quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Apresentada em Bilbo a campanha «Não ao TTIP em Euskal Herria»

Vários partidos, sindicatos e organizações sociais de Euskal Herria deram início a uma campanha contra a Parceria Transatlântica para o Comércio e Investimento (TTIP, na sigla em inglês) entre a União Europeia e os EUA. Ontem, na apresentação do manifesto, que decorreu no Centro Cívico La Bolsa, em Bilbo, foi vincada a «ameaça» que o acordo representa «para direitos conquistados».

Maitane Arri, do colectivo Ekologistak Martxan, e Juan Hernández Zubizarreta, do sindicato STEE-EILAS, expuseram os objectivos da campanha e deram a conhecer o manifesto «Euskal Herrian TTIPari EZ» [Não ao TTIP em Euskal Herria], no qual se expressa profunda preocupação com a «ameaça» que o acordo referido, bem como o CETA (com o Canadá) e o TISA (Trade in Services Agreement), constitui «para direitos conquistados», num momento em que, no País Basco, «a precariedade, a pobreza e o desemprego de longa duração estão a aumentar, se aposta na privatização do sector público e se procede à desregulação das relações laborais, à redução de direitos sociais e à limitação de direitos civis».

No âmbito desta campanha, já se realizaram algumas conferências e serão apresentadas proximamente moções em vários municípios, com o objectivo de contribuir «para que o acordo não seja assinado».

Para ler o manifesto em euskara e em castelhano e para seguir a campanha, entrar em www.ttipez.eus. / Ver: askapena.org e argia

ETA: «É hora de começar a soltar as correntes dos presos e as de Euskal Herria»

A ETA tornou público um comunicado que se centra na morte recente de Iosu Uribetxebarria, faz referência à operação contra dezasseis cidadãos bascos e se refere também às várias medidas do Estado para manter os presos na cadeia «seja como for». Depois de exigir uma reflexão a Lakua por tudo isso, a organização basca diz que é hora de sair «desta louca espiral para a qual Espanha nos quer levar». / Ler mais: boltxe.info

ETAren agiria [comunicado da ETA]

Seis dias na «prisão de Alkatakraz» por anunciar os 20 anos do Euskal Jai

Três pessoas foram condenadas a pagar multas de 624 euros e a seis dias de «localização permanente» por fazerem pintadas a anunciar o 20.º aniversário da ocupação do Euskal Jai, em Iruñea. [O gaztetxe (casa da juventude) Euskal Jai foi ocupado em 1994 e despejado dez anos mais tarde, depois de grande resistência popular.]

Dando sequência ao humor que marcou a campanha relacionada com o 20.º aniversário da ocupação do Euskal Jai, os três condenados decidiram cumprir o tempo de detenção na «prisão de Alkatakraz» (o café-livraria Katakrak, situado na Kale Nagusia de Iruñea), onde, ao longo da próxima semana - de 31 de Janeiro a 7 de Fevereiro -, se realizará um amplo programa centrado na ocupação e na desobediência civil. Os condenados pediram à população que se solidarize com eles e participe nas actividades programadas.

«A fuga de Alkatakraz» [ahotsa] Ver programa em boltxe.info e ahotsa.info

«FARC denunciam ataques do Exército colombiano e lançam "SOS pela trégua"»

Na terça-feira a guerrilha popular anunciou que as operações do Exército colombiano - numa clara violação dos processos de paz que estão em andamento - custaram a vida de seis guerrilheiros e 14 militares, até à data do comunicado, que reproduzimos. (Diário Liberdade)

«Uma questão de rigor», de Rui SILVA (manifesto74)
A propósito das referências constantes ao perdão da dívida à Alemanha após a Segunda Guerra Mundial, «importa notar - ter presente quando se aborda o tema - que a RFA era, nesse momento histórico, apenas uma parte da Alemanha. E que a RDA não beneficiou do mesmo tipo de perdão, acabando por pagar à URSS - de muito longe o mais devastado e martirizado país da Guerra -, nos termos de Potsdam, a quase totalidade das reparações devidas.»

«Los kurdos declaran victoria en Kobani» (Sanduzelai_Leningrado)
Una atmósfera de alegría reina en las regiones kurdas de Siria después de la derrota del EI en la ciudad de Kobaní (Ain al Arab) tras 112 días de combates. [Ler também: «Kobane livre do Estado Islâmico» (PCB)]

Galiza: Videocrónica da IX Marcha às Cadeias

Para acabar com a dispersão e trazê-los para casa! [GalizaContrainfo]Nona edição da marcha solidária com os presos independentistas galegos. / Ler crónica em quevoltem.org / Ver: lahaine.org

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Surgiu a Herri Gorri, organização comunista e independentista basca

A Herri Gorri (HG) surge como «resposta política e organizativa à necessidade de uma referência comunista em Euskal Herria», afirma-se num comunicado. É seu objectivo «prioritário e fundamental» construir uma «referência de classe, independente, marxista-leninista» que seja «espaço de convergência para a futura criação do Partido Comunista de Euskal Herria, organização central e centralizadora da luta da classe trabalhadora pela emancipação socialista».

O comunicado, datado de Dezembro de 2014, refere que «um grupo de comunistas, na sua maioria ligados ao Movimento de Libertação Nacional Basco, decidiu unir-se em torno de um projecto estratégico de transformação socialista». «Uma Euskal Herria política e economicamente soberana» surgirá da unidade do Povo Trabalhador Basco e da transformação da correlação de forças com o capital e as suas organizações políticas, sociais e estatais, defende a organização.

Para a HG, a soberania e a independência de Euskal Herria enquadram-se num programa estratégico marxista-leninista que tem como objectivo «criar as condições para uma ruptura democrática», um programa de transição para o socialismo que constitua premissa de ruptura com o quadro dos estados espanhol e francês e da União Europeia».

A HG define o movimento de libertação nacional de Euskal Herria «como uma estratégia que compreende duas fases qualitativamente diferenciadas». A de acumulação estratégica e de reorganização passa pela «construção de uma referência comunista e de uma linha de intervenção política e ideológica no movimento popular e no movimento sindical, unificando lutas e criando uma massa crítica». Só um Povo Trabalhador Basco organizado fará frente ao nacionalismo, ao reformismo e ao oportunismo e, sem renunciar à sua autodeterminação, nem ao desenvolvimento de organizações ao serviço da sua libertação como classe, enfrentará o capitalismo, o imperialismo e o patriarcado.

Na fase da ruptura e luta pelo poder político, o Povo Trabalhador Basco, «organizado e consciente da sua necessária autodeterminação socialista, levará a efeito a ruptura com os âmbitos de dominação estatais e da UE, para dar resposta à exploração e à opressão a que foi submetido», afirma o texto, antes de terminar sublinhando que a Herri Gorri «é história de Euskal Herria e, acima de tudo, presente e futuro socilistas», de uma «Euskal Herria sem classes nem exploração». / Ver: lahaine.org

Começou o julgamento de 24 pessoas que defenderam o Kukutza

24 pessoas que resistiram à acção de despejo do Kutuza gaztetxea, no bairro bilbaíno de Errekalde, e foram agredidas com violência e identificadas pela Ertzaintza começaram hoje a ser julgadas na capital biscainha. Dezenas de pessoas concentraram-se à entrada do tribunal para as apoiar.

Quando a «fábrica dos sonhos» foi despejada, a 21 de Setembro de 2011, os 24 jovens encontravam-se no telhado. Destes, 23 são acusados de usurpação (o Ministério Público pede uma multa de 960 euros para cada) e um é acusado de ter atirado objectos do telhado (o MP pede três anos de cadeia). O Grupo Solidário com o Kukutza explicou que as imagens gravadas em vídeo não mostram isso e que só a palavra dos ertzainas terá valor probatório.

À entrada do tribunal, o advogado de defesa, Iñaki Carro, afirmou que iria «ser julgada a solidariedade» e acrescentou que, «a haver crime, teria de ser de dano, e, neste caso, o único prejudicado foi o bairro», onde deixou de haver as actividades socioculturais que o Kukutza proporcionava.

Kukutza: crónica de 3 dias de ocupação de um bairro
O despejo e os dias que se seguiram, em ErrekaldePara denunciar este processo e apoiar os arguidos, foi convocada outra concentração para amanhã e uma manifestação para dia 30, às 20h00. Outras 20 pessoas alegadamente envolvidas em incidentes relacionados com o despejo do edifício deverão ser julgadas em breve por «desordem pública». O MP pede penas de 18 a 30 meses de cadeia. / ver: topatu.info, argia e Berria

Anunciada manifestação contra a repressão em Baiona

A formação partidária EH Bai, o movimento juvenil Aitzina e o colectivo Lurra eta Etxebizitza convocaram, para o próximo sábado, 31, em Baiona uma manifestação de protesto contra a repressão, na sequência das detenções de quatro jovens, ontem, no País Basco Norte.

A mobilização foi divulgada esta manhã numa conferência de imprensa na capital de Lapurdi, em que os organizadores expressaram apoio aos quatro jovens ontem detidos em Ipar Euskal Herria e recordaram outros factos relativos ao início deste ano, como o processo judicial de Intza Oxandabaratz, os 35 militantes da esquerda abertzale que vão começar a ser julgados em Madrid e a detenção dos seus advogados.

O EH Bai considerou «inaceitáveis as acções de Paris e Madrid num contexto de busca de soluções» e expressou «todo o seu apoio aos quatro jovens ontem detidos e ao movimento juvenil em geral». A Aitzina lembrou as detenções recentes de outros jovens em Iparralde, relacionadas com as placas em francês, e afirmou que o Estado francês quer «criminalizar os movimentos que lutam por uma Euskal Herria livre». A manifestação parte às 16h00 da San Andres plaza. / Ver: kazeta.eus

Leitura: «Jendarmeek 4 gazte atxilotu dituzte Lapurdin eta Nafarroa Beherean», de Amnistiaren Aldeko eta Errepresioaren Aurkako Mugimendua (lahaine.org)
Gakoa ez da Itsasuko ekintza nork burutu duen, gakoa da zergatik norbaitek bere burua behartuta ikusi duen bere askatasun pertsonala jokoan jartzen horrelako ekintza bat burutzen.

Manifestação em Bilbo exigirá asilo político para Hassanna Aalia

Perto de 40 organizações sindicais, sociais e políticas convocaram para o próximo sábado, 31, em Bilbo uma manifestação de apoio ao activista e refugiado saarauí Hassanna Aalia, que foi condenado a prisão perpétua por um tribunal militar marroquino.

A mobilização, que partirá às 17h00 do Teatro Arriaga e terminará junto à delegação do Governo espanhol, foi apresentada, ontem, numa conferência de imprensa na capital biscainha. Terá como lema «Hassanna LIBRE, asilo político ahora», precisamente porque o Governo espanhol, há uma semana, negou ao jovem saarauí o asilo político que solicitara há três anos.

Hassanna Aalia foi condenado a prisão perpétua por ter participado no acampamento de Gdem Izik. Ontem, a organização da mobilização recordou que diversos organismos internacionais puseram em causa o processo judicial, que «não oferecia as garantias mínimas para se poder considerar justo»; e sublinhou que o jovem saarauí foi «detido, maltratado e torturado» em diversas ocasiões. / Ver: topatu.info e askapena.org [com o texto lido na conferência de imprensa]

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Acção conjunta de Ernai e LAB contra a precariedade no Burger King de Tutera

O Burger King não é a única empresa de Tutera (Nafarroa) a valer-se do medo e da falta de informação dos trabalhadores, mas é o principal símbolo da exploração na região da Ribera. Por isso, no sábado, 24, o LAB e a Ernai levaram a cabo uma concentração de protesto e distribuíram guias com os direitos laborais aos funcionários da empresa.

Tendo em conta a crise que se vive em Euskal Herria, a Ernai e o LAB deram início a um trabalho conjunto que tem por destinatário a faixa mais castigada da classe trabalhadora: a juventude. Em Nafarroa, a taxa de desemprego entre os jovens ultrapassa os 50%. Assim, as duas organizações da esquerda abertzale decidiram, por um lado, criar um guia de direitos laborais para os jovens, e, por outro, realizar acções públicas de denúncia junto a empresas que têm por hábito explorar o trabalho dos jovens.

Com esta acção, o sindicato e a organização juvenil querem sublinhar a importância «da informação, da união e da luta» como forma de «garantir os direitos» que hoje são alvo de ataque. / Ver: ahotsa.info e lab.eus

A Polícia francesa deteve mais quatro jovens no País Basco Norte

Os gendarmes prenderam hoje, às seis da manhã, quatro jovens em Iparralde. A operação, decretada pela secção antiterrorista da Procuradoria de Paris, estará motivada por acções contra a especulação imobiliária. Foram convocadas várias mobilizações de protesto. [Na foto: «O País Basco não está à venda!»]

Teo Salamon e Haitz Agirrebarrena foram detidos em Baiona; Alex Feldman em Arrosa (Nafarroa Beherea) e Jean-François Magis em Itsasu (Lapurdi). A Polícia efectuou buscas nas casas dos jovens detidos, que foram transferidos para Pau (França). De acordo com a rádio France Bleu Pays Basque, as detenções estarão ligadas «a alguns incêndios», entre os quais um ocorrido em Itsasu. A Euskal Irratia referiu que as detenções estão ligadas a factos ocorridos em 2013. O topatu.info refere que as detenções estarão relacionadas com uma acção contra a especulação imobiliária, em Novembro de 2013.

Para protestar contra as detenções, foram convocadas concentrações para Baiona e Itsasu (18h30), Arrosa (19h00) e Bilbo (20h30). Ao meio-dia, estudantes do campus de Leioa da Universidade do País Basco realizaram uma concentração para exigir a libertação dos detidos. Num comunicado, EH Bai e Aitzina denunciaram as detenções e a criminalização da juventude abertzale, e apelaram à participação nas mobilizações. / Ver: kazeta.info e topatu.info

Fidel Castro: «Não confio na política dos Estados Unidos»

Não confio na política dos Estados Unidos nem troquei uma só palavra com eles, sem que isto signifique, muito menos, um rechaço a uma solução pacífica dos conflitos ou perigos de guerra. [...] Defenderemos sempre a cooperação e a amizade com todos os povos do mundo e entre eles os de nossos adversários políticos. É o que estamos reclamando para todos. (Diário Liberdade) [em castelhano: cubadebate]

«Obama, la "nueva era" con Cuba y la Cumbre de la Celac», de Carlos FAZIO (lahaine.org)
En ese contexto, cabe preguntar si resultará o no disonante que esta semana, en Costa Rica, durante la III Cumbre de los países de la Celac, la Konrad Adenauer concrete su disposición de financiar un nuevo evento paralelo contra Cuba, Venezuela y Nicaragua. En todo caso, de ser así, ya fuera por inercia o con la participación planeada y encubierta de Washington, tales maniobras obedecerían a la estrategia de «poder blando» y el método de la «seducción» tan afín a la Casa Blanca

«A espoliação dos trabalhadores de "recibo verde"», de Eugénio ROSA (resistir.info)
Os trabalhadores a «recibo de verde» recebem remunerações ainda mais baixas que os restantes trabalhadores e não têm direito nem a férias, nem a subsídio de férias, e quando são despedidos não têm direito a qualquer indemnização. Para além de tudo isto estes trabalhadores ainda são espoliados e perseguidos pelo Estado. E é sobre esta espoliação injusta a que estão sujeitos estes trabalhadores que trataremos neste estudo.

2014: Urte bat irudietan / um ano em imagens

Um ano de intensa luta. Quase todo o «resumo fotográfico», realizado pelo colectivo navarro de fotógrafos-activistas Ekinklik Argazkiak, se centra em mobilizações levadas a cabo em Iruñea [Pamplona], mas há excepções.As fotos do resumo estão em exposição no espaço da Zabaldi, na capital navarra. / Ver: ekinklik.org

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Manifestação em Antsoain denuncia repressão e julgamentos políticos

Realizou-se este domingo, 25, uma manifestação de apoio aos habitantes de Antsoain (Nafarroa) envolvidos em julgamentos políticos e para denunciar a repressão a que são submetidos diversos militantes do movimento popular.

Na manifestação, que decorreu sob o lema «En defensa de los derechos civiles y políticos. Atxiloketa, epaiketa eta isunik ez!» [não às detenções, aos julgamentos e às multas], expressou-se apoio a Ander Maeztu - julgado no último processo contra a Segi -, Jon Garai - imputado no processo 04/08 - e Jaione Karrera, detida na operação recente contra os advogados e ex-membros do Herrira.

Chamou-se ainda atenção para o facto de quatro pessoas terem sido incriminadas por participarem numa iniciativa a favor dos presos e dos refugiados políticos bascos e de outras 15 terem sido multadas por participarem em diversas concentrações.

Manifestação contra a repressão em Antsoain [ahotsa]Ver: ahotsa.info

Jovem de Amurrio julgado por denunciar a morte de Arkaitz Bellón

Um jovem de Amurrio (Araba) vai ser julgado, em Gasteiz, por uma acção de protesto junto à sede local do PP contra a morte do preso político basco Arkaitz Bellón - o biscainho de Elorrio que apareceu morto na cela em Fevereiro de 2014.

Para denunciar a política prisional e a dispersão, apareceram, junto à sede do PP em Amurrio, uma foto de Arkaitz e um boneco «com sangue». O jovem é acusado de «coacção» por, alegadamente, ter gritado aos seguranças de uma vereadora do PP «vocês são os responsáveis, vocês são os assassinos».

O Ministério Público pede que o jovem seja condenado a pagar uma multa de 5400 euros. / Ver: topatu.info e GazteIraultza

O preso Xabi Fernández de Gamarra foi transferido para as Astúrias

O jovem preso político basco Xabi Fernández de Gamarra (Gasteiz) encontrava-se na cadeia de Zaballa (Araba) e foi transferido para a cadeia de Villabona, nas Astúrias, a 420 km de casa.

Xabi foi detido a 23 de Julho de 2007, numa operação decretada pelo juiz Garzón ao abrigo da leis de excepção, sendo acusado de acções de kale borroka. Incomunicável, foi torturado, antes de ser encarcerado.

Esperou sete anos pelo julgamento e a 25 de Abril de 2014 foi condenado a dois anos e meio de prisão. No mesmo processo, cuja acusação se baseou nas torturas arrancadas aos detidos, foram julgados mais três jovens.

A 13 de Novembro de 2014, Xabi foi detido pela Ertzaintza para cumprir mais sete meses de pena. A detenção foi dificultada por um muro popular. / Ver: GazteIraultza

Askapena: «Animo Alfon! No pasaran!!!»

desde Askapena queremos dar un abrazo de solidaridad revolucionaria con todos los movimientos populares que luchan por cambiar este sistema y que se escuche en Euskal Herria y en la Castilla comunera y en la Madrid rebelde nuestro grito: NO PASARAN, GORA GU TA GUTARRAK (askapena.org)

«Grecia», de Andoni BASERRIGORRI (boltxe.info)
Un fantasma recorre Europa. O quizás se trate de un fantasmón. El reformismo anticomunista, ufano, orgulloso, prepotente y elitista trata de dar un golpe de efecto en Grecia para desde su altar sagrado del poder recordarnos a la clase obrera y a los pueblos oprimidos que no hay nada que hacer. Que o reformismo y gestión del capitalismo desde cierta visión social o neoliberalismo. [Tradução em Diário Liberdade]

«Algunas refexiones de urgencia tras el éxito electoral de Syriza», de Marat (lahaine.org)
Los primeros 100 días de gobierno, decisivos para lanzar las leyes más «rompedoras» de un gobierno, dado que después la presión de capital y poderes fácticos se incrementará duramente, dirán si tengo que envainarme todo lo hasta aquí expuesto. No tendré mayor problema en hacerlo, si así fuera, porque la ceguera no construye revolucionarios. Espero que la amnesia no enmudezca la capacidad autocrítica de mis detractores de hoy.

domingo, 25 de janeiro de 2015

Manifestação em Iruñea denunciou ataque à solidariedade com os presos

Cerca de 2000 pessoas manifestaram-se na sexta-feira à tarde, 23, em defesa dos direitos dos presos políticos bascos e contra os ataques àqueles que os defendem, como são os advogados. A mobilização foi convocada por diversos sindicatos, por colectivos sociais como Ernai, Sasoia e Etxerat, e por um espectro político colorido.

Detidas na operação de 12 de Janeiro e libertadas com medidas restritivas ao exercício da profissão, as advogadas navarras Amaia Izko e Jaione Karrera estiveram presentes na manifestação, que visou denunciar as detenções de 12 advogados bascos e quatro ex-membros do Herrira, organização de apoio aos presos políticos cujas actividades foram interditadas pelos fascistas espanhóis.

Antes do começo da mobilização, que percorreu várias ruas da capital navarra entre a antiga estação de autocarros e o Passeio Sarasate, o responsável do ELA em Nafarroa, Mitxel Lakuntza, disse à comunicação social que as detenções da semana passada fazem parte de «uma operação política», cujo fito é «criminalizar a solidariedade com os presos e as suas famílias, ignorando qualquer garantia processual». / Fontes: diversas

ANNCOL: «¿Las FARC revocan la decisión del Cese al Fuego unilateral?»

Según fuentes fidedignas de ANNCOL, la guerrilla de las FARC esta debatiendo seriamente de revocar su decisión del cese al fuego unilateral. Por que mientras os fusiles guerrilleros están silenciados, Santos y el Ejército lanzan operativos y bombardeos contra la guerrilla por todo el territorio nacional. Según nuestras fuentes, las FARC ahora cuestionan la real voluntad de paz del presidente y el proceso puede entrar en un punto muerto. Y se pregunta, en el siguiente comunicado de la Delegación de Paz de las FARC en La Habana: «¿Existe voluntad de desescalamiento» por parte de Santos? (anncol.eus)

«El Gobierno de Navarra pretende desviar más dinero público para UGT, CCOO y CEN», de LAB Sindikatua (lahaine.org)
Mientras que la clase trabajadora navarra vive su peor momento desde que, en 1996, se iniciara el denominado «Diálogo Social», UGT y CCOO tan solo se preocupan de mantener su burocracia sindical a costa del erario público.

«No al Estado Policial. Por la democracia y la justicia social», de Izquierda Castellana (boltxe.info)
Desde la Izquierda Castellana queremos alertar al conjunto de la ciudadanía sobre la ofensiva represiva y la involución autoritaria en la que está inmerso el actual Gobierno. [...] Frente a esta situación se hace imprescindible trabajar por la creación de una cultura de la solidaridad y de la resistencia democrática.

Solidariedade com o Donbass em Larrabetzu

A Aretxabala Herriko Taberna, na localidade biscainha de Larrabetzu, irá acolher, no início de Fevereiro, duas iniciativas solidárias com o Donbass - uma conferência e uma exposição. A organização está a cargo de diversos colectivos, como o Boltxe, o comité Euskal Herria-Donbass, a Sare Antifaxista, a Askapena, a Ernai e o Komite Internazionalistak.

No dia 6, às 19h00, Asier Blas, professor da UPB, dará a conferência «Imperialismo na Ucrânia e resistência popular no Donbass». No mesmo espaço, estará patente ao público, entre os dias 1 e 8, uma exposição fotográfica sobre a situação na Ucrânia. / Ver: larrabetzutik.org e SareAntifaxista

Reivindicação a rodos na danborrada donostiarra

A noite de 19 para 20 de Janeiro (dia de São Sebastião) é especial em Donostia. Tradicionalmente, o tocar das 12 badaladas e o içar da bandeira marcam o início da festa para as milhares de pessoas que se juntam na Konstituzio plaza. Toca a música, rufam tambores e barris, canta-se as marchas e nunca falta o povo digno e a reivindicação a fazer frente a ameaças de paisanas, bufos e vice-reis.

Este ano, a praça voltou a aparecer repleta de faixas: pelo regresso dos presos e dos refugiados políticos a casa, por «independentzia, sozialismoa», contra o TGV, contra os julgamentos políticos e a repressão, e a lembrar que Donostia não está à venda.

San Sebastian Martxa [Irutxulo]«Independentzia, sozialismoa», da varanda [Irutxulo]

sábado, 24 de janeiro de 2015

Ruas cheias em Villabona para receber Galarraga e Zelarain

Quinta e sexta-feira trouxeram notícias boas e emoções fortes à localidade guipuscoana de Villabona, já que dois filhos da terra, ambos presos políticos, foram libertados: Eneko Galarraga, na quinta, e Julen Zelarain, no dia seguinte.

O preso político basco Julen Zelarain saiu da cadeia de Valdemoro (Madrid) na sexta-feira, 22, e, à chegada à sua terra natal, foi recebido calorosamente por centenas de pessoas, que fizeram questão de expressar todo o seu apoio ao ex-preso. Zelarain foi julgado, no tribunal de excepção espanhol, no âmbito do processo contra o Movimento pró-Amnistia e condenado, com mais 20 pessoas, a dez anos de prisão, em Setembro de 2008. [Ver: «La AN condena a 200 años de cárcel a 21 militantes por sacar a la luz la represión» (Gara)]

Zelarain encontrava-se actualmente na cadeia de Valdemoro, mas cumpriu a maior parte da pena na prisão de Huelva, a 2000 quilómetros de casa.

Julen Zelarain etxera itzuli da. Ongi etorri!Ver: Tolosadelko ataria

Centenas no ongi etorri a Galarraga
Galarraga foi condenado a sete anos de cadeia pela AN espanhola, depois de ter sido detido pela Polícia francesa em Urruña (Lapurdi), em Janeiro de 2008, e extraditado para o Estado espanhol em Março do mesmo ano. Na quinta-feira, 21, foi libertado, tendo saído da cadeia de Ocaña (Toledo). Quando chegou, esperavam-no centenas de pessoas e muito carinho. / Fotos aqui.

Concurso de curtas para «dar passos» pelo fim da dispersão

A «I edição do certame de curtas-metragens Eman Pausoa» visa contribuir para a consciencialização sobre a dispersão, apoiando e promovendo o desenvolvimento de talentos na área da criação audiovisual e cinematográfica. A iniciativa surgiu em Burlata (Nafarroa).

«A meta é produzir obras artísticas que atinjam o público e marquem a diferença, colocando o talento dos criadores ao serviço da luta contra a dispersão», explicam os organizadores. Quem quiser participar terá de cumprir o regulamento do concurso (que pode ser consultado na Internet).

O material audiovisual deverá ser entregue à organização entre 1 e 17 de Fevereiro. As curtas serão seleccionadas por um júri e a vencedora, que receberá um prémio de 300 euros, será anunciada a 7 de Março.

Concurso de curtas contra a dispersãoVer: ahotsa.info

Manifestação em Bilbo contra a expulsão do saarauí Hassanna Aalia

Foi convocada para dia 31, às 17h00, uma manifestação nacional na capital biscainha para denunciar a situação do jovem activista saarauí Hassanna Aalia, que esperou três anos pela resposta do Estado espanhol ao seu pedido de asilo político e tem agora duas semanas para sair do território.

Em 2011, o jovem foi detido, torturado e encarcerado pelas forças de segurança marroquinas por ter participado, em 2010, no acampamento de Gdeim Izik (conhecido como «acampamento da dignidade»), perto de El Aiune, nos territórios ocupados do Saara Ocidental. Em Fevereiro de 2013, foi julgado à revelia por um tribunal militar, que o acusou de ter organizado o acampamento e o condenou a prisão perpétua.

Na altura do julgamento, o jovem já se encontrava refugiado em Euskal Herria e, como tomou a decisão de ali permanecer, em Janeiro de 2012 pediu asilo político ao Estado espanhol. No dia 19, ficou a saber que tem 15 dias para abandonar território sob administração espanhola. / Ver: topatu.info e askapena.org

Faleceu Leonela Relys, incansável educadora e criadora do método cubano de alfabetização

Mais informação: «Leonela Relys, la incansable educadora» (boltxe.info)
Murió Leonela Relys, la creadora del método de alfabetización cubano «Yo, sí puedo» con el que siguen aprendiendo a leer y escribir millones de personas en varios lugares del mundo. Mujeres y hombres que a través de las letras lograron entender sus derechos como ciudadanos, o simple pero no menos importante leer un cuento, un poema o saber firmar y ver como brotaba de esos lápices el nombre con el que nos identifican las demás personas.

«Faleceu Leonela Relys, criadora do método cubano de alfabetizaçom "Yo, sí puedo"» (Diário Liberdade)
A destacada pedagoga cubana Leonela Inés Relys Díaz, criadora do método de alfabetizaçom «Yo, sí puedo» («Sim, eu posso»), com que aprenderom a ler e escrever mais de oito milhons de iletrados no mundo, favorecidos pola vocaçom solidária da Revoluçom Cubana, faleceu em La Habana no último dia 7 de janeiro, vítima do cancro.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Concentração em Barakaldo denuncia populismo e racismo em torno dos apoios sociais

Cerca de meia centena de pessoas participou ontem, 22, numa concentração frente ao espaço que a plataforma «Ayudas + Justas» recentemente abriu em Barakaldo (Bizkaia). A abertura do espaço fez soar o alarme entre as forças progressistas da localidade de Ezkerraldea, tendo em conta que a plataforma referida é «patrocinada pelo PP», defende o endurecimento das condições de acesso aos apoios sociais e recorre a «argumentos racistas e xenófobos».

No decorrer da mobilização, convocada pela plataforma contra a exclusão social Berri-Otxoak, fez-se a defesa de apoios sociais realmente mais justos, ao contrário daqueles que a plataforma de direita propugna. Acusou-se esta organização de recorrer ao populismo, a um discurso «racista e xenófobo» contra a população migrante e de aludir a uma «suposta fraude elevada» nos apoios sociais - que os dados do Lanbide-Serviço Basco de Emprego desmentem (a fraude ronda os 0,3%).

Era intenção da Berri-Otxoak deixar uns quantos envelopes no escritório da «Ayudas + Justas», em alusão aos casos de corrupção do PP, mas tal não foi possível, uma vez que o espaço esteve vazio e encerrado.

Por apoios mais justos, contra o populismo do PP [Tele7Radio7]Mais informação: Berri-Otxoak e Herrikolore

Leituras: «Reafirmamos la necesidad de necesidad de activar la presión social sobre la vivienda vacia», de Elkartzen (boltxe.info)
Desde Elkartzen seguimos denunciando la grave exclusión social de acceso a la vivienda que padecemos gran parte de la sociedad, en especial quienes sufrimos la precariedad laboral (jóvenes, mujeres, personas migrantes). De hecho la vivienda se ha convertido en uno de los factores más destacables de empobrecimiento de las personas que viven y trabajan en nuestro pueblo.

«LAB sigue creciendo frente a la debacle de UGT y CCOO», de LAB Sindikatua (lab.eus)
Afortunadamente cada vez más trabajadores y trabajadoras tienen claro que es la hora de romper con el clientelismo y entreguismo sindical. Cada vez más trabajadores y trabajadoras se están sumando al sindicato de clase que abandera el cambio en los centros de trabajo de Navarra.

A Kalea Denona pede a demissão da delegada do Governo espanhol em Nafarroa

A Kalea Denona [a rua é de todos], que reúne pessoas multadas por participarem em mobilizações, pediu a demissão de Carmen Alba pela «contínua perseguição às mobilizações que não são do seu agrado». A plataforma pôs ainda o Ministério Público ao corrente de factos que poderão ser «crime de prevaricação».

A plataforma Kalea Denona denunciou hoje, numa conferência de imprensa na capital navarra, os dois pesos e duas medidas da delegada espanhola relativamente às multas, pois ela mesma, que tem multado que é um desnorte, participou numa concentração que foi comunicada com menos de 24 horas de antecedência. Se fosse coerente, «devia multar-se a si mesma». E terá prevaricado.

A Kalea Denona explica que, a 8 de Janeiro, Carmen Alba participou numa concentração de repúdio frente ao Parlamento de Nafarroa pelos ataques à revista Charlie Hebdo. A concentração, convocada por um grupo de jornalistas, foi comunicada apenas quatro horas antes à Delegação do Governo. A plataforma não põe em causa o direito a manifestar-se «também nesse dia», mas critica as diferenças de tratamento.

Para a Kalea Denona, é escandaloso que outros cidadãos, por exercerem o direito à manifestação, tenham sido multados, que múltiplos colectivos tenham visto, de forma sistemática, as suas concentrações proibidas pela Delegação do Governo espanhol, mesmo comunicando-as com as 24 horas de antecedência exigidas por lei. Assim, a plataforma acusa a delegada de «aplicar a lei de forma arbitrária e injusta» e de «atentar contra o princípio da igualdade e limitar gravemente o direito fundamental de expressão e/ou manifestação por razões ideológicas».

Lembrando que nos últimos três anos foram impostas mais de 360 multas em Nafarroa por participação em mobilizações, a Kalea Denona exigiu o seu arquivamento. Dispôs-se ainda a prestar assistência jurídica às pessoas afectadas - todas as quintas-feiras, das 18h00 às 19h30, na Zabaldi. / Ver: ahotsa.info

Raphael Tsavkko Garcia: «#JeSuisBasque: Perseguição a bascos escancara falta de liberdade de expressão na Espanha»

A denúncia foi considerada um acinte por destacadas figuras políticas bascas que questionam publicamente os inúmeros casos de corrupção envolvendo o PP (Partido Popular), legenda que governa a Espanha, em toda a estrutura estatal e pelo fato de que muitos dos advogados de presos políticos renunciam a uma carreira onde poderiam ganhar muito dinheiro, para, muitas vezes, trabalhar ganhando pouco ou nada, quase de forma voluntária. (Diário Liberdade)

«A Europa e a Grécia», de Ângelo ALVES (Diário Liberdade)
os acontecimentos de Paris estão a ser aproveitados pelos sectores mais reaccionários, pelas principais potências imperialistas e pela União Europeia para fazer avançar aquilo que há muito tentavam. Sustentados numa paranóia securitária de natureza islamofóbica, direita e social democracia unem-se para adoptar um conjunto de medidas que levam mais longe os atentados às liberdades individuais e colectivas, à democracia e à participação popular e abrem campo à extrema-direita. Ao mesmo tempo que se instiga a paranóia, avança-se, no plano ideológico, na teoria maquiavélica do choque de civilizações.

Soziedad Alkoholika - «Palomas y buitres»

[letra] «Hala Bedi Bi entzuten ari zara.» Aupa zuei!