domingo, 5 de julho de 2015

Êxito na jornada de mobilização contra a Lei da Mordaça em Lizarra

Lizarrako Ahotsa * E.H.
Realizou-se ontem, 4, em Lizarra (Nafarroa), uma jornada de mobilização e protesto contra a Lei da Mordaça. A iniciativa, que teve grande êxito, começou às 10h00 com as pessoas a juntarem-se na Foru Plaza e com a abertura de um espaço informativo sobre a nova legislação repressiva.

Por volta do meio-dia, teve início a conferência de Iñaki Gil de San Vicente, que situou esta lei no seu contexto e abordou as chaves da resposta a dar em Euskal Herria e noutros locais. Cerca de 50 pessoas participaram na iniciativa.

À tarde, dezenas de pessoas participaram no almoço popular (14h00) e na manifestação que se realizou pelas ruas da localidade (18h00).
A jornada foi promovida pelo Movimento Juvenil de Lizarra e contou com o apoio de vários agentes políticos, sindicais e sociais. / Ver: SareAntifaxista

O Pinupe encheu na conferência sobre a Ucrânia

Lizarrako Ahotsa * E.H.
Na sexta-feira, 3, o Pinupe Gaztetxea, em Lizarra (Nafarroa), encheu-se de gente interessada em ouvir Lur Gil falar sobre o que «se está a passar na Ucrânia e as chaves para entender o conflito» no Donbass, que conheceu de perto.

Lur Gil, jovem jornalista e militante da Askapena, esteve no Sudeste da Ucrânia - na região do Donbass - duas vezes, em Setembro e Novembro de 2014. A visão que tem da situação permite-nos perceber como a rede de interesses da União Europeia e dos Estados Unidos conduziu a um golpe de estado, tendo como forças de choque organizações fascistas. / Ver: SareAntifaxista / Vídeo: Entrevista a Lur Gil (ahotsa.info)

Iván Márquez, das FARC-EP, entrevistado em Havana

Carlos Morais, militante do Primeira Linha, teve oportunidade de entrevistar Iván Márquez, líder da delegação de paz das FARC-EP em Havana e membro do secretariado da organização guerrilheira comunista colombiana.

Entrevista exclusiva a Iván MárquezVer: La Rosa Blindada via lahaine.org

Programa de rádio do Resumen Latinoamericano

Edição de 3 de Julho, das entranhas rebeldes da América Latina e do Terceiro Mundo. Ouvir aqui.
EQUADOR: Correa alerta que está em marcha um «golpe brando»; milhares de equatorianos apoiam o presidente frente ao Palácio governamental // GRÉCIA: comentário sobre a situação no país europeu, bem como a atitude das instituições europeias e do FMI // CUBA-EUA: já há data para a abertura das embaixadas; Cuba firme na sua exigência de levantamento do bloqueio; a política imperialista de Washington para a América Latina.

PUERTO RICO: um país na bancarrota; o grande fracasso da política colonial imperialista // ARGENTINA: estudantes do Ensino Secundário continuam em luta / / BRASIL: Dilma e o seu reencontro com Obama, promovido pelos Chicago Boys que tem como ministros; também elogiou Henry Kissinger, facto que provocou grande indignação; alerta para a «involução» de muitos progressistas na América Latina.

COLUNA DE VICENTE ZITO LEMA: a dificuldade de mudanças profundas na Justiça // MÉXICO: a comandante Nestora Salgado fala da prisão // VENEZUELA: relatório «A Verdade da Venezuela».

sábado, 4 de julho de 2015

A Askapena promove «julgamento popular» contra o «Estado imperialista espanhol»

A dinâmica Herriak Libre, hoje apresentada em Gasteiz, irá promover nos próximos meses o «julgamento popular» do «imperialismo» do Estado espanhol, como resposta ao julgamento da organização internacionalista basca.

O julgamento dos militantes da Askapena Walter Wendelin, Gabi Basañez, David Soto, Aritz Ganboa e Unai Vázquez começa a 19 de Outubro na Audiência Nacional espanhola e prevê-se que termine a 2 de Novembro. O Ministério Público, que os acusa de relação com a ETA, pede seis anos de prisão para cada um e solicita ainda a ilegalização e a dissolução da organização internacionalista Askapena, da comparsa bilbaína Askapeña e de duas associações do mesmo âmbito, Herriak Aske e Elkar Truke (a última centrada no comércio justo).

Os incriminados neste processo, acompanhados por muitas outras pessoas, apresentaram hoje a iniciativa Herriak Libre, que irá dar «uma resposta firme como povo a este julgamento». Segundo destacaram, não aceitam que o Estado espanhol julgue militantes e organizações internacionalistas bascas e é ele que, «pela sua prática imperialista, irá ser julgado».

Assim, fizeram um apelo à Euskal Herria «rebelde», «desobediente», que «luta contra as várias formas de opressão», bem como a organizações «comprometidas e solidárias de outros países», para que procedam ao «julgamento popular» do Estado imperialista espanhol no mês de Setembro. As conclusões de todos os «julgamentos», realizados tanto em Euskal Herria como a nível internacional, serão reunidas no dia 12 de Outubro, e, «a uma só voz, será decretada a sentença popular contra o Reino de Espanha».

A operação policial contra a organização internacionalista teve lugar em Setembro de 2010 e nela foram presas oito pessoas. Um ano mais tarde, cinco delas foram incriminadas, sendo acusadas de relação com a ETA.
A 13 de Outubro, poucos dias antes do julgamento da Askapena, começa no tribunal de excepção o julgamento relacionado com a operação de Segura, que foi adiado. São réus 35 militantes da esquerda abertzale. / Ver naiz e askapena.org [conferência de imprensa na íntegra]

Vamos julgar o Estado espanhol imperialista!
Espainiar Estatu inperialista epaitzera goaz!Vídeo com declaração em euskara aqui.

Iñaki Gil de San Vicente: «Contra el endurecimiento de la ley mordaza»

La ahora llamada Ley Mordaza es el más reciente endurecimiento represivo del imperialismo español que vulnera, al menos, doce artículos de su propia Constitución de 1978, impuesta al Pueblo Vasco. No es una nueva y original ley, distinta a las muchas anteriores, sino un «perfeccionamiento» de la ley general como veremos en su momento. La juventud vasca, nuestro pueblo en realidad, viene sufriendo una mordaza desde hace demasiado tiempo: en la II República un joven apellidado Idiakez vio cómo se agravaba su condena por ser independentista al responder en euskara al juez español. Podemos seguir retrocediendo en la historia de la mordaza, o mejor decir de las mordazas, pero sería demasiado largo. La actual Ley Mordaza es una vuelta de tuerca más en el mismo torniquete. [...]
Pero debemos hacernos tres preguntas desde la perspectiva juvenil: ¿es esta la única mordaza que sufre la juventud trabajadora vasca?; ¿por qué se endurece ahora?, y ¿cómo vencerla? (lahaine.org)

Foi libertado o preso basco Mikel Benaito

O preso político basco Mikel Benaito, do bairro donostiarra de Amara, foi libertado esta sexta-feira, 3, informou a associação Etxerat.
O donostiarra, que passou 23 anos e 11 meses na cadeia, saiu do presídio de Botafuegos, em Algeciras (Andaluzia).

Benaito fez parte do comando Ipar Haizea, da ETA. / Ver: irutxulo.hitza e naiz

Gatillazo: «Hemos venido a divertirnos»

Tema do álbum Siglo XXI (2013). Letra aqui.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Dois em cada três desempregados não recebem prestações de desemprego

O sindicato LAB refere que, apesar de os dados sobre desemprego e inscrição na Segurança Social hoje divulgados pelo Ministério espanhol do Emprego revelarem uma ligeira melhoria, centenas de milhares de trabalhadores bascos continuam a confrontar-se com a precariedade e o desemprego. Muitos procuram emprego sem o conseguir; outros vão conseguindo empregos temporários de muito curta duração.

O LAB afirma que, com as sucessivas reformas laborais aprovadas pelos governos do PSOE e do PP, o mercado de trabalho e as relações laborais foram profundamente alterados, com o alastramento rápido da precariedade e dos «empregos-lixo». As reformas tiveram dois objectivos: facilitar e embaretecer o despedimento, preparando o terreno para a destruição massiva de postos de trabalho; e favorecer a substituição gradual do emprego destruído por contratações em condições mais precárias e com salários muito mais baixos.

Assim, o LAB vê com grande preocupação o agravamento constante das diversas vertentes da precariedade no País Basco Sul: - aumento do trabalho precário de curta duração (94,4% dos contratos assinados em Junho foram temporários e tiveram uma duração média de 21 dias); - forte diminuição dos salários, especialmente agressiva nas remunerações mais baixas (como consequência do trabalho temporário e de outras formas de subemprego; entre 2010 e 2013, os salários mais baixos sofreram uma perda de poder de compra de 28%); - enfraquecimento dos mecanismos de protecção no desemprego (a taxa de cobertura desceu até aos 33,6%, ou seja, dois em cada três desempregados não recebem qualquer tipo de prestação). / Ver: LAB (eus / cas)

Askapena: prémios do sorteio para ajudar nas despesas

Askapena Espainiar Estatuak militante eta antolakunde internazionalisten aurka urriaren 19an abiatuko duen epaiketaren gastuei aurre egiteko zozketa boletoak atera ditugu. Hauek dira sarituak:
Foi realizado o sorteio para ajudar a fazer frente às despesas do julgamento, pelo Estado espanhol, de militantes da Askapena e organizações internacionalistas, que tem início dia 19 de Outubro. São estes os números premiados:
1. SARIA: Iturrieta sagardotegian 4 lagunentzako bazkaria: 01769
1.º prémio: almoço para 4 pessoas na sidraria Iturrieta: 01769
2. SARIA: Candido Besa upategian bisita eta 4 lagunentzako bazkaria: 03256
2.º prémio: visita e almoço para 4 pessoas na adega Candido Besa: 03256
3. SARIA: Elkar Trukeko saskia: 03521
3.º prémio: cesto da Elkar Truke: 03521

Sarituak idatzi info@askapena.org helbidera.
Os premiados devem escrever para o endereço info@askapena.org.

Eskerrik asko boletoak erosi eta epaiketari aurre egiteko zuen ekarpena egiteagatik!
Obrigado por comprarem as rifas e por nos ajudarem a fazer frente às despesas do julgamento. / Ver: askapena.org

Majaris de la Sorna em «Spain, um país amordaçado»

Majaris de la Sorna, conhecido jornalista da TV pública venezuelana e correspondente/repórter da ahotsa.info, viajou até Madrid, a capital da repressão política contra o povo basco, para saber como a já vigente Lei da Mordaça irá afectar o trabalho dos profissionais da imprensa.

Em Terra Hostil: Majaris de la Sorna en ExpañaVer: ahotsa.info [Nota: as breves considerações sobre os "podemitas" e o "partido de esquerda" são-nos alheias. É matéria de opinião, e não era por essa "chorrada" que íamos deixar de mostrar um vídeo com piada e em que se abordam questões importantes. Gora gu ta gutarrak!]

José Paulo Gascão: «Por uma transformação radical da sociedade»

Reafirmando que a transformação revolucionária da sociedade não é uma utopia, importa sem demora acelerar o aprofundamento do conhecimento da realidade, condição essencial para a concepção e desenvolvimento da luta, organizada, da classe trabalhadora e das camadas populares mais pobres, por uma transformação da sociedade que implique «um revolucionamento da estrutura que molda o paradigma capitalista estabelecido.» (odiario.info)

«EEUU. Nuevo manual del Pentágono permite matar a periodistas enemigos», de Manuel E. YEPE (Resumen Latinoamericano)
Justo cuando parecía que el discurso oficial sobre las políticas gubernamentales estadounidense había llegado al extremo de la paradoja, la autocomplacencia y las inconsistencias, el Pentágono emitió su «Manual sobre Leyes de la Guerra» («Law of War Manual») que dispone la conducta jurídica a que debe atenerse el personal de su servicio en todas las ramas durante las operaciones militares.
En un artículo valorativo de ese nuevo instrumento jurídico del Pentágono que fue difundido por TheAntiMedia blog y Anti-Media Radio, la escritora y periodista Claire Bernish califica al Manual de «escalofriante».

«Las cuatro etapas de la CIA para someter a Siria… o destruirla», de L. MAZBOUDI (redroja.net)
Se sabe que el país figuraba en la «lista de los siete Estados» a someter establecida en 2001 por la administración Bush para países recalcitrantes cuyos gobernantes debían cambiar de política o de lo contrario serían derrocados. La pertenencia de Siria al eje de la resistencia bastaba para atraerse los rayos del eje occidental-sionista manifiestamente molesto por sus políticas que ‘amenazaban’ sobre todo a Israel. [...]
A pesar de que los cinco años de fecha límite del plan americano elaborado por el secretario de Estado Donald Rumsfeld ya habían pasado, el turno de Siria se anunciaba; tanto más cuanto que la mayoría de países de la lista ya había rendido sus cuentas: Afganistán, Iraq, Somalia y Libia en la andanada de la «Primavera árabe».

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Campanha de protesto contra novo julgamento de solidários com o Kukutza

Duas dezenas de pessoas apresentaram hoje, 2, na Praça de Errekalde, em Bilbo, uma campanha de protesto contra um novo julgamento de 19 apoiantes do Kukutza, que vai ter lugar em Setembro. O Ministério Público pede para eles penas que oscilam entre os 18 e os 30 meses de cadeia.

A campanha, designada «Kukutza defendatzeagatik zigorrik ez» [Não às punições por defender o Kukutza], visa denunciar o processo judicial contra 19 pessoas que expressaram a sua solidariedade ao emblemático projecto de autogestão juvenil bilbaíno, na sequência do despejo e da demolição do edifício que ocupava. A iniciativa irá desenvolver-se ao longo do Verão, terminando com uma mobilização no dia 12 de Setembro, pouco antes do início do julgamento.

O Kukutzarekin Elkartasun Taldea [Grupo Solidário com o Kukutza] referiu que o julgamento tem lugar poucos dias antes do quarto aniversário do violento despejo e derrube do Kukutza III, e lembrou que, em Fevereiro, um tribunal bilbaíno absolveu do crime de «usurpação» 23 pessoas julgadas em Janeiro e que se encontravam no telhado do gaztetxe no momento do despejo; contudo, uma pessoa acusada de «atentado à autoridade» foi condenada a três anos de prisão. Neste novo processo, o MP acusa os arguidos de «desobediência» e «desordem pública», e pede penas de cadeia que vão dos 18 aos 30 meses. / Ver: naiz.info

O ex-preso Oier Oa regressou à sua Donostia natal, mas não a casa

Após quatro anos na cadeia e três meses de residência obrigatória nos arredores de Paris, o ex-preso político donostiarra Oier Oa foi hoje expulso do Estado francês, tendo aterrado em Madrid (Espanha). Dali seguiu para Euskal Herria, para a sua Donostia natal, e, no bairro de Gros, recebeu um primeiro ongi etorri. Oa pode residir no País Basco Sul, mas não regressar a casa, em Larresoro (Lapurdi, EH).

A situação de Oier é de liberdade parcial: pode circular em território sob dominação espanhola mas não regressar à terra onde fez vida antes de ser preso, onde trabalhou, onde tem mulher e filhos, no País Basco Norte, sob dominação francesa. A sua advogada apresentou um recurso contra esta situação, que ainda não foi apreciado.

Recorde-se que, depois da sua «libertação», em Abril, Oier Oa foi obrigado a viver em municípios nos arredores de Paris, a centenas de quilómetros de Larresoro e sob fortes medidas restritivas. Neste período, chegou a ter de viver numa tenda e, depois, numa caravana, em condições muito precárias. No dia 17 de Junho, foi colocado num centro de retenção, com vista à sua expulsão para o Estado espanhol, hoje concretizada. / Ver: mediabask e naiz / Mais informação: aseh, aseh e aseh

Trabalhadores da Calzados La Palma mantêm luta pelos postos de trabalho

Os funcionários da empresa Calzados La Palma dão sequência, esta semana, às mobilizações em defesa dos postos de trabalho, depois de a empresa ter entrado em liquidação e denunciado todos os vínculos contratuais. Os trabalhadores fazem um apelo à mobilização, na Posta kalea (Bilbo), entre as 18h30 e as 19h30.

Num comunicado conjunto dos trabalhadores e das estruturas sindicais que os representam – CNT e LAB –, repudia-se as medidas tomadas pela administração e afirma-se que há fortes motivos para suspeitar de «má gestão deliberada», nos últimos anos, por forma a levar ao «encerramento da actividade» da empresa.

Os trabalhadores, lembrando que a empresa foi durante mais de 40 anos o sustento para eles e as suas famílias, dizem aos administradores que «chega de mentiras» e pedem-lhes que mostrem o seu interesse na continuidade do negócio investindo os «lucros incalculáveis que durante tantos anos obtiveram, também como fruto do trabalho» dos funcionários. / Ver: LAB (eus / cas)

Raúl Zebiche: «Brasil. La tormenta sistémica ya está aquí»

El Gran São Paulo tiene 22 millones de habitantes, distribuidos en 39 municipios. Es la mayor ciudad de América Latina y una de las más pobladas del mundo. El verano pasado los reservorios de agua que la abastecen cayeron a mínimos históricos de 5 por ciento de su capacidad. […] Ante una situación tan grave como esta, el Comando Militar del Sureste se viene movilizando, realiza debates y operaciones militares. No para proveer agua a la población, sino para prevenir el caos social ante un posible corte de agua, ya que consideran la sequía como un caso de seguridad pública. (La Jornada via Resumen Latinoamericano)

«Independentista agredido por segunda vez em menos dum mês», de Ceivar (ceivar.org)
Nem um mês decorreu para que um independentista de Ferrol fora violentamente atacado duas vezes.

«Honduras: Grande mobilização popular ilumina o caminho com suas tochas», de Giorgio TRUCCHI (PCB)
Milhares de hondurenhos e hondurenhas voltaram a mobilizar-se em Tegucigalpa e outras cidades do país. Exigem, como vêm fazendo há quase dois meses, a instalação imediata de uma Comissão Internacional contra a impunidade em Honduras (CICIH) e que o Congresso inicie um julgamento político contra aqueles funcionários públicos – incluindo o presidente Juan Orlando Hernández – responsáveis pelo desfalque e quebra da Seguridade Social.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Etxerat marca concentração de protesto para dia 7

Na terça e na quarta-feira da semana que vem, 14 familiares de presos políticos bascos têm de depor como testemunhas num tribunal de Madrid. Numa conferência de imprensa que hoje deu frente ao Tribunal de Donostia, apoiada por forças sindicais, políticas e sociais, a Etxerat convocou uma concentração para dia 7, no mesmo local.

«Ser familiar não é um crime nem razão para ser perseguido», afirmaram membros da associação de familiares e amigos de presos políticos bascos na conferência de imprensa de hoje, em que revelaram o facto de 14 deles terem sido chamados a depor como testemunhas num tribunal de Madrid. «O motivo? Ainda não sabemos», disse o porta-voz Urtzi Errazkin, que tinha ao seu lado três dos 14 intimados.

Para denunciar esta situação, a Etxerat marcou uma concentração nacional para o dia em que têm lugar os primeiros depoimentos em Madrid – a próxima terça-feira –, ao meio-dia, frente ao Tribunal de Donostia. «Para que o povo ponha um travão a este absurdo».

Direito à defesa jurídica
Em Abril, 127 familiares de presos políticos bascos foram intimados a depor nos quartéis de La Salve, em Bilbo, e de Intxaurrondo, em Donostia. Para os advogados, as intimações estavam relacionadas com a «operação Mate», decretada pelas forças fascistas espanholas e em que foram detidos 12 advogados de presos e quatro pessoas ligadas ao Herrira. Os familiares decidiram não comparecer e, agora, 14 têm de ir a Madrid. A Etxerat suspeita que, com estes depoimentos, se pretende atacar o direito à defesa jurídica dos prisioneiros.

«Qual é o objectivo?», perguntou Errazkin. «Mais do que dificultar as visitas, trata-se de dificultar a assistência jurídica. Isto é muito mais grave do que ter de ir a Madrid. Na verdade, o objectivo é fazer dos depoimentos dos familiares uma acusação contra os advogados; usar os familiares contra os próprios presos e contra as pessoas em que esses familiares confiam para defender os presos. É disso que suspeitamos», disse Errazkin. / Ver: Berria e etxerat.info (eus / cas)

SOLIDARIEDADE COM O PRESO RUBEN RIVERO
O preso político basco Ruben Rivero (Balmaseda, Bizkaia) encontra-se sozinho na cadeia francesa de Mont de Marsan desde o dia 18 de Maio. Para denunciar a situação e pedir às autoridades que voltem a juntar Ruben aos seus camaradas, um grupo de pessoas começou a enviar cartas [ver aqui] à direcção do estabelecimento prisional e à ministra francesa da Justiça, Christiane Taubira.
Pede-se a todas pessoas que, da mesma forma, enviem as cartas em seu nome às entidades referidas. «Milesker ta JTK danak etxean egon arte!»

MP pede 9 e 12 anos de cadeia para nove militantes da esquerda abertzale

A operação que a Guarda Civil levou a cabo em 2010 contra pessoas que acusava de pertencerem ao Ekin encaminha-se para o julgamento com pesadas penas de prisão solicitadas pelo Ministério e certas associações de extrema-direita. Este facto foi noticiado esta semana, mas ainda não há data marcada para o julgamento.

Acabam de vir a público as penas que o Ministério Público pede para os nove detidos pela Guarda Civil em 2010, numa operação em que foram feitas gravíssimas denúncias de tortura. Nove anos de prisão para Rosa Iriarte, Eneko Compains, Joxe Aldasoro, Aniaiz Ariznabarreta, Egoitz Garmendia, Urko Aierbe, Erika Bilbao e Sandra Barrenetxea; 12 anos no caso Ugaitz Elizaran. Todos eles são acusados de pertencer à direcção do Ekin.

As queixas apresentadas por torturas continuam nos tribunais. Os agora arguidos passaram quase dois anos em prisão preventiva, de Setembro de 2010 a Julho de 2012.

Duas associações de extrema-direita também figuram entre as acusações: uma pede 12 anos de prisão e 15 de inabilitação para todos; a outra pede 14 anos de prisão para Ugaitz Elizaran e 11 para os restantes militantes abertzales.

Recorde-se que, na agenda da AN espanhola, há dois grandes processos políticos já com data marcada: em Outubro serão julgados cinco membros da Askapena, num processo em que também se pede a ilegalização da organização, e em Novembro arranca o relacionado com a operação de Segura de 2007, com cerca de 35 arguidos. Por outro lado, o julgamento dos juízes Baltasar Garzón, Eloy Velasco e Fernando Grande-Marlasca ainda não tem data nem local marcados. / Ver: naiz [Esta notícia complementa esta, anterior.]

Protestos em Bilbo, Iruñea e Donostia contra a Lei da Mordaça

Centenas de pessoas mobilizaram-se, em Euskal Herria, contra a chamada Lei da Mordaça, que hoje entra em vigor no Estado espanhol. Realizaram-se concentrações, ontem, frente à Delegação do Governo espanhol em Iruñea e na Praça Circular em Bilbo e, hoje, junto à Subdelegação do Governo espanhol em Bilbo. Também hoje, ao fim tarde, teve lugar uma grande manifestação em Donostia. Fora de Euskal Herria, também houve protestos com fartura.

Na concentração que teve lugar na capital biscainha esta manhã, promovida pela Plataforma contra a Criminalização dos Cidadãos, afirmou-se que, apesar de a lei entrar em vigor, as pessoas se vão continuar a mobilizar em defesa dos direitos, pois estes foram conquistados com a luta.

Concentração contra a Lei da Mordaça na Praça Mouya (Bilbo)Ver: herrikolore / Ver também: ahotsa.info [com vídeo]

Leitura:
«¿Pero no existía ya la ley mordaza?», de Borroka Garaia (BorrokaGaraiaDa)
Y es que esto no es simplemente cosa del PP. El PSOE ha estado aplicando leyes mordaza y cosas peores en Euskal Herria siempre que ha tenido oportunidad y la mayoría de la izquierda española e incluso izquierdas que dicen ser muy nuevas, pero todo tiene una historia, casi siempre miraron a otro lado. Son cosas que tiene el haber aceptado en su día el régimen del 78. Sin embargo en Euskal Herria el recorrido ininterrumpido fue éste: Multas por llamar Jon en vez de Juan a tu hijo en la calle, multas o un viaje al cuartelillo por poner una ikurriña en la vía pública, multas por reclamar la independencia y el socialismo en la calle o ser partícipe del movimiento popular. Incluso hoy en estos tiempos se siguen poniendo multas y hay detenciones según donde saques la ikurriña o si has llevado la foto de tu hijo encarcelado.

Soziedad Alkoholika - «SHAKTALE»

De Gasteiz (EH). Tema do álbum Intoxikazión Etílika (1990).

terça-feira, 30 de junho de 2015

LAB pede ao Geroa Bai reforma fiscal para defender sector público em Nafarroa

O responsável do LAB em Nafarroa, Igor Arroyo, fez hoje um apelo às forças políticas que preparam um Governo de mudança e, em especial, ao Geroa Bai que empreendam uma reforma fiscal com vista a garantir a defesa dos serviços públicos.

Arroyo, que deu uma conferência de imprensa em Iruñea acompanhado pela responsável da Função Pública no sindicato, Isabel Artieda, sublinhou que o «mandato das últimas eleições é muito claro: face às práticas clientelistas do regime [da UPN], as pessoas querem democracia e transparência; face aos interesses privados de uma elite, as pessoas querem que se defenda o interesse de todos os cidadãos».

Para o LAB, é fundamental reforçar o sector público, debilitado por anos de política dos navarristas de direita (UPN) e dos sociais-democratas do PSN. «O sector público deve ser o eixo, o motor destes novos tempos em Nafarroa, em todas as áreas: Saúde, Educação, Protecção Social, Habitação e Políticas Activas de Emprego», disse.

Arroyo afirmou que, para defender o sector público, é preciso dotá-lo com recursos suficientes e sublinhou o facto de Nafarroa estar entre os últimos ao nível do investimento na protecção social – apesar de se encontrar entre as regiões europeias com maior PIB. «Para alterar esta situação, é imprescindível levar a cabo uma reforma fiscal profunda, por forma a que mais paguem os que mais têm, bem como parar as obras do TGV, cujas verbas devem ser destinadas ao sector público», salientou Arroyo. / Ver: LAB (eus / cas) e naiz

Absolvidos dez jovens de Iruñerria acusados de pertencer à Segi

Os jovens - Iker Araguas, Ibai Azkona, Gorka Sueskun, Mikel Marin, Diego Javier Octavio, Iker Aristu, Iñaki Marin, Oihan Ataun, Mikel Beunza e Mikel Flamarique – foram julgados em Maio último no tribunal de excepção espanhol. O Ministério Público pediu inicialmente dez anos de prisão para todos; no final do julgamento, seis.

Detidos em 2008, todos afirmaram ter sido torturados, e todos, com excepção de um, foram parar à cadeia – de onde saíram depois de pagarem avultadas fianças. Esperaram sete anos pelo início do julgamento. Dos dez arguidos, três – Araguas, Marin e Azkona – estão na cadeia, depois de terem sido condenados no âmbito de outros processos. Oihan Ataun recorreu para o Tribunal de Estrasburgo, que condenou Espanha por não ter investigado a queixa que apresentou por torturas.

No julgamento, Ibai Azkona defendeu que era tempo de «esvaziar as prisões» e pediu a absolvição de todos os jovens julgados no processo. A defesa também o fez, tendo em consideração a «falta de provas» e o facto de se estar a julgar a «militância política».

Os jovens bascos foram sempre muito apoiados. No dia 2 de Maio, centenas de pessoas mobilizaram-se na capital navarra em solidariedade com eles e em protesto contra o julgamento. / Ver: ahotsa.info

Estão quase aí as faixas dos Sanferminak

A Federação de Peñas / Peñen Federazioa apresentou as imagens das faixas de 2015, que vêm para as ruas pela primeira vez no sábado, 4, durante a celebração do Dia das Peñas. A Federação anunciou ainda que, dia 9, haverá uma kalejira conjunta em honra da extinta peña La Veleta, que este ano terá a honra de co-lançar o foguete do txupinazo sanfermineiro.

A «queda do regime» da UPN, os escândalos do Osasuna, a eleição de Joseba Asiron e Uxue Barkos, a censura na Internet, os julgamentos políticos, os despejos, a Lei dos Símbolos são alguns dos temas em destaque nas faixas das 16 agremiações da capital navarra. Ontem, a Federação tornou públicos os desenhos, bem como a programação do Dia das Peñas, no próximo sábado, quando os panos fazem a estreia nas ruas da Alde Zaharra – com grande festa. Nesse dia, as peñas juntam-se também à luta contra a violência contra as mulheres.

A Federação fez ainda saber que, nestes Sanferminak, estas agremiações participarão na homenagem a Germán Rodríguez (com apoio oficial da Câmara Municipal) e na kalejira conjunta de dia 9. Para além dissso, recordarão a extinta peña La Veleta, a quem é atribuída a tradição da vestimenta a branco e vermelho. Tal como acontece com a Etxepare, La Veleta faz parte da história republicana dos sanferminak, que o franquismo esteve quase a apagar para sempre. A maioria dos moços de La Veleta foi morta por causa das suas ideas republicanas e a peña acabou por desaparecer. Por isso, no dia 9 a kalejira será encabeçada pela faixa que La Veleta levava em 1931. / Ver: naiz.info e Berria / SF 2015: Imagens das faixas (Berria)

«Grécia: entrevista de Kostas Papadakis a odiario.info»

A evolução da situação grega deve ser acompanhada com a maior atenção, além do mais pelo incessante massacre mediático com que os grandes media a envolvem. O diario.info não partilha necessariamente de todas as opiniões e apreciações enunciadas nesta entrevista, mas a sua publicação é necessária e não apenas como informação. É necessária como sinal de caloroso apreço pela coragem e firmeza do combate que o KKE leva a cabo. (odiario.info)

«En Grecia y en los demás pueblos: El Gran No», de Ángeles MAESTRO (redroja.net)
Cuando el drama histórico comienza es muy importante que sepamos que los cambios en los gobiernos sólo significan realmente algo cuando son expresión de cambios reales en la correlación de fuerzas y que no nos dejemos llevar por los cantos de sirena de nuevas caras que creen que llegar al gobierno es detentar el poder. […]
Más vale que aprendamos que las cosas vienen muy duras, que el poder se está preparando para una gran confrontación de clase y que a una fuerza material solo se le derrota mediante un fuerza material mayor. Y para construirla es preciso saber con claridad lo que es necesario hacer, y que en Grecia como aquí, pasa por nacionalizar la banca, no pagar la Deuda y salir del Euro, de la UE y de la OTAN.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Grande apoio em Arruazu ao militante da Askapena Aritz Ganboa

O almoço solidário com Aritz Ganboa, um dos cinco militantes da organização internacionalista basca que o Estado espanhol incriminou, foi uma bela festa, repleta de gente e ambiente, refere a Askapena no seu portal. A iniciativa teve lugar no sábado, 27, em Arruazu (Nafarroa), onde Ganboa reside.

Dois dias depois de se saber que o julgamento dos cinco militantes da Askapena - e de quatro organizações internacionalistas - terá início a 19 de Outubro, Arruazu, em plenas festas patronais, encheu-se de gente que quis participar num almoço popular de apoio a Aritz Ganboa, no qual se vincou a importância do internacionalismo. [Muitas fotos aqui.]

Aritz Ganboa de Miguel é natural de Iruñea mas vive actualmente na localidade referida do Vale de Sakana. Envolveu-se na luta desde jovem, militando no movimento associativo e estudantil, bem como na defesa da língua basca, no movimento dos insubmissos e contra a repressão.
Participou em diversas brigadas da Askapena e, como militante da organização internacionalista, foi detido na madrugada de 28 de Setembro de 2010. Passou três meses na cadeia, sendo libertado depois de pagar uma fiança no valor de 60 mil euros. Hoje, é pastor, membro do EHNE [Euskal Herriko Nekazarien Elkartasuna; sindicato agrário do País Basco] e das associações Belardi e Bizilur (iniciativas para promover a economia local e a soberania alimentar). / Ver: askapena.org

A jornalista Iraitz Salegi e 7 membros da Ernai são absolvidos

O tribunal de excepção espanhol absolveu a jornalista Iraitz Salegi, do topatu.info, e sete jovens da Ernai - Irati Sienra, Gotzon Elizburu, Maialen Etxebarria, Mikel Button, Aitor Anda, Garazi Mugertza e Mikel Moreno - do crime de «enaltecimento do terrorismo», que, dizia a acusação, tinham cometido no acto político do Gazte Danbada, festival celebrado em Urduña (Bizkaia) em 2013.

O julgamento teve três sessões, entre 28 de Maio e 16 de Junho, nas quais ficou claro que as acusações se basearam em relatórios da Polícia e da Guarda Civil e nas interpretações particulares que faziam do que se tinha passado em Urduña. No caso de Iraitz Salegi, a acusação tinha a ver exclusivamente com a cobertura jornalística que fez do evento para o portal topatu.info.

Ao cabo das três sessões de julgamento, também ficou claro que nenhuma das acusações fora provada; ainda assim, o Ministério Público continuou a pedir 18 meses de cadeia para Iraitz Salegi e um dos membros da Ernai e 24 meses de prisão para os outros seis. / Ver: lahaine.org / Ver também: Berria

António Santos: «O cúmplice de Dylann Roof»

Dylann Roof não agiu sozinho, mas na tradição racista da brutalidade policial, da perseguição dos sindicatos, da discriminação nos locais de trabalho, da segregação e da escravatura. O massacre de Charleston não é, pois, um ato isolado de um doente mental, mas sim o espasmo medonho da cultura terrorista do capital. Ou, por outras palavras, o racismo é sempre terrorismo e o cúmplice reincidente é, uma vez mais, o capitalismo. (Diário Liberdade)

«A NATO lança o seu maior exercício militar desde o final da Guerra Fria», de Manlio DINUCCI (odiario.info)
O imperialismo eleva o tom da estratégia de tensão militar. As manobras da NATO de finais de Setembro e início de Novembro no Mediterrâneo apontam em várias direcções, e em todas é visível a mesma irresponsável e criminosa escalada agressiva e de provocação.

«Argentina: Qué vivan por siempre los estudiantes», de Carlos AZNÁREZ (Resumen Latinoamericano)
Son maravillosos estos chicos y jóvenes que dan la batalla para que no les roben sus sueños. Allí puede vérselos en Chile y Argentina, o enfrentando al gobierno derechista de Horacio Cartes, en Paraguay, o reclamando ante el cada vez más neoliberal proceso uruguayo. Ni qué hablar de las muchachas y muchachos de Colombia que además de sufrir la represión policial son amenazados de muerte por el paramilitarismo.

Programa de rádio do Resumen Latinoamericano

Edição de 26 de Junho, das entranhas rebeldes da América Latina e do Terceiro Mundo. Ouvir aqui.
EQUADOR: a direita pró-imperialista prossegue a sua campanha de desestabilização; o presidente Correa responde apelando à mobilização do povo nas ruas // Mobilização na Argentina do ACAMPAMENTO ANTI-IMPERIALISTA para apoiar o povo e o Governo equatoriano; entrevistas e testemunhos de militantes argentinos frente à Embaixada do Equador em Buenos Aires.

ARGENTINA: o general repressor Milani já não é o Chefe do Exército. Os estudantes do Ensino Secundário continuam a ocupar escolas e a cortar ruas em defesa da Educação Pública // GRÉCIA: prosseguem as negociações com a UE, que não pára de chantagear o Governo grego // VENEZUELA: entrevista a Fernando Soto Rojas e Saúl Ortega, deputados bolivarianos do Parlasur; eles e o representante para América Latina do PSUV, Carlos Soto, fazem um ponto da situação no seu país.

ORIGINÁRIOS: relatório sobre a detenção de um conhecido indígena de Tucumán // PALESTINA: os aviões sionistas voltam a bombardear o povo de Gaza perante a indiferença mundial // IÉMEN: o Exército e o povo do Iémen travam duros combates contra os criminosos sauditas e os seus cúmplices.