sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

«Grave ataque contra militantes del movimiento en Antiguo» [denúncia]

[MpA] Por medio de esta nota, el Movimiento Pro Amnistía y Contra la Represión quiere informar del ataque sufrido por varios militantes de nuestro movimiento el pasado sábado, 14 de enero, durante las fiestas del barrio donostiarra del Antiguo.
[...]
Por ello y habiéndose rebasado todas las líneas admisibles, nuestro movimiento quiere dejar claro que no recibiremos ningún ataque que no tenga su correspondiente respuesta. No son tiempos fáciles para quienes trabajamos a favor de la amnistía, pero actuando unidos y con decisión, seguiremos avanzando por el camino hacia nuestros objetivos. Jo ta ke amnistia lortu arte! / Ver: amnistiAskatasuna [euskaraz hemen]

Programa «La Memoria»: Meatzaldea, memória do sangue mineiro

A zona mineira biscainha é um dos pontos de referência na memória da classe trabalhadora desse herrialde e de toda Euskal Herria; e, com isso, da construção e do desenvolvimento do movimento operário basco, com os seus marcos de organização -uma das primeiras «Casas do Povo» é de La Arboleda - e os seus marcos de mobilização, desde as greves de braços caídos ou de carácter «economicista» até às greves claramente políticas e insurreccionais, como foi a de 1934.

Após o golpe militar de Julho de 1936, são desta zona centenas de voluntários para combater o fascismo, em diversos batalhões, sendo o «Facundo Perezagua» porventura o mais famoso. Depois da derrota militar, centenas de pessoas da zona mineira sofreram a repressão e muitas outras partiram para o exílio. Se a isto juntarmos as centenas de milicianos e gudaris caídos em combate, percebemos a memória de sangue Meatzaldea, que é irmã da sua memória de luta.

Sobre esta memória fala Iñaki Lizundia, biscainho de Urtuella que a conhece bem e a investiga. Enquanto esteve preso nos cárceres do Estado francês, por ser militante da organização Euskadi Ta Askatasuna (ETA), Lizundia aproveitou para escrever uma obra sobre a memória de Meatzaldea, que será publicado em breve com a chancela da Associação de Vítimas do Golpe e do Regime Franquista, Ahaztuak 1936-1977. / Ouvir: Info7 irratia

«O legado neocolonial de Hollande em África»

[De Carlos Lopes Pereira] A realidade é que, no âmbito da política imperialista francesa em África (e em outras regiões, como o Médio Oriente), a ingerência e os conflitos no continente têm vindo a aumentar consideravelmente desde 2011. Sempre em nome da «guerra contra o terrorismo» e do «contributo para a paz e a segurança» em África e na Europa… (avante.pt)

«Tanques de asalto en Polonia» (lahaine.org)
[De Manlio Dinucci] Polonia desempeña un papel central en la escalada anti-rusa. Por eso recibirá próximamente de EEUU varios misiles de crucero de largo alcance, con capacidades penetrantes para garantizar la destrucción de búnkeres y capaces de llevar también cabezas nucleares.
También en Polonia ya está en construcción una instalación terrestre perteneciente al sistema estadounidense AEGIS, instalación similar a la que ya funciona en Deveselu, Rumania.

La Polla Records - «No somos nada»

De Agurain, Araba, EH. [Tema do álbum homónimo, 1987.]

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Trabalhadores das ambulâncias manifestaram-se em Bilbo contra ataques aos direitos

Os trabalhadores da Rede de Transporte Sanitário de Urgência aderiram, ontem, à manifestação que os sindicatos LSB-USO, LAB, ELA e ESK promoveram na capital biscainha em protesto contra as alterações constantes nos horários e a violação de outros direitos laborais.

A manifestação partiu da delegação do Departamento de Saúde e terminou junto à delegação do Governo de Gasteiz em Bilbo, para denunciar «os graves conflitos» provocados pela empresa Larrialdiak-Eulen, concessionária do serviço de ambulâncias da Rede de Transportes Sanitários de Urgência (112 SOS DEIAK e Emergencias Osakidetza).

Os sindicatos explicam que os 250 trabalhadores vivem uma «situação de tensão» e se encontram «no mais absoluto desespero», na medida em que a concessionária «lhes altera o calendário laboral de um dia para o outro», violando o direito ao descanso e à conciliação familiar.

A esta situação, as organizações sindicais acrescentam outras, como os trabalhadores: não poderem gozar férias no período estabelecido; não receberem o salário devido, levando a que a empresa lhes deva grandes quantias; serem obrigados a conduzir veículos de emergência durante 48 horas sem descanso, por falta de pessoal.

Referem ainda que os trabalhadores temporários são explorados, na medida em que auferem apenas 60% do salário, fazem centenas de horas extra gratuitas e sob ameaça de não renovação, sendo submetidos a pressões para que não se cumpra o Acordo sectorial vigente.

Os sindicatos acusam o Departamento da Saúde de estar a par de «toda estas irregularidades». Como a administração da empresa não respondeu aos apelos dos trabalhadores, estes e as suas organizações representativas «instam o Governo de Gasteiz a cumprir a sua obrigação de supervisionar o cumprimento do contrato com a concessionária Larrialdiak-Eulen». / Ver: Ecuador Etxea

«A repressão em EH atravessou o Ebro e alastrou a todo o Estado» [vídeo]

[La Guerrilla Comunicacional entrevista Sabino Cuadra, advogado e sindicalista basco. / «La represión existente en Euskal Herria ha pasado el Ebro y se ha extendido por todo el estado»]
Entrevista a Sabino Cuadra: "La represión existente en Euskal Herria ha pasado el Ebro y se ha extendido por todo el estado" from La Entrevista del Mes on Vimeo.

Sabino Cuadra é advogado e sindicalista. Estudou Direito e, concluídos os estudos, trabalhou durante alguns anos como advogado laboralista, entre 1974 e 1979. Em 1979 começou a trabalhar como funcionário da Deputação de Nafarroa (posteriormente Governo de Nafarroa), sendo assessor jurídico da mesma.

Cuadra foi funcionário da administração navarra até se reformar, em 2010, com 61 anos. Em 2011, foi cabeça de lista da coligação Amaiur por Nafarroa. Cuadra figurou nesta candidatura como independente, sendo eleito deputado do Congresso.

Na entrevista a La Guerrila Comunicacional, Sabino fala sobre a sua passagem pelo Congresso espanhol, de diversos aspectos da política actual, de temas de legalidade e repressão, e também sobre a situação sindical em Euskal Herria. / Via: lahaine.org

«O pensamento de Rosa Luxemburgo»

[De Michael Löwy] Artigo publicado originalmente na revista semestral da Boitempo, a Margem Esquerda, com o título, «A centelha se acende na ação: a filosofia da práxis no pensamento de Rosa Luxemburgo».
[...]
Tínhamos um local de reuniões no centro de São Paulo que media 2x5 metros e cuja única ornamentação era um quadro com um desenho que representava Rosa Luxemburgo. Nessa época, recebi de minha mãe um exemplar das cartas de prisão que ela havia trazido de Viena quando emigrou para o Brasil, o que me permitiu apreciar melhor a dimensão humana e generosa da revolucionária intransigente. Anos mais tarde, escrevi, sob a orientação de Lucien Goldmann, uma tese sobre o jovem Marx, apresentada na Sorbonne em 1964, toda inspirada no marxismo de Rosa Luxemburgo. É uma paixão que dura até hoje. (Diário Liberdade)

«OTAN à porta» (PCB)
[De Luis Britto García] A agenda da direita ibero-americana é fixada a partir da Espanha por uma Fundação para a Análise Econômica e Social (FAES) auspiciada por Felipe González e dedicada a «incorporar a América Latina ao Ocidente». Com «o objetivo comum de derrotar democraticamente o projeto do socialismo do século XXI», propôs em 2007 uma «Agenda pela Liberdade» que inclui criar uma Internacional das Direitas, erradicar o ensino universitário gratuito e proibir as expropriações. Pelo qual «a América Latina deve cooperar em matéria de segurança e luta contra o terrorismo internacional junto da Europa e América do Norte, mediante a criação de uma associação estratégica entre a OTAN e a Colômbia». [Em castelhano: Resumen Latinoamericano]

Julia Boutros – Medley patriótico-revolucionário (2014)

Honra à frente de resistência anti-sionista e anti-imperialista.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

MpA exige libertação imediata da presa Sara Majarenas, depois do ataque à filha

Em comunicado, o Movimento pró-Amnistia e contra a Repressão (MpA) denuncia o «ataque machista» perpetrado contra a presa política donostiarra Sara Majarenas, «através da tentativa de assassinato da sua filha», e exige a sua imediata libertação.

Recorde-se que a filha de Sara Majarenas, de dois anos e meio de idade, vive com a mãe na cadeia. No fim-de-semana passado, saiu para estar com o pai - ex-companheiro da presa donostiarra -, que a tentou matar, apunhalando-a.

O MpA afirma que não se trata de «um caso isolado», mas da «consequência da mentalidade machista» que o capitalismo fomenta. Classifica o ataque à mãe, através da filha, no meio de um processo de separação e estando ela presa, como uma «acção cobarde e asquerosa».

Por outro lado, o MpA denuncia a atitude de alguns meios de comunicação sensacionalistas, que «centraram todas as atenções na mãe». Para estes órgãos de comunicação, «a questão principal da notícia é o facto de a mãe pertencer à ETA», deixando num segundo plano a sua situação e a da filha [que corre risco de vida].

O MpA exige a libertação imediata de Sara, a quem falta cumprir um ano da pena que lhe foi imposta, e que enfrenta uma situação não compatível com a cadeia. «Deve estar em casa com a filha, para que ambas levem a cabo o processo de recuperação junto dos seus». / Ver: amnistiAskatasuna 1 e 2

O Exército espanhol realizou exercícios militares em Altsasu

Ontem de manhã, foram muitos os altsasuarras que viram, com consternação, vários pelotões do Exército espanhol a realizar manobras militares no seu município, na região navarra de Sakana. Na foto, vê-se um grupo deles a seguir pela auto-estrada de Sakana (A-10).

De acordo com o portal guaixe.eus, a delegação do Governo espanhol em Nafarroa confirmou que estavam a decorrer exercícios militares em Sakana.

A última vez que os militares espanhóis realizaram exercícios em Sakana foi a 15 de Setembro de 2015. Há dois meses, foram vistos em Leitza, Larraun e Lekunberri, também em Nafarroa. Em Leitza, também já tinham efectuado manobras em Abril. / Ver: Berria

«Médio Oriente»

[De Jorge Cadima] Tentar compreender o que se passa no Médio Oriente sem ter em conta a natureza do imperialismo e as suas ambições hegemónicas é condenar-se a não perceber o essencial. O imperialismo caracteriza-se pela ‘necessidade’ de dominar o planeta e os seus recursos. A sua relação com o Médio Oriente é uma história de guerra, subversão, ingerência e dominação. Não é de hoje. Tem exactamente a mesma duração histórica que tem essa fase superior do capitalismo. (odiario.info)

«Exército repele grande ofensiva do Estado Islâmico em Deir ez-Zor» (Abril)
No âmbito da grande ofensiva lançada em Deir ez-Zor, no Leste da Síria, o EI conseguiu separar o aeroporto militar do resto da zona ocidental da cidade, que as forças governamentais têm mantido em seu poder, sitiada, desde Janeiro de 2015. De acordo com dados das Nações Unidas, vivem ali mais de 100 mil pessoas.

No entanto, a operação tem tido custos pesados para o grupo terrorista. Um oficial do Exército Árabe Sírio disse, hoje, à Al-Masdar News que o EI sofreu inúmeras baixas nos últimos quatro dias de combate em Deir ez-Zor: mais de 200 mortos e várias centenas de feridos.

«O dia em que o povo tomou o poder»

[De Gustavo Carneiro / «18 de Janeiro de 1934, na Marinha Grande»] Estava-se no início de 1934. Com o mudar do ano, entra em vigor o Estatuto Nacional do Trabalho, fascista, e os sindicatos livres eram oficialmente proibidos, dando origem a outros, subjugados ao poder corporativo. Por todo o País, os trabalhadores combatem a fascização dos sindicatos e convocam para 18 de Janeiro uma greve geral revolucionária, com o objectivo de derrubar o governo de Salazar. A insurreição falha, mas na Marinha Grande os operários vidreiros tomam o poder. Apenas por algumas horas, é certo, pois a repressão esmagaria a revolta. No resto do País, esperavam-se acções iguais, mas em nenhum outro lado se repetiu o gesto dos operários marinhenses. Apesar de fracassada, a revolta dos trabalhadores vidreiros fica na história como um momento alto da resistência ao fascismo. E deixou sementes, que germinaram numa manhã de Abril, precisamente quatro décadas depois. / Ler: avante.pt

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Campanha contra corte de 15% nas prestações sociais prossegue amanhã em Gasteiz

Os sindicatos LAB, ELA ESK, STEILAS, CGT-LKN e CNT, e um grupo de colectivos sociais realizaram, ontem, uma concentração frente à delegação do Governo de Lakua em Bilbo, para denunciar o corte de 15% nas prestações sociais geridas pelo Lanbide [Serviço Basco de Emprego].
Nesta campanha de protesto, insere-se a concentração marcada para amanhã à entrada do Parlamento de Gasteiz, já que a conselheira do Emprego e de Políticas Sociais, Beatriz Artolazabal, ali irá estar presente.

Com o protesto de ontem, em Bilbo, sindicatos e colectivos quiseram denunciar, por um lado, o facto de o Governo de Lakua não ter aplicado o aumento de 8% no salário mínimo, a nível estatal, às prestações geridas pelo Lanbide – incentivo ao emprego, rendimento mínimo, complemento de pensões ou ajudas ao aluguer de habitações.

Pretenderam criticar, por outro lado, o facto de o Governo de Lakua aplicar, há cinco anos, um corte de 7% nas prestações sociais.

Reportagem do HerrikoloreVer: Berri-Otxoak e Herrikolore

«1 año y 8 meses de prisión “por un twitt, dos retwitts y un vídeo de Youtube”»

[Entrevista a Andeka Jurado] Andeka fue juzgado el pasado mes de Diciembre en la Audiencia Nacional acusado de «enaltecimiento al terrorismo» por comentarios en su cuenta personal de twitter y acaba de recibir la sentencia que le condena a 1 año y 8 meses de prisión «por un twitt, dos retwitts y un vídeo de Youtube».

Entonces, ¿consideras que estas operaciones policiales son meras excusas para perseguir a la gente por su militancia política?
Yo en mi caso creo que tiene que ver mucho más con mi militancia política que con twitter. Me explico: Antes de mi detención yo había detectado seguimientos policiales, y en el momento de la detención tenía 120 seguidores, muy pocos twitts y llevaba muy poco tiempo utilizando twitter. Así que más bien parece una excusa. / LER: lahaine.org

«¿Qué es la Paz?»

[De Juanjo Gonzalez] Y claro, quien deseche la resistencia (hasta poder dar los saltos definitivos y tomar el poder) por lo que supone de entrega, sacrifico, riesgos, por desconocimiento, miedos, peligros, etc., y pretenda jugar con las reglas del que le está pisando la cabeza (aunque le permita mal vivir y a algunas/os incluso hacerlo cómodamente) perderá el carro cuyo objetivo máxima es la independencia social y nacional. El oprimido no puede «aprovecharse» de las reglas del enemigo pues están hechas para solventar y proteger el estatus del opresor. Esa es una verdad objetiva. Cierto que las cosas siempre son más complejas pero la idea fundamental es esa. (lahaine.org)

«Patrice Lumumba, um herói africano»

[De Carlos Lopes Pereira] Faz agora meio século. Foi a 17 de Janeiro de 1961 que agentes do colonialismo belga e do imperialismo norte-americano, com a conivência de traidores congoleses, assassinaram de forma bárbara Patrice Lumumba, combatente da independência da sua terra e primeiro chefe do governo da República do Congo. Apesar de ter desaparecido há 50 anos, ainda muito jovem, a sua figura emerge hoje como a de um patriota íntegro e corajoso, de um lutador anticolonialista e anti-imperialista. Em África, na Ásia e na América Latina, diferentes gerações de revolucionários admiram-no, a par de Kwame Nkrumah, Amílcar Cabral, Agostinho Neto ou Samora Machel, como um herói da libertação africana cujo legado se mantém actual e inspira novas lutas pela emancipação social dos povos do continente e de todo Mundo. / Ler: avante.pt [20/1/2011]

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Aitzol Gogorza foi hospitalizado depois de sofrer uma embolia pulmonar

O preso político de Aitzol Gogorza (Orereta, Gipuzkoa) encontra-se internado no Hospital de Basurto (Bilbo) desde sexta-feira, onde lhe foi diagnosticada uma tromboembolia pulmonar.

Aitzol apercebeu-se de que estava a cuspir sangue e, depois de se dirigir ao médico da cadeia, foi levado para o hospital. Não é a primeira vez que o preso de Orereta sofre uma tromboembolia pulmonar. Além disso, sofre de transtorno obsessivo-compulsivo, uma doença que o levou a ser internado diversas vezes e que é absolutamente incompatível com a cadeia. A última vez que foi transferido na sequência de uma crise foi a 20 de Dezembro último.

Recorde-se que, em Agosto, Aitzol iniciou uma greve de fome, que durou seis dias, para denunciar a sua situação. Esta luta levou a que os presos políticos de Huelva iniciassem uma greve de fome rotativa, que depois alastrou a outras cadeias e se prolongou durante 117 dias; também esteve na origem da greve de fome que dois ex-presos políticos levaram a cabo durante 20 e 25 dias, entre outras mobilizações.

O Movimento pró-Amnistia e contra a Repressão (MpA) exige, mais uma vez, a libertação de Aitzol Gogorza e dos demais presos doentes, recordando que não libertar estes presos não é apenas uma questão de vingança, mas uma medida cruel de tortura e chantagem a que os estados espanhol e francês recorrem para daí retirar dividendos políticos.

Só através da luta popular contínua e dura será possível libertar os presos políticos enfermos, como já ocorreu noutras ocasiões, defende o MpA, acrescentando que apenas uma amnistia total e integral poderá garantir que no futuro não haja mais militantes doentes na cadeia, no exílio ou deportados. / Ver: lahaine.org

«Sobre la cárcel y los grados penitenciarios»

[MpA] Cuando hablamos de aceptar la legalidad penitenciaria no nos referimos, por tanto, a acogerse a derechos, sino a las obligaciones impuestas para acceder a determinados beneficios. Es aquí donde entra el chantaje por el cual la cárcel ofrece algo al preso a cambio del que el preso entregue algo a la cárcel, que en el caso de los presos y presas políticas vascas no es otra cosa que la renuncia a su militancia política y la aceptación del sistema que les mantiene en prisión.

Por otra parte, el hecho de que algunos se acogieran a estos beneficios mientras otros se mantienen en su postura de confrontación con la cárcel, supondría que los primeros estarían fortaleciendo la opresión que los Estados mantienen contra los segundos.

En una lógica represiva tan cruda como la que viven los presos y presas políticas vascas, las salidas individuales de algunos pueden suponer el dar por buena la «vía de la reinserción», trayendo la consecuencia del éxito de estas medidas represivas y por lo tanto el agravamiento de la situación de los y las militantes políticas que opten por no aceptar este chantaje.

Es por ello que el Movimiento Pro Amnistía y Contra la Represión se compromete a seguir apoyando tanto en lo político como en lo humano a todos y todas aquellas presas políticas vascas que sigan manteniendo posturas de dignidad y lucha frente a quienes oprimen a nuestro pueblo. Seguiremos luchando hasta la consecución de la amnistía. / Ver: amnistiAskatasuna [euskaraz hemen]

«La spotización de la política»

[De Carlo Frabetti] Solo hay una palabra, en tu imprescindible artículo, que, sin parecerme inadecuada, pienso que se podría sustituir por otra más precisa: creo que el referente narrativo de la política actual no es tanto el folletín como el sketch, el clip y, sobre todo, el spot publicitario.
[...]
Creo, para terminar, que tanto tú como yo hemos sido excesivamente blandos y eufemísticos en nuestras críticas a los nuevos socialdemócratas vestidos de lagarterana. Creo que, visto lo visto, ha llegado el momento de decir alto y claro que son lo peor (puesto que son los que más engañan), como lo fue en su día el PSOE, y que a estas alturas hay que ser muy necio, muy ingenuo o muy oportunista para seguir apoyándolos. (lahaine.org)

«A confissão de John Kerry» [Síria]

[Os Editores de odiario.info] Sabia-se, através de fontes credíveis, que o governo de Obama tinha desempenhado um importante papel na criação e financiamento do Daesh, o auto-intitulado Estado Islâmico, e da sua intervenção na Síria e no Iraque. Somente após a divulgação dos monstruosos crimes cometidos pela organização terrorista, os EUA simularam combatê-la.
[...]
O silêncio de John Kerry a respeito da conversa secreta é compreensível. As sugestões que fez aos oposicionistas sírios aconselhando-os a uma aliança com os terroristas do chamado Estado Islâmico violam frontalmente a Carta da ONU. (odiario.info)

«US Marines land in Norway, signaling departure from post-WW2 commitment to Russia» (RT)
Almost 300 US Marines from Camp Lejeune, North Carolina, arrived in Norway on Monday. The deployment signals a departure from the NATO member’s decades-old policy of not hosting foreign troops on its soil.

The agreement for stationing the American troops will last for at least a year. The contingent that has come this week will be rotated in six months. The Marines will be hosted at the Vaernes base of the Norwegian Home Guards near Trondheim, Norway's third-largest city.

The stated goal of the mission is to train the US troops in Arctic warfare.

domingo, 15 de janeiro de 2017

«Só um povo bem organizado...»: centenas manifestaram-se em Bilbo a favor da amnistia

Centenas de pessoas [ninguém precisou um número concreto] reponderam à convocatória do Movimento pró-Amnistia e contra a Repressão (MpA), manifestando-se, ontem, ao final da tarde, em defesa da «amnistia total» pelas ruas da Zona Antiga da capital biscainha.

Depois da manifestação que a organização Sare promoveu, também ontem, em Bilbo, em defesa dos «direitos humanos» e do repatriamento dos presos políticos bascos, centenas de pessoas começaram a juntar-se, pouco depois das 20h00, na Etxebarrieta Anaien Plaza, na Alde Zaharra bilbaína, para vincarem a sua defesa da amnistia.

Enfrentando o frio intenso e a chuva forte, os manifestantes atravessaram a Alde Zaharra fazendo ouvir várias palavras de ordem [vídeo de La Haine] e, passados 40 minutos, estavam de regresso à Praça dos Irmãos Etxebarrieta, onde o MpA agradeceu a participação de todos, «apesar da chuva, do frio e dos entraves».

Antes da leitura política propriamente dita, o representante do MpA fez questão de enviar uma saudação calorosa «a todos os presos, refugiados e deportados bascos que se mantêm firmes, pela dignidade e a luta, face ao inimigo», deixando-lhes uma mensagem clara: «a luta não acabará até que todos eles e o nosso povo alcancem a liberdade».

Fez também uma menção especial aos presos políticos bascos que têm «doenças graves e que os estados não só querem pôr de joelhos e humilhar, mas também matar», sublinhando que «só o povo trabalhador basco tem capacidade para evitar tal extermínio». A única forma de o conseguir é através «da luta e da unidade popular face ao inimigo», disse.

A luta pela amnistia
Em seguida, procedeu à leitura de um comunicado, no qual se faz uma abordagem histórica à luta do povo basco pela amnistia, desde 1976 até à actualidade, bem como uma crítica à perda de conteúdo político de algumas mobilizações recentes, que se ficam pela «defesa dos direitos dos presos políticos de um ponto de vista humanitário».

A mobilização terminou com os presentes a cantarem o «Eusko Gudariak». Antes, ainda se recordou umas palavras de Argala: «Só um povo bem organizado e que luta poderá alcançar os grandes objectivos a que aspira.» / Ver: amnistiAskatasuna

A DHL Euskal Log de Agurain despediu uma trabalhadora por meter baixa

LAB, ELA e CCOO na empresa DHL Euskal Log, de Agurain (Araba), denunciaram a situação: a empresa despediu uma trabalhadora que meteu baixa por doença. No passado dia 12, os sindicatos realizaram uma concentração junto às instalações da empresa, sob o lema «DHL-Euskalog despidorik ez», e divulgaram uma nota sobre o despedimento.

«A administração da empresa voltou a despedir uma trabalhadora», revelam os sindicatos, acrescentando que, como é habitual, o despedimento foi feito através de um fax registado [burofax]. Como motivo para o despedimento, a empresa alega que a trabalhadora esteve de baixa 29 dias em 2016.

Para além de repudiarem a actuação da empresa neste caso, os sindicatos afirmam que «estão contra qualquer despedimento que viole os direitos dos trabalhadores». Acrescentam que a administração terá de «enfrentar» os trabalhadores e que «é tempo de estes se unirem» face às atitudes do patronato.

Na quinta-feira passada, dia 12, LAB, ELA e CCOO realizaram uma concentração de protesto frente às instalações da DHL Euskal Log, em Agurain (Araba); não descartam a possibilidade de avançarem para novas formas de luta. / Ver: halabedi.eus e LAB

«El vuelo del almirante Carrero Blanco y el revuelo judicial»

[De Carlos Tena] El Parlamento, donde los pijiprogres del Club de Fans de Pablito y sus padrinos del PSOE juegan al debate, interpretando un papel tan falso como populista y «primaveral», sigue manchado con la sangre de miles de luchadores por la libertad.

Los líderes del franquismo, sus torturadores y criminales, no solo gozan hoy de libertad y protección, sino que se les considera héroes.

Ahora resulta que la justicia borbónica quiere encarcelar a quienes osen bromear con la muerte, del almirante. Una joven estudiante podría ser una nueva víctima de la justicia neofranquista. (lahaine.org)

Ver tb: Entrevista a Alfredo Remírez, @erreharria – este basco é um dos MUITOS IMPUTADOS pelo tribunal de excepção espanhol, na sequência das operações Aranha contra a liberdade de expressão nas redes sociais no Estado espanhol (lahaine.org)

«A catástrofe que nos ameaça e como combatê-la» [Escuela de Cuadros]

A edição 189 do programa de formação marxista Escuela de Cuadros centra-se no estudo de um texto com grande actualidade, escrito por Lénine em Setembro de 1917. Amílcar Figueroa dá uma ajuda.

Naquele momento, um governo reformista tinha afastado o governo reaccionário do Czar. No entanto, apesar da terminologia revolucionária de Kerensky, o seu governo manifestou uma descarada passividade face à conspiração capitalista e à catástrofe eminente. Como sempre, Lénine propôs o que fazer…

«La catástrofe que nos amenaza y cómo combatirla» [Escuela de Cuadros]O programa Escuela de Cuadros é transmitido todas as semanas na Alba TV (segundas e terças-feiras, às 20h30) e na ViVe Televisión (sábados e domingos, 22h00). Os programas podem ser vistos também em www.youtube.com/escuelacuadros.

sábado, 14 de janeiro de 2017

Milhares inundaram Bilbo em defesa dos direitos humanos e contra a dispersão dos presos

Num dia frio e chuvoso, 78 mil pessoas (segundo se divulga no Twitter) mobilizaram-se, nas ruas da capital biscainha, em defesa dos direitos humanos dos presos políticos bascos e contra a política de dispersão que lhes é aplicada pelos estados.

A manifestação, convocada pela organização Sare sob o lema «Giza Eskubideen, konponbidearen eta bakearen alde. Euskal presoak Euskal Herrira» [Pelos direitos humanos, a resolução e a paz. Os presos bascos para o País Basco], partiu de La Casilla por volta das 17h45, com as carrinhas da Mirentxin e os familiares dos presos à frente.

Também se viam muitas bandeirolas a reclamar o repatriamento e um cartaz com a forma de uma mão com o indicador esticado, a denunciar as violações dos direitos, símbolo da mobilização deste ano.

Seguindo pela Rua Autonomia e pela Praça Zabalburu, a manifestação voltou a proporcionar imagens impressionantes, com as vias cheias de gente, até chegar à Câmara Municipal, onde teve lugar o acto final.

Acto final
Depois de uma breve actuação de Kepa Junkera e Sorginak, tomaram a palavra Nerea Alias e Andoni Aizpuru, que se mostraram confiantes que este seja um «ano decisivo» para «avançar nessa tripla reivindicação, que não pode dissociar-se: direitos humanos, resolução e paz».

Em nome da Sare, afirmaram que a sociedade basca «exige respeito pelos direitos dos presos e das presas bascos, exige que sejam dados passos em direcção à resolução do conflito e que, de uma vez por todas, se alcance uma paz justa e definitiva».

Dirigindo-se a Madrid e a Paris, abordaram a questão dos presos doentes, da dispersão e da política de vingança, sublinhando que não vão parar até ter todos os presos bascos no País Basco. E pediram a todos que levantassem, todos juntos, os cartazes com a forma de mão e o dedo indicador esticado, para mostrar que «eu denuncio, nós denunciamos, Euskal Herria denuncia».

Quando encerrámos esta notícia, centenas de pessoas juntavam-se na Praça Irmãos Etxebarrieta, em Bilbo, para participar na manifestação em defesa da amnistia. / Mais info: lahaine.org, Berria e argia / Fotos: argia

«Altsasuko gazteria aurria! | ¡Viva la juventud de Altsasu!»

[De Altsasuko Gazte Asanblada / Asamblea de Jóvenes de Altsasu] Goardia Zibila zein beste indar polizialak egoera guzti honetan biktima bezala jartzea Altsasuko egoera guztiz desitxuratzea da. Nor da kontzentrazio batean egoteagatik isunak jasotzen dituena? Nor zen kontrol batean biluzarazia eta armekin mehatxatua izan zena? Sarekada baten ondorioz inkomunikatu eta torturatua? Nor manifestazio batean borrazo edo pilotakada bat jaso duena? Ez dugu uste gakoa indar polizialak herriarekiko harremanean nola sentitzen diren denik, herria indar polizialekiko nola sentitzen den baizik.

Altsasuko gertakariak egin duten eran gaindimentsionatzea aurretik erabakia zegoen. Izan ere arazoaren muina ez da iskanbila bera. Euskal Herria gertatu izan ez balitz, herri borrokalari batean gertatu izan ez balitz, iskanbilak ez luke beste edozein iskanbila baino garrantzi handiagorik edukiko. Baina gure zoritxarrerako, Altsasun gertatu zen, desmilitarizazioaren borroka modu aktiboan mantendu duen herri batean.
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Colocar a la Guardia Civil como víctima en toda esta situación es desfigurar la situación de Altsasu. ¿Quién es la/el que recibe la multa por participar en una concentración? ¿Quién fue la/el que en un control fue obligada/o a desnudarse y fue amenazada/o con las armas? ¿Incomunicada/o y torturada/o tras una redada? ¿Quién la/el que recibe un pelotazo o un porrazo por participar en una manifestación? No creemos que el debate haya de estar en cómo se siente la Guardia Civil en su relación con el pueblo, sino cómo se siente el pueblo respecto a la Guardia Civil.

Que los sucesos de Altsasu se hayan sobredimensionado como se ha hecho estaba pensado de antes. Ya que el núcleo del problema no son los propios sucesos, si no hubieran acontecido en Euskal Herria, si no hubieran acontecido en un pueblo combativo, no se le hubiera dado más importancia que a cualquier otro. Pero para nuestra desgracia se dieron en Altsasu, en un pueblo que ha mantenido activa la lucha por la desmilitarización. / Ler: BorrokaGaraiaDa

«O Ocidente reescreve o passado»

[De Manlio Dinucci] «O "Ministério da Verdade" de Orwell não se referia à URSS. Vaticinava a cobertura que dão os media burgueses ao atentado de Berlim e às guerras contra a Líbia e a Síria. Nestes, a actualidade divide-se em sequências curtas completamente desconectadas entre si, para que os factos resultem incompreensíveis, dando assim aos governantes a mais ampla margem para esconder os seus crimes.» (odiario.info)

The Wolfe Tones - «James Connolly»

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