual também faz «a defesa da desobediência civil». Esta moção é apresentada numa altura em que é crescente a contestação social e em que o PP responde com uma tentativa de maior criminalização do protesto.
O deputado da coligação soberanista também se referiu à Greve Geral convocada para 30 de Maio, tendo sublinhado que em Nafarroa «terá características especiais». Sobre a reunião de hoje entre o Governo de Iñigo Urkullu e os líderes da oposição na Lehendakaritza, Cuadra disse que é «cada vez mais clara a submissão do PNV aos ditames de Madrid e do Partido Popular». (Info7 Irratia)
Numa conferência de imprensa que ontem deu em Gasteiz, o movimento Herrira fez um balanço positivo da dinâmica «M18Plazara», que no sábado passado tomou corpo em mais de 230 praças para reivindicar a defesa dos direitos dos presos políticos bascos.
Para os porta-vozes do colectivo, a acção de protesto descentralizada voltou a evidenciar «o amplo consenso que existe no seio da sociedade basca em defesa do fim da aplicação das medidas de excepção».
Depois de incentivar a população a prosseguir nessa senda, o Herrira referiu que, agora, é tempo de «transformar esse consenso maioritário numa acção social maioritária», tendo como meta: «articular estas vontades em todos os âmbitos sociais», por forma a lançar «um processo de mobilizações a larga escala com o lema "Direitos humanos, resolução, paz. Euskal presoak Euskal Herrira"».
Contudo, o Herrira manifestou-se «bastante preocupado» com a atitude imobilista dos governos espanhol e francês, que, em seu entender, não querem acabar com a política de dispersão ou libertar os presos doentes. Por isso, anunciou a necessidade de «um período de reflexão», algo que fará em conjunto com os cidadãos, partidos políticos, sindicatos e agentes sociais.
Por outro lado, o Herrira fez saber que hoje se iria reunir com representantes da Secretaria da Paz e Convivência do Governo de Lakua. / Ver: Berria e naiz.info / Fotos:Imagens das mobilizações (Berria)
Concentração frente à sede do PP em Iruñea
Como todas as segundas-feiras, ontem houve concentração frente à sede do PP em Iruñea em defesa do direito dos presos políticos bascos a viver livres em Euskal Herria. Estiveram presentes 64 pessoas; na semana passada a concentração reuniu 66 pessoas. Nas faixas que seguravam lia-se: «Euskal Preso eta Iheslariak Herrira» e «La dispersión mata». / Fonte: lahaine.org e ateakireki.com
Texto escrito para o 2.º Encontro da Escola de Quadros que terá lugar na Fundación Centro de Estudios Latinoamericanos Rómulo Gallegos (CELARG), Caracas, Venezuela, de 30 de Maio a 1 de Junho de 2013.
Estamos reunidos aquí para reflexionar sobre una interrogante ¿Para qué sirve El Capital? La respuesta es simple e inmediata: para avanzar al comunismo mediante la revolución socialista. El Capital fue escrito para ser la obra cumbre de toda la impresionante praxis revolucionaria de Marx, pero también de Engels. Será esta respuesta inmediata la que oriente este texto. Sin la perspectiva práctica revolucionaria, sin la perspectiva política en suma, nada del marxismo es comprensible, y por tanto El Capital es ininteligible. Ahora bien, como iremos viendo, la política marxista no se reduce a la politiquería parlamentarista por muy de izquierdas y de masas que diga ser, y menos todavía burguesa y reformista, sino que en sí misma, la política revolucionaria es la síntesis del resto de prácticas económicas.
El Capital nos remite una y otra vez a las tres grandes contradicciones antagónicas que explican la pugna permanente entre el marxismo y la ideología burguesa, a saber: Una, la existencia o no existencia de la explotación asalariada, la corrección de la teoría de la plusvalía y del conjunto de la crítica marxista de la economía política. Otra, la corrección de la teoría marxista del Estado, del poder, de la violencia, de la democracia y de la política como quinta esencia de la economía. Y, la valía de la dialéctica materialista como el mejor método de pensamiento crítico y creativo, como la vertebración interna de la ciencia-crítica. [...] / LER TEXTO (138 pp., pdf) / Fonte: boltxe.info
Quem ouviu Maurizia Aldeiturriaga (Zeberio, Bizkaia, 1904-1988) jamais a esquecerá. De pandeireta nas mãos, o dia todo, tocando e tocando sem parar. E a cantar, no seu estilo especial, único. Viveu a pandeireta e o canto, e renovou-os.
O seu marido, Benanzio Bernaola, Karakol, era tocador e foi, nos primeiros anos, seu acompanhante. Quando este faleceu, muitos não acreditaram que Maurizia voltasse a pisar os palcos e os terreiros das romarias, pois, para a sociedade da época, uma viúva devia fazer um luto de dois anos. No entanto, Maurizia voltou a aparecer nas praças do povo. Era o seu espaço. Tocou pandeireta, criou quadras, improvisou e, quando foi preciso, também dançou.
A voz de Maurizia destacou-se desde cedo em Zeberio e arredores (Arratia), por cantar em casa. Apareceu pela primeira numa praça com 12 anos. A partir dos anos 60 tornou-se famosa. E deixou surpreendidos os jovens que cultivavam as novas tendências musicais da época.
Entre os livros que há sobre ela, conta-se Aupa Maurizia!, da autoria dos irmãos Xabi Paya e Fredi Paia, e publicado pela Bizkaiko Trikitixa Elkartea [Associação de Trikitixa da Bizkaia]. Não se trata apenas de uma biografia, mas reúne também o seu legado musical. / Ver: Berria
Sobre Maurizia e o que representa para a música e a cultura popular bascas: várias entradas em euskomedia.org
«A greve geral no País Basco é positiva porque vai mostrar repúdio pelas políticas de Bruxelas e por aqueles que as administram», afirmou o intelectual norte-americano, que está em Euskal Herria a convite do sindicato abertzale LAB.
Fonte: ateakireki.com
Para o EH Bildu, a Greve Geral deve ser «o início de uma dinâmica de mobilização e soberania»
O EH Bildu realizou uma corrente humana frente à Subdelegação do Governo espanhol em Bilbo, no âmbito das mobilizações relacionadas com a greve geral de 30 de Maio.
Em nome da coligação, o deputado Oskar Matute fez um apelo à adesão à greve e disse que a jornada de luta de 30 de Maio deverá ser mais que uma jornada de reivindicação dos direitos laborais, da justiça social e da democracia, constituindo «o início de uma dinâmica de mobilização e soberania popular contra os ataques directos que os cidadãos bascos sofrem».
Salientou a importância da «soberania» para «responder às necessidades» do povo basco e para «mudar um sistema moribundo», incapaz de assegurar a dignidade dos cidadãos do país, que por diversas vezes expressaram o seu repúdio pelas políticas «ditadas pela troika e impostas por Madrid», bem como a sua oposição à reforma laboral e aos cortes anti-sociais.
Criticou ainda o discurso do patronato - que é o mesmo do Governo -, de acordo com o qual não estamos em tempo de mobilizações. O EH Bildu diz que «não é tempo é de aplicar cortes, de precariedade, de privatizações e de retrocesso nos direitos sociais». / Ver: naiz.info e BilboBranka / Vídeo:Declarações de Oskar Matute (BilboBranka)
O procurador que tem a seu cargo o caso das 23 pessoas detidas pela Ertzaintza durante o despejo do Gaztetxe Kukutza III pediu penas que oscilam entre os 22 080 euros de multa e os 3 anos de prisão, segundo revelou o Kukutzarekin Elkartasun Taldea.
Os jovens que resistiram várias horas dentro do Gaztetxe no dia 21 de Setembro de 2011 são acusados de crimes que vão de usurpação até atentado à autoridade. O julgamento ainda não tem data marcada.
A Kukutzarekin Elkartasun Taldea convocou uma manifestação para dia 6 de Junho em protesto contra mais este julgamento, o quarto do «caso Kukutza», para apoiar todas as pessoas indiciadas, feridas, identificadas e detidas e expressar o seu «repúdio pelas políticas municipais do PNV», que responsabilizam directamente pelo desmantelamento de um projecto social e cultural cujo resultado é, hoje em dia, um terreno vazio.
A mobilização parte da Câmara Municipal às 19h30, passa ao pé do tribunal e termina na Sabin Etxea (sede do PNV).
Relatórios policiais
Por outro lado, o grupo de solidariedade com o Kukutza fez saber que os detidos no dia 23 de Setembro de 2011, dia da demolição do gaztetxe, podem apanhar até 30 meses de prisão. Afirmam ainda que, em todos os processos judiciais abertos até à data, as acusações se basearam exclusivamente na palavra da Ertzaintza, que «muitas vezes mostrou ser falsa».
Na semana passada, por exemplo, dois jovens detidos durante os protestos contra a demolição e acusados de desordem pública foram absolvidos, depois de o juiz decretar que os factos «não possuíam gravidade suficiente para serem considerados crime». / Fonte: BilboBranka
Na madrugada de sábado para domingo, voltaram a aparecer pintadas fascistas em Iruñea, mais concretamente na sede do sindicato ELA e na escola Plaza de la Cruz. No fim-de-semana passado, já tinham aparecido, nas imediações desta instituição de ensino, suásticas, símbolos franquistas e bandeiras espanholas pintadas junto a inscrições como «Arriba España» e «Stop latinos».
Hoje, o grupo municipal do Bildu perguntou à Comissão da Presidência da Câmara Municipal se tinha informação sobre o que se passara, se tinha recebido alguma queixa e que medidas pensava tomar para que isto não voltasse a acontecer; exigiu também à UPN que desse início a uma investigação sobre o caso.
De acordo com a nota emitida pelo Bildu de Iruñea, a UPN respondeu que os factos iriam ser investigados da forma habitual e que «é muito difícil saber quem as fez». Para o Bildu, é difícil entender como as pintadas fascistas continuam a aparecer no mesmo local, quando a zona está cheia de câmaras de segurança e é «constantemente» patrulhada pela Polícia. / Fonte: Berria e naiz.info / Fotos:Pintadas fascistas em Iruñea, outra vez (Berria)
A cerimónia foi organizada pela Deputação de Gipuzkoa, pela Câmara Municipal de Oiartzun e pela associação Kattin Txiki e pretendia homenagear as cerca de 12 500 pessoas que foram «escravizadas» pelos franquistas, entre 1939 e 1942, na construção de estradas em Lesaka, Irun, Lezo, Pasaia, Errenteria e Oiartzun, entre Gipuzkoa e Nafarroa.
Oiartzun rendeu homenagem a todas as pessoas que foram «escravizadas nos batalhões de trabalho entre os anos de 1939 e 1942», numa cerimónia em que esteve presente o deputado-geral de Gipuzkoa, Martín Garitano.
O azpeitiarra Guillermo Aizpuru, uma das 12 500 pessoas que foram obrigadas a trabalhar «como escravas» nessa zona, também esteve presente no acto e recordou as misérias que tiveram de enfrentar no acampamento Babilonia, em Oiartzun. / Fonte: naiz.info / Ver: Berria e Berria
É transparente que o governo de Caracas enfrenta uma ofensiva da direita fascizante que as forças progressistas definem como tentativa de «golpe de estado permanente». / Daí a necessidade de um reforço da solidariedade com a Venezuela Bolivariana. [Os editores de ODiario.info]
Urtza, ya estás en la cárcel. Pero no estás sola, aunque el dolor y el olor que pueblan tu celda te pesen como la cadena del verdugo; estás con mucha gente que te ha elevado al horizonte del símbolo. Estás con Euskal Herria. No, esto no es retórica. Cierra los ojos y oirás tu propio grito llamando a la libertad. De monte en monte se expandirá su eco.
«Sin perder el norte», de Argoitz ORMAZABAL (BorrokaGaraiaDa)
Y sin perder ese norte me gustaría hablar de ti. Ya se que eres una mera herramienta de todo este tinglado, pero es que el miércoles por la mañana me sorprendiste especialmente. Te vi atacado, nervioso, revolucionado, capaz de cualquier cosa. Pocas veces he sentido cosas parecidas, son sensaciones, pero por un momento me trasladé a aquellas interminables 120 horas en algún lugar de Madrid. Te vi capaz de todo.
«Irlanda: Los presos políticos "olvidados"» (boltxe.info)
En estos momentos en torno a un centenar de presos políticos republicanos irlandeses cumplen condena en Inglaterra, Irlanda del sur, los seis condados ocupados de Irlanda y Lituania.
Assinala-se hoje mais um aniversário da partida da «nossa» Eva Forest. Intelectual, comprometida, abertzale e comunista, a vida de Eva é um exemplo que ninguém pode esquecer e que nos devemos esforçar por dar a conhecer às novas gerações de militantes abertzales e revolucionários bascos. [E a outros mais.]
Assim, a melhor evocação e homenagem que se pode fazer a Eva é recordar os seus textos.
Leitura:«Seis años sin Eva», de Beatriz MORALES (askapena.org)
Hoy se cumplen seis años desde que Eva Forest nos dejó con un 'hasta siempre'. A continuación, ofrecemos un artículo de Bea Morales, militante de Askapena y traductora de varios libros para la editorial Hiru, que nos recuerda su trayectoria incansable de a la vez que brinda un pequeño homenaje a Eva Forest.
Num ambiente de festa e reivindicação, Elizondo foi ontem a capital basca da solidariedade com o Povo Palestiniano, numa jornada que também ficou marcada pelo mau tempo.
Centenas de pessoas juntaram-se ontem nesta localidade do Baztan (Nafarroa), respondendo assim à convocatória da Euskal Herria-Palestina Sarea.
As actividades lúdicas para os mais pequenos destacaram-se na parte da manhã - bastante chuvosa -, junto às arcadas da Câmara Municipal da localidade baztandarra. Por volta das 11h00, participaram na criação de um mural reivindicativo, enquanto um grupo de gente solidária representava a repressão e o acosso a que os palestinianos se vêem diariamente submetidos num «checkpoint sionista», no qual se identificavam e interrogavam os presentes na Praça do Povo.
Ao mesmo tempo, na Kultur Etxea Arizkunea James Petras e Adel Abou Salem davam início à conferência «Imperialismo, Sionismo e Apartheid na Palestina», à qual assistiram cerca de 130 pessoas.
O conhecido escritor, que visita Euskal Herria a convite do sindicato LAB, denunciou a presença do sionismo nos meios de comunicação capitalistas e a pressão que exerce em diversas áreas por forma a silenciar as vozes que denunciam o apartheid que o povo palestiniano sofre. Já o refugiado Adel Abou Salem denunciou a situação dos milhares de refugiados palestinianos e salientou a necessidade do boicote em todas as suas expressões como forma de pressão contra o sionismo.
O momento mais marcante da primeira parte do dia foi a concentração e o acto político conjunto organizado pela Rede Euskal Herria Palestina e pelo Herrira em defesa dos presos políticos palestinianos e bascos, no qual se procedeu à leitura do comunicado do acto central da jornada solidária em Elizondo, amenizado pelo som da txalaparta e pela leitura de poesia musicada.
É importante vincar a importância de que o Baztan seja declarado «território livre de sionismo», algo que foi concretizado nas declarações dos vereadores e das autoridades municipais da região.
A jornada solidária prosseguiu com um espectáculo de danças palestinianas e com o almoço popular, em claro ambiente de festa, antes dos concertos do cantautor Fermín Valencia e das bandas Kasu, La Jodedera, Palestinian Unit e do grupo local Tirry & Terry. / Ver: askapena.org / Fotos:EH-Palestina Eguna 2013
Militantes da CNT, PCE-EPK e da Eusko Lurra Fundazioa, juntamente com alguns militantes do PC e da CNT das Astúrias, renderam ontem uma homenagem em Areces (Astúrias) aos 300 milicianos e gudaris caídos em 1937 na luta pela libertação de Oviedo da ocupação franquista.
Sob chuva incessante, militantes anarquistas, ekintzales e comunistas celebraram um acto em que recordaram os acontecimentos de há 76 anos, destacando a necessidade de «verdade, justiça e reparação» e reclamando à Deputação de Gipuzkoa e ao Município de Donostia um acordo para se proceder à exumação dos corpos no espaço conhecido como «El Pradón de los Vascos» [Euskaldunen Zelaia].
Entre os momentos mais emotivos da jornada, destacam-se a leitura, pelo filho do capitão do batalhão Eusko Indarra da ANV, Sansinenea, do manuscrito que este deixou sobre a batalha de Areces, e a oferenda floral que as três organizações referidas fizeram na ponte de Valduno. / Fonte: naiz.info / Ver também: Berria e euskolurra.eu [com vídeo]
Acto comemorativo do 75.º aniversário da fuga de Ezkaba
Centenas de pessoas assistiram hoje de manhã ao acto comemorativo que decorreu frente ao forte de San Cristóbal, no monte Ezkaba (Iruñea).
No próximo dia 22, assinala-se o 75.º aniversário da fuga de 795 presos do cárcere franquista. De todos eles, 207 foram mortos quando tentavam deixar para trás o monte Ezkaba; 585 foram levados de volta para a prisão, e apenas três conseguiram atravessar a fronteira.
Depois do acto comemorativo, houve um almoço popular em Antsoain. / Fonte: naiz.info
Ver também:«75 aniversario de la fuga del fuerte de San Cristóbal-Ezkaba», de Memoria de las Merindades (boltxe.info)
Para além da mostra de cinema, há ainda fóruns de debate e uma feira do livro, até dia 5 de Junho.
Amanhã, 20 de Maio, na Sala do Museu de Belas Artes
16h45: Barrura begiratzeko leihoak / Ventanas al interior (2012)
A vida de cinco presos políticos bascos vista pela câmara de cinco realizadores.
18h30: Lucio (2007)
Lucio Urtubia, anarquista basco que esteve quase a derrubar um dos bancos mais poderosos do mundo. [De Aitor Arregi e José María Goenaga] / Ver programa completo em pakitoarriaran.org
O Herrira convocou para hoje cerca de 240 mobilizações para as praças de Euskal Herria, com o lema «Direitos humanos. Resolução. Paz. Os presos bascos para o País Basco». Para além de Euskal Herria, também houve várias concentrações no estrangeiro. De acordo com os dados avançados pelo Herrira, participaram nas mobilizações cerca de 20 000 pessoas.
De manhã, o tempo esteve bastante mau e nalgumas terras as iniciativas agendadas no âmbito desta mobilização tiveram de ser canceladas, como em Biarritz, Azkaine (Lapurdi) ou Barakaldo (Bizkaia). Ainda assim, a chuva não impediu que centenas de praças de toda Euskal Herria se enchessem em defesa dos direitos dos presos políticos bascos.
Houve concentrações, almoços e fotos de apoio aos presos políticos. Em Oiartzun (Gipuzkoa) representou-se um pátio de uma prisão, com cerca 200 metros. Em Biarritz quase cem pessoas juntaram-se no gaztetxe. Na Parte Velha de Donostia, jogou-se ao cabo de guerra (ou jogo de corda) e no bairro de Egia 300 pessoas participaram numa concentração; em Donibane Lohitzune (Lapurdi) foram 40. Em Arrasate (Gipuzkoa) realizou-se uma corrida popular. Nos bairros de Iruñea, juntaram-se cerca de mil pessoas, e 500 na Praça do Município.
Na concentração levada a cabo em Durango (Bizkaia), o porta-voz do Herrira Ibon Meñika disse que o objectivo desta iniciativa é levar para as praças de Euskal Herria o apoio recebido nas grandes manifestações de Bilbo e de Baiona.
Meñika sublinhou que as principais reivindicações do Herrira são acabar com a dispersão dos presos políticos bascos, acabar com a aplicação da doutrina 197/2006 e libertar os presos com doenças graves.
A iniciativa contou com o apoio de oito partidos políticos: Sortu, EA, Aralar, Alternatiba, EB, EHK, Eusko Ekintza e Gorripidea. Tendo em conta a atitude «fechada» dos governos espanhol e francês, reivindicaram «o protagonismo do povo» no respeito pelos direitos dos presos.
Os sindicatos ELA, LAB, EHNE, Hiru, STEE-EILAS, ESK, Solidari e CNT também apoiaram a convocatória, tendo afirmado que vão continuar a lutar pela defesa dos direitos dos presos políticos e pelo fim da aplicação das «medidas de excepção». Diversos membros da Igreja católica também aderiram à iniciativa. / Ver: Berria e naiz.info / FOTOS:M-18Plazara (Berria / naiz.info)
Milhares de pessoas nas praças de Euskal Herria em defesa dos direitos dos presos políticos bascos
Problemas com três pessoas que iam ver o preso donostiarra Ander Mujika
Dois dos três amigos do preso donostiarra Ander Mujika que hoje o foram visitar à prisão de Bourg-en-Bresse (França) não o puderam fazer. Segundo explicaram, um deles tem uma prótese e, apesar de ter mostrado os atestados médicos, como é habitual, os funcionários prisionais proibiram-lhe a visita.
Também houve problemas com os outros dois amigos, e só um deles teve autorização para visitar o preso. Quando protestaram, arrastaram-nos dali para fora. A prisão de Bourg-en-Bresse fica a 950 km de Euskal Herria. / Fonte: naiz.info [NOTA: a tradução da notícia foi actualizada, na medida em que o naiz.info actualizou o seu conteúdo.]
Estão ainda frescas na memória de todos as imagens da brutalidade policial da Ertzaintza - a polícia autonómica espanhola - esta semana em Ondarroa, quando foi prender Urtza Alkorta, e que deixaram orgulhosos o lehendakari Urkullu e a conselheira do Interior. Pois sem sequer ter passado uma semana, voltaram a prender outro basco - Xabi Agirre, em Gasteiz - para o entregarem aos espanhóis, e, no decorrer da operação, espancaram diversas pessoas que estavam junto a Xabi para o apoiar.
Xabi, a quem falta cumprir quatro meses da pena a que foi condenado (acusado de participar numa acção de sabotagem contra uma sucursal bancária, em 2006), decidiu acorrentar-se à Subdelegação do Governo espanhol de Gasteiz antes de ser detido, sendo por isso acusado de um crime de desordem pública.
A Ertzaintza apareceu no local e malhou sem contemplações no pessoal que estava a apoiar Xabi. A Polícia Municipal de Gasteiz também achou por bem juntar-se às actividades repressivas, e também carregou sobre os presentes na concentração - um dos quais foi detido, acusado «atentado contra agente da autoridade».
«Em suma, nada de novo debaixo do sol de Euskal Herria: uns batem e prendem, outros mostram-se orgulhosos disso e outros estão orgulhosos de um povo e de uma juventude lutadores e comprometidos que não renunciam aos seus direitos nacionais, sociais e à sua dignidade». / Fonte: boltxe.info, naiz.info e gazteiraultza.info
Detenção de Xabi Agirre e cargas Detenção de Xabi Agirre e cargas
Libertado
A associação Etxerat fez saber que Xabier Agirre, ontem detido em Gasteiz para cumprir quatro meses de pena de prisão, foi libertado hoje de manhã. Agirre recebeu ordens para se apresentar na prisão até segunda-feira, mas não o fez. Acabou por ser preso ontem, depois de se acorrentar à Subdelegação do Governo espanhol em Gasteiz, acompanhado por vários amigos e apoiantes. Na sequência da intervenção violenta da Ertzaintza, foi detida uma outra pessoa, que foi libertada ainda ontem. Agirre, por seu lado, foi libertado hoje. (Ver: Berria)
Ver também:«Barañain: o Sortu denuncia a amenaza policial durante a recepção a Xabier Sagardoy» (ateakireki.com)
Numerosos militares espanhóis ocuparam a localidade para tentar evitar manifestações de carinho para com ex-preso político basco.
Uno de estos equívocos, quizá el más importante, es pensar en construir Socialismo con las armas melladas del capitalismo, o el absurdo de poner en manos de los capitalistas la edificación del socialismo. Por allí terminaremos siendo eficaces administradores… del capitalismo. / Si consideramos las formas capitalistas de manera cándida y las consideramos simplemente una manera de producir y más nada, será difícil detectar y comprender la amenaza de muerte que para el socialismo ellas significan. Veamos. (pakitoarriaran.org)
«Sabino Arana el delincuente común», de Borroka Garaia (BorrokaGaraiaDa)
Gracias a su abstención [PNV] en el parlamento español sito en Gasteiz, la minoría nacionalista española del entramado institucional vascongadillo ha proclamado que en Euskal Herria no existen presos políticos ya que el estado español es democrático, un estado de derecho donde obviamente el pueblo vasco tiene garantizados todos sus derechos, incluidos los nacionales, claro está. Y que no existen problemas para defender las ideas políticas.
«El lazo azul ya es historia», de Iñaki EGAÑA (Gara)
Hoy, los del lazo azul han dicho adiós. Y han comenzado a construir el relato de un supuesto logro: el de la paz. Una paz con las matizaciones que conocemos y otras que llegarán. Una paz, pax, que hace años tildaron de «romana», más adelante de «americana» y nuestro cercano Frantz Fanon definió, acertadamente, como una «creación de la situación colonial». Porque la verdadera paz, decía Alfonso Sastre, es «una idea aún subversiva».
«Comunicado de Askapena ante la criminalización del movimiento libertario y la detención política de Jesús Valera», de Askapena (askapena.org)
Askapena quiere denunciar mediante este comunicado la represión y criminalización que están sufriendo los compañeros del Ateneu Libertario de Sabadell [...] como así también la detención política del compañero internacionalista y dirigente del Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV) Jesús Valera
O panorama subsequente à decisão da ETA de abandonar definitivamente a luta armada, há já dezanove meses, esteve até agora muito marcado pelo bloqueio na questão dos presos, mas nas últimas semanas manifestou-se com força um problema paralelo: a persistência de julgamentos e encarceramentos por processos políticos. A resistência popular às detenções no Boulevard de Donostia e na Alameda de Ondarroa levou a que as atenções se centrassem no tema, que a maior dos partidos quer apresentar como uma mera questão processual, mas cujas graves consequências saltam à vista quando se repara nos números.
O Eleak está a ultimar uma lista com os processos políticos pendentes, mas já adiantou ao Gara que neles estão directamente envolvidos cerca de 200 cidadãos bascos, processados exclusivamente pela sua actividade política em diversas organizações e movimentos. Actualmente, cerca de 125 encontram-se na prisão, em regime preventivo ou a cumprir penas a que foram condenados pela Audiência Nacional e contra as quais foram interpostos recursos em instâncias superiores. Há ainda o caso dos cinco dirigentes condenados no âmbito do «caso Bateragune», que o Tribunal Constitucional irá agora rever.
Alguns dos casos que ainda não foram a julgamento remontam a 2002, como o das herriko tabernas ou o sumário 35/02. Assim, há pessoas - Idoia Arbelaitz, Rufi Etxeberria, Jon Gorrotxategi, Juani Lizaso, Agustín Rodríguez, entre outras - que estão há mais de onze anos submetidas a um processo judicial.
Esta questão poderá ser julgada pela Audiência Nacional espanhola na segunda metade deste ano, levando quase 40 pessoas a sentar-se no banco dos réus. E também é possível que antes do fim do ano tenha lugar a audiência oral relativa a um processo contra a juventude independentista, que envolve um número semelhante de arguidos e que tem como ponto de partida as 34 detenções efectuadas na noite de 24 de Novembro de 2009.
Segi e Batasuna
Isto faz que com o Segi e o Batasuna se tenham tornado as duas organizações com maior número de perseguidos penalmente, em ambos os casos por mera actividade política, mas transformada pelas Forças de Segurança do Estado e pela Audiência Nacional espanhola num alegado crime de «integração» ou de «colaboração» com a ETA. No âmbito de diversos processos judiciais, há pelo menos 82 jovens a aguardar julgamento por militar na Segi e mais de 70 por militarem no Batasuna. Aqui, destaca-se também o processo contra os detidos em Segura (Gipuzkoa) em Outubro de 2007, numa operação que atingiu 23 pessoas num só dia.
Na lista que o Eleak está a preparar, há ainda vinte bascos envolvidos em processos relacionados com o Ekin. E a lista prossegue com processos contra advogados, a Askapena, o EHAK, a ANV, o Askatasuna, o Apurtu, etc.
A questão mais imediata, refere o Eleak, é a revisão pelo Supremo do caso de cinco jovens de Iruñerria [Comarca de Pamplona] condenados a seis anos pela Audiência Nacional espanhola, acusados de militarem na Segi ou no Ekin. É no dia 28, e, para abordar a situação, foi convocada para dia 23 uma reunião aberta na Txantrea. Trata-se de Mikel Jiménez, Xabier Sagardoi – libertado no domingo passado –, Maider Caminos, Aritz Azkona e Luis Goñi.
Depois do que se passou em Ondarroa, este movimento de defesa dos direitos civis e políticos felicitou todos os que se envolveram na defesa de Urtza Alkorta. Diz que, depois de Donostia - e de Orereta e Gasteiz -, «se avançou mais um pouco, embora isso não seja obviamente o suficiente. Precisamos de continuar a construir o caminho, de criar iniciativas cada vez mais massivas, mais desobedientes, mais populares e contundentes». Para tal, propõe que se «teçam entre todos redes desobedientes, que organizem e protejam pessoas que estão em risco devido à aplicação de leis injustas». / Ramón SOLA (naiz.info)
Leitura:
«¿Orgullosos de qué?», de Alfontso ZENON [advogado de Urtza Alkorta] (boltxe.info) Urtza debe de sentirse muy orgullosa de las gentes de su pueblo, Ondarroa, y de su país, Euskal Herria. Yo, de haberla podido defender ante los tribunales españoles.
Dezenas de pessoas receberam ontem na Amnistia taberna de Algorta (Getxo, Bizkaia) o ex-preso político Pol Asensio Millan, que chegou à sua terra natal por volta das 20h30, depois de ter deixado para trás a prisão de Villena, junto a Alicante.
Pol Asensio foi detido em Novembro de 2007 e julgado no âmbito do processo 18/98, sendo acusado de pertencer à organização política Ekin (ilegalizada pelo Estado espanhol). Inicialmente condenado a 11 anos de prisão pela AN espanhola, viu a pena ser reduzida para sete anos e meio pelo Supremo espanhol. Esteve cinco anos e meio na cadeia, mas a Etxerat referiu-se por diversas vezes ao seu caso, na medida em que já devia estar em liberdade condicional. Pol é jornalista, tendo trabalhado no diário Egin e no suplemento «GaztEgin». Também escreveu vários livros, como Argala ou Gerezi gorrien garaia.
Ontem, a Orkresta animou o acto de boas-vindas, em que não faltaram um aurresku de honra, bertsos, um ramo de flores e um brinde a Pol; no final, cantou-se o «Eusko Gudariak». Depois, Asensio tirou a sua foto da Amnistia taberna e, lembrando-se de todos os que estão lá dentro, recordou a importância da solidariedade e do apoio dos que estão cá fora.
Antes de se entrar na taberna, o comité local do Herrira pediu às pessoas que continuem a trabalhar até que os presos e os refugiados estejam em casa. Referiu-se, neste âmbito, aos agentes que defendem os direitos dos presos e dos refugiados políticos bascos, à iniciativa «Plazara!», convocada pelo Herrira para este sábado (em Algorta, às 11h30, na Telletxe plaza) e à manifestação que terá lugar este domingo, ao nível da Comarca de Uribe Kosta, para exigir a libertação do preso Iñaki Gonzalo Casal, Kitxu, e a derrogação da doutrina 197/2006ko (13h00, em Erromo, a partir da Praça Santa Eugénia). / Fontes: algortaHerrira e ukberri.net [Na foto: à direita, a mãe de Pol; a esposa, Iratxe; a filha, Sare; e Pol, ao ritmo da Orkresta.]
Johanne Foirien: «A questão dos presos e dos exilados não diz apenas respeito a militantes e familiares»
[Johanne Foirien, membro do Herrira Zuberoa, entrevistada por Idoia Eraso para o Gara e para a kazeta.info]
O herrialde mais pequeno de Euskal Herria também irá reivindicar o respeito pelos direitos dos presos e dos exilados e a necessidade de romper o bloqueio dos dois estados em relação à resolução do conflito político. Em vez de dia 18 de Maio, os zuberotarras vão aproveitar o Müsikaren Egüna, no dia seguinte, em Urdiñarbe, para que mais gente tenha a possibilidade de participar na mobilização.
Uma centena de representantes do movimento popular participou numa conferência de imprensa em Iruñea para manifestar o seu repúdio pelas agressões fascistas que tiveram lugar na capital navarra.
Na sequência das agressões homófobas e fascistas que tiveram lugar na Alde Zaharra e noutros bairros de Iruñea – as últimas nas festas do bairro da Txantrea –, uma centena de representantes do movimento popular participou numa conferência de imprensa para expressar o seu repúdio.
Segundo referiram, as agressões - ataques, socos e tareias - levaram à hospitalização de várias pessoas e geraram grande inquietação nos actos e espaços utilizados pelo movimento popular. «Estas condutas não são mais que um obstáculo ao trabalho que o movimento popular realiza em diversas áreas com vista à construção de uma outra Iruñea e de uma sociedade baseada noutros valores», salientaram.
Afirmaram que «não vão tolerar estas condutas nem os seus responsáveis», considerando que estão fora do modelo de cidade que constroem. Pediram ainda às pessoas que denunciem este tipo de agressões e, para esse fim, criaram um endereço de correio electrónico: onartezina@gmail.com / Fonte: naiz.info via ateakireki.com
O antigo preso político basco falou sobre a actual situação dos presos e das presas
Mais uma sexta-feira solidária e internacionalista na Herriko Taberna Basca de Buenos Aires, organizada pelos Amigos do Povo Basco (Euskal Herriaren Lagunak, Capítulo Argentino). Desta vez, a jornada estava relacionada com o Dia Internacional da Presa e do Preso Político, e por isso estabeleceu-se uma ligação com a Bizkaia, via teleconferência, para assim se poder ver e ouvir Mitxel Sarasketa, um antigo prisioneiro político basco, que passou 21 anos em diversas prisões espanholas e que, depois de sair do cativeiro, se juntou à luta pela amnistia para os seus companheiros e companheiras.
Mitxel é actualmente um dos membros do grupo de intermediação entre o Colectivo de Presos Políticos Bascos e a sociedade civil, na tentativa de encontrar saídas para a grave situação que vivem os prisioneiros políticos. Mitxel falou da existência de mais de 600 presos e presas, cuja situação caracterizou como «grave», em grande medida porque os estados espanhol e francês continuam empenhados em não ceder às exigências da maioria do povo basco, como a amnistia para os lutadores.
Transferências, tareias, dispersão são «moeda corrente», disse Mitxel, mas referindo que a resistência nas prisões é impressionante; sobretudo no caso dos presos e das presas doentes, que são maltratados por não os libertarem e por não receberem os cuidados médicos adequados.
Mitxel disse que é errado pensar ou dizer que «os presos estão a apodrecer nas prisões», pois «para nós, militantes, as prisões sempre foram um espaço de combate. Isso foi assim no passado e continua a sê-lo agora; [ali], os presos independentistas continuam a lutar contra as políticas de chantagem dos estados».
Também se referiu ao grande valor daquilo que diariamente os familiares fazem para levar a sua solidariedade a quem se encontra disperso por dois países e a muitos quilómetros do seu local de residência. «Muitos familiares morreram nas estradas quando iam ver os filhos, irmãos ou esposos/as, outros tantos ficaram feridos; e há ainda a parte económica, as enormes despesas a que têm de fazer frente para aguentar as viagens durante o tempo em que os seus familiares estão presos, pois as condenações aos independentistas costumam ser muito elevadas».
«O nosso objectivo final nesta luta específica continua a ser o de alcançar uma ampla amnistia para os presos, mas o nosso objectivo estratégico é a independência e o socialismo», referiu, em resposta a uma das várias questões que lhe foram colocadas pelo público presente.
Depois da teleconferência, foi exibido o documentário Barrura begiratzeko leioa (Janelas para dentro), que aborda a luta de presos e familiares através da perspectiva de cinco excelentes cineastas bascos. Finalmente, no jantar popular, o cantor chileno Alejandro Urra cantou alguns dos seus temas quentes e combativos. / Fonte: EHL Argentina
«M18Plazara»: o Herrira concentrou-se frente ao Parlamento navarro para divulgar a iniciativa deste sábado
Tal como aconteceu na sexta-feira passada frente ao Parlamento de Gasteiz, O Herrira realizou ontem uma concentração frente ao Parlamento de Nafarroa para divulgar a iniciativa «M18Plazara», convocada para o próximo sábado em defesa dos direitos dos presos políticos bascos e em prol da resolução do conflito. No local, reclamou-se uma mudança na política penitenciária e afirmou-se que o envolvimento das instituições é fundamental para se avançar no caminho da resolução.
Entre outros cidadãos, estiveram presentes na mobilização as deputadas Asun Fernandez de Garaialde, do grupo Aralar-NaBai, e Bakartxo Ruiz, do Bildu, que falaram à comunicação social (em castelhano e euskara, respectivamente). / Fonte: ateakireki.com e herrira.org
Leitura:
«Solidaridad con Urtza, solidaridad con lxs que luchan», de Red Roja Madrid (lahaine.org)
Desde la distancia y siguiendo los acontecimientos día tras día, nos emocionamos con las imágenes de todxs lxs que han estado ahí levantando el Muro Popular para mantener su dignidad, la de lxs que no han podido estar y la de un pueblo que mira hacia delante.
O Ministério Público solicitou penas entre um ano e meio e os quatro anos de prisão para sete jovens que participaram numa concentração em defesa de Xuban Nafarrate a 30 de Março de 2012, em Gasteiz.
No dia 30 de Março de 2012 realizou-se na Praça da Virgem Branca, em Gasteiz, uma concentração de protesto contra a acção da Ertzaintza no caso do jovem Xuban Nafarrate, que ficou gravemente ferido na sequência de uma carga da Polícia autonómica quando da Greve Geral de 29 de Março.
Esta acção de protesto também contou com a intervenção da Ertzaintza, que prendeu sete jovens na sequência de várias cargas. Inicialmente foram acusados de crimes menores, mas depois a Procuradoria pediu que as penas fossem aumentada, e à juíza acedeu. Hoje, familiares de Nafarrate e de Iñigo Cabacas – morto depois de ser atingido por uma bala de borracha disparada pela Ertzaintza –, membros do 15M e do Plazara! denunciaram este facto, considerando que se trata de uma «aberração política».
Entretanto, o documentário Iñigo Cabacas. Crónica de una herida abierta chega aos cinema Florida, em Gasteiz, na segunda-feira que vem, e os presentes pediram às pessoas que compareçam no local para mostrar a sua solidariedade a Xuban Nafarrate, aos imputados e aos familiares de Iñigo Cabacas. Disseram que o número de lugares é limitado e que os convites estão já disponíveis na Hala Bedi Irratia. / Fonte: naiz.info
Quatro jovens condenados a seis meses de prisão por acção de protesto contra detenção de Gaizka Astorkizaga
Em Julho do ano passado, organizaram-se diversas acções contra a detenção do jovem bilbaíno Gaizka Astorkizaga, incluindo um corte de estrada em Galdakao (Bizkaia). A Procuradoria pediu 18 meses de prisão e o pagamento de uma multa de 6500 euros para cada um dos jovens acusados de participarem nesta acção.
Hoje, os arguidos foram a tribunal, mas a defesa chegou a um acordo com o representante da Procuradoria: seis meses de prisão por desordens públicas. Como a pena é inferior a dois anos, não tem de ser cumprida. Para além disso, a acusação deixou cair o crime contra a segurança viária, pelo que também não terão de pagar a multa.
À entrada do tribunal, o movimento de defesa dos direitos civis e políticos Ezpam! manifestou a sua solidariedade aos jovens e afirmou que julgamentos como o de hoje «estão a mais no actual contexto». / Fonte: topatu.info / Vídeo: Declarações de Iñaki Peña (BilboBranka)
A Associação de Consumidores Kontuz! revelou hoje, numa conferência de imprensa em Iruñea, a existência de mais irregularidades relacionadas com a Caja Navarra: uma delas tem a ver com o alto preço que a CAN pagou à Caja Sol por uma empresa deficitária, Oesia, uma operação questionada pelo próprio Banco de Espanha; a outra tem a ver com a gestão da empresa Vialogos, integrada na CAN.
Fonte: ateakireki.com / Mais informação: naiz.info e Gara
«Despedidas por serem delegadas do LAB» (LAB Sindikatua)
Duas delegadas do LAB foram despedidas na empresa Sar Quavitae, que decidiu instaurar-lhes processos judiciais e levá-las a julgamento. O primeiro deles realizou-se ontem, 15 de Maio, e o segundo terá lugar a 20 de Maio, no Tribunal de Bilbo. O sindicato LAB concentrou-se em protesto contra o despedimento das trabalhadoras.
O historiador e doutor da Universidade de Cambridge Michael Barkham Huxley encontrou o documento original mais antigo escrito na América do Norte, com excepção do México, o testamento - datado de 1563 - de um pescador de Hondarribia (Gipuzkoa) morto na Terranova.
O documento foi encontrado no âmbito das investigações que Barkham levou a cabo nos últimos trinta anos em arquivos bascos e espanhóis sobre a actividade marítima basca nos séculos XVI e XVII, e a apresentação teve lugar esta terça-feira na Confraria dos Pescadores de San Pedro, em Hondarribia, numa conferência de imprensa que contou com a presença do investigador e do vereador da Cultura, Txomin Sagarzazu.
Barkham disse que o documento consta de duas páginas e que se trata do documento original «mais antigo escrito na América do Norte, a norte do México». Diz respeito ao testamento de Domingo de Luça, marinheiro e despenseiro na nau María del Juncal, que faleceu no porto de «Plazençia» [Placentia, na Terranova] no decorrer de uma viagem «bacalhoeira». O testamento está datado de 15 de Maio de 1563, pelo que ontem fez 450 anos.
Sagarzazu destacou «a importância deste tipo de descobertas», pois trata-se de «um tesouro de grande valor que nos indica a importância dos pescadores bascos». / Fontes: naiz.info e europapress.es / Notícia mais completa: Berria
A Ertzaintza prendeu Urtza Alkorta na ponte de Ondarroa no meio de gritos de apoio do muro popular, numa operação que se prolongou por mais de três horas. Centenas de pessoas tentaram evitar a detenção da ondarroarra, enquanto a Polícia autonómica recorria à violência para as retirar do local. Houve mais duas detenções, uma dezena de identificados e vários feridos.
Mais de trinta furgões da Ertzainza, com ajuda de jipes, zodiacs, lanchas e agentes à paisana, entraram no Aske Gunea de Ondarroa por volta das 7h00 da manhã para prender Urtza Alkorta. Então, centenas de pessoas apoiaram a jovem na ponte, para assim tentarem evitar a detenção.
A tensão do tempo de espera dos agentes - que rondaram o espaço de madrugada - não fez esmorecer o ânimo e ouviram-se canções como «Lepoan hartu ta segi aurrera» ou bertsos de Miren Amuriza. Quando a enorme comitiva policial chegou, a ponte encheu-se em poucos minutos, pelo que as pessoas se aglomeraram também nas imediações. Na Alameda encontravam-se Laura Mintegi, Maribi Ugarteburu e Unai Urruzuno, deputados do EH Bildu.
Início do despejo
Para que não acontecesse o mesmo que em Donostia, a primeira coisa que os agentes fizeram foi falar com os jornalistas para lhes dizer onde podiam estar. Também falaram com Ugarteburu e Mintegi. Mais tarde, à medida que a violenta acção da Policía autonómica ia fazendo aumentar a tensão, um ertzaina ameaçou prender Ugarteburu com muitos maus modos: «Me da igual lo que sea usted, la próxima vez viene detenida», disse-lhe [como se pode ver neste vídeo].
A operação começou com uma mensagem da Ertzaintza a pedir aos presentes que abandonassem o protesto e a avisá-los das consequências legais que teriam de enfrentar se não o fizessem, mas gritos como «Urtza, herria zurekin» [Urtza, o povo está contigo] não deixaram que a mensagem fosse ouvida nitidamente.
Então, os ertzainas começaram a despejar a tenda grande e espalharam-se pela Alameda. Uma hora depois de terem aparecido em Ondarroa, deram início ao despejo e ao desmantelamento do muro popular, destruindo todo o material do Aske Gunea. Também confiscaram todo o material à equipa de enfermeiros que estavam no local.
Actuação violenta da Ertzaintza (EH Bildu) Um ertzaina aponta a arma ao pessoal (AskeGunea)
Os agentes tiveram de se empenhar a fundo para arrancar da ponte os que ali apinharam para proteger Urtza Alkorta. A violência dos agentes foi aumentando à medida que a operação prosseguia e se aproximavam da jovem - cacetadas, estaladas, pontapés, puxões de orelhas, ameaças verbais - segundo relataram jornalistas e testemunhas oculares. A tensão foi crescendo e a dada altura, quando levaram o seu irmão, Urtza Alkorta pôs-se em pé e pediu que parassem.
Últimos seis minutos antes da detenção de Urtza (Argia)
Depois de mais de três horas de operação policial, às 10h00 a Ertzaintza levou Urtza Alkorta de rastos, por entre gritos de apoio das pessoas que se encontravam no muro popular e nas imediações da Alameda. Ainda com a ondarroarra nas mãos da Ertzaintza, as pessoas tentaram parar os furgões na estrada. Antes de os ertzainas se irem embora, houve ainda uma pequena carga policial na Alameda. Cinco dias - 118 horas, mais concretamente - aguentou o muro popular erguido em Ondarroa para tentar parar a detenção de Urtza Alkorta.
Urtza Alkorta detida (EH Bildu)
Mais dois detidos
Pelos menos três pessoas foram levadas para os furgões policiais durante a manhã. De acordo com o Departamento de Segurança de Lakua, há dois detidos, acusados de crimes contra agentes da autoridade. Para além disso, uma dezena de pessoas foi identificada na Alameda e nas imediações. / Ion TELLERIA (naiz.info) / Ver: Berria e boltxe.info
O que o povo quer da Ertzaintza: vão-se embora (Argia)
PNV, lotu txakurrak! PNV, ata os cães! / Muita informação e fotos:TURRUNE!
Leitura:«Vendepatrias vs rebeldía», de Borroka Garaia (BorrokaGaraiaDa)
Ese objetivo de someter a Euskal Herria habría sido mucho mas difícil sin ayuda. Lo primero que hace el imperialismo para imponerse es hurgar en esos mismos pueblos en busca de colaboración y traición. Y siempre la encuentra. La encuentra en los que venden a su patria por dinero y prebendas.
Bem-vindo ao blogue da Associação de Solidariedade com Euskal Herria (ASEH), um blogue informativo da luta que se trava no País Basco porque a voz dos oprimidos não tem eco nos meios de comunicação dos que oprimem. Cabe a todos nós denunciar a verdade, cabe a todos nós encetar a luta solidária e internacionalista.