quarta-feira, 27 de abril de 2016

Maiatzak 1 Egin: «Viva o 1.º de Maio! Viva a luta do povo trabalhador!»

No dia 1 de Maio, a plataforma Maiatzak 1 Egin e a Herri Ekintza organizam uma manifestação que, sob o lema «Gora maiatzaren lehena! Gora herri langilearen borroka!», parte às 18h00 da Euskadi Enparantza, em Bilbo/Bilbau.

Excerto do comunicado:
«Otro año más con el objetivo de volver a dotar al 1 de Mayo de su carácter de lucha y combatividad, Maiatzak1egin y Herri Ekintza llamamos al movimiento obrero y popular a la movilización, a salir a la calle a organizar la rabia acumulada por tantos años de agresiones y vulneración de nuestros derechos como clase.»

«Beste urte batean, Maiatzak 1a berriz ere borrokarako grinez eta lehiaz hornitzeko helburuarekin, Maiaztak1Egin eta Herri Ekintza langile eta herri mugimendua mobilizazioari, kalera ateatzeari eta urte askoetan gure klase eskubideek jasotako eraso eta zaugarritasunaren ondorioz pillatutako amorrua antolatzeari deitzen ditugu.»

Organizemos o 1.º de Maio!A plataforma ★ Maiatzak 1 Egin integra um conjunto vasto de organizações, como Ikasle Abertzaleak, BUIA, Elkartzen, Uribarritzen, Zirikatzen, Askapena, Komite Internazionalistak, Boltxe, Kitzikan, HNT, SOS Arrazakeria ou Sare Antifaxista. [Adi! Atenção! #Maiatzak1Egin / #M1Egin] / Ver: SareAntifaxista

Atilio Boron: «Guía para el “golpe blando”»

Los viejos golpes de estado con sus militares de torva mirada y métodos brutales han cedido lugar a formas más sutiles pero no por eso menos eficaces de ejercer la violencia contra sus enemigos. La extensa nómina de líderes de movimientos sociales, campesinos e indígenas; de militantes de base y de periodistas muertos y desaparecidos después de los «golpes blandos» en Honduras (2009) y Paraguay (2012) o como práctica sistemática en países con gobiernos de derecha, como México, Colombia y Perú demuestra con elocuencia que el soft power es apenas otra manera de reprimir a los disconformes. El carnicero abandona su delantal ensangrentado y se viste con un traje de colección para continuar con su faena. (Resumen Latinoamericano)

«Guerra e petróleo em terras do Sudão», de Carlos LOPES PEREIRA (odiario.info)
O mais jovem Estado africano, o Sudão do Sul, proclamou a independência em 2011, depois de décadas de conflito com o Sudão, do qual acabou por separar-se. Dois anos e meio depois, mergulhou numa sangrenta guerra civil, motivada por divergências políticas entre os seus principais dirigentes, que acabaram por incrementar rivalidades étnicas entre os maioritários dinkas de Salva Kiir e os nuers do seu vice-presidente.

Encravado entre Sudão, Etiópia, Quénia, Uganda, República Democrática do Congo e República Centro-Africana, o Sudão do Sul, com uma população de 12 milhões de habitantes, de maioria cristã, é um país com enormes potencialidades económicas. Atravessado pelo Nilo, possui, além de potencial agrícola, petróleo e recursos minerais (urânio, bauxite, cobre, diamantes, ouro).

O povo bolivariano mobilizou-se contra a ofensiva fascista e a corrupção

Organizações sociais e forças políticas identificadas com a Revolução Bolivariana marcharam no sábado, 23, pelas ruas do centro de Caracas, reivindicando a vigência da revolução e afirmando a unidade do poder popular, bem como a necessidade de construir o socialismo e a urgência de lutar contra a ofensiva fascista, o entreguismo e a corrupção.

Unidade para derrotar o fascismo [Tribuna Popular]A iniciativa começou com uma concentração na Praça O’Leary, onde se fizeram faixas e bandeiras, e se gritaram consignas de unidade contra o imperialismo, a violência gerada pela direita venezuelana, e em defesa do poder para o povo.
Quando ali chegaram delegações de várias regiões do país, iniciou-se a marcha em direcção à Praça Bolívar, com determinação e em ambiente de fraternidade e alegria. / Mais info: pakitoarriaran.org

Berri Txarrak - «Biziraun»

Do álbum Eskuak/Ukabilak (2001). A banda é de Lekunberri (Nafarroa). [Letra / tradução]

terça-feira, 26 de abril de 2016

Sobre os jovens independentistas bascos agredidos por fascistas em Lisboa

Ontem, um grupo de duas dezenas de independentistas bascos participou, por sua iniciativa, no desfile comemorativo da revolução de Abril na Avenida da Liberdade. Posteriormente, ao fim da tarde, alguns jovens deste grupo foram atacados por fascistas portugueses no Bairro Alto. Foram atacados de surpresa e dois deles ficaram com ferimentos ligeiros. Durante as agressões, os seis jovens fascistas roubaram-lhes uma bandeira basca antifascista e fugiram rapidamente.

A Associação de Solidariedade com Euskal Herria (ASEH) pôs-se rapidamente em contacto com um dos jovens para informar-se do estado físico e anímico do grupo atacado e expressar a sua solidariedade e o seu repúdio com esta agressão fascista. É, de facto, preocupante que 42 anos depois dos acontecimentos que derrubaram a ditadura mais longa da Europa se continuem a verificar fenómenos de violência fascista, racista e xenófoba.

A ASEH recorda que o processo revolucionário português abriu esperanças não só para os trabalhadores e o nosso povo mas também para muitos dos que combatiam as ditaduras fascistas no Estado espanhol e na Grécia. Muitos dos independentistas bascos que contactámos ao longo dos anos têm presente o impacto que teve a revolução de Abril nas suas vidas. Muitos visitaram o nosso país e expressaram a sua solidariedade com as sucessivas conquistas do nosso povo.

Nesse sentido, a ASEH condena a violência fascista e recorda que o fascismo não é um fenómeno que ficou enterrado no passado. Lembra também que estas agressões não foram obra da casualidade e que, provavelmente, interessava aos fascistas marcar esta data celebrando a violência com que convivemos durante os 48 anos de ditadura. Recordamos que a Constituição da República Portuguesa que agora cumpre 40 anos proíbe a existência de organizações racistas ou que perfilhem a ideologia fascista.

A luta é o caminho!
25 de Abril sempre, fascismo nunca mais!

Ao protesto dos estudantes em Leioa, Ertzaintza responde com carga, detenções e feridos

A Ertzaintza carregou com violência sobre quem participava, hoje, na acção de protesto convocada pelo Ikasle Abertzaleak (IA) no campus de Leioa da Universidade do País Basco (UPB), sob o lema «Não aos ataques aos estudantes». Cinco pessoas foram presas e 15 ficaram feridas na sequência da intervenção policial, informou o IA.

Numa nota, o sindicato estudantil abertzale afirma que os estudantes «estão a dar passos na construção de uma educação do povo e ao serviço do povo, face ao processo de mercantilização ao serviço das elites». Neste processo, a UPB está a recorrer à repressão, acusa o IA, e foi nesse contexto que os estudantes hoje se manifestaram em Leioa, apresentando cinco exigências à universidade.

Os estudantes partiram em manifestação da Praça Mikel Laboa com destino à Reitoria. Ali chegados, começaram a ser espancados por seguranças privados e, a pedido do reitor, a Ertzaintza entrou no campus, malhando a eito, fazendo 15 feridos e detendo cinco pessoas – que já foram postas em liberdade, depois de serem incriminadas.

Resposta da UPB às exigências dos estudantes: tareia [Leioatik]Entre as exigências dos manifestantes estão: o fim das medidas e dos processos instaurados a estudantes em San Mames (Bilbo), Gasteiz e Leioa; tomar medidas para que a Ertzaintza não possa entrar na universidade; expulsar as forças policiais dos espaços académicos. / Ver: argia e BorrokaGaraiaDa

Gernika recordou o bombardeamento fascista de há 79 anos

Há 79 anos, o ataque aéreo da Legião Côndor alemã e da Aviação Legionária italiana, ao serviço dos fascistas espanhóis, provocou um número indeterminado de vítimas na vila biscainha, que foi arrasada pelas bombas e o fogo. Hoje, o município levou a cabo diversos actos evocativos.

As cerimónias promovidas pela Câmara Municipal de Gernika-Lumo iniciaram-se com uma homenagem a José Labauria, que presidia ao município na altura do bombardeamento. Depois, as autoridades locais voltaram a homenagear George Steer, jornalista britânico cujas crónicas deram a conhecer ao mundo os danos provocados pelo ataque.

Seguiu-se a entrega dos XII Prémios Gernika pela Paz e a Reconciliação, este ano atribuídos a José Mujica, ex-presidente uruguaio, que não pôde estar presente por motivos de saúde, e Francisco Etxeberria, antropólogo basco cujo trabalho contribuiu para a recuperação de 8500 esqueletos enterrados em valas comuns. Etxeberria dedicou o prémio a toda a sua equipa.

Durante esta cerimónia, o presidente da Câmara, José María Gorroño, pediu à União Europeia que «não vire as costas» aos refugiados que hoje fogem da guerra em busca de um futuro melhor.

Sirenes, sinos e quatro minutos de silêncioÀ tarde, frente à Fonte de Mercúrio, na Ponte de Errenteria, na Praça de São Cristóvão, no Astra e em vários outros pontos da localidade biscainha, os gernikarras fizeram quatro minutos de silêncio, durante os quais se ouviram as sirenes e os sinos como os que, há 79 anos, deram o alerta para a chegada da aviação inimiga. Também estava prevista uma oferta floral no cemitério e, ao fim do dia, a representação de uma peça de teatro de rua e uma manifestação silenciosa.

O bombardeamento de Gernika deixou um número indeterminado de mortos; a estimativa da organização local Gernikazarra aponta para 200. / Ver: eitb.eus e busturialdea.hitza.eus

Joám Peres: «Tratam é de segar a erva pola raiz, impedir de coalhar um projeto independentista»

[Entrevista de Sermos Galiza a Joám Peres, uma das nove pessoas incriminadas na sequência da Operação «Jaro». Via Diário Liberdade]
- A Audiencia Nacional acaba de declarar definitiva a ilegalización de Causa Galiza.
- Si, o termo técnico é «suspensión de actividades. É unha ilegalización de feito: prohibe a actividade orgánica e a intervención pública. Trátase dunha vulneración de dereitos políticos en toda regra que pon de manifesto o nível de degradación deste rexime que, desde a óptica independentista, nunca foi unha democracia. Á marxe da nosa significación cuantitativa, o certo é que aquí e agora o mapa político galego modélase a golpe de patada na porta e Audiencia Nacional. O independentismo galego, como proxecto político e estratexia non supeditados a outros que non sexan independentistas, ten totalmente precarizada a súa existencia legal.

«La Memoria»: As outras Gernikas

Esta edição do programa «La Memoria», que foi para o ar na segunda-feira, 25 de Abril, só podia começar com o comunicado do MFA – Movimento das Forças Armadas – que, a 25 de Abril de 1974, pôs em marcha o golpe militar que acabaria com a longa ditadura salazarista, dando ao povo português a possibilidade de exercer a liberdade que lhe tinha sido negada durante décadas e que havia de florescer a partir desse dia, naquela que ficou conhecida como Revolução dos Cravos.

Também em dias de Abril, mas em 1937, as bombas da Legião Côndor e da Aviazione Legionaria, ao serviço dos franquistas, caíram sem misericórdia sobre diversas localidades bascas – e não apenas sobre Gernika. Esses mesmos aviões bombardeariam, com igual ferocidade, outros locais do Norte peninsular, transformando outras terras e cidades «noutras Gernikas». Disso fala Jesús Gutierrez, investigador do bombardeamento de Eibar, e Pablo Alcántara, jovem investigador asturiano que ultima um trabalho em que dá conta da mortífera passagem da «Côndor» pela sua terra.

Um pedaço da memória de todos os resistentes armados pela liberdade de Euskal Herria e contra o franquismo reflectir-se-á na lembrança de 19 de Abril de 1973, dia em que Eustakio Mendizabal, Txikia, caiu morto a tiro, em Algorta (Bizkaia), pelas forças policiais daquele regime. / Ouvir: Info7 irratia

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Contra a precariedade, mobilizações em Ezkerraldea

Nos dias 29 e 30, a aquecer os motores para o 1.º de Maio, realizam-se mobilizações contra a precariedade em Santurtzi e Sestao, na comarca biscainha de Ezkerraldea, sob o lema «Aniquilar o capital e a precariedade para construir o futuro». Os movimentos juvenis de Ezkerraldea, Bilbo e Uribe Kosta fizeram um apelo conjunto à mobilização.

Num comunicado conjunto, os jovens afirmam que «são os condenados à precariedade» e apontam vários aspectos concretos dessa realidade. Referem-se, para além disso, às graves consequências que a desindustrialização está a ter para Euskal Herria e tecem duras críticas ao poder político, cujas medidas «são para benefício dos de sempre: empresários, multinacionais, oligarcas, bancos», com consequências que estão à vista de todos: destruição de postos de trabalho e de emprego de qualidade.

Neste cenário, os jovens são «obrigados» a acatar o emprego precário, desregulado, flexível, sem direitos e mal remunerado, e a emancipação torna-se «um filme de ficção científica», afirmam. Por isso, o movimento juvenil destas três regiões biscainhas apela «à luta e à organização», e sublinha: «Não existe outro caminho que não o da luta para conquistar os nossos futuros. Somos jovens que querem ser donos das suas vidas, que não têm nada a perder e sim tudo a ganhar!» / Ver: argia e BorrokaGaraiaDa [com iniciativas e horários]

Em Burlata gritou-se bem alto contra a tortura

No sábado, centenas de pessoas manifestaram-se em Burlata (Nafarroa) para protestar contra as detenções de oito pessoas ocorridas no início da semana e para exigir o fim da tortura.

A mobilização foi convocada na sequência da detenção de oito pessoas, acusadas de «injuriarem a Guarda Civil» por participarem na criação de um mural, na localidade, contra a tortura.

Para além de criticarem fortemente essa situação, os manifestantes denunciaram a existência da tortura, nomeadamente no caso de cinco navarros recentemente julgados. Um deles, Iker Moreno, é de Burlata. / Ver: naiz

Muita festa em Baigorri no Dia de Nafarroa

Apesar da má cara que o tempo fez de manhã, a 38.ª edição do Nafarroaren Eguna ficou marcada pela afluência de milhares de pessoas, que participaram nas múltiplas iniciativas programadas - dança, música, sessões de bertsos, almoço popular, entre outras. Em destaque esteve também a homenagem ao músico Manex Pagola.

Organizadas, como é habitual, pela associação Basaizea, as festividades do Dia de Nafarroa em Baigorri tinham este ano um lema que chamava bem a atenção: «Separatismorik ez! Nafarroa bat eta bakarra» [Não ao separatismo! Por uma Navarra una, única]. A Basaizea explica que não aceita a separação dos bascos em dois estados; por isso, de forma provocadora e irónica, diz «não» ao separatismo e «sim» ao unionismo (dos navarros, dos bascos).

Como é costume, as ruas de Baigorri encheram-se de gente e festa. Entre os convidados estavam o presidente da Câmara Municipal de Iruñea [Pamplona], Joseba Asiron, e a chefe do Executivo navarro, Uxue Barkos.

Grande protagonismo assumiu a homenagem ao músico Manex Pagola, que passou a vida a criar melodias e cujas canções foram interpretadas por tantos músicos bascos. Também em destaque esteve a recolha de fundos pela associação Etxauzia, que dinamiza a campanha «Um basco, um euro», para que o castelo de Baigorri não seja vendido e privatizado, e possa ser um espaço público, para todos, onde a história e a cultura navarras sejam mostradas.

«Larrain dantza» [Eskunabarrak] Ver: Berria / Fotos: Nafarroaren Eguna

Mauro Iasi: «Problemas com o espelho?» [Brasil]

No último domingo, um grupo de pessoas que se caracteriza por ainda guardar alguns resquícios de bom senso e capacidade intelectiva, ficou chocado com o ritual grotesco da sucessão de discursos que antecediam os votos dos senhores e senhoras deputados e deputadas. [...] Poderíamos começar pelo óbvio, ou seja, pelo fato de os deputados federais, com um tempo exíguo, falarem de tudo menos do assunto em pauta.
[...]
Eis que a tela da TV convertia-se em um espelho. Aquilo… somos nós? A dialética temporal das projeções e reflexos que impactam o sujeito pelas imagens que o constituem, deformam-se, fragmentam-se, produzem o «rompimento do círculo do mundo interno para o mundo externo, gerando a quadratura inesgotável das enumerações do eu» (Lacan, «O estádio do espelho»). O corpo despedaçado. Como num filme de terror, ou em um pesadelo, quando olhamos para o espelho e de lá nos olha alguém que não somos nós, até que pela mão do diretor ou da psicanalista, chegamos à dramática sentença: «Tu és isto».

Aqui, no âmbito do juízo político, podemos coletivamente nos insurgir contra o espelho, ainda que como indivíduos isolados nos reste a depressão. Não, não somos isto. Isto é aquilo no que nos transformaram. Já passou da hora de aprender com Alice e olhar o que está atrás do espelho. (odiario.info)

domingo, 24 de abril de 2016

Elgeta homenageou as mulheres que resistiram ao fascismo e sofreram represálias

A localidade guipuscoana acolheu, este domingo, mais uma edição do Dia da Resistência de Intxorta, organizada anualmente pela Câmara Municipal e a associação Intxorta 1937 Kultur Elkartea. O 79.º aniversário da «enorme resistência» que ali teve lugar frente às tropas golpistas ficou marcado pela homenagem às mulheres que resistiram ao fascismo e sofreram represálias durante a ditadura.

A homenagem seguiu-se à já habitual recreação da batalha na frente de Intxorta. No frontão municipal, 40 mulheres entregaram uma escultura comemorativa - obra do artista Iñigo Arregi, intitulada «Egiaren Iturria» [fonte da verdade] - a mulheres que sobreviveram à guerra e à repressão franquista, e a familiares destas e das que já faleceram.

«Queremos homenagear as que lutaram no campo de batalha e também as que, depois, enfrentaram a ditadura», afirmou Julia Monge, da Intxorta 1937 Kultur Elkartea, na apresentação da sessão, em que se prestou um reconhecimento «à resistência e duras vivências» de todas: milicianas, fazendo trincheiras, enfermeiras na retaguarda, nos serviços auxiliares, repórteres; exiladas, deportadas, rapadas, vítimas de violação, fuziladas, mortas na frente ou nos bombardeamentos.

Perante esta realidade tantas vezes silenciada, a associação defendeu a necessidade de valorizar o papel das mulheres resistentes, dando destaque aos seus testemunhos e contributos, e exigiu «verdade, justiça e reparação». / Ver: naiz e eitb.eus

Semana da Amnistia do campus de Leioa começa amanhã

Um grupo de estudantes do campus de Leioa (Bizkaia) da Universidade do País Basco organizou a Leioako Kanpuseko Amnistiaren Astea, que decorre de 25 a 28 de Abril com um vasto leque de iniciativas.

No programa, assumem claro destaque os diversos debates e conferências agendados: sobre a amnistia como conceito político (por Nikolas Xamardo; segunda, 25, às 11h00), sobre a repressão (por JM Olarieta; terça, 26, às 10h00), sobre a luta na prisão (por um ex-preso; quarta, 27, às 11h30).

Entre segunda e quarta-feira, haverá também exposições, pelota basca com raquete (pala), um debate (sobre a questão da saída dos presos), um workshop anti-repressivo, uma concentração a exigir que os estudantes presos regressem às aulas, uma vídeo-entrevista com um refugiado político, a exibição de um vídeo sobre presos sociais e uma conferência dada por um grupo de antigos perseguidos políticos.

A culminar esta «semana universitária», na quinta-feira, 28, haverá uma manifestação em defesa da «amnistia» (11h00). / Mais info: SareAntifaxista

Pablo Hasél: «Son tan fascistas que quieren controlar hasta nuestras emociones»

¿Cómo encajó la petición de Carlos Urquijo para que no permitieran su concierto en Bilbao?

-Tuve claro que desobedeceríamos en caso de que prohibieran el concierto. Es injusto que quieran callarnos por decir cosas que les molestan. Ante las injusticias es legítimo e imprescindible desobedecer. / Ler: lahaine.org

«A los cien años del alzamiento de Pascua de Dublín»

[Boltxe kolektiboa] El alzamiento de Pascua (Éirí Amach na Cásca), también conocido como la Rebelión de Pascua, fue una de las muchas insurrecciones armadas que se sucedieron de forma cíclica durante los siglos XVIII y XIX en Irlanda. En este caso, el alzamiento se inició el domingo de Semana Santa de 1916. El alzamiento fue organizado por diferentes organizaciones republicanas irlandesas con el objetivo de acabar con la dominación británica sobre Irlanda y establecer una República independiente aprovechando que el Reino Unido estaba enfangado en la Primera Guerra mundial. Lo que nunca pudieron prever los y las republicanas que planificaron el alzamiento fue la respuesta que daría el Reino Unido ante el atrevimiento de un puñado de irlandeses de oponerse a la «civilización».

En las líneas que siguen se quiere rendir tributo a todas aquellas personas que dieron sus vidas en la insurrección de Pascua o en los posteriores años de guerra, en la continua defensa de Irlanda ante las hordas invasoras.

A pesar de la simpatía y las relaciones que han existido entre Euskal Herria e Irlanda, el alzamiento de Pascua no es un evento que sea conocido, en contraposición de otras revoluciones victoriosas de la época como la de Rusia (1917) o fracasadas como la de Munich (1918). Y sin embargo, la rebelión de Pascua, a pesar de ser un fracaso completo, fue el comienzo del final de la ocupación de la mayor parte de Irlanda por parte de Gran Bretaña, lo que se consiguió únicamente tras una brutal guerra contra el Reino Unido (1919-1921). / LER: BorrokaGaraiaDa

25 de Abril sempre!

Zeca Afonso - «Grândola, Vila Morena»  
42 anos da Revolução
Aos Heróis de Abril que organizaram as lutas contra o fascismo
Ver: manifesto74

sábado, 23 de abril de 2016

Grande manifestação em Bilbo por uma «verdadeira política» para a indústria

Sob o lema «Gure industriaren defentsan. Por una política industrial real» [Em defesa da nossa indústria], milhares de pessoas encheram, hoje, as ruas da capital biscainha, respondendo ao apelo das centrais sindicais ELA, LAB, CCOO e UGT. Exigiram uma política industrial que faça frente aos múltiplos encerramentos e despedimentos, e acusaram o Governo de Lakua de «nada fazer» pela defesa dos sectores estratégicos.

Além de membros dos sindicatos referidos, a mobilização contou com ampla representação de outros sindicatos - ESK, Steilas, Hiru, LSB-USO -, comissões de trabalhadores de várias empresas e representantes de diversas forças políticas, incluindo das que apoiam o patronato e têm por hábito aplicar as políticas que, ao serviço do capital, aprofundam a exploração dos trabalhadores. Por ali se passearam como se nada fosse - é a informação que nos chega de Euskal Herria.

A secretária-geral do LAB, Ainhoa Etxaide, criticou duramente as políticas seguidas neste sector, bem como a atitude do Governo de Lakua, e afirmou que «não estão dispostos a deixar o seu futuro, o seu emprego nas mãos de uma elite política e económica». Sublinhou ainda a importância da unidade na luta para se conseguir um futuro melhor.

Assembleias de desempregados e organizações representativas dos trabalhadores da Arcelor Mittal Zumarraga, Vicinay Sestao, Eaton, Gamesa e Servicios Siderúrgicos Centralizados, entre outras, apresentaram faixas próprias, exigindo políticas que travem os despedimentos e criem emprego com condições dignas.

Os trabalhadores da Arcelor Mittal de Zumarraga e Sestao, que lutam contra o encerramento das suas fábricas, assumiram um protagonismo especial na marcha e tiveram o apoio dos seus colegas asturianos. A manifestação terminou no Arenal, onde se procedeu à leitura do manifesto das quatro centrais convocantes. / Ver: Berria, naiz e LAB

Presos em Iruñea 5 jovens que se manifestaram por um outro sistema educativo

A Polícia espanhola, em colaboração com a Udaltzaingoa [munipas], prendeu ontem de manhã, na capital navarra, cinco jovens que, no dia 17 de Março, se manifestaram contra a LOMCE (lei orgânica para a melhoria da qualidade educativa) e em defesa de um sistema educativo próprio, «do povo e para o povo».

Os jovens, quatro rapazes e uma rapariga (dois deles menores), foram detidos por alegadamente terem participado em incidentes ocorridos nesse dia e são acusados de «desordem pública». Depois de deporem, foram postos em liberdade. No dia da manifestação, foram presos outros quatro estudantes, todos menores. [Na imagem, uma das detenções.]

Sossegados continuam, por enquanto, a lei infame e retrógrada, a privatização do ensino, a sujeição dos estudantes aos ditames do mercado, que os conduz ao endividamento e à precariedade, bem como os malha-malha que ferreamente impõem a ordem do capital face a quem se atreve a sonhar com a construção de uma Educação «do povo e para povo», e a lutar por ela. / Ver: topatu.eus e Berria

Askapena: «Internacionalismo y crisis de los refugiados»

[eus: «Internazionalismoa eta errefuxiatuen krisia»] En efecto, creemos que, para evitar caer en un asistencialismo paternalista poco eficaz o directamente contraproducente, tenemos que ir a la raíz del problema y poner sobre la mesa las responsabilidades políticas de las instituciones y Estados europeos tanto en el origen del problema como en la nefasta gestión de las consecuencias de esta crisis de refugiad@s.
[...]
la Unión Europea, gran defensora de la libertad de circulación de los capitales, decide cerrar sus fronteras e impedir a toda costa, mediante la represión si hace falta, la entrada de nuevos refugiados, blindando más si cabe la fortaleza europea con un pacto vergonzoso con el Estado represor turco. (askapena.org)

«Trump e Clinton: Censurando o intragável», de John PILGER (resistir.info)
Uma censura virulenta, ainda que familiar, está prestes a abater-se sobre a campanha eleitoral estado-unidense. Como o selvagem caricato, Donald Trump, parece quase certo que ganhe a nomeação do Partido Republicano, Hillary Clinton está a ser consagrada como a «candidata das mulheres» e a campeã do liberalismo americano na sua luta heróica contra Satã.

Isto é disparate, naturalmente. Hillary Clinton deixa um rastro de sangue e sofrimento por todo o mundo e um recorde claro de exploração e cobiça no seu próprio país. Dizer isto, no entanto, está a tornar-se intolerável na terra da liberdade de expressão.

Lénine: «As tarefas imediatas do poder soviético» [Escuela de Cuadros]

V. I. Lénine nasceu a 22 de Abril de 1870, há 146 anos. Para assinalar a data, o programa de formação marxista «Escuela de Cuadros» sugeriu a divulgação da obra As Tarefas Imediatas do Poder Soviético (1918), que foi analisada na edição 159, com a ajuda do professor cubano Rubén Zardoya.

«Las tareas inmediatas del poder soviético» [Lenin]

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Continua o ataque à solidariedade com os presos políticos bascos

O juiz Eloy Velasco, do tribunal de excepção espanhol (AN), incriminou 47 bascos detidos pela Guarda Civil e a Polícia espanhola em operações levadas a cabo nos últimos anos contra o trabalho em prol dos presos políticos bascos. Começam a depor a 10 de Maio.

Detidos nas operações «Jake», «Mate» e «Pastor», em Setembro de 2013, Janeiro de 2014 e entre Janeiro de 2014 e Março de 2015, os solidários com os presos estão ligados ao Herrira, são advogados, membros da Etxerat e da Jaiki Hadi. O tribunal especial acusa-os de «colaboração» ou de «integração» em organização terrorista e de compor a «frente das prisões».

Nesta ofensiva contra o trabalho em defesa dos direitos dos presos políticos bascos, foram incriminados, de acordo com os dados divulgados pelo Berria, José Luis Campo, Asier Aranguren, Aitziber Sagarminaga, Egoitz López de Lacalle, Aintzane Orkolaga e José Miguel Almandoz (do grupo de interlocução com o EPPK).

Também foram processados os advogados de presos bascos Arantza Zulueta, Jon Enparantza, Alfonso Zenon, Kepa Manzisidor, Eukene Jauregi, Ane Ituiño, Aiert Larrarte, Ainhoa Baglietto, Arantza Aparicio, Onintza Ostolaza, Haizea Ziluaga, Amaia Izko, Jaione Karrera, Atxarte Salvador e Naia Zuriarrain (esta última, trabalhadora num escritório de advogados).

Ligados à organização solidária Herrira, o juiz incriminou Fran Balda, Amaia Esnal, Eneko Ibarguren, Ekain Zubizarreta, Roberto Noval, Ibon Meñika, José Antonio Fernández, Oskar Sanchez, Gorka González, Jon Garay, Sergio Labaien, José Manuel Ugartemendia, Eneko Villegas, Nagore García, Jesús Mari Aldunberri, Beñat Zarrabeitia, Ane Zelaia, Imanol Karrera, Jon Mindegiaga, Jabier Carballido, Nagore San Martin e Emilie Martin (para esta última, basca de nacionalidade francesa, foi emitido um mandado de busca, captura e prisão).

Também incriminados foram Fernando Arburua e Oihana Barrios, membros da associação Jaiki Hadi, que presta assistência médica aos presos, e Izaskun Abaigar e Nagore López de Luzuriaga, membros da associação de familiares Etxerat. / Ver: Berria e topatu.eus

Inúmeras iniciativas para lembrar o bombardeamento de Gernika

Na terça-feira, 26, passam 79 anos sobre o bombardeamento de Gernika pela Legião Côndor. A Câmara Municipal revelou as várias iniciativas evocativas agendadas para esse dia.

A dar início aos eventos programados estará a tradicional entrega dos Prémios Gernika pela Paz e a Reconciliação, no Lizeo Antzokia, ao meio-dia. Os galardoados são, este ano, o ex-presidente uruguaio José Mujica e o antropólogo forense e presidente da Sociedade de Ciências Aranzadi Francisco Etxeberria.

À tarde, terá lugar no Pasealeku o também habitual toque de sirenes, seguindo-se, em diversos pontos de Gernika-Lumo, o acto popular «4 minutuko ekimena», em que as pessoas guardarão quatro minutos de silêncio.

Às 16h30, será feita uma oferenda floral, no cemitério de Zallo, aos mortos no ataque fascistas de há 79 anos. Às 19h30, terá início a representação teatral popular «Gernika Garretan», uma crónica do bombardeamento interpretada pelos gernikarras.

Às 21h30, começará uma manifestação silenciosa com velas pelas ruas da localidade biscainha. O programa inclui ainda concertos, exposições e outras obras teatrais. / Ver: SareAntifaxista

Mikel Arizaleta: «Cuando la tortura es un bien protegido»

Eso es el estado español todavía hoy: Torturados marcados de por vida por su sello de bestialidad, y torturadores, funcionarios suyos, premiados con ascenso y amnistía. La tortura es piel, sigue siendo todavía hoy en el estado español un bien protegido. (lahaine.org)

«No podemos aceptar la Paz obligados por las bayonetas» (redroja.net)
[De Fernando Buen Abad Domínguez] El gran circo del sentimentalismo pacifista que la burguesía despliega en sus escenarios mediáticos no debe silenciar a los pueblos ni debe anestesiar su capacidad crítica. La única verdadera garantía de Paz es la derrota del capitalismo. No son los pueblos, que construyen el socialismo, quienes ejercen la violencia. El capitalismo es la violencia en sí mismo. Es el proyecto socialista y científico una de las acciones más certeras y contundentes para inquietar la Paz que la humanidad anhela y ese anhelo de paz de debe ser realizado por los pueblos y no por sus enemigos.

Aos Heróis de Abril

42 anos da Revolução de Abril
Aos heróis de Abril que enfrentaram as prisões fascistas
Ver: manifesto74 / Ver também: cgtp.pt

25 de Abril sempre!

quinta-feira, 21 de abril de 2016

O Parlamento de Nafarroa homenageou os eleitos executados em 1936

No domingo passado, 17, o Parlamento navarro prestou homenagem aos representantes públicos executados em 1936 pelos franquistas e fê-lo actualizando e colocando em lugar de destaque a placa onde estão inscritos os seus nomes. Também pediu «perdão pelo mal causado».

Um dos aspectos principais da cerimónia foi a colocação em lugar de destaque, no átrio da Câmara, da placa com a relação de funcionários e eleitos executados.

Os nomes dos 156 eleitos inscritos na placa – 118 vereadores, 36 presidentes de Câmara, um deputado e um ministro – foram lidos no decorrer de uma sessão em que as presidentes do Parlamento e do Governo navarros, Ainhoa Aznárez e Uxue Barkos, realizaram uma oferta floral. Os momentos mais emotivos viveram-se com os testemunhos dos familiares. / Ver: SareAntifaxista e Sanduzelai Leningrado

Prosseguem as detenções por «enaltecimento»

Três pessoas tiveram de passar, ontem à tarde, por uma esquadra na capital navarra, sendo acusadas de «enaltecimento do terrorismo» por terem afixado uma faixa em que se dava as boas-vindas ao ex-preso Jorge Olaiz, libertado há cerca de uma semana.

Haizea Perez e Andoni Laspalas foram presos pela Polícia Nacional espanhola, e Arkaitz Zudaire dirigiu-se à esquadra por sua iniciativa. Foram todos libertados depois de prestarem depoimento.

De manhã, em Bilbo, uma outra pessoa foi presa pelo mesmo corpo policial, acusada de «enaltecimento do terrorismo» nas redes sociais. Segundo consta, a polícia dos costumes espanhola detectou simpatias por bandas como ETA, GRAPO, IRA e Terra Lliure. / Ver: topatu.eus e Berria

EM VILLABONA, O POVO INSISTE
No dia 13, a Câmara Municipal de Villabona (Gipuzkoa) mandou apagar uma pintada gigante que há muito se vê no chão da Praça Malkar, em defesa do regresso a casa dos presos políticos bascos.
Numa terra com tradição lutadora, choveram críticas sobre o autarca, que se defendeu dizendo que, «para se fazer alguma coisa na terra, é preciso ter autorização». Em resposta, um grupo decidiu fazer uma «pintada colectiva», de «forma pública e participativa». / Ver: argia [com vídeo]

Sendoa Jurado: «Ante Euskal Herria»

Si llegamos a la conclusión de que debido a los costes que tiene luchar no merece la pena, entonces sí, será lógico hacer todo lo necesario para desactivar la represión y que cada uno pueda estar en casa lo antes posible dejando la lucha en un segundo plano, siendo las consecuencias políticas cualesquiera que sea, pero eso solo se puede hacer desde el punto de vista de quien ha perdido una guerra y nunca más quiere volver a la lucha. Sin embargo, el pueblo ha dejado claro que no renuncia a sus objetivos y si todos estamos de acuerdo en eso, estaremos de acuerdo en que deberemos valorar en qué situación queda la lucha en cada paso que damos, y por si acaso alguien tiene dudas, no estoy hablando de la lucha armada ya que nuestro movimiento no ha nacido para eso, pero cualquier modo de lucha debe tener bien marcadas determinadas línas rojas que no se pueden traspasar si queremos que sea efectiva. / Ler: lahaine.org [em euskara: argia]

«Só a luta dos trabalhadores pode construir uma alternativa à esquerda no nosso país»
[PCB] Representantes dos segmentos majoritários das classes dominantes no parlamento, aliados a setores do judiciário e da mídia hegemônica, impuseram a admissibilidade do impeachment da presidente Dilma, num processo repleto de manipulações, manobras, conchavos, negociatas e jogo sujo em todas as áreas da institucionalidade burguesa. O sinal verde para o impeachment aprovado na Câmara dos Deputados é um acinte ao povo brasileiro, pois se trata de uma medida comandada cinicamente por um delinquente político e apoiada por mais de uma centena de deputados envolvidos em processos de corrupção. (resistir.info)

Em Bilbo denunciou-se a ingerência política e mediática espanhola na Venezuela

No Dia de Acção Mundial de Solidariedade com a Venezuela Bolivariana, a plataforma Venezuela aurrera, composta por 28 colectivos, partidos e sindicatos de Euskal Herria, concentrou-se na Praça Circular de Bilbo, sob o lema «Con Venezuela, contra la injerencia española y contra la Ley de Impunidad», naquele que foi um de muitos actos solidários realizados no mundo. A Cubainformación TV esteve presente na concentração bilbaína.

Num comunicado distribuído durante a concentração, a plataforma denunciou a «Lei de Impunidade» que, com o apoio entusiasta do Governo em funções no Estado espanhol (PP) e de forças políticas como o PSOE e Ciudadanos, foi aprovada pela oposição venezuelana na Assembleia Nacional – embora o Supremo Tribunal de Justiça tenha declarado essa lei inconstitucional.

Reportagem [Cubainformación TV] Sob a consigna «Los pueblos del mundo unidos con Venezuela», pelo menos 40 cidades ergueram a sua voz, esta terça-feira, em solidariedade com o país sul-americano e em defesa da sua soberania face aos ataques perpetrados pela direita, a nível nacional e internacional, em aliança com o imperialismo norte-americano. / Ver: pakitoarriaran.org