sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Trabalhadores da Zalain Transformados em luta pelo pagamento dos salários

Ontem de manhã, 150 trabalhadores/as deram seguimento às mobilizações levadas a cabo a 18 de Janeiro e 2 de Fevereiro, realizando uma paralisação de quatro horas por turno e concentrando-se para exigir que a empresa lhes pague o que lhes deve.

A situação de conflito na fábrica da Zelain Transformados, localizada em Lesaka (Nafarroa) e onde laboram 350 trabalhadores/as, não é nova. Pese embora estar integrada no Grupo Condesa – líder europeu de tubo de aço sem soldadura, com mais três fábricas no País Basco e outras cinco no Estado espanhol, em França e na Alemanha –, em Março de 2014 a administração começou a falar em problemas «de abastecimento de matéria-prima» devido a «questões de tesouraria». Para os trabalhadores, era evidente a má gestão da empresa.

A situação foi-se agravando e a luta dos trabalhadores foi crescendo, na medida em que pouco sabiam sobre as soluções procuradas. No dia 29 de Janeiro, soube-se que a UE aprovou a aquisição de várias fábricas do grupo Condesa, entre elas a Zalain Transformados, pela Arcelor Mittal e um consórcio de bancos. No entanto, a incerteza mantém-se e os trabalhadores continuam determinados a lutar pelos seus direitos, defendendo que a questão não é de «tesouraria», mas de «opção estratégica». / Ver: LAB e ELA

Três presos políticos bascos foram libertados ontem

Os presos políticos Jon Mintegiaga, Minde (Ibarra, Gipuzkoa), Aingeru Cardaño (Santutxu, Bilbo; actualmente em Munitibar, Bizkaia) e Mikel Askasibar (Bergara, Gipuzkoa) foram libertados ontem.

Minde foi detido em 12 de Janeiro de 2015, no âmbito de uma operação contra o Herrira. Encontrava-se preso na cadeia de Aranjuez, a 500 quilómetros de Ibarra, sua terra natal. Foi libertado ao fim da tarde, depois de pagar uma fiança de 20 000 euros, e fica a aguardar julgamento. Até lá, não pode sair do Estado espanhol e tem de comparecer semanalmente em tribunal. Quando chegou a Ibarra, à noite, houve grande festa e sessão de boas-vindas.

O bilbaíno Aingeru Cardaño saiu ontem de manhã da cadeia de Daroca (Saragoça). Foi encarcerado a 1 de Setembro de 2015, depois de, em Novembro do ano anterior, a AN espanhola o ter condenado, juntamente com o também bilbaíno Aitor Fernández, Piol, a três anos de prisão, acusando-os de uma acção de «violência urbana» em 2001. Ambos se recusaram a comparecer na cadeia voluntariamente, afirmando-se publicamente em «desobediência» contra a sentença a que foram condenados.

Cardaño passou cerca de cinco meses na prisão, depois de já ter cumprido dois anos e meio de pena. Piol continua na cadeia. Apesar de ser do bairro bilbaíno de Santutxu, Cardaño vive agora em Munitibar (Bizkaia), onde ontem recebeu um ongi etorri.

Também de manhã, Mikel Askasibar saiu da cadeia de Herrera de la Mancha, depois de ter cumprido 25 anos de pena. À saída da cadeia, Aska era aguardado por um grupo numeroso de familiares e amigos.
Ao fim da tarde, houve ongi etorri e grande festa em Bergara, sua terra natal. / Ver: argia e uriola.eus

80 anos a lutar contra o fascismo: 1936-2016

A Ezkerraldea Antifaxista promove nas próximas semanas, em localidades da Margem Esquerda (da ria), um conjunto de iniciativas que se integram naquilo a que chamou «Sessões comemorativas do 80.º aniversário da vitória democrática da Frente Popular».

As iniciativas arrancam no dia 12 com a apresentação da campanha e uma sessão de formação, às 19h00, no La Kelo Gaztetxea, em Santurtzi. Segue-se, no dia 13, uma manifestação e um acto político em Portugalete (La Rantxe plaza, 19h00).

No dia 20, também com início previsto para as 19h00, terá lugar no Mercado de Portugalete a mesa-redonda «Comunistas, Abertzales Socialistas e Anarquistas», com a participação de Enrique Cuadra, Antxon Gómez, Alberto Muñoz e Enrique Hoz. / Ver: EzkerraldeAntifaxista e SareAntifaxista

Borroka Garaia: «¿Transi qué?»

Como todo el mundo sabe, la españa franquista mediante un proceso de reflexión llegó a la conclusión de que no era muy democrática y eso está feo. Entonces se inició un modélico gran debate político y social popular liderado por el anti-franquismo y conocido como transición donde se pusieron las bases para la democracia entre pelucas de Carrillo, pantalones de pana del señor X y demás fauna. Es una historia muy conmovedora pero para escribir un libro del género fantástico con toques de ciencia-ficción. (BorrokaGaraiaDa)

«A 24 años de la rebelión cívico-militar de 1.992, el 4F por ahora y para siempre es nuestro "Día de la Dignidad"» (CSB)
[De Coordinadora Simón Bolívar] «Compañeros: lamentablemente, por ahora, los objetivos que nos planteamos no fueron logrados en la ciudad capital; es decir, nosotros aquí en Caracas no logramos controlar el poder» H.C.
Esa frase, que quedó inscrita como un punto de quiebre en la historia de Venezuela, el 4 de febrero de 1.992, dio por concluido el movimiento cívico-militar liderado por el entonces Teniente Coronel Hugo Rafael Chávez Frías, que se rebeló contra el gobierno del ex presidente Carlos Andrés Pérez.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

«Rueda de prensa y valoración de la sentencia de Askapena»

Tenemos claro que este fallo favorable no proviene, de ninguna manera, de una supuesta capacidad de repartir justicia por parte de las instituciones jurídicas españolas, ya que han mostrado a lo largo de los años no ser más que un instrumento represivo al servicio de los intereses políticos del Estado y, por lo tanto, una herramienta estratégica en contra de la militancia independentista vasca.

Aún así, esta sentencia absolutoria es una victoria, sin lugar a dudas, pero es una victoria ante todo y fundamentalmente política. Una victoria de todas aquellas personas y organizaciones, tanto de Euskal Herria como de otros pueblos hermanos, que hemos apostado por la lucha popular como principal medio para imposibilitar al Estado español mantenerse en su política represiva.

En este sentido queremos agradecer profundamente a todas las compañeras, organizaciones e instituciones que nos han mostrado su solidaridad y su compromiso militante con la defensa de los derechos civiles y políticos, y con el proyecto internacionalista que defendemos y desarrollamos.

Por otro lado, queremos remarcar aquí que esta sentencia absolutoria de ninguna manera nos repara de los daños sufridos en los últimos 5 años: detención incomunicada, riesgo de tortura, encarcelamiento «preventivo», dispersión, libertad condicional, bienes bloqueados, familias hipotecadas, retirada del pasaporte, vida bajo control judicial y violación del derecho a la defensa de Askapena, Askapeña, Herriak Aske y Elkartruke durante el juicio.

En este sentido, la conculcación de derechos fundamentales, civiles y políticos y la criminalización político mediática impulsada por parte de los poderes públicos y fácticos españoles han condicionado drásticamente nuestra vida cotidiana personal y militante durante estos cinco largos años, y no estamos dispuestos a que todas esas violaciones de derechos pasen desapercibidas y queden en el olvido. / LER MAIS: lahaine.org [também em euskara]

Ahotsa ouvido no Parlamento: Nafarroa deve ser «zona livre da Lei da Mordaça»

Sergio Labayen, em representação do ahotsa.info, foi ouvido ontem, dia 3, pelos diversos grupos na Comissão de Relações Cidadãs e Institucionais do Parlamento de Nafarroa. Os representantes da UPN e do PP, J. L. Sanchez de Munian e Ana Beltran, atacaram o órgão de comunicação navarro «de forma virulenta, chegando inclusive a acusá-lo de ter cometido diversos crimes», lê-se no portal do ahotsa.info. Os demais grupos parlamentares manifestaram-se contra a Lei da Mordaça e a favor da liberdade de expressão.

Intervenção de Sergio Labayen no Parlamento navarro (vídeo) / Ver: ahotsa.info

Áudio: «Crónica de la intervención de Ahotsa.info en el Parlamento de Nafarroa» (Info7 irratia)

Em liberdade todos os membros da Indar★Gorri detidos na segunda-feira

Os 18 membros da Indar★Gorri – torcida do Osasuna – detidos na segunda-feira foram postos em liberdade depois de serem presentes ao juiz Fermín.
Acusados de integração em «grupo criminoso», os indar gorris agora em liberdade recusaram-se a depor e têm de comparecer mensalmente num tribunal de Iruñea.

O juiz encarregue do processo, Fermín Otamendi, tem currículo na terra. É o mesmo que levou por diante a causa contra os «pescadores barbudos» que, no txupinazo do San Fermin de 2013, abriram um ikurriña gigante na Praça do Município de Iruñea [Pamplona], acusando-os de «crime contra a ordem pública».

Foi também o navarríssimo-espanholíssimo juiz que indeferiu a queixa apresentada por Aingeru Zudaire, jovem que perdeu uma vista depois de ser atingido por uma bala de borracha disparada pela Polícia espanhola no decorrer da greve geral de 26 de Setembro de 2012. O juiz sugeriu a Zudaire que fosse «reclamar» a quem tinha convocado a mobilização, ou seja, os sindicatos. / Ver: SareAntifaxista e Argia

Sobre as polémicas actuações do juez Fermin Otamendi epailea, ver tb: Gara

«Ucrânia: camisas castanhas e botas pretas. Ilegalização do Partido Comunista»

[De Higinio Polo] «Quando as camisas castanhas dos fascistas, as botas pretas dos gangs paramilitares assolam as cidades ucranianas, e o Partido Comunista é proibido e forçado a passar à clandestinidade começam a faltar na Europa vozes que clamem por liberdade» (odiario.info)

«Netanyahu e sua confissão: balcanizar a Síria», de Pablo JOFRÉ LEAL (PCB via Diário Liberdade)
Com sua característica soberba e verborragia, o Primeiro Ministro da entidade sionista, Benjamín Netanyahu, aproveitou o espaço outorgado pelo Fórum Econômico Mundial, celebrado na localidade de Davos, Suíça, onde ano após ano se reúne a flor e a nata dos poderes financeiros e políticos do mundo ocidental, para dar apresentar e deixar claro o verdadeiro plano que persegue com relação à República da Síria desde o início da agressão contra este país árabe, fevereiro de 2011: desintegrar e balcanizar esta nação levantina.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

A Audiência Nacional espanhola absolveu cinco militantes da Askapena

O tribunal de excepção espanhol absolveu os cinco militantes da Askapena – Gabi Basañez, Unai Vázquez, David Soto, Walter Wendelin e Aritz Ganboa – julgados em Outubro último e para os quais o Ministério Público (MP) pedia seis anos de prisão, 14 anos de inabilitação e 7200 euros de multa.

Na sentença hoje divulgada, três magistrados do tribunal especial consideram não ter ficado provada «nenhuma relação directa» entre a Askapena e a organização armada basca, como defendia o MP, baseando-se num relatório elaborado pelos do costume – a Guarda Civil –, no qual se referia que a organização internacionalista era parte da ETA ou com ela colaborava.

Ao longo do tempo, a Askapena denunciou esta e outras trapaças, nomeadamente as múltiplas irregularidades existentes em todo o processo judicial e o facto de se tratar de um processo político movido contra o seu trabalho internacionalista. Também no decorrer do julgamento os militantes Askapena sublinharam o trabalho de solidariedade anti-imperialista levado a cabo pela organização a diversos níveis e negaram qualquer relação com organização armada.

Hoje, como é natural, a notícia da absolvição foi recebida com muita alegria no Babesgune [espaço de apoio] de Iruñea, onde os visados se encontravam desde o fim-de-semana passado, antecipando a eventualidade de uma «detenção preventiva». É que na sentença tornada pública o tribunal «descobriu» que a Askapena é uma organização que, «embora no geral siga as propostas do Movimento de Libertação Nacional Basco», «não tem ligação à ETA» – ao contrário do que é sustentado no relatório dos pikoletos.

Ser dirigentes da Askapena, participar em apresentações públicas, estar ligado ao funcionamento das brigadas internacionais, participar em fóruns sociais e dar impulso aos comités de solidariedade e amigos de Euskal Herria afinal não é equivalente a ser membro de organização armada. Descobriu o tribunal especial.

Também não se verificam a ilegalização e a dissolução da Askapena, da comparsa bilbaína Askapeña e das sociedades Herriak Aske e Elkartruke, como solicitadas pelo MP. / Ver: naiz, argia e Berria

A ASKAPENA AGRADECE
Mila esker guztioi zuon babes eta elkartasunagatik!
Obrigado a todos pelo vosso apoio e solidariedade!
Gora Euskal Herria internazionalista. Borroka da bide bakarra!
Viva o País Basco internacionalista. A luta é o único caminho!

Askapena aurrera! Jarrai dezagun elkarrekin borrokan!
Avante, Askapena! Continuemos juntos a lutar!

Protesto pela visita do cônsul de Marrocos ao Parlamento de Gasteiz

Saarauís, activistas pró-Saara Ocidental e vários deputados do EH Bildu protestaram hoje à entrada do Parlamento de Lakua contra a visita do novo cônsul de Marrocos em Bilbo, que foi recebido pela presidente da instituição.

Exibindo bandeiras da República Árabe Saarauí Democrática e diversas inscrições em que se denunciava os abusos perpetrados por Marrocos nos territórios ocupados do Saara Ocidental, os manifestantes expressaram o seu repúdio pela visita do mandatário marroquino.

Por seu lado, Diana Urrea, deputada do EH Bildu e membro do grupo de solidariedade com o Saara Ocidental, entregou ao cônsul um documento com resoluções aprovadas a favor do povo saarauí no Parlamento de Gasteiz.

Recepção em Gasteiz ao cônsul marroquinoVer: gasteizhoy.com e EH Bilbu Legebiltzarra

Carlos Fazio: «Operación misión cumplida (II)» [México]

Gracias a una corte de grandes medios y periodistas corruptos, a 24 días de la segunda recaptura de Joaquín Guzmán Loera la campaña de intoxicación (des)informativa no cesa. Alimentado con contradictorias versiones oficiales, declaraciones de fuentes anónimas, montajes televisivos y filtraciones parciales y selectivas de presuntos chats y carne podrida –término usado en la prensa para nombrar aquella información que se da con fines espurios−, la dosificación del guión gubernamental dirigido a trabajar con fines diversionistas sobre la siquis colectiva incluyó, las tres últimas semanas, la morbosa persecución sexista de Estado contra la actriz Kate del Castillo y la legisladora sinaloense Lucero Sánchez, y la producción de un endeble cortometraje sobre la cacería de El Chapo, elaborado por la Agencia de Investigación Criminal a cargo de Tomás Cerón, el mismo de la verdad histórica sobre el caso Iguala. (lahaine.org)

«Un llamado urgente en defensa del periodista palestino que está al borde de la muerte», de Carlos AZNÁREZ (Resumen Medio Oriente)
Sin embargo, no todos callan. Muhammad Al-Qiq, como haría cualquier reportero que se respete a sí mismo, venía informando día a día para el canal «Al Majd» sobre lo que veían sus ojos y sentía su cuerpo, con sólo dar un recorrido por las calles de Ramalah o de Jerusalén: niños golpeados y detenidos por arrojar piedras contra tanques, mujeres jóvenes asesinadas a las que se les «planta» un cuchillo para justificar el crimen, campos con cultivos de olivos arrasados, casas demolidas por pura venganza, ciudades como Hebrón o campos de refugiadas como Jenín, bloqueados militarmente y su población sufriendo todo tipo de humillaciones.
Precisamente, el informar con objetividad sobre la barbarie israelí, es el «delito» por el que fue detenido y torturado Al-Qiq hace tres meses en su casa de Ramallah.

Des-kontrol – «Duintasunez eutsi»

A banda é de Arrasate (Gipuzkoa, EH). O tema é do álbum homónimo, Duintasunez eutsi, de 2006. [Letra / tradução]

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

No País Basco Sul, ocorreram 267 acidentes laborais por dia em 2015

De acordo um relatório apresentado pelo LAB, em 2015 registaram-se 267 acidentes laborais por dia em Hego Euskal Herria. Considerando estes dados preocupantes, o sindicato sublinhou que, em relação a 2014, houve um aumento de 8,7%.

O ano passado, morreu um trabalhador de seis em seis dias; foram detectadas 12 doenças profissionais por dia – são alguns dos dados que o responsável do LAB pela Saúde no Trabalho, Ibon Zubiela, e a secretária-geral, Ainhoa Etxaide, divulgaram ontem, no decorrer da apresentação do relatório «Acidentes de trabalho e doenças profissionais 2015», em Iruñea.

«O aumento da precariedade e a falta de investimento na prevenção são decisões tomadas com a noção das suas consequências», denunciou Ainhoa Etxaide. «O patronato apoia estas práticas e possibilita as políticas e normas que as tornam possíveis, mesmo sabendo quais são os riscos associados», insistiu.

Exigência de respostas
O LAB exigiu respostas às entidades públicas do País Basco Sul. Por um lado, pediu ao Osalan e ao Instituto de Saúde Pública e Laboral de Nafarroa que anunciem «as medidas que vão tomar». Por outro, pediu aos governos de Gasteiz e Iruñea que «digam ao patronato que esta situação é inaceitável, e que apresentem as medidas que vão tomar para fazer frente a este cenário». / Ver: argia / Relatório

Mobilizações de apoio aos membros da Indar Gorri ontem detidos

Depois das concentrações de ontem em Altsasu e Iruñea – com a Polícia espanhola a carregar nesta última [vídeo] – em protesto contra a detenção de membros da torcida Indar Gorri, do Osasuna, hoje centenas de pessoas juntaram-se em Gasteiz, numa concentração convocada pelas torcidas Iraultza 1921 e Indar Baskonia 1986, e novamente em Altsasu (Nafarroa), de onde são dois dos jovens detidos.

Entretanto, soube-se que os membros da Indar Gorri presos na operação de ontem, levada a cabo pela Guarda Civil e a Polícia espanhola em várias localidades de Nafarroa, serão presentes ao juiz Fermín amanhã e que hoje estão a prestar depoimento na esquadra da Rua Chinchilla ou no Comando da Guarda Civil. O juiz acusa-os de «associação criminosa». / Ver: naiz

Leitura:
«Podredumbre», de Alabinbonban (lahaine.org)
Podría hablarse del fútbol como una pieza más en el engranaje del poder; del fútbol como paradigma del
turbocapitalismo; de los largos tentáculos de los palcos; de la corrupción; del politiqueo barato; de la compraventa de niños; de agencias y comisiones; del amaño de partidos; de deudas impagables; de contabilidad que no encaja. Todo esto y mucho más podría ser central pero no sucede así, quizás porque tirando del hilo podría peligrar el chiringuito (en singular y plural; no nos referimos a basura televisada pero también valdría).

Así que lo que tratan de proyectar y vendernos es lo normal. Si lo criticas y te sales del guión es que estás politizando el fútbol. Ensuciándolo. Y eso está muy feo, ya lo dijo Maradona: «la pelota no se mancha». Menos aún cuando las alubias de muchos están en juego.

«Mujeres en el Donbass: las otras ucranianas»

[De Irene Zugasti Hervás] Las imágenes de hermosas activistas envueltas en banderas nacionales en la plaza de Maidán o las de las ancianas llorando han dado una visión reducida y estereotipada del rol de las mujeres en este conflicto. La población femenina está activa en todas las estructuras de guerra, incluidas las milicias populares. / Ler: euskalherria-donbas.org

«Grécia 2016: Intensificação da resistência popular ao governo SYRIZA-ANEL», de KKE (resistir.info)
As mobilizações dos trabalhadores e do povo tem-se intensificado na Grécia desde o início de 2016, centrando-se nas mudanças reaccionárias que o governo SYRIZA-ANEL procura fazer no sistema de segurança social e de pensões, liquidando ganhos significativos dos trabalhadores, aumentando contribuições dos trabalhadores para a segurança social e a idade de reforma, reduzindo pensões e cortando benefícios sociais, como para pessoas com necessidades especiais.

«Marcha por la Justicia en el aniversario del Bloody Sunday»

A pesar de la lluvia torrencial que no paró de caer durante todo el recorrido, la multitud estuvo reunida en Central Drive en Creggan para el inicio de la marcha a las 15:00 (hora local).

La marcha, como lo ha hecho desde hace más de cuatro décadas, tomó su ruta tradicional a través de Creggan, Brandywell, Bogside, Westland Street, William Street antes de terminar en el Free Derry Corner en Rossville Street.

En la marcha hubo una nutrida representación del 32CSM, de la IRPWA, y luego estuvieron presentes manifestantes de la RNU, RSF y de éirígí. También se vieron representantes del IWU, anarquistas, del Socialist Workers, militantes contra el TTIP, por el derecho al aborto, en defensa de la tierra, en recuerdo a la masacre de Ballymurphy, y otra serie de campañas en marcha.

Durante el recorrido eran visibles diversas pintadas contra el internamiento, pidiendo la salida de los británicos, a favor del IRA, en recuerdo de 1916 y recordando que aún no hay justicia por los sucesos del Domingo Sangriento, entre otras.

Derry, Norte da Irlanda: 44.º aniversário do Bloody Sunday [RT]LER MAIS: Norte de Irlanda e BorrokaGaraiaDa

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Vários detidos em operação contra a Indar Gorri, torcida do Osasuna

A Guarda Civil e a Polícia espanhola prenderam pelo menos 17 pessoas em Iruñea, Altsasu, Lekaroz e Irunberri (Nafarroa) numa operação contra a Indar Gorri, claque/torcida independentista e antifascista do Osasuna.

Os visados são acusados de «associação criminosa». Para além das detenções - confirmadas por advogados -, as forças de ocupação, coordenadas pelo juiz Fermín, do Tribunal de Iruñea, efectuaram buscas na sede na Indar Gorri na capital navarra.

Recorde-se que a Indar Gorri, que se assume como antifascista, esteve por diversas vezes na mira das «forças da ordem», e, mesmo no seu próprio estádio, os supporters organizados da equipa navarra não têm a vida facilitada: por exibirem um «arrano beltza» [símbolo histórico dos bascos], ikurriñas ou bandeirolas de apoio aos presos políticos. Apoiantes de outras equipas bascas também conhecem a receita, de sobra. Fora de Euskal Herria, é bem conhecida a perseguição movida aos Bukaneros, apoiantes do Rayo Vallecano (Madrid) que assumem claramente valores de esquerda.

Cargas no protesto em Iruñea
Em protesto contra as detenções, foram convocadas mobilizações para Iruñea e Altsasu. Na capital navarra, cerca de 500 pessoas juntaram-se na Alde Zaharra e, depois de lido um comunicado, dirigiram-se em desfile até à esquadra da Chinchilla kalea. Contudo, a Polícia espanhola carregou e dispersou o protesto. [Vídeo] / Ver: naiz, argia e ahotsa.info [No cartaz: Só uma «bancada» bem organizada pode alcançar grandes objectivos]

Leituras:
«Indar Gorriren aurkako operazioaren harira», de Movimento pró-Amnistia e contra a Repressão (amnistiaaskatasuna)
Ohikoa bihurtu da futbol zelaietako «segurtasun» lanetan aritzen direnek presoen aldeko banderak eta eduki politikoa duten pankartak konfiskatzea eta zaleen sektore jakinen aurkako miaketak eta jazarpena. Bertsio bakarra nahi dute, ez dute onartzen inork ofiziala ez diren tesietatik baino haratago pentsatzea eta iritzia ematea, eta Estatuaren gerra logika horretan sartzen da orain Euskal Herrian Indar Gorriren aurka burututako operazio hau, zein Euskal Herritik kanpo lehenago Bukaneros Vallekaseko ezkertiarren aurka buruturikoa ere.

«“Grupos criminales”», de Borroka Garaia (BorrokaGaraiaDa)
Al hilo del estado de excepción en Euskal Herria decía una conocida portada irónica del fanzine TMEO que al final iban a ilegalizar al Athletic. Claro que eso no va a ocurrir, ya que para llevar a cabo una cosa así se tendrían que llevar por delante a parte de la patronal vascongada y ya sabemos que el perro policía nunca muerde la mano del que le da de comer y le pone el collar.

Ospa contabiliza 59 controlos das forças repressivas em Altsasu no final de 2015

O Ospa Mugimendua, movimento anti-repressivo de Altsasu (Nafarroa), revelou que a Guarda Civil e a Polícia Foral efectuaram 59 controlos nesta localidade de Sakana nos dois últimos meses de 2015.

Numa conferência de imprensa realizada este sábado, 30 de Janeiro, representantes do Ospa precisaram que 39 controlos foram efectuados pelos pikoletos e 20 pelos foruzainak, tanto nas saídas como na Alde Zaharra [Parte Velha] da localidade.

Denunciando esta situação, afirmaram que as forças armadas «continuam a ocupar as suas ruas e montes, continuam a limitar os seus direitos e liberdades, condicionando a sua vida com revistas, controlos, ameaças e identificações». Por isso, pediram à forças policiais e militares que se vão embora. [O vale de Sakana tem a maior densidade policial por habitante na Europa.]

O Ospa divulgou ainda a iniciativa «gauaren iluntasunean argi gera dadila: alde hemendik!», a ter lugar na próxima sexta-feira, dia 5. A ideia é iluminar a noite escura de Inverno com centenas de balões luminosos e deixar uma mensagem clara aos responsáveis pela repressão: «este povo não se apagará e continuará a exigir um futuro de liberdade, sem repressão e ocupação», afirmaram. / Ver: guaixe.eus e hitzondo.net

«La dispersió és una mesura excepcional que s'aplica únicament als presos polítics»

[David Bou entrevista Aroa Lasa, companheira de um preso político basco. Em catalão] Aroa Lasa té 31 anys i, des de fa dos anys i quatre mesos, viatja regularment a París per visitar el seu company, empresonat al centre penitenciari de Fresnes, a 821 quilòmetres del País Basc. Cada visita suposa una despesa de tres-cents euros

Actualment, més de 400 preses polítiques, la gran majoria basques, pateixen la política de dispersió penitenciària que apliquen els estats espanyol i francès, que les desterren a centenars o milers de quilòmetres de casa. Les seves famílies i amistats han de pagar els costos emocionals i econòmics de l'allunyament, fins i tot amb la mort en accidents de trànsit. Els col•lectius de solidaritat i suport a les preses consideren la política de dispersió com una venjança i un càstig social. Parlem amb Aroa Lasa, una de les múltiples testimonis d'aquesta política penitenciària. / LER: directa.cat

«Vaga de protestos na Tunísia: desemprego e desespero»

Milhares de tunisinos, sobretudo jovens, têm exigido nas ruas de várias cidades respostas do governo à crise social que tem no desemprego o principal propulsor.
[...] Cerca de 700 mil pessoas estão desempregadas, de acordo com os dados oficiais. Um terço são jovens com habilitações académicas. Factores que acrescem à precariedade e à intensa exploração que se faz sentir não apenas nas zonas onde domina o turismo, mas igualmente no centro e Sul da Tunísia, onde a produção tem um peso significativo. (Diário Liberdade)

«Fatos indicam que Kiev tentará resolver conflito em Donbass pela força, diz Lugansk» (sputniknews)
Kiev planeja resolver o conflito em Donbass pela força. Tal é evidenciado pelos preparativos para a sétima onda de mobilização, pelo aumento de efetivos do exército e pela realização de cursos de treinamento militar com o apoio de parceiros ocidentais, disse o vice-chefe do Estado-Maior da Milícia da República Popular de Lugansk, Igor Yaschenko.

domingo, 31 de janeiro de 2016

A presa Lorentxa Gimon foi novamente hospitalizada

A presa política basca Lorentxa Gimon (Angelu, Lapurdi) foi hospitalizada de urgência na quinta-feira, 28, depois de o seu estado clínico se ter agravado, revelou o colectivo Bagoaz. A angeluarra tem a doença de Chron desde 1991, e nos últimos dois meses foi internada três vezes. [Foto: mobilização pela libertação de Gimon, em Ziburu.]

A Bagoaz, plataforma de defesa dos direitos dos presos bascos, responsabiliza o Estado francês por esta situação, que considera de «grande risco», na medida em que a resposta ao recurso do Ministério Público contra a concessão da liberdade condicional, em Novembro último, está a ser demorada.

Lorentxa está encarcerada na cadeia de Rennes (Bretanha) e, no dia 20 de Fevereiro, terá lugar nesta cidade uma manifestação de apoio à presa, cuja libertação - assim como a de todos os presos bascos doentes - o Bagoaz exige. De Euskal Herria, partem vários autocarros com destino a Rennes, mas também já se sabe que múltiplas associações bretãs vão participar na mobilização. Não se espera uma decisão da Justiça francesa sobre o caso antes de 25 de Fevereiro. / Ver: kazeta.eus e Berria

«Ekaitz in da house», hip hop pela liberdade de Samaniego

Já passaram mais de quatro anos sobre a detenção e o encarceramento de Ekaitz Samaniego (14 de Janeiro de 2012). No dia 23, véspera do seu aniversário, realizou-se no gaztetxe de Gasteiz o Concurso Freestyle «Ekaitz in da house» para exigir a sua liberdade.
Para além de seis freestylers, participaram ainda no evento o Raybon DJ e o grupo Bad Sound.

«Ekaitz in da house» Gasteizko GaztetxeanEkaitz etxean! Ya vale, ostia! / Ver: Hala Bedi

Yolanda González terá uma praça com o seu nome em Deustuibarra

Após muita insistência, os moradores de Deustuibarra conseguiram que a Câmara Municipal de Bilbo aceitasse a proposta de atribuir o nome de Yolanda González Martín a uma praça do bairro, e ontem comemoraram esse facto na «praceta». A bilbaína, militante do Partido Socialista dos Trabalhadores e estudante em Madrid, foi raptada e assassinada por elementos da extrema-direita espanhola a 1 de Fevereiro de 1980, com 19 anos.
Na homenagem de ontem, promovida pelos moradores do bairro por ocasião do 36.º aniversário do assassínio de Yolanda, houve especial menção ao facto de a petição finalmente ter dado frutos, sendo do conhecimento público há mais de uma semana que a Praceta Yolanda González Martín vai existir.
Do programa fez parte a leitura de uma carta por uma amiga da jovem militante, a interpretação de alguns temas por Eneko, cantautor do bairro e membro da associação de moradores, e um aurresku de honra, antes de os presentes colocarem cravos vermelhos junto a um mural. A Polícia também fez questão de aparecer, para identificar quem estava na praceta. / Ver: SareAntifaxista e Twitter

Jorge Cadima: «Ano novo, crise nova»

A nova explosão de crise em 2016 vai agravar todas as já agudíssimas contradições no seio do capitalismo mundial. Conscientes de que uma nova ronda de «austeridade» para os trabalhadores e povos e «maná do céu» para os multimilionários não é compatível com a democracia, as liberdades e a paz, sectores importantes da classe dominante preparam a via da repressão, do autoritarismo e da guerra. Para os trabalhadores e povos não há outra opção, senão preparar-se para o embate. (odiario.info)

«Los límites del pragmatismo», de Manuel NAVARRETE (redroja.net)
Esto nos hace recordar la reciente afirmación de la dirigente de Podemos Carolina Bescansa, en el sentido de que defender el derecho al aborto «no es prioritario» porque «no genera potencia política» (o, dicho en román paladino, no da votos). También aquí, como pensaba Marx, el grado de emancipación de la mujer es índice del grado de emancipación general: ¿qué concluir, si no, de las consideraciones de Podemos en el sentido de que el debate entre monarquía y república o la ruptura con la OTAN no son objetivos a defender porque no te sitúan en la «centralidad del tablero», es decir, donde se atrapan los votos?

sábado, 30 de janeiro de 2016

Milhares manifestaram-se em Sestao e Iruñea em defesa dos postos de trabalho

Ao fim da manhã, milhares de pessoas manifestaram-se nas ruas de Sestao (Bizkaia) em protesto contra a ameaça de encerramento da fábrica da Arcelor Mittal, em defesa da re-industralização da comarca de Ezkerraldea, gravemente afectada por planos de reconversão e privatizações, e em defesa de emprego com direitos. À tarde, foram também milhares os que se manifestaram na capital navarra em defesa do emprego, face à ameaça de despedimento de 250 trabalhadores na fábrica que a multinacional TRW tem em Landaben.

Na grande manifestação que atravessou o centro de Sestao, foi patente a preocupação com o futuro dos 600 trabalhadores da Arcelor. Mais grave ainda é a situação dos/as trabalhadores/as subcontratados/as, que vão ficar sem qualquer cobertura da empresa; por isso, exigiu-se que tenham voz numa mesa negocial.

Denunciando a exploração dos trabalhadores subcontratados, que «existem para dar lucros obscenos às grandes empresas», os operários exigiram também às instituições que assumam as suas responsabilidades, nomeadamente fazendo com que a multinacional assuma, «sem chantagens», os compromissos firmados e não desvie a produção para outro local.

Milhares com os trabalhadores da TRW
A grande manifestação de Iruñea foi uma expressão clara de repúdio pelo despedimento colectivo de 250 dos 620 trabalhadores na fábrica de Landaben, anunciado pela multinacional do ramo automóvel TRW, e da defesa do emprego com direitos numa Nafarroa onde o desenvolvimento também passa pela sector da Indústria.

Apoiados por milhares de pessoas nas ruas, os trabalhadores em luta contaram ainda com o apoio de sindicatos, de organizações representativas dos trabalhadores de inúmeras empresas, de cerca de uma centena de municípios navarros e dos partidos representados no Parlamento de Nafarroa. / Ver: herrikolore [com vídeo], Berria e Twitter

Apoio à Askapena em Iruñea contra risco de ilegalização e encarceramento

O Kalekalde, na capital navarra (Caldereria, 28), recebe a partir de hoje o «babesgune» [espaço de apoio] organizado pela Askapena para denunciar o risco de ilegalização da organização internacionalista e a ameaça de seis anos de prisão que pende sobre Walter Wendelin, David Soto, Gabi Basañez, Unai Vázquez e Aritz Ganboa.

Numa conferência de imprensa em que participaram dezenas de pessoas, Maider Caminos (Libre) e Wendelin lembraram que os visados estão à espera da sentença - último passo de um processo iniciado em 2010 e que se caracterizou pela violação contínua de direitos civis e políticos.

Agora, receiam que tenha lugar uma «detenção preventiva», até porque existe o precedente da aplicação desta medida de excepção. Assim, optaram por pôr em marcha o Babesgunea, um espaço em que pretendem divulgar e discutir o seu caso, que «só foi possível graças à existência de um tribunal de excepção com uma estrutura legal de excepção e medidas policiais de excepção», afirmaram. O Babesgunea, acrescentaram, é um «instrumento para debater esse quadro legal excepcional, efectuar um diagnóstico colectivo entre todos e, de forma aberta, traçar novos passos a dar».

Sublinhando que o Babesgunea é fruto do trabalho em prol da solidariedade e da activação política que a Askapena levou a cabo ao longo dos anos, e das iniciativas do Libre, do Eleak ou dos muros populares, fez-se um apelo à participação nas diversas iniciativas que vierem a ter lugar, especialmente na primeira assembleia aberta, dia 1 de Fevereiro, às 19h00.

Entrevista a David Soto [Ahotsa] Ver: ahotsa.info e ekinklik.org

Martxoak 3 e Bloody Sunday: compromisso com memória, justiça social e direitos civis

Passam hoje 44 anos sobre o massacre do Bloody Sunday (Domingo Sangrento), em Derry (Irlanda), no qual 14 republicanos foram mortos a tiro pelo Exército britânico, após uma manifestação em defesa dos direitos civis e contra as detenções e os encarceramentos de republicanos irlandeses. A este propósito, a Associação 3 de Março, de Gasteiz, e a iniciativa Bloody Sunday, de Derry, tornaram público o manifesto conjunto «Derry Gasteiz: We shall overcome, venceremos».

Na declaração, as duas associações reafirmam a sua ligação e o compromisso com a memória, a justiça social e os direitos civis, sublinhando a «completa solidariedade e empatia entre a memória do Bloody Sunday e a do 3 de Março de 1976, solidariedade extensível a todo o povo de Derry e de Gasteiz que sofreram aquelas agressões».

Acrescentam que em ambos os casos houve uma «intencionalidade clara», que as agressões «foram perfeitamente planificadas e protagonizadas por forças armadas do Estado contra populações desarmadas e indefesas», e destacam o facto de o direito à verdade, justiça, reparação e garantia de não-repetição não estar a ser respeitado no Estado espanhol, onde impera um «escandaloso modelo de apoio à impunidade».

Afirmam que continuarão a trabalhar em prol da memória, por ser essa a melhor homenagem a todos os que ficaram no caminho da luta. «Por elas, we shall overcome, venceremos», refere o texto, que é subscrito por José Luís Martinez Ocio, presidente da Martxoak 3 Elkartea e irmão de Pedro Mari, uma das vítimas de Gasteiz, e Tony Doherty, fundador da iniciativa pela justiça Bloody Sunday e filho de Patrick Joseph, uma das 14 pessoas assassinadas em Derry. / Ver: naiz

Antxon Mendizabal: «Nuestra lucha ideólogica»

La lucha ideológica es importante. Soy de los que piensan que en los últimos tiempos, hemos conocido algo más que un cambio estratégico. Hemos conocido, en los últimos cuatro años, una regresión ideológica importante. El cambio de «todo un marco conceptual» es una muestra de ello.
[...] Hoy se nos vende una ética diferente. Ahora, se nos vende una ética que considera normal el monopolio de la violencia coercitiva y judicial del Estado contra nuestra tierra y sociedad. Frente a la ética de entonces, se nos vende una ética que pregona el individualismo y la sumisión. Es la conjunción del ciudadano del mundo expresado en el «american way of life» y el «homo economicus» de la sociedad neoliberal.
A manera de resumen, la ética que se nos vende tiene como objetivo asegurar el «buen vivir» de las clases medias-altas de nuestra sociedad. (lahaine.org)

«El PSOE, clave de bóveda de la dominación. A 30 años del Referéndum e la OTAN», de Ángeles MAESTRO (lahaine.org)
[Parte I. De la Dictadura de Primo de Rivera a las elecciones de 1982] La confirmación de la integración en la OTAN y la entrada en la CEE, ambos hechos sucedidos en 1986, constituyen para muchos analistas el fin de la Transición. La consumación de la incorporación de España en las estructuras claves del «Bloque Occidental» culminaba la derrota infligida por las clases dominantes de la Dictadura – a las que se sumaba una nueva burguesía surgida de las privatizaciones del PSOE – a una clase obrera que pudo amenazar con convertir el final del franquismo en un proceso con tintes revolucionarios tanto o más serios que los que alumbró la «Revolución de los Claveles» en 1974.
Los elementos claves de este proceso denominado como Transición, y justamente ensalzado por todos los poderes establecidos, fueron la complicidad del PCE1– que controlaba los resortes fundamentales del movimiento obrero y popular – y la recreación del PSOE.