terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

«O potencial revolucionário das pequenas naçons oprimidas da Europa Ocidental»

[De Sugarra] É freqüente que, entre quem se proclama marxista revolucionário, existam posturas renuentes a reconhecer a necessidade de que a classe operária assuma a luita pola liberdade das naçons oprimidas, considerando que isso é próprio da burguesia ou da pequena burguesia e que, se alguma organizaçom comunista o figesse, estaria a incorrer num «desvio nacionalista».

Quem sustenta essas posturas de niilismo nacional limita-se a «defender», de umha forma meramente retórica, o direito das naçons à autodeterminaçom, enquanto por outra parte sustenta que o fim da opressom que essas naçons sofrem chegará quando a classe operária dos Estados dominantes tomar o poder em cada umha delas.

Isto significa que, entretanto, a classe operária das naçons dominadas teria que se limitar a esperar a que no conjunto do Estado ou dos estados opressores triunfasse a revoluçom, sem refletir sobre o facto de que, em boa medida, o desenvolvimento de um processo revolucionário de libertaçom, numha ou várias das naçons oprimidas, pode constituir um autêntico «catalisador» que acelere o processo revolucionário no conjunto do Estado ou estados dominantes.
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Os comunistas bascos e do conjunto dos países da Europa devemos prestar umha grande atençom à possível evoluçom da situaçom internacional, e preparar-nos para aproveitar as contradiçons e confrontos interimperialistas para fazer avançar a luita de libertaçom das naçons oprimidas e a revoluçom proletária. / LER: Diário Liberdade [em castelhano: lahaine.org]